RÉUS CONDENADOS A 1.252 ANOS
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domingo, 19 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
RÉUS CONDENADOS A 1.252 ANOS
NEGÓCIOS DA FAMÍLIA TRUMP CRESCERAM COM O CARGO DE PRESIDENTE
Por décadas, presidentes dos Estados Unidos evitaram lucrar com o cargo. Harry Truman recusou uso comercial de seu nome, mesmo após deixar a presidência. Richard Nixon temia benefícios indiretos à família e chegou a monitorar contatos do irmão. George W. Bush vendeu suas ações antes de assumir. Donald Trump seguiu caminho diferente. Seus negócios familiares cresceram globalmente em ritmo acelerado durante seu mandato. A Trump Organization expandiu atividades, incluindo investimentos em criptomoedas. Os filhos Eric e Donald Jr. lideram essas operações. Esses empreendimentos geraram bilhões, mas levantaram suspeitas de conflitos de interesse. Os irmãos investiram em empresas que buscam contratos com o governo dos EUA. Inclui uma fabricante de drones que tenta vender ao Pentágono e aliados estrangeiros. A Casa Branca nega irregularidades. Especialistas dizem que os conflitos são inéditos e preocupantes para a democracia. Apontam mistura entre decisões políticas e interesses privados. No exterior, os negócios cresceram rapidamente no segundo mandato. Projetos incluem resorts e empreendimentos no Catar, Vietnã e Arábia Saudita. Há indícios de benefícios políticos paralelos a esses países. Outro foco são criptomoedas. A família vendeu parte da World Liberty a investidores dos Emirados Árabes Unidos. Fundos ligados ao país também investiram bilhões via Binance.
BRASIL, ESPANHA E MÉXICO PROMETEM AJUDA A CUBA
Os governos de Brasil, Espanha e México divulgaram ontem, 18, uma declaração conjunta sobre o agravamento da crise em Cuba, comprometendo-se a intensificar uma resposta humanitária coordenada para aliviar o sofrimento da população. Os três países, liderados por presidentes de esquerda e aliados de Cuba, defenderam a adoção de medidas para amenizar a situação e evitar ações que piorem as condições de vida ou violem o direito internacional. A declaração, publicada pelo Itamaraty e respaldada por Lula, Claudia Sheinbaum e Pedro Sánchez, não menciona diretamente os Estados Unidos nem o presidente Donald Trump, que tem feito ameaças à ilha. Nos últimos meses, o governo americano endureceu o bloqueio econômico e energético contra Cuba, dificultando especialmente o envio de petróleo ao país. Com isso, o fornecimento de combustível foi drasticamente reduzido, agravando a crise energética e social na ilha. A situação piorou após a interrupção do envio de petróleo venezuelano, tradicional aliado de Cuba, o que aprofundou a escassez de energia. Como consequência, o país enfrenta apagões frequentes, interrupções de serviços essenciais e dificuldades no sistema de saúde. Diante desse cenário, Brasil, Espanha e México expressaram preocupação com a crise humanitária e reforçaram a necessidade de respeito ao direito internacional.
Os países também defenderam princípios como integridade territorial, igualdade soberana e solução pacífica de conflitos. Sem citar diretamente Washington, o documento faz um apelo por diálogo sincero e respeitoso entre as partes. Segundo a declaração, o objetivo é encontrar uma solução duradoura que permita ao povo cubano decidir seu próprio futuro com liberdade. Apesar do bloqueio, houve autorização pontual para envio de petróleo russo, o que trouxe alívio temporário à crise energética. Ainda assim, Cuba continua enfrentando racionamentos severos, com cortes de energia que podem durar horas diariamente. A escassez de combustível afeta hospitais, transporte e abastecimento básico, agravando a crise econômica. O país depende fortemente de importações de petróleo para gerar eletricidade, o que o torna vulnerável às sanções externas. Além disso, a infraestrutura energética cubana é antiga e sofre com falta de manutenção adequada. Esse conjunto de fatores mantém a população sob condições difíceis, enquanto cresce a pressão internacional por soluções diplomáticas.
