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segunda-feira, 23 de março de 2026

RADAR JUDICIAL


DESEMBARGADORA JOANICE LANÇA LIVRO 

A desembargadora Joanice Maria Guimarães lançou na sexta-feira, 20, o livro História da Justiça Restaurativa na Bahia, durante o II Encontro Nacional de Mulheres, que se deu, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A magistrada, pioneira na área, escreveu o livro em coautoria com Cristiana Lopes de Oliveira Coelho e a obra apresenta fatos históricos e experiências, responsáveis pela justiça restaurativa, no estado. A desembargadora assegura que "a justiça restaurativa fortalece vínculos comunitários, contribui para a prevenção e promove uma sociedade mais equilibrada".  


IRÃ PODE FECHAR O ESTREITO DE ORMUZ

O comando operacional do exército, Khatam Al Anbiya, em comunicado divulgado pela televisão estatal, anunciou: "Se forem concretizadas as ameaças dos Estados Unidos relativas às usinas de energia do Irã, (...) o estreito de Ormuz será totalmente fechado e não voltará a ser reaberto até que as nossas usinas destruídas tenham sido reconstruídas". Isso acontece face as ameaças de Donal Trump no sentido de que irá "aniquilar" as usinas de energia, se o Estreito de Ormuz não for aberto ao tráfego marítima em 48 horas. Muitos países dispõem-se em contribuir para assegurar a navegação no estreito, considerando o fato de que um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passa por Ormuz.  


VICE-GOVERNADOR AFASTA POR SUSPEITAS DE LAVAGEM DE DINHEIRO

O Ministério Público do Maranhão pediu o afastamento do vice-governador Felipe Camarão (PT) por suspeitas de lavagem de dinheiro e irregularidades financeiras. O pedido foi encaminhado ao Tribunal de Justiça pelo procurador-geral Danilo José de Castro Ferreira. A investigação aponta movimentações atípicas e possível uso de terceiros para captar recursos. Segundo o MP, teriam sido levantados R$ 6,3 milhões, além de R$ 4,7 milhões aplicados em imóveis de luxo em São Luís. Os valores seriam incompatíveis com a renda declarada do vice-governador. Camarão nega as acusações e afirma sofrer perseguição política, criticando o vazamento do caso. Ele diz não ter tido acesso ao processo e contesta a condução da investigação. O pedido ocorre perto do prazo de desincompatibilização eleitoral, em 4 de abril. A eventual saída pode impactar a sucessão estadual e os planos do governador Carlos Brandão. Rompidos politicamente, Brandão pretende ficar no cargo e apoia Orleans Brandão ao governo. Camarão é ligado ao grupo de Flávio Dino, hoje ministro do STF, com quem também se afastou. A disputa ampliou divisões políticas no estado, inclusive dentro da base do PT.

SENADORA DAMARES DEIXA COORDENAÇÃO DO MULHERES REPUBLICANAS

A senadora Damares Alves deixará, na terça-feira (24), a coordenação do Mulheres Republicanas, encerrando a parceria com Michelle Bolsonaro, líder do PL Mulher. A nova secretária será Liziane Bayer, suplente de Hamilton MourãoUma solenidade em Brasília marcará a troca de comando e o fim da gestão iniciada em 2023. A saída de Damares aumentou dúvidas sobre o futuro de Michelle no PL Mulher. Ela reduziu viagens após a prisão de Jair Bolsonaro e adiou eventos. Aliados avaliam que Michelle pode deixar o cargo e até disputar o Senado pelo DF. Apesar disso, ela afirma não ter decidido sobre candidatura. Pessoas próximas dizem que ela seguirá apoiando aliadas politicamente. Em SC, garantiu apoio à candidatura de Caroline de Toni ao Senado. Damares e Michelle atuaram juntas em eventos e na campanha de 2022. Michelle também enfrenta críticas internas ligadas à campanha de Flávio BolsonaroDamares deixará o cargo para focar no mandato no Senado.

