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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

TRUMP PREFERE VIAJAR COM A ASSESSORA A TRABALHAR, DIZ DEMOCRATA


Natalie Harp, de 35 anos, é uma das assessoras mais próximas do presidente Donald Trump na Casa Branca. 
Ela o acompanha em viagens, reuniões e até no helicóptero presidencial Marine One. Também troca mensagens com líderes mundiais em nome do presidente e participa da elaboração de posts. A assessora ganhou destaque após acompanhar Trump em uma operação secreta para retirá-lo da Turquia e esteve entre as poucas pessoas que entraram em um contêiner usado para transportar refeições no avião presidencial. O episódio aumentou a atenção sobre a influência de Harp junto ao presidente. O senador democrata Jon Ossoff criticou a relação e afirmou que Trump prefere viajar com a assessora a trabalhar. A declaração provocou forte reação de aliados, parlamentares e influenciadores trumpistas. Harp é considerada uma das principais guardiãs do acesso ao presidente. Seu apelido é “a impressora humana”, porque costuma acompanhá-lo com uma impressora portátil. Ela também leva a Trump informações encontradas nas redes sociais e conteúdos favoráveis às suas opiniões. Segundo relatos, a assessora demonstra grande lealdade ao presidente e raramente se afasta dele. Trump já teria dito que Harp é uma das poucas pessoas que o amam tanto quanto sua família. Ela recebe salário anual de US$ 150 mil, pago pelos contribuintes americanos. O cargo de Harp é de assistente especial e assistente executiva do presidente.

Alguns colegas, porém, consideram exageradas certas demonstrações de devoção da assessora.
Vídeos mostram Harp correndo para acompanhar o carrinho de golfe de Trump durante uma visita à Escócia. Em uma carta ao presidente, ela chegou a pedir desculpas por ter causado constrangimento durante a viagem. No documento, afirmou que havia passado dias quase sem comer e dormindo apenas algumas horas. Nascida na Califórnia, Harp desenvolveu desde jovem forte interesse por presidentes americanos. Seu irmão afirmou que ela costumava escrever cartas para presidentes, incluindo George W. Bush. A ligação com Trump se aprofundou após ela enfrentar um câncer ósseo. Harp atribui ao presidente a possibilidade de ter acesso a tratamentos experimentais. Em 2019, ela contou sua história na Fox News e chamou a atenção de Trump. Ele a convidou para discursar na Convenção Nacional Republicana de 2020. Nos anos seguintes, Harp passou a defender publicamente as posições e alegações de Trump. Em 2022, ingressou oficialmente em sua equipe. Durante a campanha presidencial de 2024, apareceu em um documentário sobre a rotina de Trump. Harp afirma que Trump foi seu primeiro contato com a política e que passou a admirá-lo durante sua doença. Hoje, sua proximidade com o presidente tornou-se símbolo da maneira pessoal e direta como Trump exerce o poder. 

TRUMP VIVE DE AMEAÇAS AO IRÃ QUE AS CLASSIFICA DE "POLÍTICA FRACASSADA"


O Irã reagiu nesta quinta-feira (20) à “guerra econômica sem precedentes” anunciada por Donald Trump no dia anterior. 
Teerã classificou a iniciativa como uma “política fracassada” e afirmou que os EUA enfrentam uma crise própria. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que Trump busca desviar a atenção dos problemas americanos. Segundo ele, insistir na pressão econômica resultará em nova derrota e ampliará a hostilidade dos iranianos. Trump afirmou que adotará a operação econômica “mais esmagadora” já imposta contra qualquer país. O presidente americano também ameaçou países que ofereçam apoio financeiro ao Irã. Ele declarou que a Marinha e a Força Aérea iranianas foram severamente atingidas durante a guerra. Trump afirmou ainda que a indústria militar iraniana foi destruída e que a moeda do país perdeu valor. Apesar das declarações, não há sinais de colapso completo da economia iraniana. O país já enfrentava forte crise antes da guerra, após anos de sanções dos EUA e da Europa. Mesmo com perdas militares, o Irã mantém capacidade de lançar mísseis balísticos e drones. Essas armas continuam ameaçando países vizinhos e navios que tentam atravessar o estreito de Hormuz. Trump advertiu que instituições financeiras e empresas que ajudarem o Irã sofrerão consequências econômicas.