DELEGADO PRENDE ADVOGADA
A advogada Áricka Rosalia Alves Cunha afirmou que não difamou o delegado Christian Zilmon, que a prendeu por desacato após ela reclamar nas redes sociais do arquivamento de um boletim de ocorrência (BO). A prisão ocorreu na quarta-feira (15), em Cocalzinho de Goiás. Ela foi liberada após pagar fiança de R$ 10 mil. Segundo Áricka, o delegado se sentiu ofendido por uma publicação em que ela apenas informou o arquivamento do BO, sem citar ou atacar pessoalmente o policial. Em nota, a OAB-GO informou que adotou medidas institucionais e apresentou representações por abuso de autoridade ao Ministério Público, além de acionar a Corregedoria da Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública. A União Nacional das Advogadas Criminalistas (UNAA) também pediu apuração do caso. A Polícia Civil disse que o episódio está sendo analisado pela Superintendência de Correições e Disciplina. O caso teve origem após a advogada registrar um BO por ofensa recebida nas redes sociais, depois de divulgar um abaixo-assinado por melhorias urbanas. O registro foi arquivado provisoriamente pelo delegado, sob justificativa de falta de efetivo policial.
Inconformada, Áricka pediu o desarquivamento e publicou os documentos nas redes sociais. Após as postagens, o delegado foi ao escritório da advogada e efetuou a prisão, alegando desacato e desobediência. Ele afirmou que ela resistiu às ordens, o que levou ao uso de algemas. A advogada contesta a versão e afirma que houve abuso. Ela também disse que o delegado saiu para jantar durante o atendimento, deixando-a e representantes da OAB aguardando. Áricka relatou ainda que esperou cerca de seis horas para pagar a fiança e ser liberada. Segundo ela, foi exigido pagamento em dinheiro, o que dificultou o processo. A OAB-GO afirma que houve possível violação das prerrogativas profissionais, incluindo a inviolabilidade do escritório. A entidade acompanha o caso e busca garantir os direitos da advogada. As autoridades seguem investigando a conduta dos envolvidos.
TRUMP OSTENTA O TÍTULO DE PRESIDENTE MENTIROSO
A Fars afirmou que a reabertura é incompleta e pode ser revertida. Segundo a agência, a passagem será fechada se o bloqueio continuar. A reabertura é uma das principais exigências dos EUA nas negociações de paz. As conversas estão sendo mediadas pelo Paquistão. Líderes da França e do Reino Unido também discutiram o tema sem participação dos EUA. O Estreito de Ormuz é rota essencial para o comércio global de petróleo. Cerca de 20% do petróleo e gás mundial passam por essa via. A interrupção recente elevou os preços da commodity. Dados da Kpler indicam que o tráfego já começou a ser retomado. Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo com 5 milhões de barris. Foram os primeiros carregamentos desde o bloqueio dos EUA. O estreito fica entre Irã e Omã e tem trechos com menos de 35 km. O Irã controla grande parte da área e já ameaçou navios na região. O país também instalou minas navais durante o conflito. Trump afirmou que os EUA trabalham para removê-las. Autoridades iranianas dizem não conhecer a localização de todas. A Marinha dos EUA alertou que a ameaça de minas ainda é incerta.
