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segunda-feira, 8 de junho de 2026

CLAUDE MYTHOS PODE SUPERAR HUMANOS


Nas últimas semanas, o mundo da inteligência artificial foi agitado pelas alegações da Anthropic sobre seu novo modelo, o Claude Mythos. A empresa afirma que a ferramenta pode superar humanos em algumas tarefas de hacking e segurança cibernética, despertando preocupação entre reguladores, governos e instituições financeiras. O Mythos é um dos modelos mais recentes da família Claude, concorrente do ChatGPT e do Gemini. Segundo a Anthropic, testes mostraram que ele consegue localizar e explorar falhas críticas em sistemas antigos, inclusive vulnerabilidades escondidas por décadas. Para reforçar a segurança digital, a empresa criou o Project Glasswing, iniciativa que concedeu acesso ao modelo a grandes empresas de tecnologia, como Amazon, Apple, Microsoft, Google, Nvidia e Broadcom. Nesta semana, o programa foi ampliado para mais 150 organizações de setores como energia, saúde, água e telecomunicações. A Anthropic afirma que o Mythos já identificou milhares de vulnerabilidades graves em sistemas operacionais e navegadores. O CEO da empresa, Dario Amodei, também ofereceu cooperação ao governo dos Estados Unidos para ajudar na defesa contra possíveis riscos trazidos pela própria tecnologia.

As alegações chegaram ao sistema financeiro internacional. O tema foi discutido em reuniões do FMI, e autoridades como o ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, e o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, defenderam atenção especial aos impactos da IA sobre o crime cibernético. Especialistas reconhecem o potencial do modelo, mas muitos permanecem céticos. O Instituto de Segurança em IA do Reino Unido afirmou que o maior risco estaria em sistemas mal protegidos, sem evidências de que o Mythos consiga comprometer estruturas bem defendidas. Apesar dos temores, especialistas ressaltam que a maioria dos ataques ainda explora falhas básicas de segurança. Para eles, ferramentas como o Mythos também podem ajudar a identificar e corrigir vulnerabilidades, tornando a internet mais segura no futuro. A Anthropic ainda investiga denúncias de acesso não autorizado ao modelo por usuários de um fórum privado.

 

O CharGPT ACUMULARÁ UMA ÚNICA PLATAFORMA


A OpenAI prepara a maior reformulação do ChatGPT desde seu lançamento, que impulsionou o boom da inteligência artificial. A empresa busca novas fontes de receita enquanto se prepara para abrir capital. A estratégia é transformar o ChatGPT em um “superapp”, integrando ferramentas de programação, agentes de IA e serviços de parceiros em uma única plataforma. A mudança reflete a aposta de que o futuro da IA está nos agentes capazes de executar tarefas para os usuários, e não apenas responder perguntas. O Codex, ferramenta de programação da OpenAI, ganhará mais destaque. O produto já ultrapassou 5 milhões de usuários ativos semanais e tem forte adesão entre assinantes pagos. As mudanças começam nas próximas semanas, com alterações no site e nos aplicativos móveis para incentivar o uso de recursos de programação, criação de imagens e serviços externos. A reformulação também aproxima a estratégia da OpenAI da adotada pela Anthropic, rival que cresceu rapidamente focando em clientes corporativos.

Hoje, as cerca de 2 milhões de empresas que utilizam produtos da OpenAI respondem por aproximadamente 40% da receita da companhia. A expectativa é que essa participação chegue a 50% até o fim do ano. Segundo Thibault Sottiaux, chefe de produtos da OpenAI, a meta é criar um agente pessoal capaz de ajudar os usuários em atividades profissionais e pessoais por celular, computador ou web. Para estimular a adoção desses recursos, a empresa está redesenhando a interface do ChatGPT e ampliando a integração com parceiros como Canva e Booking.com. Ao mesmo tempo, iniciativas voltadas ao consumidor foram deixadas de lado, como um sistema de compras dentro do ChatGPT. O Sora, gerador de vídeos da empresa, também foi encerrado. Executivos da OpenAI acreditam que, no futuro, os usuários interagirão com um único assistente de IA capaz de executar diferentes funções, tornando menos relevantes as divisões entre chatbots, buscadores e softwares especializados.