Ainda não está claro quais países serão diretamente atingidos pelas novas ameaças americanas. Entre os possíveis alvos estão Rússia e China, aliados próximos de Teerã. Também podem ser afetados parceiros comerciais do Irã, como Brasil, Turquia, Índia e Paquistão. O Brasil exporta principalmente milho e soja para o mercado iraniano. A ameaça ocorre enquanto as negociações diplomáticas permanecem estagnadas. Trump também enfrenta pressão da opinião pública americana para encontrar uma saída para o conflito.
Mercados globais de energia igualmente sofrem os efeitos da guerra e da instabilidade regional. Aliados dos EUA no Oriente Médio também pressionam por uma solução para o conflito. A guerra entre EUA e Irã começou em fevereiro deste ano e provocou forte tensão internacional. O estreito de Hormuz permanece como ponto estratégico devido à importância para o transporte de energia. Uma ampliação das sanções pode aumentar os impactos econômicos sobre o Irã e seus parceiros. Teerã, porém, mantém uma postura de resistência diante da pressão de Washington. O confronto econômico ocorre em meio à ausência de avanços significativos na diplomacia. A tensão entre os dois países continua elevando os riscos para a economia e a segurança internacionais. 

DEMOCRATAS VENCEM REPUBLICANOS EM PRIMÁRIAS


Faltando apenas 76 dias para as eleições de meio de mandato nos EUA, os democratas comemoram vitórias nas primárias da Flórida, estado-pêndulo e residência do presidente Donald Trump. 
O destaque foi a vitória inesperada de Angie Nixon na disputa pela indicação democrata ao Senado. Nixon, integrante da ala progressista do Partido Democrata, derrotou o ex-militar Alexander Vindman, considerado favorito. Após a derrota, Trump atacou Vindman, chamando-o de “canalha traidor”, e previu nova derrota de Nixon nas eleições de novembro, quando enfrentará a republicana Ashley Moody na disputa pelo Senado. Segundo o cientista político Richard Mullaney, da Universidade de Jacksonville, a eleição será difícil para Nixon. Ele destacou que a Flórida tem forte tradição republicana e difere de estados onde candidatos progressistas tiveram melhores resultados. Para Mullaney, Nixon representa a ala progressista e populista do Partido Democrata. O especialista também apontou uma divisão crescente dentro da legenda entre diferentes correntes políticas. Essa fragmentação seria mais visível em estados democratas ou considerados decisivos, como Nova York, Michigan, Wisconsin e Minnesota. Apesar da vitória de Nixon, Mullaney considera prematuro tratar as primárias da Flórida como um termômetro das eleições de meio de mandato. Para ele, o resultado demonstra o ânimo dos democratas, mas não necessariamente antecipa o comportamento do eleitorado em novembro.

Após a vitória, Nixon afirmou nas redes sociais que os eleitores da Flórida escolheram a mudança. Ela disse que a vitória nas primárias era apenas o começo da campanha. Nixon terá 76 dias para tentar conquistar a cadeira no Senado e ajudar os democratas a recuperar o controle da Casa. Além dela, outros democratas tiveram resultados importantes nas primárias.
O deputado Jared Moskowitz derrotou com facilidade o progressista Oliver Larkin. A disputa ocorreu em um distrito recentemente redesenhado, que os republicanos esperam conquistar em novembro. Já a deputada Debbie Wasserman Schultz venceu uma primária bastante acirrada. A eleição ocorreu em um distrito de forte maioria democrata. Os resultados mostram movimentações dentro do Partido Democrata antes das eleições de novembro. Entretanto, ainda não permitem prever o resultado final da disputa pelo controle do Congresso americano. 

MANOBRA MILITAR DA OTAN AUMENTA TENSÃO COM MOSCOU


A Otan realizou uma manobra militar surpresa perto de Kaliningrado, enclave russo entre Polônia e Lituânia, aumentando a tensão com Moscou. 
Cerca de 25 aeronaves participaram da operação, incluindo caças dos EUA e da Noruega, aviões de vigilância e reabastecimento. Também foram mobilizados helicópteros de ataque americanos AH-64 Apache. Segundo a Otan, o objetivo foi treinar capacidades defensivas e operacionais na região. A ausência de anúncio prévio, porém, provocou apreensão na Rússia. A avaliação em Moscou é de que o exercício poderia ter testado sistemas russos de interceptação eletrônica. Kaliningrado abriga importantes sistemas militares russos, incluindo equipamentos de comunicação, defesa antiaérea S-400 e mísseis Iskander-M. A região é considerada estratégica por sua posição no mar Báltico. Os mísseis Iskander têm capacidade de atingir alvos a centenas de quilômetros e podem receber ogivas nucleares. O episódio ocorre em meio ao aumento da tensão entre Rússia e Otan desde a invasão da Ucrânia, em 2022. Lituânia, Letônia e Estônia são vistas pela aliança como áreas vulneráveis a possíveis ataques russos. Suécia e Finlândia abandonaram sua tradicional neutralidade e ingressaram na Otan após a guerra na Ucrânia.

