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segunda-feira, 8 de junho de 2026

PESQUISAS APONTAM VITÓRIA DE KEIKO FUJIMORI, NO PERU


Keiko Fujimori e Roberto Sánchez aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas de boca de urna divulgadas ontem, 7, após o segundo turno das eleições presidenciais do Peru. Apesar do empate dentro da margem de erro, Keiko surge numericamente à frente. Segundo o instituto Ipsos, a candidata do Força Popular obteve 50,7% dos votos, contra 49,3% de Sánchez. Já a Datum apontou vantagem ainda menor: 50,53% para Keiko e 49,47% para o adversário. Mais de 27 milhões de eleitores participaram da votação que definirá o décimo presidente peruano em dez anos, refletindo a instabilidade política do país. A disputa colocou frente a frente dois legados políticos. Keiko representou o fujimorismo, defendendo uma agenda de combate à criminalidade e retomando abertamente a herança de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori. Já Sánchez buscou se associar ao ex-presidente Pedro Castillo, atualmente preso após tentativa de autogolpe.

As pesquisas divulgadas antes da votação já indicavam uma disputa apertada. O último levantamento do Ipsos mostrava Keiko com 40,4% das intenções de voto, contra 38,3% de Sánchez. O segundo turno ocorreu de forma mais organizada que o primeiro, marcado por problemas logísticos. Neste domingo, foram registrados apenas incidentes isolados, como falta de material em algumas mesas e a detenção de dois fiscais acusados de invalidar cédulas em Lima. Autoridades eleitorais mobilizaram cerca de 28 mil fiscais para acompanhar o processo e reforçaram apelos para que candidatos e apoiadores respeitem o resultado oficial, diante do risco de questionamentos e denúncias sem provas em uma disputa extremamente equilibrada. 

TRUMP ABANDONA ENTREVISTA, APÓS QUESTIONADO SOBRE FUNDO

IRÃ RESPONDE A ISRAEL FACE AO BOMBARDEIO DE HEZBOLLAH


Forças do Irã lançaram ontem, 7, o primeiro ataque com mísseis contra Israel desde o cessar-fogo firmado em 17 de abril entre Teerã, Washington e Tel Aviv. A ofensiva ocorreu após Israel bombardear posições do Hezbollah em um subúrbio de Beirute pela primeira vez desde a trégua, reacendendo tensões no Oriente Médio. O ataque iraniano foi limitado: ao menos três barragens de mísseis foram disparadas contra alvos militares no norte de Israel. A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido a base aérea de Ramat David. Segundo o Exército israelense, os projéteis foram interceptados e não houve danos. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu contenção às partes e afirmou que solicitará ao premiê israelense, Binyamin Netanyahu, que evite uma escalada. Trump também lamentou o impacto do episódio nas negociações em andamento com o Irã. Apesar de contatos intensos nos últimos dias, não há sinais concretos de um acordo iminente. O governo iraniano manteve o discurso de pressão, enquanto autoridades israelenses ameaçaram retaliar. Até o momento, não foram registrados ataques contra Tel Aviv, Jerusalém ou bases no centro e sul de Israel.

A crise envolve ainda o controle do estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do comércio mundial de petróleo e gás. Sua reabertura faz parte das negociações mediadas por países árabes. Paralelamente, Netanyahu intensificou operações contra o Hezbollah no Líbano. Os bombardeios deste domingo atingiram a região de Dahiyeh, ao sul de Beirute, área densamente povoada e reduto do grupo aliado do Irã. Israel afirma que a ação respondeu ao lançamento contínuo de foguetes contra seu território. As forças israelenses também ampliaram operações no sul do Líbano e emitiram alertas de evacuação para moradores da região de Tiro. 

