A Fifa teria concluído, em sigilo, que o Congo escalou um jogador inelegível nas Eliminatórias. O goleiro Lionel Mpasi havia atuado pelas categorias de base da França. Segundo documentos, a mudança de filiação não foi concluída conforme as regras. Mesmo assim, a entidade permitiu que o Congo continuasse na competição. A seleção precisava vencer a Jamaica para chegar à Copa após 52 anos. O Congo derrotou os jamaicanos e garantiu sua classificação ao Mundial de 2026. A denúncia havia sido apresentada pela Nigéria, eliminada anteriormente pelo Congo. A Fifa rejeitou o caso alegando que a reclamação foi apresentada fora do prazo. Documentos analisados pelo New York Times mostram que havia outras alternativas. Entre elas estavam punir o Congo, beneficiar a Nigéria ou manter o resultado. A entidade também poderia ter aplicado multas ou alterado o confronto decisivo. A Fifa não negou as conclusões da investigação jornalística. A organização afirmou que seus comitês são autônomos e seguem os regulamentos. Também disse que Gianni Infantino não participou das decisões sobre o caso. O episódio amplia os questionamentos sobre a integridade da Copa de 2026. A competição já enfrenta críticas envolvendo política e decisões da entidade. Um caso anterior envolveu a suspensão de um jogador dos Estados Unidos. A punição foi revogada após uma ligação entre Infantino e Donald Trump.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2026
FIFA PERMITIU JOGADOR INELEGÍVEL NAS ELIMINATÓRIAS
A Fifa teria concluído, em sigilo, que o Congo escalou um jogador inelegível nas Eliminatórias. O goleiro Lionel Mpasi havia atuado pelas categorias de base da França. Segundo documentos, a mudança de filiação não foi concluída conforme as regras. Mesmo assim, a entidade permitiu que o Congo continuasse na competição. A seleção precisava vencer a Jamaica para chegar à Copa após 52 anos. O Congo derrotou os jamaicanos e garantiu sua classificação ao Mundial de 2026. A denúncia havia sido apresentada pela Nigéria, eliminada anteriormente pelo Congo. A Fifa rejeitou o caso alegando que a reclamação foi apresentada fora do prazo. Documentos analisados pelo New York Times mostram que havia outras alternativas. Entre elas estavam punir o Congo, beneficiar a Nigéria ou manter o resultado. A entidade também poderia ter aplicado multas ou alterado o confronto decisivo. A Fifa não negou as conclusões da investigação jornalística. A organização afirmou que seus comitês são autônomos e seguem os regulamentos. Também disse que Gianni Infantino não participou das decisões sobre o caso. O episódio amplia os questionamentos sobre a integridade da Copa de 2026. A competição já enfrenta críticas envolvendo política e decisões da entidade. Um caso anterior envolveu a suspensão de um jogador dos Estados Unidos. A punição foi revogada após uma ligação entre Infantino e Donald Trump.
IRMÃOS ISRAELENSES COMEMORAM TERCEIRO ANIVERSÁRIO DO 7 DE OUTUBRO 2023
Israelenses marcam nesta quarta-feira (7) o terceiro aniversário do ataque de 7 de Outubro de 2023. Naquele dia, o Hamas realizou uma ofensiva contra comunidades e bases militares no sul de Israel. Cerca de 1.200 pessoas foram mortas e aproximadamente 250 foram levadas como reféns para Gaza. O ataque desencadeou uma guerra devastadora e uma ampla ofensiva israelense no território palestino. Dezenas de milhares de palestinos morreram durante o conflito e grande parte de Gaza foi destruída. Os reféns foram libertados em diferentes etapas, enquanto dezenas morreram durante o cativeiro. Entre os sequestrados estavam os irmãos gêmeos Gali e Ziv Berman, então com 26 anos. Moradores do kibutz Kfar Aza, eles foram capturados e permaneceram dois anos em Gaza. Durante o cativeiro, foram separados, sofreram agressões, fome e passaram longos períodos em túneis. Libertados em outubro de 2025, descobriram que mais de 60 moradores de Kfar Aza haviam morrido. Os irmãos também reencontraram a mãe e souberam que familiares próximos haviam sobrevivido. O pai, que sofre de Parkinson avançado e demência, chorou ao vê-los novamente. Eles também se reencontraram com Emily Damari, amiga e vizinha sequestrada no mesmo ataque. Após a libertação, Gali passou a estudar direito, governança e diplomacia. Ziv iniciou um novo relacionamento e os dois começaram a reconstruir suas vidas. Mesmo livres, afirmam que os traumas do cativeiro continuam presentes em seu cotidiano. Cada irmão perdeu cerca de 20 quilos durante os dois anos de prisão em Gaza.