Com isso, quase todo o litoral do Báltico passou a estar sob controle de países da aliança, com exceção das áreas russas. Nos últimos meses, diversos incidentes aumentaram a desconfiança na região. Aeronaves francesas já foram alvo de radares russos, enquanto a Otan reforçou patrulhas para proteger cabos submarinos. Também continuam as discussões sobre as explosões dos gasodutos Nord Stream, ocorridas em 2022. Drones ligados à guerra na Ucrânia também já provocaram incidentes e violações de espaço aéreo. A passagem de uma fragata russa equipada com mísseis hipersônicos pelo Báltico gerou novos alertas na Europa. A embarcação escoltava um navio transportando gás russo, em uma demonstração de dissuasão. O presidente Vladimir Putin afirmou que a Rússia poderá adotar medidas semelhantes contra navios europeus. A situação aumenta o temor de confrontos militares ou navais no Báltico. A Otan vem alertando para a possibilidade de um eventual confronto com a Rússia antes do fim da década. Ao mesmo tempo, países europeus ampliam seus gastos militares e reforçam suas capacidades de defesa. A expansão ocorre também diante das cobranças de Donald Trump para que os aliados europeus assumam maior parte dos custos da defesa. O Kremlin critica o fortalecimento militar da Otan e classifica a política ocidental como uma forma de russofobia.
O episódio em Kaliningrado mostra como o Báltico continua sendo um dos principais focos de tensão entre Rússia e Otan. 

MULHERES SEM ACESSO AO ENSINO MÉDIO E SUPERIOR, ALÉM DE OUTRAS RESTRIÇÕES


O Talibã retomou o controle do Afeganistão há cinco anos, após duas décadas, e restabeleceu um regime islâmico que restringe severamente os direitos das mulheres. 
Desde então, mulheres e meninas foram progressivamente excluídas da vida pública, em um processo considerado sem precedentes na história moderna. Mais de 160 decretos limitaram seus direitos, proibindo o acesso ao ensino médio e superior e restringindo trabalho, circulação, vestimentas e liberdade de expressão. 
A ONU Mulheres alerta que as medidas afetam aproximadamente metade da população e podem comprometer o futuro do país por décadas. Um relatório da organização, baseado em entrevistas com cerca de 5.000 afegãos, revela forte deterioração das condições de vida das mulheres. Enquanto 55% dos homens disseram estar vivendo pior do que esperavam, o índice chegou a 65% entre as mulheres. Os homens apontaram principalmente dificuldades econômicas, enquanto as mulheres destacaram a perda de acesso à educação e ao trabalho. A maioria das entrevistadas relatou aumento do estresse, preocupação e pressão, sinais associados à deterioração da saúde mental. Cerca de 90% disseram precisar da autorização de um homem da família para sair de casa. Mais da metade afirmou sair apenas uma ou duas vezes por mês, enquanto mais de 95% dos homens disseram sair diariamente. A pressão para cumprir as regras também aumentou dentro das próprias comunidades.

Quase 40% das mulheres entrevistadas disseram sofrer mais pressão para adequar seu comportamento por medo de denúncias. Especialistas afirmam que o Talibã transformou normas patriarcais em obrigações legais e passou a envolver famílias na fiscalização das mulheres. O Afeganistão é atualmente o único país do mundo que proíbe formalmente meninas e mulheres de estudar além do ensino primário. A exclusão prolongada da educação e da vida pública aumenta a defasagem e reduz as perspectivas de recuperação social e econômica. A Unesco pediu a restauração plena do direito à educação para meninas e mulheres afegãs. Especialistas alertam que uma geração inteira pode crescer sem oportunidades educacionais e profissionais. Para ativistas, por trás de cada decreto existem histórias de estudantes, professoras, juízas, médicas e empreendedoras impedidas de exercer suas atividades. A advogada de direitos humanos Belquis Ahmadi defende maior pressão internacional contra as restrições. Segundo ela, o problema não é apenas o apagamento de milhões de mulheres e meninas da vida pública. O risco maior, afirma, é que o mundo se acostume gradualmente com essa realidade. Cinco anos após o retorno do Talibã, a situação das mulheres permanece entre as maiores crises de direitos humanos do Afeganistão. 