 

PESQUISAS APONTAM VITÓRIA DE KEIKO FUJIMORI, NO PERU


Keiko Fujimori e Roberto Sánchez aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas de boca de urna divulgadas ontem, 7, após o segundo turno das eleições presidenciais do Peru. Apesar do empate dentro da margem de erro, Keiko surge numericamente à frente. Segundo o instituto Ipsos, a candidata do Força Popular obteve 50,7% dos votos, contra 49,3% de Sánchez. Já a Datum apontou vantagem ainda menor: 50,53% para Keiko e 49,47% para o adversário. Mais de 27 milhões de eleitores participaram da votação que definirá o décimo presidente peruano em dez anos, refletindo a instabilidade política do país. A disputa colocou frente a frente dois legados políticos. Keiko representou o fujimorismo, defendendo uma agenda de combate à criminalidade e retomando abertamente a herança de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori. Já Sánchez buscou se associar ao ex-presidente Pedro Castillo, atualmente preso após tentativa de autogolpe.

As pesquisas divulgadas antes da votação já indicavam uma disputa apertada. O último levantamento do Ipsos mostrava Keiko com 40,4% das intenções de voto, contra 38,3% de Sánchez. O segundo turno ocorreu de forma mais organizada que o primeiro, marcado por problemas logísticos. Neste domingo, foram registrados apenas incidentes isolados, como falta de material em algumas mesas e a detenção de dois fiscais acusados de invalidar cédulas em Lima. Autoridades eleitorais mobilizaram cerca de 28 mil fiscais para acompanhar o processo e reforçaram apelos para que candidatos e apoiadores respeitem o resultado oficial, diante do risco de questionamentos e denúncias sem provas em uma disputa extremamente equilibrada. 

TRUMP ABANDONA ENTREVISTA, APÓS QUESTIONADO SOBRE FUNDO

IRÃ RESPONDE A ISRAEL FACE AO BOMBARDEIO DE HEZBOLLAH


Forças do Irã lançaram ontem, 7, o primeiro ataque com mísseis contra Israel desde o cessar-fogo firmado em 17 de abril entre Teerã, Washington e Tel Aviv. A ofensiva ocorreu após Israel bombardear posições do Hezbollah em um subúrbio de Beirute pela primeira vez desde a trégua, reacendendo tensões no Oriente Médio. O ataque iraniano foi limitado: ao menos três barragens de mísseis foram disparadas contra alvos militares no norte de Israel. A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido a base aérea de Ramat David. Segundo o Exército israelense, os projéteis foram interceptados e não houve danos. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu contenção às partes e afirmou que solicitará ao premiê israelense, Binyamin Netanyahu, que evite uma escalada. Trump também lamentou o impacto do episódio nas negociações em andamento com o Irã. Apesar de contatos intensos nos últimos dias, não há sinais concretos de um acordo iminente. O governo iraniano manteve o discurso de pressão, enquanto autoridades israelenses ameaçaram retaliar. Até o momento, não foram registrados ataques contra Tel Aviv, Jerusalém ou bases no centro e sul de Israel.

A crise envolve ainda o controle do estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do comércio mundial de petróleo e gás. Sua reabertura faz parte das negociações mediadas por países árabes. Paralelamente, Netanyahu intensificou operações contra o Hezbollah no Líbano. Os bombardeios deste domingo atingiram a região de Dahiyeh, ao sul de Beirute, área densamente povoada e reduto do grupo aliado do Irã. Israel afirma que a ação respondeu ao lançamento contínuo de foguetes contra seu território. As forças israelenses também ampliaram operações no sul do Líbano e emitiram alertas de evacuação para moradores da região de Tiro. 