MP DENUNCIA DEZ PESSOAS PARTICIPANTES DE COMÉRCIO ILEGAL DE ARMAS
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou dez pessoas por participação em um esquema criminoso. A organização envolvia comércio ilegal de armas, vazamento de informações sigilosas e lavagem de dinheiro. Investigação financeira identificou movimentações superiores a R$ 250 milhões. Os valores circularam em contas de pessoas físicas e de cinco empresas ligadas ao grupo. Entre os denunciados estão policiais e ex-policiais acusados de fornecer armas e dados privilegiados. As informações e armamentos teriam sido destinados a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão que é apontado como líder do Terceiro Comando Puro no Complexo de Israel, no Rio. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. Nesta quarta-feira (7), MPRJ e Polícia Federal deflagraram a Operação Magen. Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão. As ações ocorreram no Rio de Janeiro e no Amazonas; ainda foi determinado o sequestro de três imóveis e 31 veículos. A investigação começou na Polícia Federal, diante do poderio bélico de traficantes. Vitor Hugo Marinho Garcia, conhecido como Batata, seria um dos principais fornecedores. Ex-policial militar, ele é acusado de liderar o esquema de fornecimento de armas. Em outubro de 2022, teria vendido dez fuzis AR-15 ao chefe do TCP.
SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO
Pretensão de Kassio de soltar Bolsonaro é um acinte
- Ministro do STF cogita anular os efeitos da justa condenação do ex-presidente por tentativa de golpe
- A via correta para reduzir penas exageradas é o plenário da corte autorizar logo a vigência da lei da dosimetria, aprovada pelo Congresso
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Causa espécie a notícia de que o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, cogita anular os efeitos da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e permitir a sua soltura, mediante decisão monocrática. Parece que juízes da corte constitucional não compreenderam a intolerância da sociedade com esse padrão de intromissão político-partidária.
A causa é acintosa. Não há dúvidas da participação do então candidato derrotado à reeleição numa trama para subverter o resultado das urnas. Testemunhos e provas asseguram que o Brasil só não viveu a recidiva autoritária pela resistência da cúpula das Forças Armadas,liderada pelo general Freire Gomes, do Exército.
Os acusados percorreram a via canônica do devido processo legal. Denunciados pela Procuradoria-Geral da República, exerceram o contraditório e foram julgados em sessões públicas e regulares. Quatro ministros —Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin— venceram o único dissidente, Luiz Fux, para sentenciar Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
Pode-se criticar os julgadores pela opção maximalista no momento de definir os crimes e as penas —exagero que se repetiu com diversos réus, não só com o ex-presidente. Isso, porém, não tisna a legitimidade do processo.
A reação do Congresso Nacional foi sensata. Em vez de embrenhar-se pela via irresponsável da anistia, como queria a franja radical bolsonarista, os parlamentares optaram por aprovar um projeto de lei, o que está em sua alçada exclusiva, que na prática reduz as penas para todos os condenados pela intentona golpista.
Promulgada a lei, entrou em cena o poder de obstrução individual que a lassidão em vigor concede a juízes do Supremo. Desde maio, Alexandre de Moraes está sentado sobre ações que questionam a constitucionalidade da lei, tendo suspendido os seus efeitos. Enquanto isso, condenados que já poderiam estar soltos ou ter obtido encurtamento da pena não podem ser contemplados.