ChatGPT: 50 MILHÕES DE USUÁRIOS EM DOIS MESES; RÁDIO, 38 ANOS


O rádio levou 38 anos para alcançar 50 milhões de usuários; a televisão, 20 anos. Já o ChatGPT atingiu esse marco em apenas dois meses. O dado foi citado pelo pediatra americano Michael Rich, professor da Harvard Medical School e diretor do Digital Wellness Lab, durante o Arco Day 2026, evento da Arco Educação realizado em São Paulo. Segundo Larissa Sangalli, diretora de Produtos Digitais da Arco, o debate sobre inteligência artificial nas escolas mudou. Há dois anos, a preocupação era impedir o uso da IA; hoje, a questão é ensinar os alunos a utilizá-la de forma crítica. Para ela, o papel do professor permanece essencial, orientando os estudantes a avaliar e questionar os conteúdos produzidos pelas máquinas. Como exemplo, Larissa citou um professor que incentivou os alunos a identificar erros inseridos propositalmente em textos gerados com apoio da IA. A atividade estimulou o pensamento crítico, habilidade considerada cada vez mais importante no mercado de trabalho. Michael Rich alertou que a proibição total da IA tende a fracassar. Segundo ele, regras construídas com a participação dos estudantes costumam ser mais eficazes e respeitadas. Ao abordar saúde digital, Rich afirmou que o uso excessivo de telas se assemelha mais à compulsão alimentar do que à dependência química. Para ele, ansiedade e depressão geralmente antecedem o excesso de uso, sendo ampliadas pela tecnologia.

No Brasil, a Lei nº 15.100, de 2025, restringe o uso de celulares na educação básica durante aulas, recreios e intervalos, mas permite o uso pedagógico orientado. Após sua implementação, o acesso à internet nas escolas caiu de 51% para 37%, segundo a TIC Kids Online Brasil. Para Jones Brandão, gerente de Ensino e Inovações da Arco, muitos educadores interpretaram a norma como uma proibição total, quando ela apenas regula o uso dos dispositivos. Rich destacou ainda que os smartphones atuais são muito mais potentes que os computadores usados na missão lunar e defendeu que a escola ensine os jovens a utilizá-los de forma consciente. Especialistas também alertaram para os riscos dos deepfakes, capazes de criar vídeos e imagens falsas altamente realistas, tornando a educação digital um desafio global para escolas, famílias e governos.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 8/6/2026

 CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Governo pensa estratégia para recolocar Messias na indicação da vaga ao STF

A votação no Senado registrou 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, marcando a primeira vez desde 1894 que a Casa barra um indicado à Suprema Corte

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Governadores aumentam gastos, e estados devem somar déficit de R$ 6 bi no ano eleitoral

Levantamento da XP mostra que despesa total dos estados cresceu 6,5% acima da inflação, o dobro do aumento da arrecadação. Contas vão para o vermelho após fechar 2025 no azul

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Plano da China por autossuficiência alimentar ameaça o agro brasileiro

País asiático quer reverter déficit agrícola de US$ 124,5 bi; Ministério da Agricultura e Pecuária não comenta Brasil fornece mais de 60% de toda a soja importada por Pequim e cerca de 40% de sua carne bovina

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Lucro das companhias aéreas deve cair quase pela metade em 2026, diz associação

Elas reduziram a oferta de voos e aumentaram tarifas para proteger suas margens

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Trump pedirá a Netanyahu que não retalie contra Irã, segundo imprensa norte-americana

Presidente dos EUA adotará cautela para evitar escalada de conflito na região

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Luta por distritais mostra que só André Ventura é unânime no Chega

Eleições internas garantem novidades na presidência da distrital de Lisboa, mas incumbentes vão enfrentar listas alternativas. Bruno Mascarenhas reserva-se para uma corrida à concelhia da capital

domingo, 7 de junho de 2026

RADAR JUDICIAL


MILEI PRIVATIZA COMPLEXO HOTELEIRO 

O governo de Javier Milei pretende transferir à iniciativa privada o complexo hoteleiro de Chapadmalal, símbolo do “turismo social” criado por Juan Domingo Perón nos anos 1940. Localizado no litoral argentino, o espaço oferecia férias subsidiadas para trabalhadores, com hospedagem e alimentação a preços acessíveis. A gestão Milei encerrou a obrigação legal de manter o programa e lançou uma concessão privada de 30 anos para o complexo. O governo argumenta que o Estado não deve administrar atividades turísticas e que a iniciativa privada pode valorizar os hotéis. Peronistas, sindicatos e ex-funcionários criticam a medida, afirmando que ela ameaça um patrimônio social e cultural que garantiu acesso ao lazer para milhões de argentinos. O debate reflete a divisão política do país: de um lado, a defesa do Estado enxuto e do livre mercado; de outro, a preservação de políticas sociais associadas ao peronismo. Ex-frequentadores temem que a privatização torne os hotéis inacessíveis para pessoas de baixa renda.