ChatGPT: 50 MILHÕES DE USUÁRIOS EM DOIS MESES; RÁDIO, 38 ANOS


O rádio levou 38 anos para alcançar 50 milhões de usuários; a televisão, 20 anos. Já o ChatGPT atingiu esse marco em apenas dois meses. O dado foi citado pelo pediatra americano Michael Rich, professor da Harvard Medical School e diretor do Digital Wellness Lab, durante o Arco Day 2026, evento da Arco Educação realizado em São Paulo. Segundo Larissa Sangalli, diretora de Produtos Digitais da Arco, o debate sobre inteligência artificial nas escolas mudou. Há dois anos, a preocupação era impedir o uso da IA; hoje, a questão é ensinar os alunos a utilizá-la de forma crítica. Para ela, o papel do professor permanece essencial, orientando os estudantes a avaliar e questionar os conteúdos produzidos pelas máquinas. Como exemplo, Larissa citou um professor que incentivou os alunos a identificar erros inseridos propositalmente em textos gerados com apoio da IA. A atividade estimulou o pensamento crítico, habilidade considerada cada vez mais importante no mercado de trabalho. Michael Rich alertou que a proibição total da IA tende a fracassar. Segundo ele, regras construídas com a participação dos estudantes costumam ser mais eficazes e respeitadas. Ao abordar saúde digital, Rich afirmou que o uso excessivo de telas se assemelha mais à compulsão alimentar do que à dependência química. Para ele, ansiedade e depressão geralmente antecedem o excesso de uso, sendo ampliadas pela tecnologia.

No Brasil, a Lei nº 15.100, de 2025, restringe o uso de celulares na educação básica durante aulas, recreios e intervalos, mas permite o uso pedagógico orientado. Após sua implementação, o acesso à internet nas escolas caiu de 51% para 37%, segundo a TIC Kids Online Brasil. Para Jones Brandão, gerente de Ensino e Inovações da Arco, muitos educadores interpretaram a norma como uma proibição total, quando ela apenas regula o uso dos dispositivos. Rich destacou ainda que os smartphones atuais são muito mais potentes que os computadores usados na missão lunar e defendeu que a escola ensine os jovens a utilizá-los de forma consciente. Especialistas também alertaram para os riscos dos deepfakes, capazes de criar vídeos e imagens falsas altamente realistas, tornando a educação digital um desafio global para escolas, famílias e governos.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 8/6/2026

 CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Governo pensa estratégia para recolocar Messias na indicação da vaga ao STF

A votação no Senado registrou 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, marcando a primeira vez desde 1894 que a Casa barra um indicado à Suprema Corte

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Governadores aumentam gastos, e estados devem somar déficit de R$ 6 bi no ano eleitoral

Levantamento da XP mostra que despesa total dos estados cresceu 6,5% acima da inflação, o dobro do aumento da arrecadação. Contas vão para o vermelho após fechar 2025 no azul

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Plano da China por autossuficiência alimentar ameaça o agro brasileiro

País asiático quer reverter déficit agrícola de US$ 124,5 bi; Ministério da Agricultura e Pecuária não comenta Brasil fornece mais de 60% de toda a soja importada por Pequim e cerca de 40% de sua carne bovina

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Lucro das companhias aéreas deve cair quase pela metade em 2026, diz associação

Elas reduziram a oferta de voos e aumentaram tarifas para proteger suas margens

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Trump pedirá a Netanyahu que não retalie contra Irã, segundo imprensa norte-americana

Presidente dos EUA adotará cautela para evitar escalada de conflito na região

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Luta por distritais mostra que só André Ventura é unânime no Chega

Eleições internas garantem novidades na presidência da distrital de Lisboa, mas incumbentes vão enfrentar listas alternativas. Bruno Mascarenhas reserva-se para uma corrida à concelhia da capital

domingo, 7 de junho de 2026

RADAR JUDICIAL


MILEI PRIVATIZA COMPLEXO HOTELEIRO 

O governo de Javier Milei pretende transferir à iniciativa privada o complexo hoteleiro de Chapadmalal, símbolo do “turismo social” criado por Juan Domingo Perón nos anos 1940. Localizado no litoral argentino, o espaço oferecia férias subsidiadas para trabalhadores, com hospedagem e alimentação a preços acessíveis. A gestão Milei encerrou a obrigação legal de manter o programa e lançou uma concessão privada de 30 anos para o complexo. O governo argumenta que o Estado não deve administrar atividades turísticas e que a iniciativa privada pode valorizar os hotéis. Peronistas, sindicatos e ex-funcionários criticam a medida, afirmando que ela ameaça um patrimônio social e cultural que garantiu acesso ao lazer para milhões de argentinos. O debate reflete a divisão política do país: de um lado, a defesa do Estado enxuto e do livre mercado; de outro, a preservação de políticas sociais associadas ao peronismo. Ex-frequentadores temem que a privatização torne os hotéis inacessíveis para pessoas de baixa renda.