SUPREMA CORTE CONTEMPLA O SIGILO
Em novembro de 2024, duas semanas após a reeleição de Donald Trump, o presidente da Suprema Corte dos EUA, John Roberts, convocou funcionários para assinar acordos formais de confidencialidade sobre o funcionamento interno do tribunal. A medida ocorreu após vazamentos inéditos, como o rascunho da decisão que revogou o direito ao aborto, além de críticas éticas e queda de confiança pública. Antes, o sigilo era uma norma informal; agora virou contrato, com possíveis sanções legais, segundo fontes. Os novos termos não foram divulgados, mas são considerados mais rigorosos e passaram a ser assinados por funcionários e novos integrantes desde 2024. A Suprema Corte não comentou oficialmente, mas tradicionalmente, o tribunal mantém alto nível de sigilo, não sendo obrigado por leis de transparência e restringindo acesso a registros internos e visitas. Juízes alegam que seus documentos são privados e muitas vezes só se tornam públicos após suas mortes. O vazamento de 2022, publicado pelo Politico, expôs uma decisão histórica antes do anúncio oficial, e o responsável nunca foi identificado. Reportagens recentes também revelaram bastidores e divergências internas entre juízes. Em 2024, veio à tona que Roberts teria defendido ampla imunidade a Trump, com base em memorandos confidenciais. Antes dos contratos, o tribunal usava códigos de conduta e orientações verbais para garantir sigilo.
Especialistas veem os novos acordos como sinal de desconfiança interna e fragilidade institucional. Para alguns, eles intimidam mais do que têm eficácia legal real. Há ainda o paradoxo: processar vazamentos pode expor ainda mais informações sensíveis. Outra tradição impactada é a de ex-funcionários que lucram com a experiência adquirida na Corte. O debate sobre transparência é antigo — desde 1821, quando Thomas Jefferson criticou o sigilo do tribunal. Juízes defendem a confidencialidade para preservar independência e evitar pressões externas. Vazamentos, dizem, podem prejudicar debates internos e decisões colegiadas, mas ainda assim, críticos argumentam que o poder dos juízes exige maior transparência. Eles apontam que decisões importantes ocorrem longe do público, dificultando avaliação e controle democrático e destacam a influência de assessores jovens na elaboração de decisões. Para esses analistas, o sigilo excessivo enfraquece a confiança e impede compreensão do funcionamento real da Corte.
DRONES UCRANIANOS ATACAM INSTALAÇÕE PETROLÍFERAS RUSSAS
Drones ucranianos atacaram diversas instalações petrolíferas da Rússia na noite de sexta (17), incluindo refinarias em Samara, um depósito na Crimeia e um porto no mar Báltico. Autoridades russas e um militar ucraniano confirmaram as ações ontem, 18. Kiev tem intensificado ataques a refinarias e depósitos, fontes-chave de receita para Moscou. Alguns alvos ficam a milhares de quilômetros da fronteira ucraniana. Na região de Leningrado, houve incêndio no porto de Visotsk, já controlado. O local abriga terminal da Lukoil para exportação de combustíveis. O comandante ucraniano Robert Brovdi disse que refinarias em Novokuibishevsk e Sizran foram atingidas. Essas instalações já haviam sido alvo em outras fases da guerra. Brovdi ironizou a situação e criticou decisão dos EUA sobre sanções ao petróleo russo. O governador de Samara confirmou ataques, sem detalhar danos. Na Crimeia, autoridades russas disseram ter abatido 22 drones. Mesmo assim, houve incêndio em tanque de combustível e danos na cidade. A Ucrânia afirma ter atingido um depósito de petróleo na península. Também disse ter atacado navios militares russos na região. Segundo Brovdi, ataques recentes reduziram exportações russas em cerca de 880 mil barris/dia. O dado não foi confirmado de forma independente.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 19/04/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
1.252 anos de cadeia: cinco réus são condenados por chacina no DF
Réus foram condenados pelo assassinato das vítimas da chacina de Planaltina. Defesa dos acusados ainda pode entrar com recurso
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Em meio a abalo global, Brasil se destaca no radar de investidores internacionais
Guerra no Oriente Médio atrai para oportunidades do país, principalmente em commodities e energia, apesar dos entraves. Ajuste em gargalos internos pode estimular aportes, dizem especialistas
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
67% dos brasileiros dizem ter dívidas financeiras, e 21%, parcela em atraso, segundo Datafolha
Pesquisa mostra que 41% dos que pediram empréstimo a familiares e amigos estão em falta com pagamento Inadimplência declarada com cartão de crédito parcelado, empréstimo bancário e carnê de loja supera 25%
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Ex-deputado preso por negociar fuga diz que Geddel receberia R$ 1 milhão.