ESQUERDA FRANCESA VENCE ELEIÇÕES

A esquerda francesa deve manter as prefeituras de Paris e Marselha, derrotando candidatos conservadores, segundo projeções divulgadas no domingo (22). No primeiro turno, o partido de ultradireita de Marine Le Pen havia se destacado nas duas cidades. O resultado é visto como termômetro para a eleição presidencial de 2027, sem a participação de Emmanuel Macron. Em Paris, o socialista Emmanuel Grégoire liderava com 53,1% dos votos contra Rachida Dati. Se confirmado, será o terceiro prefeito socialista consecutivo desde 2001, sucedendo Anne Hidalgo. Dati disputou sob investigação por suspeita de corrupção, que nega. Em Marselha, Benoît Payan caminha para a reeleição contra o ultradireitista Franck Allisio. A vitória foi favorecida pela retirada de um candidato da esquerda radical no segundo turno. Em Lyon, Grégory Doucet foi reeleito com 50,67%, derrotando Jean-Michel Aulas. A participação ficou em torno de 57%, com alta abstenção. O pleito ocorreu em meio à crise política e divisão entre esquerda, centro-direita e ultradireita. Os resultados servem como prévia da disputa presidencial de 2027, liderada por Jordan Bardella.

Salvador, 23 de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.




TRUMP MOSTRA-SE INCOERENTE COM DECLARAÇÕES SOBRE GUERRA


Há um paradoxo na relação de Donald Trump com a imprensa: ele a ataca constantemente, mas também recorre a ela em momentos de চাপ político. A guerra no Irã intensificou esse comportamento, com aumento de entrevistas e declarações públicas. 
Apesar de ameaçar emissoras críticas e ofender jornalistas, Trump concedeu ao menos 25 entrevistas em 20 dias de conflito, muitas por telefone e com pouco espaço para questionamentos. Logo no início da guerra, ele falou com veículos como The New York Times, The Atlantic e a ABC News, projetando o fim do conflito em quatro semanas — previsão que não se confirmou. Mesmo assim, Trump acusa a imprensa de divulgar “notícias falsas” e atacar o país, mantendo discurso agressivo contra veículos críticos. Especialistas apontam falta de coerência na comunicação do governo. Para Allison Prasch, não há justificativa clara ou mensagem consistente sobre a guerra. Essa postura se repete entre aliados. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que não há prazo para o fim do conflito e também criticou a imprensa, apesar de declarar que os EUA “estão vencendo”. O Pentágono restringiu o acesso de fotojornalistas e tentou impor regras prévias para publicação de reportagens, rejeitadas por grandes veículos.

A retórica contra a mídia se intensificou com ameaças do chefe da Federal Communications Commission, Brendan Carr, que sugeriu retirar licenças de emissoras por cobertura considerada inadequada. Casos recentes envolveram pressões sobre programas de TV e conteúdos políticos, levantando preocupações sobre liberdade de imprensa. Analistas, como Tom Jones, do Poynter Institute, veem nessas ações traços de intimidação típicos de regimes autoritários. Segundo ele, o objetivo seria forçar uma cobertura mais favorável ao governo, semelhante a uma mídia estatal. Apesar da estratégia, Trump enfrenta alta rejeição: 58% de desaprovação, segundo pesquisas Reuters/Ipsos. Além disso, 55% dos americanos desaprovam os ataques ao Irã, indicando baixa popularidade da guerra. Especialistas apontam que o conflito também serve como distração para problemas internos, como o custo de vida e tensões políticas. No entanto, o aumento do preço dos combustíveis já impacta a população, dificultando o desvio de foco. Assim, a guerra tende a pressionar ainda mais o governo, tanto no cenário externo quanto no doméstico. 