MILHÕES DISPUTAM A CURSO SUPERIOR NA CHINA

Mais de 12,9 milhões de estudantes participam do gaokao, exame que define o acesso ao ensino superior na China. As provas começaram neste domingo (7) e seguem por vários dias, conforme a província e as disciplinas escolhidas pelos candidatos, geralmente entre 17 e 19 anos. O teste reúne mais de 100 questões de gramática, literatura chinesa, matemática, idiomas, humanidades e ciências. Com base em edições anteriores, o g1 selecionou três perguntas de inglês para mostrar o nível de exigência do exame. Segundo especialistas, o gaokao prioriza o domínio técnico da língua inglesa, com foco em regras gramaticais, construções precisas e critérios rigorosos de correção. Já o Enem adota uma abordagem diferente. Nas questões de inglês, o principal objetivo é avaliar a compreensão de textos, a identificação de ideias centrais, relações entre trechos e intenções do autor. A gramática aparece apenas como ferramenta de interpretação, e não como objeto direto de avaliação.


IRÃ PODERÃO ENTRAR, MAS SAIR APÓS OS JOGOS  

Os jogadores da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 terão de entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia das partidas, informou ontem, 6, o embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh. Por causa da guerra com os EUA, a equipe transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no noroeste do México. Os iranianos disputarão jogos da fase de grupos em Los Angeles e Seattle. Segundo o diplomata, os atletas poderão entrar nos EUA pela manhã e deverão deixar o país após as partidas. Ele também revelou que 15 integrantes da delegação, entre dirigentes e membros da comissão técnica, ainda não obtiveram vistos americanos, o que representa um desafio para a seleção. O deslocamento entre Tijuana e os EUA poderá ser feito por avião particular ou por via terrestre, conforme orientação da Fifa. Pasandideh afirmou que o Irã respeitará todas as decisões da entidade. 

ATACANTE IRANIANO É DETIDO E INTERROGADO

O atacante iraquiano Aymen Hussein foi detido e interrogado por quase sete horas ao desembarcar no aeroporto de Chicago com a delegação do Iraque para a Copa do Mundo. Segundo um dirigente esportivo iraquiano, o jogador teve o celular inspecionado, mas acabou liberado. Já o fotógrafo da seleção, Talal Salah, passou mais de dez horas sob verificação e teve a entrada nos Estados Unidos negada. As autoridades americanas não comentaram o caso. A Federação Iraquiana de Futebol e o próprio Hussein também não se manifestaram. Torcedores receberam a equipe no aeroporto, poucos dias antes do início do Mundial. O Iraque disputa sua primeira Copa do Mundo em 40 anos e está no Grupo I, ao lado de França, Senegal e Noruega. O torneio, sediado por EUA, Canadá e México, começa na próxima quinta-feira.

DIREITA E ESQUERDA DISPUTAM NO PERU

O Peru decide neste domingo (7/6) seu futuro político em uma disputa entre a direitista Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez, herdeiro de Pedro Castillo. Mais de 27 milhões de eleitores vão às urnas em um país marcado pela instabilidade, que teve oito presidentes na última década. Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, disputando pela quarta vez, promete restaurar a ordem e combater a criminalidade. Já Sánchez aposta no apoio popular e no forte sentimento antifujimorista para conquistar a Presidência. Analistas avaliam que a corrida permanece aberta. O cientista político Eduardo Dargent afirma que Sánchez avançou entre os indecisos, enquanto Keiko enfrenta resistência ligada ao legado do fujimorismo. Pesquisas indicam leve vantagem para o candidato de esquerda. Especialistas alertam, porém, que o próximo presidente terá dificuldades para governar diante de um Congresso que frequentemente confronta o Executivo. Além da insegurança e da crise institucional, o vencedor precisará construir alianças políticas para garantir estabilidade e evitar novos episódios de turbulência no país andino.