MILHÕES DISPUTAM A CURSO SUPERIOR NA CHINA

Mais de 12,9 milhões de estudantes participam do gaokao, exame que define o acesso ao ensino superior na China. As provas começaram neste domingo (7) e seguem por vários dias, conforme a província e as disciplinas escolhidas pelos candidatos, geralmente entre 17 e 19 anos. O teste reúne mais de 100 questões de gramática, literatura chinesa, matemática, idiomas, humanidades e ciências. Com base em edições anteriores, o g1 selecionou três perguntas de inglês para mostrar o nível de exigência do exame. Segundo especialistas, o gaokao prioriza o domínio técnico da língua inglesa, com foco em regras gramaticais, construções precisas e critérios rigorosos de correção. Já o Enem adota uma abordagem diferente. Nas questões de inglês, o principal objetivo é avaliar a compreensão de textos, a identificação de ideias centrais, relações entre trechos e intenções do autor. A gramática aparece apenas como ferramenta de interpretação, e não como objeto direto de avaliação.


IRÃ PODERÃO ENTRAR, MAS SAIR APÓS OS JOGOS  

Os jogadores da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 terão de entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia das partidas, informou ontem, 6, o embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh. Por causa da guerra com os EUA, a equipe transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no noroeste do México. Os iranianos disputarão jogos da fase de grupos em Los Angeles e Seattle. Segundo o diplomata, os atletas poderão entrar nos EUA pela manhã e deverão deixar o país após as partidas. Ele também revelou que 15 integrantes da delegação, entre dirigentes e membros da comissão técnica, ainda não obtiveram vistos americanos, o que representa um desafio para a seleção. O deslocamento entre Tijuana e os EUA poderá ser feito por avião particular ou por via terrestre, conforme orientação da Fifa. Pasandideh afirmou que o Irã respeitará todas as decisões da entidade. 

ATACANTE IRANIANO É DETIDO E INTERROGADO

O atacante iraquiano Aymen Hussein foi detido e interrogado por quase sete horas ao desembarcar no aeroporto de Chicago com a delegação do Iraque para a Copa do Mundo. Segundo um dirigente esportivo iraquiano, o jogador teve o celular inspecionado, mas acabou liberado. Já o fotógrafo da seleção, Talal Salah, passou mais de dez horas sob verificação e teve a entrada nos Estados Unidos negada. As autoridades americanas não comentaram o caso. A Federação Iraquiana de Futebol e o próprio Hussein também não se manifestaram. Torcedores receberam a equipe no aeroporto, poucos dias antes do início do Mundial. O Iraque disputa sua primeira Copa do Mundo em 40 anos e está no Grupo I, ao lado de França, Senegal e Noruega. O torneio, sediado por EUA, Canadá e México, começa na próxima quinta-feira.

DIREITA E ESQUERDA DISPUTAM NO PERU

O Peru decide neste domingo (7/6) seu futuro político em uma disputa entre a direitista Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez, herdeiro de Pedro Castillo. Mais de 27 milhões de eleitores vão às urnas em um país marcado pela instabilidade, que teve oito presidentes na última década. Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, disputando pela quarta vez, promete restaurar a ordem e combater a criminalidade. Já Sánchez aposta no apoio popular e no forte sentimento antifujimorista para conquistar a Presidência. Analistas avaliam que a corrida permanece aberta. O cientista político Eduardo Dargent afirma que Sánchez avançou entre os indecisos, enquanto Keiko enfrenta resistência ligada ao legado do fujimorismo. Pesquisas indicam leve vantagem para o candidato de esquerda. Especialistas alertam, porém, que o próximo presidente terá dificuldades para governar diante de um Congresso que frequentemente confronta o Executivo. Além da insegurança e da crise institucional, o vencedor precisará construir alianças políticas para garantir estabilidade e evitar novos episódios de turbulência no país andino.