BANCOS FECHAM AGÊNCIAS EM 638 MUNICÍPIOS

ADIADO ULTIMATO AO IRÃ PARA CINCO DIAS


A poucas horas do fim do ultimato dado ao Irã para reabrir o estreito de Hormuz, o presidente Donald Trump anunciou hoje, 23, que adiou por cinco dias os ataques à infraestrutura energética iraniana. Segundo a agência Mehr, o Irã avalia que Trump tenta ganhar tempo para sua campanha militar e aliviar a pressão sobre o mercado de petróleo, mas confirmou haver iniciativas para reduzir a tensão — desde que as propostas partam diretamente dos EUA. Já a Press TV afirmou, com base em fontes anônimas, que não houve contatos relevantes e que o adiamento representa um recuo diante da ameaça iraniana de forte retaliação no golfo Pérsico. Trump, porém, disse que houve “boas e produtivas conversas” nos últimos dias sobre uma possível resolução das hostilidades no Oriente Médio. A decisão reforça o padrão do republicano de elevar a pressão e depois flexibilizar prazos, como já ocorreu em outros conflitos. Para o Irã, mesmo com negociações, o cenário pode ser usado como vitória política após semanas de bombardeios. O adiamento suspende ataques que começariam após o prazo final, às 20h13 (de Brasília), mas Trump não mencionou outras ações militares nem a participação de Israel. Na madrugada, bombardeios israelenses atingiram Teerã, provocando apagões em partes da capital. A falta de energia gerou especulações nas redes sociais sobre possível ação antecipada dos EUA. Até então, o Irã vinha respondendo apenas com retórica, mas reiterou que retaliará qualquer ataque.

O governo iraniano afirmou que poderá atingir infraestrutura energética de Israel e áreas próximas a bases americanas. Também ameaçou fechar o estreito de Hormuz e minar o golfo Pérsico em caso de agressão. Há suspeitas de que trechos da rota já tenham minas marítimas, afetando o tráfego de navios. O estreito é responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás. O aumento da tensão elevou o preço do barril Brent, que chegou perto de US$ 120 na semana passada. Nesta segunda, o petróleo segue volátil, à espera de desdobramentos. Antes do ultimato, Trump havia sinalizado possível desaceleração do conflito. No domingo, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, falou em possível escalada antes de recuo e sugeriu ação na ilha de Kharg. Cerca de 5.000 fuzileiros navais dos EUA estão sendo deslocados para a região. O Reino Unido realizou reunião de emergência para avaliar a crise. O premiê Keir Starmer afirmou não ver ataque direto do Irã que justifique entrada britânica na guerra. Bases britânicas foram alvo de drones e mísseis nos últimos dias. Um dos episódios ocorreu na ilha de Diego Garcia, no oceano Índico. O alcance do ataque surpreendeu analistas, por superar estimativas anteriores. A Marinha britânica não comentou a movimentação militar na região. Em Londres, quatro ambulâncias de um serviço judaico foram incendiadas. Starmer classificou o caso como um ataque antissemita “profundamente chocante”. 

VORCARO CAUSA MEDO NA CLASSE POLÍTICAM, JURÍDIDA E EMPRESARIAL


A informação de que o banqueiro Daniel Vorcaro negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a PGR elevou a tensão em Brasília diante de possíveis revelações sobre o escândalo do Banco Master. 
A avaliação nos meios político, jurídico e empresarial é de que a delação pode provocar impactos amplos, atingindo integrantes do governo Lula, do Congresso, do centrão, da oposição, do STF e outras instâncias do Judiciário. Entre políticos, há preocupação de que as investigações avancem durante o período eleitoral e influenciem o cenário da disputa. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, já sinalizou que não pretende suspender as apurações durante a eleição. No Congresso e no Judiciário, há críticas a supostos vazamentos seletivos de informações, vistos como estratégia para gerar apoio público às investigações. Parlamentares avaliam que lideranças do centrão, como Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), podem ser atingidas. Ambos admitem relações pessoais com Vorcaro, mas negam irregularidades. Eles argumentam que participação em eventos não configura crime, embora exista receio sobre vazamentos de fotos e mensagens que possam gerar desgaste político. Rueda afirma que não comenta especulações e nega qualquer relação negocial no caso. Nogueira não se manifestou.