DÍVIDA DOS EUA ULTRAPASSA, PELA PRIMEIRA VEZ, US$ 40 TRILHÕES


A dívida total dos Estados Unidos ultrapassou pela primeira vez os US$ 40 trilhões, segundo dados do Departamento do Tesouro divulgados ontem, 19. 
O valor chegou a US$ 40,047 trilhões na terça-feira, incluindo US$ 32,266 trilhões em títulos detidos pelo público e US$ 7,782 trilhões em dívida intragovernamental. A dívida federal mais que dobrou em menos de uma década. Em janeiro de 2017, quando Donald Trump assumiu a Presidência pela primeira vez, o montante era de US$ 19,95 trilhões. Cerca de um terço do aumento ocorreu durante a pandemia de Covid-19, quando os governos Trump e Joe Biden ampliaram os gastos para enfrentar a crise. O restante do crescimento está ligado a desequilíbrios persistentes entre receitas e despesas e às escolhas fiscais dos dois governos. Organizações de controle orçamentário alertam para o risco de uma crise fiscal caso o Congresso não aumente receitas, reduza gastos ou adote as duas medidas. Maya MacGuineas, do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, afirmou que a dívida afeta toda a economia e pode chegar ao bolso dos cidadãos. Segundo ela, o aumento do endividamento pode pressionar a inflação, limitar outras prioridades orçamentárias e ampliar a vulnerabilidade do país. A dívida chegou a US$ 40 trilhões menos de cinco meses depois de atingir US$ 39 trilhões. Em menos de 20 anos, o valor quadruplicou. Em 1981, a dívida havia alcançado pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão. Os mercados também demonstram preocupação com o elevado volume de emissão de títulos do governo americano. 

Os juros dos títulos de longo prazo atingiram nesta semana os maiores níveis em quase duas décadas. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a duplicação das recompras de títulos de 10 a 30 anos para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. A demanda estrangeira por títulos americanos também vem diminuindo, embora investidores internacionais ainda detenham quase um terço dos Treasuries. Em julho, o déficit mensal dos EUA chegou a US$ 432 bilhões, o quarto maior da história. Nos primeiros dez meses do ano fiscal de 2026, o déficit já superou o resultado de todo o ano fiscal de 2025. Desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025, a dívida aumentou US$ 3,8 trilhões. Considerando os dois mandatos, o crescimento chega a US$ 11,6 trilhões até o momento. Durante o governo Biden, a dívida aumentou US$ 8,4 trilhões, impulsionada também por programas de recuperação da pandemia, infraestrutura e energia. O pacote fiscal do segundo mandato de Trump, conhecido como “One Big Beautiful Bill”, poderá acrescentar US$ 4,7 trilhões à dívida, segundo o Escritório de Orçamento do Congresso. Os EUA gastam cerca de US$ 7 trilhões por ano, sendo 60% destinados a programas obrigatórios, como Previdência Social, Medicare, Medicaid e benefícios para veteranos. Cerca de US$ 1,1 trilhão é destinado ao pagamento de juros da dívida. No ano fiscal de 2025, os juros superaram pela primeira vez os gastos do Pentágono. Em 2026, os pagamentos de juros também ultrapassaram os gastos com o Medicare. O envelhecimento da população e o aumento das despesas sociais pressionam ainda mais as contas públicas americanas. 

MÉDICA CONTRA ABORTO VAI LIDERAR ADMINISTRAÇÃO DE ALIMENTOS E MEDICAMENTOS


Heidi Overton, uma das principais assessoras da Casa Branca, foi escolhida por Donald Trump para liderar a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA). 
Médica e vice-diretora do Conselho de Política Interna, Overton participou de iniciativas de saúde do segundo governo Trump. A indicação provocou críticas de senadores democratas, que a classificaram como extremista de direita e contrária ao aborto. Trump, porém, elogiou Overton no Truth Social, chamando-a de profissional inteligente e respeitada. O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., também manifestou apoio à indicação. Se confirmada pelo Senado, Overton terá de administrar diferentes interesses dentro do governo e enfrentar temas polêmicos na área da saúde. Ela assumirá a FDA após a saída de Marty Makary, em maio, deixando projetos inacabados sobre alimentos ultraprocessados, antidepressivos e vacinas contra a covid-19. Overton estudou medicina na Universidade do Novo México e fez doutorado em investigação clínica na Universidade Johns Hopkins. Antes de integrar o governo, foi diretora de políticas do America First Policy Institute, think tank conservador. Nos últimos meses, participou de anúncios de políticas defendidas por Trump, incluindo medidas para reduzir preços de medicamentos.