A maneira ortodoxa de desfazer o impasse seria o plenário do STFjulgar logo os questionamentos à lei e permitir que ela vigore. Tudo de que o Brasil não precisa agora é a sobreposição de uma nova heterodoxia nesse caso politicamente sensível. Se, com o benefício casuísta a Jair Bolsonaro, Nunes Marques pretende prestar um serviço às forças responsáveis por sua nomeação à corte, deve saber que prestará um enorme desserviço à causa da Justiça.
O antiexemplo de que a punição pelos crimes cometidos contra a Carta de 1988 possa ser anulada vai estimular a repetição dessas ignomínias. A audácia de conceder o perdão pela canetada solitária de um ministro alimentará o moto-perpétuo que investe cada juiz do STF da pretensão de que pode mandar em tudo.
Rasgar a toga para beneficiar um grupo partidário manterá a cúpula da Justiça na penumbra da desmoralização, o que só interessa aos abutres do autoritarismo.
"LISTA SUJA" DO TRABALHO ESCRAVO
O governo federal incluiu 82 nomes na chamada “lista suja” do trabalho escravo. A atualização foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego na terça-feira (6). O número representa uma redução de 51,48% em relação à lista publicada em abril. Entre os novos registros, 54 são pessoas físicas e 28 são empresas. Os casos ocorreram entre 2024 e 2026, em 21 estados e no Distrito Federal. Ao todo, 553 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão. Minas Gerais teve o maior número de novos empregadores, com 19 registros. A Bahia aparece em seguida, com oito casos, e Amazonas e Maranhão tiveram seis cada. As atividades mais frequentes envolveram criação de bovinos, serviços domésticos e carvão. Também aparecem produção de café e construção de edifícios entre os setores atingidos. Entre os incluídos está a empresa T. F. Zimpel Ltda., de Taiany França Zimpel que contratou 20 trabalhadores resgatados em uma fazenda de Nova Maringá (MT). Em São Paulo, Boizao Eventos e Churrascaria Marginal do Tietê também foram incluídas. A “lista suja” é atualizada semestralmente pelo Ministério do Trabalho. Só entram empregadores após a conclusão definitiva do processo administrativo. Os nomes permanecem normalmente por dois anos no cadastro.
PENA DE MORTE VOLTA COM TRUMP
O presidente Donald Trump aprovou a execução do major Nidal Malik Hasan, do Exército dos Estados Unidos. Hasan matou 13 pessoas e feriu outras 32 em um ataque ocorrido em 2009, em Fort Hood, Texas. O massacre foi o mais letal já registrado em uma base militar americana.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 7/10/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Rogério Marinho manda recado a Dino e Moraes após reunião no STF
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador se reúne com o presidente do STF, mas acusa ministros da Corte de atuarem politicamente
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
PL conquista uma em cada cinco cadeiras nas assembleias legislativas e toma liderança do PT em MG e no RS
Legenda de Flávio Bolsonaro terá as maiores bancadas em 11 estados e no DF; PT e PSD ganham espaço, enquanto União Brasil e PP encolhem
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
A direita veio para ficar
PT e Lula surgiram e cresceram em São Paulo, e o estado deu-lhes agora uma humilhante derrota Eleição sinalizou um certo cansaço dos eleitores com o partido; o primeiro turno de domingo (4) confirmou-o
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Paulo Afonso avança em transformação digital após seleção em projeto federal
O resultado coloca o município baiano na quarta faixa de pontuação entre as candidaturas nordestinas selecionadas
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Com derrota de Roseana, Sarney fica sem mandato após 72 anos
Fim de uma era: após a derrota de Roseana, nenhum membro da tradicional família política do Maranhão ocupará cargos eletivos a partir de 2027
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Jorge Jesus remete caso Ronaldo para segundo plano: "Li o comunicado e agora faço como todos os dias"
terça-feira, 6 de outubro de 2026
RADAR JUDICIAL
BRASILEIRO É PRESO EM LOCAL DE VOTAÇÃO NA FLÓRIDA
Salvador, 6 de outubro de 2026.
Pessoa Cardoso Advogados