Aliados do presidente Lula buscam protegê-lo e sustentam que o atual governo combateu esquemas herdados da gestão anterior. O presidente chegou a atribuir a origem do problema a Jair Bolsonaro e ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Integrantes do governo defendem que eventuais acusações contra aliados não anulariam a responsabilidade de figuras ligadas à administração passada. Apesar disso, há preocupação interna de que a delação possa causar danos eleitorais. Na direita, a possível colaboração de Vorcaro foi recebida com entusiasmo, com expectativa de atingir nomes do centrão, da esquerda e até ministros do STF. O pastor Silas Malafaia pediu publicamente que o banqueiro revele todos os envolvidos. Parte do bolsonarismo, porém, teme que ministros do STF sejam poupados ou que uma delação que os envolva não seja homologada. Parlamentares do PL veem na situação uma oportunidade de reforçar críticas ao Supremo e discursos favoráveis ao impeachment de ministros. Por outro lado, aliados da direita minimizam possíveis revelações envolvendo a Igreja Batista da Lagoinha e o deputado Nikolas Ferreira, que já se manifestou defendendo a ampla delação.

 

CRISE DO PETRÓLEO AMEAÇA O MUNDO


Países ao redor do mundo enfrentam risco de crise energética com a interrupção do fluxo de GNL do golfo Pérsico, que deve cessar nos próximos dias. O Catar, responsável por 20% da produção global, suspendeu exportações após o bloqueio do estreito de Hormuz pelo Irã. Além disso, sua principal planta em Ras Laffan foi atingida por mísseis, agravando a situação. Com isso, os preços do gás dispararam na Ásia e na Europa. 
Navios que já estavam em trânsito ainda abastecem alguns mercados, mas os efeitos da escassez começam a aparecer. Países dependentes de importações terão de pagar mais caro, buscar fornecedores alternativos ou reduzir consumo. Na Ásia, nações com menos recursos já adotam medidas emergenciais. O Sri Lanka, por exemplo, implementou semanas de trabalho reduzidas. A Ásia, que consome quase 90% do GNL da região, receberá apenas uma carga restante. A Europa ainda espera seis carregamentos. O Paquistão é um dos países mais vulneráveis, pois depende quase totalmente do gás do Catar. Os terminais paquistaneses já operam com capacidade mínima e devem parar em breve. Autoridades afirmam que o país ficará sem gás em poucos dias, sem previsão de reposição. Tentativas de recomprar cargas ou buscar novos fornecedores falharam devido aos altos preços.

O GNL no mercado spot ficou proibitivo, com preços dobrando desde o início da guerra.
Custos de frete também aumentaram, dificultando ainda mais o acesso ao combustível. O Paquistão deve recorrer ao óleo combustível, mais caro e poluente. Bangladesh enfrenta situação semelhante, com racionamento de gás e fechamento de universidades. Taiwan garantiu cargas temporárias, mas teme escassez no verão. China e Japão avaliam recorrer ao carvão para compensar a falta de gás. Mesmo países menos dependentes já se preparam para impactos. O Japão, por exemplo, pode ampliar o uso de energia nuclear. A China também pode aumentar sua produção interna e uso de carvão. Enquanto o estreito de Hormuz permanecer bloqueado, o mercado global seguirá pressionado. Parte significativa da capacidade do Catar foi danificada e levará anos para ser restaurada. Assim, o mundo pode enfrentar uma crise energética prolongada. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 23/3/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Avião colide com caminhão de bombeiros durante o pouso em Nova York

Aeronave da Air Canada bateu em caminhão na pista do Aeroporto LaGuardia

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Um dia antes de ser preso, Vorcaro pesquisou quem era juiz responsável por investigação

No dia seguinte à busca no Google, dono do Banco Master foi preso pela PF no Aeroporto de Guarulhos

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Brasil perde 37% das agências bancárias em dez anos