PRESIDENTES COM MAIOR TEMPO NO PODER


Salvador, 7 de junho de 2026.

Antonio pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


CORREGEDOR RECEBE MAIS DE R$ 100 MIL POR MÊS


O corregedor nacional de Justiça e ministro do STJ, Mauro Campbell, reclamou publicamente do próprio salário ao afirmar que sua remuneração não corresponde ao volume de trabalho que desempenha na Corte. 
Segundo o Portal da Transparência do STJ, Campbell recebeu cerca de R$ 141 mil em abril deste ano. Nos meses anteriores, os vencimentos líquidos ficaram em aproximadamente R$ 122 mil, em março, e R$ 127 mil, em fevereiro. Os valores incluem indenizações, vantagens pessoais e créditos adicionais. Em entrevista ao STF em Foco, o ministro defendeu reajustes salariais para magistrados com alta produtividade. Ele destacou ter julgado cerca de 130 mil processos ao longo da carreira. “Não tenho remuneração à altura dos milhares de processos que julgo no STJ”, afirmou. Campbell disse ainda desconhecer outro juiz fora do Brasil com volume semelhante de julgamentos e sustentou que deveria receber salário compatível com sua dedicação.

Os rendimentos do corregedor superam o teto constitucional do funcionalismo federal, atualmente fixado em R$ 46,3 mil, equivalente ao salário bruto dos ministros do STF. A diferença ocorre devido a gratificações, indenizações e outros benefícios que ficam fora do cálculo do teto salarial. As declarações ocorrem em meio a mudanças promovidas pelo STF para limitar os chamados “penduricalhos” do Judiciário e do Ministério Público. A Corte proibiu a criação de auxílios sem previsão legal e determinou que as vantagens adicionais não ultrapassem 70% do teto constitucional. As novas regras passaram a valer a partir de abril, com reflexos nos pagamentos realizados em maio. 

LULA, EM 2026, COMPLETARÁ 12 ANOS NA PRESIDÊNCIA


A corridinha virou marca registrada da comunicação do presidente Lula (PT), 80 anos. Em agendas e redes sociais, o petista aparece correndo ou se exercitando para demonstrar disposição e rebater críticas sobre a idade. Recentemente, a primeira-dama Janja divulgou imagens dele treinando sem camisa durante um feriado. Mas o desafio vai além da questão etária. Especialistas apontam que Lula enfrenta uma “fadiga de material”, fenômeno associado ao desgaste de figuras públicas muito expostas. Até o fim de 2026, ele completará 12 anos na Presidência, tornando-se o terceiro governante com mais tempo no poder na história do Brasil. Presente na política nacional desde os anos 1980, Lula participou de sete das nove eleições presidenciais após a redemocratização. Em 2025, tornou-se o primeiro octogenário a ocupar a Presidência, enquanto o PT acumula 17 anos de governo neste século. Analistas avaliam que o desgaste decorre tanto das crises associadas ao partido quanto da dificuldade de dialogar com novos perfis de trabalhadores e eleitores. Para críticos, Lula mantém um discurso ligado a modelos antigos de relações de trabalho e tenta resgatar o sucesso de seus primeiros mandatos.

Pesquisas mostram cenário desafiador para o governo: 38% avaliam a gestão negativamente e 32% positivamente. Apesar de programas sociais e medidas populares, como propostas ligadas ao fim da escala 6x1, especialistas apontam dificuldades para alcançar públicos que valorizam autonomia e empreendedorismo. Também pesam gafes e declarações consideradas inadequadas, especialmente sobre mulheres. Para analistas, Lula trocou a imagem de “pai dos pobres” pela de protagonista de uma disputa ideológica permanente contra o bolsonarismo. Acadêmicos ponderam, porém, que sua longevidade política reflete a capacidade de ampliar a inclusão social e dialogar com setores populares. Ainda assim, alertam que a repetição de discursos e a demanda por renovação política alimentam o desgaste. Em outubro, Lula disputará a eleição contra um adversário bem mais jovem, em uma disputa que tende a opor lulistas e anti-lulistas.