Também apoiou uma ordem de vacinação que propôs separar a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em três imunizações. A medida contrariou recomendações de grupos médicos. Em evento na Casa Branca, Overton apoiou Trump quando ele sugeriu, sem respaldo científico, relação entre vacinação e autismo. O consenso científico estabelece que não existe relação entre vacinas e transtorno do espectro autista. Overton também já criticou as pílulas abortivas. Caso seja confirmada, poderá influenciar regras da FDA que facilitaram o acesso a esses medicamentos. A nomeação ainda precisa ser analisada pelo Senado, onde os republicanos têm maioria apertada. Overton deverá responder a perguntas da Comissão de Saúde, Educação, Trabalho e Previdência. O presidente da comissão, o republicano Bill Cassidy, é médico e já criticou ações de Trump que levantaram dúvidas sobre a vacinação. A escolha de Overton ocorre em meio a disputas sobre políticas de saúde, vacinas, medicamentos e aborto nos Estados Unidos. 

VACINA EXPERIMENTAL CONTRA O CÂNCER


Uma vacina experimental personalizada contra o melanoma, desenvolvida pela Moderna e pela Merck, reduziu o risco de retorno do câncer após a cirurgia, segundo resultados preliminares de um estudo de fase final divulgado ontem, 19. 
Chamada intismeran autogene, a vacina é diferente das tradicionais: em vez de prevenir doenças, é produzida sob medida para tratar tumores já existentes, considerando as mutações genéticas de cada paciente. O melanoma é um câncer de pele agressivo, desenvolvido nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Sua capacidade de provocar metástases torna a doença especialmente preocupante. No estudo, a vacina foi combinada ao Keytruda (pembrolizumabe), imunoterápico da Merck usado no tratamento do melanoma. Participaram 1.137 pacientes que haviam passado por cirurgia para retirar completamente o tumor, mas ainda apresentavam risco de recidiva. Dois terços receberam a combinação e um terço, apenas o Keytruda. Na análise interina, o grupo que recebeu os dois tratamentos apresentou resultados superiores na sobrevida livre de recorrência e na prevenção de metástases à distância. O estudo ainda está em andamento e não foi publicado. As empresas também não divulgaram os percentuais exatos de redução de risco observados nessa análise. Em estudo anterior de fase intermediária, a combinação havia reduzido em 49% o risco de recorrência ou morte após cinco anos em pacientes com melanoma de alto risco. 

Segundo a Moderna e a Merck, não foram identificados novos sinais de segurança, e o perfil de efeitos adversos permaneceu semelhante ao observado anteriormente. A tecnologia utiliza a plataforma de RNA mensageiro (mRNA), a mesma empregada pela Moderna no desenvolvimento de sua vacina contra a Covid-19. A estratégia também está sendo pesquisada para outros tumores. O programa INTerpath reúne estudos de fases 2 e 3 para câncer de pulmão, bexiga e carcinoma de células renais. Há ainda pesquisas iniciais para câncer de pâncreas, estômago e outro tipo de tumor pulmonar. Especialistas afirmam que os resultados são promissores, mas ainda é cedo para saber se a tecnologia mudará a prática clínica. Para o oncologista Stephen Stefani, vacinas personalizadas contra o câncer vêm sendo estudadas há anos, mas sua aplicação ampla dependerá de novos dados. Os próximos resultados deverão esclarecer a eficácia da estratégia e seu impacto na sobrevida dos pacientes. A proposta combina dois mecanismos: a vacina ajuda o sistema imunológico a reconhecer características específicas do tumor, enquanto o Keytruda bloqueia a proteína PD-1, permitindo maior ação dos linfócitos T. A expectativa é que o avanço da tecnologia de mRNA amplie as possibilidades de tratamentos personalizados contra diferentes tipos de câncer. 

STF DECIDE TORNAR RÉUS O EX-PRESIDENTE DA ALERJ E OUTROS


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar; o ex-deputado estadual TH Joias; e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. 
Os três estão presos e são acusados de obstrução de investigação relacionada ao vazamento de informações sigilosas de uma operação contra o Comando Vermelho (CV). A decisão também envolve Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias, e Thárcio Nascimento Salgado, suspeito de lavar dinheiro do tráfico em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. O julgamento ocorre no plenário virtual do STF e os ministros podem ajustar seus votos até sexta-feira (21). O relator, Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o voto. Segundo a PGR, o grupo teria atuado entre 2 e 3 de setembro de 2025 para vazar informações sobre a Operação Zargun. TH Joias, então deputado estadual e um dos principais alvos, teria retirado objetos de sua residência antes da chegada dos policiais.