Delação de Joneuma Neres foi firmada com o Ministério Público da Bahia, em fevereiro deste ano. Ex-ministro Geddel Vieira Lima nega envolvimento no caso.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Todo navio que se aproximar de Ormuz será “alvo”, adverte Guarda Revolucionária iraniana
Alerta ocorre após novo fechamento da rota, com Teerã alegando “quebra de confiança” por parte dos EUA
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Negócio das casas de luxo esbarra na falta de oferta
Porta da Frente Christie’s realizou cerca de 600 transações, a um valor médio de um milhão de euros, no ano passado. Mas alerta que a oferta de gama alta caiu quase 25% desde 2021.
sábado, 18 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
BRASILEIRA FOI PARA SUIÇA PARA SUICÍDIO ASSISTIDO
Isso se explica pela maior mortalidade masculina ao longo da vida. Entre idosos, há cerca de 75,9 homens para cada 100 mulheres. Regionalmente, o Norte é mais jovem, enquanto Sul e Sudeste concentram população mais envelhecida.
A corte também marcou para 5 de junho a audiência sobre a decisão que havia suspendido as obras. A ordem partiu de um painel de três juízes do Tribunal de Apelações do Distrito de Colúmbia. Eles suspenderam temporariamente a liminar de primeira instância que barrava o projeto. Com isso, o governo ganha tempo enquanto o recurso é analisado. O tribunal avaliará se a obra pode continuar durante o andamento do processo. A decisão atual não analisa o mérito da ação. O caso questiona a autoridade do governo para executar a construção. A ação foi movida pela National Trust for Historic Preservation. A entidade e a Casa Branca ainda não comentaram a decisão. Antes, o juiz federal Richard Leon havia considerado o projeto ilegal. Segundo ele, faltou aprovação do Congresso para a obra.
LIVROS SERÃO ADAPTADOS AO LEITOR
O autor de negócios Seth Godin inovou no desenvolvimento de seu livro “The Knot” ao usar inteligência artificial para clonar sua voz, gravar versões preliminares e vendê-las a cerca de 500 leitores. Esses leitores interagiram com o conteúdo e forneceram feedback, que foi incorporado às versões seguintes. Além do livro, Godin já lançou formatos complementares, como um curso online, antes mesmo da publicação oficial. Ele compara seu processo ao de comediantes de stand-up, que testam e refinam material com base na reação do público. Essa abordagem reflete uma tendência mais ampla entre autores de negócios, que vêm explorando novos formatos, tecnologias e modelos para disseminar ideias. O livro deixa de ser um produto isolado e passa a integrar um ecossistema com cursos, podcasts e palestras. Stephen Witt, autor premiado, sugere que no futuro livros poderão se adaptar ao leitor em tempo real com ajuda da IA, embora reconheça que isso ainda é um projeto distante. Andrew Grill também experimentou com IA em seu livro “Digitally Curious”, oferecendo um chatbot personalizado para interagir com os leitores. Ele prevê formatos interativos, como audiobooks com navegação personalizada. Madeline McIntosh destaca que autores de negócios já não veem o livro como um produto fechado, mas como parte de um conjunto maior de ideias e conteúdos.