PRESIDENTES COM MAIOR TEMPO NO PODER


Salvador, 7 de junho de 2026.

Antonio pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


CORREGEDOR RECEBE MAIS DE R$ 100 MIL POR MÊS


O corregedor nacional de Justiça e ministro do STJ, Mauro Campbell, reclamou publicamente do próprio salário ao afirmar que sua remuneração não corresponde ao volume de trabalho que desempenha na Corte. 
Segundo o Portal da Transparência do STJ, Campbell recebeu cerca de R$ 141 mil em abril deste ano. Nos meses anteriores, os vencimentos líquidos ficaram em aproximadamente R$ 122 mil, em março, e R$ 127 mil, em fevereiro. Os valores incluem indenizações, vantagens pessoais e créditos adicionais. Em entrevista ao STF em Foco, o ministro defendeu reajustes salariais para magistrados com alta produtividade. Ele destacou ter julgado cerca de 130 mil processos ao longo da carreira. “Não tenho remuneração à altura dos milhares de processos que julgo no STJ”, afirmou. Campbell disse ainda desconhecer outro juiz fora do Brasil com volume semelhante de julgamentos e sustentou que deveria receber salário compatível com sua dedicação.

Os rendimentos do corregedor superam o teto constitucional do funcionalismo federal, atualmente fixado em R$ 46,3 mil, equivalente ao salário bruto dos ministros do STF. A diferença ocorre devido a gratificações, indenizações e outros benefícios que ficam fora do cálculo do teto salarial. As declarações ocorrem em meio a mudanças promovidas pelo STF para limitar os chamados “penduricalhos” do Judiciário e do Ministério Público. A Corte proibiu a criação de auxílios sem previsão legal e determinou que as vantagens adicionais não ultrapassem 70% do teto constitucional. As novas regras passaram a valer a partir de abril, com reflexos nos pagamentos realizados em maio. 

LULA, EM 2026, COMPLETARÁ 12 ANOS NA PRESIDÊNCIA


A corridinha virou marca registrada da comunicação do presidente Lula (PT), 80 anos. Em agendas e redes sociais, o petista aparece correndo ou se exercitando para demonstrar disposição e rebater críticas sobre a idade. Recentemente, a primeira-dama Janja divulgou imagens dele treinando sem camisa durante um feriado. Mas o desafio vai além da questão etária. Especialistas apontam que Lula enfrenta uma “fadiga de material”, fenômeno associado ao desgaste de figuras públicas muito expostas. Até o fim de 2026, ele completará 12 anos na Presidência, tornando-se o terceiro governante com mais tempo no poder na história do Brasil. Presente na política nacional desde os anos 1980, Lula participou de sete das nove eleições presidenciais após a redemocratização. Em 2025, tornou-se o primeiro octogenário a ocupar a Presidência, enquanto o PT acumula 17 anos de governo neste século. Analistas avaliam que o desgaste decorre tanto das crises associadas ao partido quanto da dificuldade de dialogar com novos perfis de trabalhadores e eleitores. Para críticos, Lula mantém um discurso ligado a modelos antigos de relações de trabalho e tenta resgatar o sucesso de seus primeiros mandatos.

Pesquisas mostram cenário desafiador para o governo: 38% avaliam a gestão negativamente e 32% positivamente. Apesar de programas sociais e medidas populares, como propostas ligadas ao fim da escala 6x1, especialistas apontam dificuldades para alcançar públicos que valorizam autonomia e empreendedorismo. Também pesam gafes e declarações consideradas inadequadas, especialmente sobre mulheres. Para analistas, Lula trocou a imagem de “pai dos pobres” pela de protagonista de uma disputa ideológica permanente contra o bolsonarismo. Acadêmicos ponderam, porém, que sua longevidade política reflete a capacidade de ampliar a inclusão social e dialogar com setores populares. Ainda assim, alertam que a repetição de discursos e a demanda por renovação política alimentam o desgaste. Em outubro, Lula disputará a eleição contra um adversário bem mais jovem, em uma disputa que tende a opor lulistas e anti-lulistas.