Bancos apostam em agências-conceito para atrair clientes e divulgar marca Apesar do Pix, pagamentos presenciais continuam; sindicato vê prejuízo a idosos e baixa renda

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Filho de Nunes Marques, com 1 ano de OAB, diz ter mais de 500 clientes

E usa escritório da tia

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Irã ameaça fechar completamente Estreito de Ormuz se EUA atacar usinas de energia

No sábado, Trump deu prazo de 48 horas para Irã abrir rota ao tráfego marítimo ou enfrentar a destruição de sua infraestrutura elétrica

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Federação Portuguesa pela Vida pede que ataque a manifestação seja tratado como ato de terrorismo 

Entidade que organizou Marcha pela Vida reage a arremesso de cocktail Molotov dizendo que, se vier a provar-se ligação com alguma organização política, esta deve ser declarada organização terrorista.

domingo, 22 de março de 2026

RADAR JUDICIAL


IMPEACHMENT DE TOFFOLI

O ministro Dias Toffoli, do STF, deveria sofrer impeachment pelo Senado por suspeitas de envolvimento com negócios do Banco Master. Essa é a opinião de 49,3% dos entrevistados em pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada na sexta-feira (20). Outros 33,7% afirmaram que o afastamento só seria adequado com comprovação do envolvimento. Já 12,8% disseram que o ministro não deveria sofrer impeachment, enquanto 4,1% não souberam responder. O levantamento ouviu 2.090 pessoas entre 16 e 19 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. As suspeitas envolvem relações entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigadas pela Polícia Federal. Segundo apurações, o ministro recebeu valores pela venda do resort Tayayá a um fundo ligado a pessoas próximas a Vorcaro. O empreendimento também participou de operação financeira da empresa Maridt S.A., da família de Toffoli. Em 2025, o ministro viajou em jatinho de Vorcaro para assistir à final da Libertadores. O relatório da PF cita ainda telefonemas, convites para eventos e conversas sobre pagamentos ligados ao resort. 


SEGUNDO APAGÃO EM CUBA

Um novo apagão atingiu Cuba ontem, 21, segundo o Ministério de Energia. É o segundo corte nacional em menos de uma semana. A falta de energia começou em Havana no fim da tarde. O governo relatou “desconexão total” do sistema elétrico. Equipes já trabalham para restabelecer o serviço. O apagão ocorre em meio à chegada de ajuda internacional. A ilha enfrenta escassez de alimentos, água e medicamentos. O sistema elétrico é antigo e sofre com falta de combustível. Sanções dos EUA e perda do apoio venezuelano agravaram a crise.  Na segunda-feira (16), outro colapso deixou milhões sem luz. Importações de petróleo são mínimas e insuficientes. A crise energética tem provocado protestos contra o governo.


O "DONO DO MUNDO" PODERÁ INICIAR GUERRA MUNDIAL

O presidente Donald Trump, intitulado dono do mundo, deu ultimato ao Irã para reabrir o Estreito de Hormuz em 48 horas, sob ameaça de ataques à infraestrutura energética. A região é vital por escoar cerca de 20% do petróleo e gás do mundo. O bloqueio iraniano elevou preços e gerou temor inflacionário global. Poucos navios ainda cruzam a área, alguns pagando pedágios elevados. Os EUA tentaram formar uma coalizão internacional, sem sucesso efetivo. Países prometeram apoio político, mas evitaram enviar forças militares. Washington intensificou ataques na região, alegando enfraquecer o Irã. Teerã respondeu que retaliará qualquer ação contra seu território. O impasse se agrava após ataques a instalações energéticas e militares. O Irã lançou mísseis até contra a base de Diego Garcia. A escalada reacende temores sobre o alcance militar iraniano. Enquanto isso, Israel e Irã seguem trocando ataques diretos.