FALSA MECÂNICA SERVIA PARA FURTO DE COMBUSTÍVEL


Uma falsa oficina mecânica às margens da BR-070, em Ceilândia, funcionava como base de um esquema clandestino de furto de combustível de um oleoduto da Petrobras. O local nunca abriu durante o dia nem recebeu clientes, mas registrava movimentação apenas durante a madrugada. Na noite de sexta-feira, policiais da 19ª DP deflagraram a Operação Estige após denúncias sobre forte cheiro de gasolina na região. No imóvel, encontraram três homens trabalhando em um túnel escavado em direção ao oleoduto. Foram presos Antônio Marcos da Silva Seurinho, 43 anos, José Marle de Queiroz Lucena Segundo, 43, e Paulo Batista de Oliveira, 36. Segundo a investigação, eles alugaram o imóvel há três meses por R$ 1,2 mil mensais, alegando que instalariam uma oficina mecânica. A polícia aponta Antônio como possível líder do grupo, devido ao envolvimento em ocorrência semelhante há dois anos. José e Paulo seriam responsáveis pelos serviços de escavação e instalação dos equipamentos. Enquanto o grupo preparava a estrutura para retirar combustível, a Transpetro identificou divergências entre o volume transportado e o entregue. O oleoduto abastece o Distrito Federal com cerca de 3 milhões de litros de gasolina por dia.

A estimativa é que entre 90 mil e 100 mil litros tenham sido furtados apenas na última semana. Segundo o delegado Fernando Fernandes, havia risco real de explosão em um raio de até 3 quilômetros. As investigações também apuram possível participação de transportadoras e postos de combustíveis na receptação do produto furtado. Por causa do perigo, a Defesa Civil interditou ao menos quatro imóveis próximos ao oleoduto. A área passou por perícia da Polícia Civil, enquanto a Transpetro assumiu os reparos necessários. Em nota, a empresa informou que não houve impacto no abastecimento da região e destacou que investe cerca de R$ 100 milhões por ano em tecnologia, monitoramento e proteção dos 8,5 mil quilômetros de sua malha de dutos. 

ESTADOS UNIDOS VIOLAM CESSAR-FOGO NO IRÃ


O Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril após ataques a instalações de radar e vigilância costeira no Golfo. Teerã classificou a ação como uma agressão à sua soberania e respondeu com o lançamento de mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, aliados de Washington. A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido “bases inimigas na região”. O Bahrein denunciou o disparo de sete mísseis contra seu território e o do Kuwait, enquanto ambos os países condenaram a ofensiva iraniana e alertaram para o risco de escalada do conflito. A nova crise começou após o Comando Central dos EUA informar que derrubou quatro drones iranianos próximos ao estreito de Hormuz e atacou dois sistemas de radar no Irã. Segundo o Pentágono, não houve baixas nem danos a instalações americanas. O cessar-fogo, estabelecido após mais de um mês de confrontos, vinha sendo mantido com episódios isolados de violência. As negociações para encerrar o conflito e reabrir o estreito de Hormuz seguem paralisadas.

Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo iraniano, afirmou que as conversas dependem do desbloqueio de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados pelos EUA. Divergências sobre o programa nuclear, sanções econômicas e o controle do estreito dificultam avanços diplomáticos. No Líbano, um ataque israelense matou três militares libaneses. O Hezbollah rejeitou um novo acordo de cessar-fogo por não prever a retirada total de Israel do país. O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu que o Irã não interfira nos assuntos libaneses, enquanto o chanceler iraniano Abbas Araghchi rebateu as críticas. Desde o início do conflito, os ataques israelenses no Líbano deixaram mais de 3.560 mortos. Do lado israelense, morreram 27 militares e um funcionário civil terceirizado. 