Para Moraes, os elementos reunidos indicam crime de obstrução de investigação contra organização criminosa armada. A denúncia aponta que os acusados teriam agido em conjunto para repassar informações sigilosas da operação e eliminar provas. O objetivo seria dificultar investigações sobre o Comando Vermelho, envolvendo tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro. Moraes também citou que Bacellar admitiu ter conversado com Thiego Raimundo sobre a operação policial em 2 de setembro de 2025, na sede da Alerj. Segundo a PGR, o contato ocorreu após a Polícia Federal tratar com o gabinete do desembargador sobre a data da operação. Para o relator, a denúncia apresenta indícios de autoria e materialidade suficientes para o prosseguimento da ação. Após a conclusão do julgamento, na sexta-feira, as defesas ainda poderão recorrer à Primeira Turma para pedir esclarecimentos. Depois dessa etapa, o Supremo deverá abrir uma ação penal contra os acusados. 

MENINA DE 10 ANOS É VÍTIMA DE CASAMENTO PRECOCE COM HOMEM DE 50


Autoridades do Equador resgataram uma menina de 10 anos vítima de tráfico humano no Peru. 
Ela seria entregue como esposa a um homem de 50 anos, preso durante a operação. O caso ocorreu em Espejo, na província de Pastaza, na Amazônia equatoriana. O homem foi acusado de tráfico humano para casamento servil. A investigação durou dois meses e identificou outros casos de tráfico de menores. O episódio trouxe à tona a persistência dos casamentos infantis na América Latina. Segundo a Unicef, uma em cada quatro meninas da região viveu uma união precoce. A América Latina é a única região onde não houve redução significativa desses casos. Na África subsaariana, apesar dos índices maiores, houve queda nas últimas décadas. Pobreza, falta de educação, violência e poucas oportunidades econômicas estão entre as causas. Especialistas afirmam que muitas meninas buscam segurança e estabilidade financeira nessas uniões. Porém, decisões desse tipo ocorrem frequentemente em condições desiguais e restritivas. As consequências incluem abandono escolar, gravidez precoce e maior exposição à violência. Também há riscos de abuso sexual e redução das oportunidades de desenvolvimento. A prática existe há séculos na América Latina e envolve fatores históricos e culturais. Medidas legais mais rigorosas começaram a surgir principalmente a partir do século 21. 

Nicarágua, El Salvador, México e Peru adotaram proibições ou restrições ao casamento infantil. Colômbia e Bolívia aprovaram a proibição em 2025. No Brasil, menores de 16 anos não podem se casar; entre 16 e 18, há exigência de autorização dos pais. Mesmo com leis, especialistas dizem que as uniões precoces continuam ocorrendo. Na República Dominicana, mais de 35% das mulheres acima de 20 anos casaram antes dos 18. No México, cerca de 9 mil uniões precoces foram registradas no último ano. A pobreza aumenta significativamente o risco de uma menina entrar em uma união precoce. Costumes de algumas comunidades indígenas também são apontados como fator sociocultural. Especialistas alertam, porém, que tradições não devem condenar meninas à pobreza e desigualdade. A Unicef aponta gravidez adolescente, abandono escolar e violência como consequências frequentes. Por isso, especialistas defendem ações que ataquem as causas sociais e econômicas do problema. Entre as medidas estão manter meninas na escola e ampliar oportunidades econômicas. Programas de liderança e apoio também podem aumentar a autonomia das adolescentes. Equador e Peru anunciaram reforço da vigilância na fronteira para combater o tráfico de menores. Especialistas ressaltam que as políticas também devem proteger meninas que já vivem em uniões precoces. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 20/08/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Justiça do Trabalho suspende as demissões do grupo Casas Bahia

O descumprimento da ordem de preservação dos empregos poderá resultar em multa diária de R$ 100 mil, diz TRT-DF

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Jogo do bicho, tráfico, milícia: em quatro dias, Rio já soma oito candidaturas suspeitas de ligação com crime organizado

Pedidos foram encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio, que terá de decidir até 14 de setembro

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Empresas preveem crescimento menor e até recessão para 2027, com juro alto e inadimplência

Varejistas cortam investimentos, e concessionárias de serviços reclamam de falta de pagamento em contas de água e luz Levantamento da Folha analisou cenários traçados pelas 76 companhias listadas no Ibovespa

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

MPF entra com ação na Justiça para evitar desabamento de igreja no Centro Histórico de Salvador

Ação civil pública foi ajuizada contra a Ordem Terceira Secular de São Francisco, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o município de Salvador.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Norma que regulamenta uso da IA na Medicina reforça responsabilidade e ética do profissional

Painel “Bioética, Responsabilidade Civil e Regulação da IA Médica” encerrou o Summit Talks: IA na Medicina, que ocorreu nesta quarta-feira na Feevale