RETIRADA DE NOME E FOTO DE DELEGADA, EM REPORTAGEM

A Justiça da Bahia determinou que o portal Poder360 retire o nome e a foto de uma delegada citada em reportagem de dezembro de 2025. A decisão é liminar e ainda cabe recurso. A ANJ criticou a medida, classificando-a como censura judicial. A entidade afirmou que a ordem compromete a liberdade de imprensa. Também apontou possíveis violações à Constituição. O Tribunal de Justiça da Bahia confirmou a decisão. Disse tratar-se de ação indenizatória sob segredo de justiça. A juíza determinou a exclusão do nome e desindexação do conteúdo. Foi fixada multa diária de R$ 100 em caso de descumprimento. O Poder360 informou que cumpriu a ordem, mas contestou a decisão. O site defendeu que a medida restringe o jornalismo. E afirmou que adotará medidas judiciais para revertê-la.

CONSELHO DE SEGURANÇA PROMOVE GUERRAS, DIZ LULA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a Organização das Nações Unidas ontem, 21, em Bogotá, diante do avanço de guerras, sobretudo no Oriente Médio. Segundo ele, o Conselho de Segurança, criado para manter a paz, acaba “promovendo guerras”. Lula citou conflitos na Faixa de Gaza, Ucrânia e Irã como exemplos da falha do órgão. Disse estar “indignado” com a passividade da ONU diante dessas crises. Também afirmou que o conselho não resolveu conflitos em países como Líbia e Iraque. Para o presidente, as grandes potências se comportam como “donas do mundo”. Ele cobrou uma reforma urgente do Conselho de Segurança, com mais প্রতিনিধatividade. Defendeu maior participação de países da América Latina e da África. Lula classificou o cenário atual como o mais conflituoso desde a Segunda Guerra MundialCriticou ainda os gastos militares, contrastando com milhões de pessoas em fome. O presidente também relembrou negociações com o Irã e criticou ações dos EUA e da Europa. Por fim, alertou para nova forma de exploração global baseada em minerais estratégicos.

IRÃ REAGE A DECLARAÇÕES DE TRUMP

Em reação a declarações de Donald Trump, o governo do Irã ameaçou destruir “de forma irreversível” infraestruturas de energia no Oriente Médio caso suas usinas sejam atacadas. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que instalações vitais de energia e petróleo na região se tornarão alvos legítimos. Segundo ele, a retaliação causaria aumento prolongado no preço do petróleo. A declaração foi publicada na rede social X. A resposta veio após ameaça de Trump. O presidente dos EUA exigiu a reabertura total do Estreito de Ormuz. Ele condicionou isso ao risco de eliminar a infraestrutura energética iraniana. As Forças Armadas do Irã reforçaram o alerta. Disseram que qualquer ataque resultará em represálias diretas. Alvos incluiriam infraestruturas de energia dos EUA na região.

Salvador, 22 de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

IRÃ ATINGE CIDADES ISRAELENSES


Duas cidades no sul de Israel foram atingidas por mísseis do Irã, em meio à intensificação dos ataques entre os países. 
Um dos alvos foi Dimona, a cerca de 14 km do principal centro nuclear israelense. Embora Israel não confirme possuir armas nucleares, é considerado uma potência atômica. Outro míssil caiu em Arad, a pouco mais de 40 km de distância. Até a madrugada de domingo, havia ao menos 90 feridos, sete em estado grave. Autoridades da ONU afirmaram não haver indícios de danos à instalação nuclear. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a noite como difícil e prometeu continuar os ataques. O porta-voz militar Effie Defrin disse que o sistema antimísseis funcionou, apesar de falhas na interceptação. Ele negou que os mísseis iranianos sejam de tecnologia desconhecida. O ministro da Educação, Yoav Kisch, determinou a suspensão das aulas presenciais e o ensino será remoto nos próximos dias em todo o país.