CHINA EXECUTOU MAIS PESSOAS E TRUMP BUSCA AUMENTAR A PENA NOS EUA


A China foi o país que mais executou pessoas em 2025, segundo relatório da Anistia Internacional. A entidade afirma que milhares de execuções ocorreram no país e que a pena de morte é usada também como sinal político de combate a ameaças à segurança e à ordem social. O documento aponta que 2025 registrou o maior número de execuções no mundo desde 1981. Ao menos 2.707 pessoas foram executadas judicialmente, alta de 78% em relação a 2024. Pelo menos 17 países realizaram execuções, utilizando métodos como injeção letal, enforcamento, decapitação, fuzilamento e asfixia por nitrogênio. A China lidera o ranking, seguida por Irã, Arábia Saudita e Iraque. Os Estados Unidos aparecem em sétimo lugar, com 47 execuções, o maior número desde 2009. Como o governo chinês mantém os dados sob sigilo, a Anistia utiliza relatos de familiares, advogados, organizações civis e informações da imprensa para estimar os casos. Desde 2009, a entidade deixou de divulgar números exatos para a China, alegando que os dados disponíveis são incompletos e inferiores à realidade.

Mesmo sem estatísticas oficiais, a organização sustenta que milhares de pessoas continuam sendo condenadas à morte e executadas anualmente no país. Entre os crimes passíveis de pena capital estão tráfico de drogas, homicídios, corrupção, espionagem e crimes contra a segurança nacional. O Ministério das Relações Exteriores chinês rejeitou o relatório, afirmando que a Anistia tem preconceito contra o país. Segundo Pequim, a pena de morte é aplicada de forma “rigorosa e prudente”, com controle e redução gradual de seu uso. O relatório também destaca que 46% das execuções conhecidas no mundo em 2025 estiveram ligadas ao tráfico de drogas. O aumento global foi impulsionado principalmente pelo Irã, que registrou ao menos 2.159 execuções, o maior nível em décadas. Nos EUA, o crescimento foi puxado pela Flórida e pela retomada da defesa da pena de morte pelo governo do presidente Donald Trump. Além disso, foram registradas 2.334 novas sentenças de morte no mundo, alta de 12% em relação ao ano anterior.

 

UNIÃO EUROPEIA VETA IMPORTAÇÃO DE CARNE BOVINA E OUTROS PRODUTOS

A União Europeia confirmou o veto à importação de carne bovina, frango, pescado, mel e outros produtos de origem animal do Brasil a partir de 3 de setembro. A medida pode provocar perdas de quase US$ 2 bilhões anuais às exportações brasileiras. A decisão foi formalizada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após o bloco concluir que o Brasil não apresentou garantias suficientes para cumprir as regras europeias sobre o uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal. A legislação da UE proíbe substâncias usadas para estimular o crescimento dos animais e restringe antibióticos considerados essenciais para a medicina humana. Embora não tenham sido identificados casos de contaminação ou surtos sanitários, Bruxelas avaliou que o Brasil não comprovou adequadamente o cumprimento das exigências. O Brasil foi o único país retirado da lista de exportadores autorizados. Já países como Armênia, Índia, Indonésia, Sérvia e Tunísia mantiveram a habilitação após apresentarem a documentação exigida. Argentina, Paraguai e Uruguai também permaneceram aptos a exportar para o mercado europeu.

O Ministério da Agricultura publicou portarias em abril proibindo parte dos medicamentos questionados, mas a Comissão Europeia considerou as medidas insuficientes. Segundo autoridades brasileiras, a reversão da decisão dependerá de negociações políticas e de uma nova avaliação técnica da UE. Documentos internos do Ministério da Agricultura, obtidos pela Folha, mostram que o governo já reconhecia desde março que os controles brasileiros eram insuficientes para atender às exigências europeias. O parecer apontava dependência excessiva de autodeclarações de produtores e falta de fiscalização oficial independente sobre o uso de medicamentos em propriedades rurais. A UE sustenta que a medida tem caráter exclusivamente sanitário e não está relacionada ao acordo comercial com o Mercosul. O Itamaraty informou apenas que mantém negociações em andamento com o bloco europeu. Entidades do setor defendem que as exigências internacionais sejam baseadas em critérios científicos e avaliações de risco reconhecidas globalmente.