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Autoridades de Ceuta encaminham milhares de migrantes para abrigos temporários

Foram disponibilizados vários espaços para acolher, numa fase inicial, 1800 migrantes e, segundo o governo espanhol, a transferência para os abrigos temporários está a ocorrer “de forma voluntária”.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

RADAR JUDICIAL


MICRO-ONIBUS ENVOLVE EM ACIDENTE E MORREM 23 PESSOAS

O micro-ônibus da Saúde envolvido no acidente que deixou ao menos 23 mortos na BR-373, em Imbituva (PR), seguia para Curitiba. A informação foi divulgada pela Prefeitura de Imbituva, que centralizou os dados na Secretaria Municipal de Saúde. O município ainda não confirmou oficialmente os nomes das vítimas nem o número exato de mortos. Havia uma lista de passageiros, mas ainda não era possível identificar quem estava ferido ou entre as vítimas fatais. A prefeitura aguarda informações oficiais das autoridades responsáveis pela ocorrência. O acidente aconteceu após uma colisão entre o micro-ônibus e uma carreta. Equipes de atendimento foram mobilizadas para socorrer as vítimas e prestar assistência às famílias. A Secretaria Municipal de Saúde tornou-se o ponto de referência para informações sobre os ocupantes do veículo. O município também disponibilizou atendimento psicológico aos familiares que necessitarem de apoio. A Prefeitura pediu cautela e orientou que não sejam compartilhados nomes ou listas sem confirmação oficial. Em respeito às vítimas, os atendimentos administrativos municipais foram suspensos nesta quarta-feira. Os serviços essenciais, porém, continuam funcionando normalmente.


FACULDADE É ALVO DE INVESTIGAÇÃO

A Faculdade Internacional de Evolução Profissional (FIEP), em Alto do Coqueirinho, Salvador, é alvo de investigação do MP-BA. O procedimento foi instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor após denúncia anônima, apontando fraudes e irregularidades na oferta do curso de Tecnólogo em Óptica e Optometria. Segundo o relato, o curso era vendido como “100% online” sem autorização ou credenciamento prévio do MEC. A instituição também teria oferecido atividades práticas em polos clandestinos fora da Bahia. Esses locais seriam apresentados como “laboratórios fantasmas”, segundo a denúncia. A FIEP também é acusada de captar estudantes de outros estados por meio de parcerias irregulares, entre os quais parceria com o Sindicato dos Optometristas e Ópticos do Rio Grande do Sul. O MP-BA avalia que os alunos poderiam receber diplomas sem validade jurídica. A promotora determinou que a faculdade preste esclarecimentos em até dez dias úteis. Também foram solicitadas pesquisas em plataformas como Reclame Aqui e Consumidor.gov. O MP-BA acionou ainda órgãos do Rio Grande do Sul para verificar outras denúncias, processos ou investigações. 


DIPLOMA DE JORNALISMO PARA A PROFISSÃO

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF, defenderam que a Corte volte a discutir a exigência de diploma de jornalismo para a profissão. A obrigatoriedade foi derrubada pelo Supremo em 2009, quando o plenário decidiu que o certificado não poderia ser exigido. Dino afirmou que a decisão poderá ser rediscutida diante da extensão das garantias a blogueiros e outros produtores de conteúdo. Moraes concordou e defendeu uma regulamentação da atividade, com regra de transição para profissionais já atuantes. As declarações ocorreram durante julgamento sobre direito de resposta concedido a uma clínica médica após reportagem da TV Globo. O julgamento foi suspenso após pedido de vista da ministra Cármen Lúcia. O debate ocorre em meio a uma investigação envolvendo o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do Blog do Luís Pablo. Moraes determinou a quebra do sigilo telemático do jornalista para identificar uma suposta fonte de reportagens sobre Flávio Dino. A medida provocou reação da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que manifestou “alarme”. A entidade considerou a quebra do sigilo uma ameaça ao jornalismo e à liberdade de imprensa. Moraes afirmou que o sigilo da fonte é essencial à democracia, mas não pode proteger práticas criminosas. Ele também defendeu distinguir o jornalismo investigativo de casos em que jornalistas sejam investigados por crimes.