O Irã afirmou que os ataques foram uma retaliação a bombardeios israelenses. Teerã citou ações contra as instalações nucleares de Natanz e Bushehr. Israel negou ter atacado, enquanto os EUA não comentaram. A Agência Internacional de Energia Atômica informou que não houve danos graves em Natanz. A entidade pediu contenção em ações militares próximas a áreas nucleares. A Rússia classificou os ataques como irresponsáveis e alertou para riscos regionais. Países ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares. Israel afirmou ter atacado em Teerã um centro ligado ao desenvolvimento nuclear. Os EUA disseram ter destruído um bunker iraniano com mísseis. Segundo o comando americano, a ação reduz ameaças no Estreito de Ormuz.


SENTENÇA COM ERROS INCOMUNS


Uma sentença do VI Núcleo de Justiça 4.0, voltado a demandas de empréstimos consignados, apresentou erros incomuns, que não parecem ter sido cometidos por um humano. 
O texto troca “autos” do processo por “automóveis”, como em “foi juntado aos automóveis”. Também utiliza “PCC” no lugar de “CPC” e “artes” em vez de “art.”, além de substituir o inciso “I” por “eu”, gerando trechos como: “PCC, artes. 77, eu; 80”. Outro erro foi a expressão “reprodução de indébito” em vez de “repetição de indébito”. A decisão foi publicada com falhas semelhantes às encontradas em acórdão do TJ/PI. A sentença, datada de quinta-feira (19), está assinada apenas como “juiz(a) de Direito da VI Núcleo de Justiça 4.0 – Empréstimos Consignados”, sem identificação nominal. Ao consultar o sistema do TJ/PI via WhatsApp, operado por robô, consta que a decisão foi proferida pelo juiz Ulysses Gonçalves da Silva Neto. Os erros aparecem em jurisprudência citada para fundamentar a sentença. Essas falhas já constavam em acórdão da 1ª Câmara Especializada Cível. O voto condutor desse acórdão foi do desembargador Haroldo Oliveira Rehem.

Trecho citado traz: “O contrato impugnado foi juntado aos automóveis pela instituição bancária...”. Também há menção a dispositivos legais com grafia incorreta. O caso envolve ação em que a autora alega descontos indevidos em benefício previdenciário. Segundo ela, os valores seriam de empréstimo consignado não contratado. Por isso, pediu nulidade do contrato, devolução em dobro e indenização por danos morais. O banco sustentou a legalidade da contratação. Afirmou ainda que houve liberação e recebimento dos valores. Requereu a rejeição dos pedidos. Ao final, o juízo concluiu que houve contratação válida. A parte autora foi condenada por litigância de má-fé. O caso chama atenção pela repetição de erros formais em decisões judiciais. As falhas levantam dúvidas sobre a origem do texto utilizado. O episódio evidencia problemas na revisão de documentos judiciais. E reforça a necessidade de maior controle na elaboração das decisões.

 

MÉDICOS SEM EMPREGO


“Eu mando mensagem para todo mundo e não consigo trabalho.” A médica Ana Paula Hilgemberg, 25, formou-se há três meses pela PUC-PR com financiamento estudantil e enfrenta dificuldade para conseguir plantões em Curitiba. 
Ao ingressar no curso, acreditava em altos rendimentos na medicina, estimando ganhos mensais de até R$ 40 mil, o que justificaria o investimento. Com poucos plantões, ficou sem previsão de renda e voltou a trabalhar com marketing e produção de conteúdo para pagar dívidas. Ela disputa vagas com milhares de novos médicos que entram no mercado todos os anos. Em 2025, o número de médicos cresceu em 35,9 mil, chegando a 635,7 mil, recorde histórico segundo a Demografia Médica da USP. De 2020 a 2024, foram 154,8 mil novos profissionais, alta de 32%. Já as faculdades saltaram de 143 (2004) para 448 (2024). A concentração de médicos nas capitais agrava a disputa por vagas e dificulta conseguir plantões. Nas redes sociais, a concorrência virou piada, com profissionais deixando “pego” pronto para responder rapidamente em grupos. Alice Moraes relata que vagas são preenchidas em minutos; Tais Martins diz que desaparecem em segundos. Sem oportunidades, muitos dependem de apoio de terceiros, o que gera frustração. O Brasil tem 2,98 médicos por mil habitantes, acima de países como EUA, mas abaixo da média da OCDE (3,70). A distribuição desigual agrava o problema: capitais concentram profissionais, enquanto o interior carece deles.