FALSA MECÂNICA SERVIA PARA FURTO DE COMBUSTÍVEL


Uma falsa oficina mecânica às margens da BR-070, em Ceilândia, funcionava como base de um esquema clandestino de furto de combustível de um oleoduto da Petrobras. O local nunca abriu durante o dia nem recebeu clientes, mas registrava movimentação apenas durante a madrugada. Na noite de sexta-feira, policiais da 19ª DP deflagraram a Operação Estige após denúncias sobre forte cheiro de gasolina na região. No imóvel, encontraram três homens trabalhando em um túnel escavado em direção ao oleoduto. Foram presos Antônio Marcos da Silva Seurinho, 43 anos, José Marle de Queiroz Lucena Segundo, 43, e Paulo Batista de Oliveira, 36. Segundo a investigação, eles alugaram o imóvel há três meses por R$ 1,2 mil mensais, alegando que instalariam uma oficina mecânica. A polícia aponta Antônio como possível líder do grupo, devido ao envolvimento em ocorrência semelhante há dois anos. José e Paulo seriam responsáveis pelos serviços de escavação e instalação dos equipamentos. Enquanto o grupo preparava a estrutura para retirar combustível, a Transpetro identificou divergências entre o volume transportado e o entregue. O oleoduto abastece o Distrito Federal com cerca de 3 milhões de litros de gasolina por dia.

A estimativa é que entre 90 mil e 100 mil litros tenham sido furtados apenas na última semana. Segundo o delegado Fernando Fernandes, havia risco real de explosão em um raio de até 3 quilômetros. As investigações também apuram possível participação de transportadoras e postos de combustíveis na receptação do produto furtado. Por causa do perigo, a Defesa Civil interditou ao menos quatro imóveis próximos ao oleoduto. A área passou por perícia da Polícia Civil, enquanto a Transpetro assumiu os reparos necessários. Em nota, a empresa informou que não houve impacto no abastecimento da região e destacou que investe cerca de R$ 100 milhões por ano em tecnologia, monitoramento e proteção dos 8,5 mil quilômetros de sua malha de dutos. 

ESTADOS UNIDOS VIOLAM CESSAR-FOGO NO IRÃ


O Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril após ataques a instalações de radar e vigilância costeira no Golfo. Teerã classificou a ação como uma agressão à sua soberania e respondeu com o lançamento de mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, aliados de Washington. A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido “bases inimigas na região”. O Bahrein denunciou o disparo de sete mísseis contra seu território e o do Kuwait, enquanto ambos os países condenaram a ofensiva iraniana e alertaram para o risco de escalada do conflito. A nova crise começou após o Comando Central dos EUA informar que derrubou quatro drones iranianos próximos ao estreito de Hormuz e atacou dois sistemas de radar no Irã. Segundo o Pentágono, não houve baixas nem danos a instalações americanas. O cessar-fogo, estabelecido após mais de um mês de confrontos, vinha sendo mantido com episódios isolados de violência. As negociações para encerrar o conflito e reabrir o estreito de Hormuz seguem paralisadas.

Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo iraniano, afirmou que as conversas dependem do desbloqueio de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados pelos EUA. Divergências sobre o programa nuclear, sanções econômicas e o controle do estreito dificultam avanços diplomáticos. No Líbano, um ataque israelense matou três militares libaneses. O Hezbollah rejeitou um novo acordo de cessar-fogo por não prever a retirada total de Israel do país. O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu que o Irã não interfira nos assuntos libaneses, enquanto o chanceler iraniano Abbas Araghchi rebateu as críticas. Desde o início do conflito, os ataques israelenses no Líbano deixaram mais de 3.560 mortos. Do lado israelense, morreram 27 militares e um funcionário civil terceirizado.