ESCRITÓRIO DEVERÁ RESSARCIR HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS 

Após cerca de nove anos sem movimentar uma execução, um escritório de advocacia terá de ressarcir os honorários sucumbenciais pagos pelo cliente. A decisão foi tomada por unanimidade pela 3ª Turma do STJ. A execução foi extinta por prescrição intercorrente após longo período de paralisação. O escritório retomou a cobrança sem consultar o cliente ou alertá-lo sobre os riscos. Com a extinção, o cliente foi obrigado a pagar honorários sucumbenciais. Ele então entrou com ação contra a banca para recuperar os valores. O TJ/SP reconheceu falha na prestação dos serviços e negligência dos advogados, mas rejeitou o pedido de indenização por perda de uma chance. No STJ, o escritório alegou que a prescrição era inevitável e imprevisível. O relator, ministro Humberto Martins, rejeitou o argumento da defesa. Segundo ele, cabia aos advogados informar o cliente sobre os riscos antes de retomar a execução. A revisão das provas seria inviável em recurso especial, conforme a Súmula 7 do STJ.


TPI CENSURA SANÇÕES DOS EUA


O Tribunal Penal Internacional (TPI) criticou as sanções dos Estados Unidos contra sua presidente, Tomoko Akane, classificando-as como um “ataque flagrante” à independência da Corte. O tribunal, sediado em Haia, afirmou que medidas contra juízes, procuradores e funcionários ameaçam o Estado de Direito. O governo de Donald Trump também sancionou um procurador-adjunto do TPI. Washington acusa a Corte de ser um órgão “corrupto e irremediavelmente politizado”. A União Europeia declarou apoio ao TPI e defendeu sua atuação independente. O Japão classificou as sanções americanas como “profundamente lamentáveis”. Tóquio reiterou seu apoio ao tribunal e à defesa do Estado de Direito internacional. O TPI julga indivíduos acusados de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e agressão. A Corte atua quando países não investigam ou não conseguem punir adequadamente esses crimes. As sanções são vistas como reação às investigações do TPI envolvendo Israel, aliado dos EUA. Em 2024, o tribunal emitiu mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. As medidas americanas impedem os sancionados de entrar nos EUA e de realizar transações no sistema financeiro do país.

AFASTADO RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL

A 3ª turma do STJ decidiu, por maioria, afastar o reconhecimento de união estável post mortem e manter a conclusão de que houve namoro qualificado. Embora houvesse convivência duradoura, filho em comum, auxílio material e noivado, não ficou comprovada a intenção atual de constituir família. Prevaleceu o voto do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, acompanhado por Humberto Martins e Moura Ribeiro. A relatora, ministra Nancy Andrighi, ficou vencida, acompanhada pela ministra Daniela Teixeira. Nancy defendeu o reconhecimento da união estável com base no conjunto de elementos que indicariam vida familiar. Entre eles estavam o filho, imóvel alugado pelo falecido, declaração de IR, seguro de vida, eventos familiares e o noivado. Cueva destacou que a diferença está na existência de uma família efetivamente constituída durante a convivência. Segundo ele, namoro qualificado e união estável podem apresentar características objetivas semelhantes. As instâncias anteriores entenderam que havia apenas intenção futura de formar família. Para a maioria, filho, auxílio material, seguro de vida e noivado não bastam, isoladamente, para caracterizar união estável. O ministro ressaltou ainda a ausência de publicidade da relação como se fossem casados e de intenção atual de constituir família. Alterar essa conclusão exigiria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula 7 do STJ.

ANTIGUIDADE NA ENTRÂNICA ANTERIOR DESEMPATE LISTAS

A 1ª Turma do STF decidiu, por unanimidade, que a antiguidade na entrância anterior deve desempatar listas de juízes promovidos simultaneamente. A decisão foi tomada em 18 de agosto, durante julgamento de agravo regimental em mandado de segurança. O entendimento restabelece determinação de 2024 do então corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão. O caso envolve o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que usava o tempo total de carreira como critério de desempate. Magistrados contestaram a regra e obtiveram de Salomão ordem para refazer as listas com base na entrância anterior. Posteriormente, o ministro Mauro Campbell, sucessor de Salomão, acolheu recurso do tribunal e mudou a decisão. Os magistrados recorreram ao STF, alegando contrariedade a precedentes da Corte sobre o tema. Em março de 2025, o relator, ministro Cristiano Zanin, havia negado o pedido por questão de competência. Ao analisar o agravo, Zanin revisou seu entendimento após manifestações dos demais ministros. Alexandre de Moraes afirmou que, como a carreira é organizada por entrâncias, a antiguidade também deve seguir esse critério. Flávio Dino destacou que o CNJ só pode afastar lei estadual quando houver decisão anterior do STF sobre a matéria. A decisão poderá alterar a ordem de antiguidade e promoções, enquanto o STF avaliará eventual modulação dos efeitos.

Salvador, 19 de agosto de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.