Em São Paulo, são 6,8 médicos por mil habitantes na capital; em Belo Horizonte, 9,98. Especialistas apontam que expectativas criadas por faculdades nem sempre se concretizam. Médicos jovens resistem a trabalhar no interior por questões pessoais e familiares. A residência médica tornou-se praticamente obrigatória para melhores oportunidades. O mercado para generalistas está mais restrito e exige especialização. Porém, há falta de vagas: estudantes cresceram 71% (2018-2024), enquanto residentes aumentaram apenas 26%. Quase metade das residências está no Sudeste, com forte concentração em São Paulo. Hospitais como Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz não contratam médicos sem especialização. Relatos indicam dificuldades até de contato com contratantes e casos de atraso ou falta de pagamento. Há grupos informais para alertar sobre locais que não pagam plantões. A remuneração inicial também caiu: plantões chegam a R$ 700 por 12 horas em algumas regiões. Apesar disso, a renda média médica foi de R$ 36,8 mil em 2022, muito acima da média nacional. Especialistas avaliam que há pleno emprego, mas com excesso de profissionais em grandes centros. A qualidade da formação também preocupa: 32% dos cursos avaliados tiveram desempenho insatisfatório. A tendência é de crescimento contínuo, com previsão de 1,15 milhão de médicos no Brasil até 2035.

 

TRUMP TEME RISCOS DA GUERRA E PODE ENCERRAR OS ATAQUES


Pioneiro da guerra moderna, o marechal prussiano Helmuth von Moltke escreveu em 1871 que nenhum plano resiste ao primeiro contato com o inimigo. 
A guerra iniciada por Donald Trump e Israel contra o Irã, que completa três semanas, entra em fase mais perigosa. Na sexta (20), Trump afirmou que pode desacelerar o conflito, alegando proximidade de seus objetivos, sem citar mudança de regime em Teerã. Ele também indicou que a reabertura do Estreito de Hormuz caberia a países compradores de energia. A fala reflete pressão interna, embora Israel sinalize intensificação dos ataques. A superioridade militar inicial dos EUA e aliados parece seguir o esperado, apesar da capacidade de reação iraniana. Há dúvidas sobre os resultados, mas indícios apontam avanços reais. Entre eles, a eliminação de lideranças do regime, incluindo Ali KhameneiTambém houve neutralização de defesas aéreas e redução de capacidades ofensivas. Seguiu-se a destruição de forças navais e de estruturas ligadas ao programa nuclear. Esse ponto sustenta o principal argumento de guerra de Trump e Binyamin NetanyahuAinda assim, há divergências entre os dois, como em ataques a instalações de gás iranianas. A ação gerou impacto global no mercado de energia. 

Israel busca enfraquecer a teocracia e estimular mudança interna no Irã. No curto prazo, porém, apenas a redução da ameaça parece viável. Os EUA focam em garantir a segurança do fluxo energético no Golfo. Já iniciaram ataques diretos a posições iranianas. Mesmo assim, persistem riscos como minas marítimas e mísseis. A nova fase pode incluir ações terrestres limitadas. Não seria uma invasão ampla, mas operações estratégicas pontuais. Alvos possíveis incluem o próprio estreito ou a ilha de Kharg. Essa ilha escoa grande parte do petróleo iraniano. Há mobilização de milhares de fuzileiros navais para a região. Isso amplia as opções e os riscos para Trump. Para Netanyahu, a continuidade da guerra é central. Trump pode optar por encerrar o conflito alegando vitória. Fatores imprevisíveis incluem reação de países árabes. Também pesa o papel dos houthis do Iêmen. Eles podem afetar rotas pelo mar Vermelho. Para o Irã, a estratégia é resistir e preservar o regime. A sobrevivência, mesmo com perdas, já seria considerada vitória.