Especialistas apontam que o avanço da IA está transformando a forma de comunicar ideias, embora comunidades e engajamento possam hoje ser criados por diversos meios além dos livros. Apesar do potencial, há desconfiança na indústria editorial, especialmente por questões de direitos autorais e uso de conteúdo por modelos de IA. Ainda assim, editoras já utilizam IA para otimizar processos, desde a produção até a avaliação de manuscritos. Por outro lado, alguns profissionais acreditam em um retorno ao formato tradicional, com leitores buscando se afastar de telas e experiências digitais. Tentativas passadas de inovação, como CD-ROMs e e-books interativos, não tiveram grande sucesso, muitas vezes por prejudicarem a fluidez da leitura. Mesmo com experimentações, especialistas alertam para riscos, como distorções geradas por IA ou perda do elemento humano. Para muitos, a autenticidade do autor continua sendo essencial, já que leitores buscam conexão com pessoas reais, não apenas conteúdo automatizado. Editoras seguem equilibrando inovação e viabilidade econômica, enquanto mantêm seu papel de curadoria e qualidade. No fim, o livro de negócios continua evoluindo, deixando de ser apenas um produto final e se tornando um ponto de partida para discussões e novas formas de engajamento.
JUSTIÇA AUTORIZA 12% SOBRE EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) derrubou uma liminar e autorizou a cobrança de 12% de imposto sobre a exportação de petróleo bruto. A decisão atendeu a recurso da Advocacia-Geral da União (AGU). A taxa foi criada para financiar um subsídio ao diesel de R$ 0,32 por litro, com custo estimado em R$ 10 bilhões. O setor calcula que a arrecadação pode chegar a R$ 30 bilhões. A medida ocorre em meio à alta do petróleo causada pela tensão entre EUA e Irã, que elevou o barril acima de US$ 116. A suspensão inicial foi pedida por empresas como TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal, Shell e Equinor. Juntas, elas respondem por cerca de 20% da produção nacional. Esse volume, em grande parte exportado, supera a média de exportações da Petrobras em 2025. As petroleiras argumentaram que o imposto tem caráter arrecadatório, e não regulatório, além de violar o princípio da anterioridade. A União defendeu que a medida é necessária para conter a inflação e reduzir impactos da crise internacional.
Em primeira instância, o juiz Humberto Sampaio suspendeu a cobrança. A AGU recorreu, mas teve negativa inicial da desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda. Posteriormente, o presidente do TRF-2, Luiz Paulo Araújo Filho, reverteu a decisão. Ele avaliou que suspender o imposto causaria prejuízo à ordem e à economia pública. Segundo o magistrado, o aumento do petróleo pressiona combustíveis e alimentos. Ele também citou o risco envolvendo o Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo mundial. Por fim, afirmou que não cabe ao Judiciário interferir em decisões administrativas do governo.
TRUMP ENVOLVE-SE ATÉ COM DESCAEGA EM SANITÁRIO
Quando um americano dá descarga, o vaso sanitário usa sucção: a água enche a bacia e puxa o conteúdo com um “golpe” final. Na Europa, o sistema é diferente: há opção de descarga leve ou forte, e a água apenas empurra os dejetos, sem sucção. Em países como Alemanha e Holanda, alguns vasos têm uma “prateleira” de cerâmica onde os dejetos caem antes de serem levados pela água. O presidente dos EUA, Donald Trump, critica o modelo americano e quer revogar regras de eficiência hídrica criadas em 1992. Ele afirma que vasos e chuveiros atuais têm pouca pressão e popularizou o lema “Make Showers Great Again”. Uma ordem executiva assinada por ele buscou eliminar regulações recentes, que, segundo a Casa Branca, prejudicam a pressão da água. Trump argumenta que há abundância de água em várias regiões, mas que nas casas o fluxo é fraco. Especialistas alertam que o tema tem impacto ambiental relevante, sobretudo com o aumento das secas nos EUA. A lei de 1992 limitou o uso de água por descarga e gerou grande economia ao longo das décadas. Engenheiros afirmam que reverter essas regras comprometeria a segurança hídrica do país.
Samuel Sandoval Solis considera a proposta um retrocesso após avanços na conscientização sobre economia de água. Metin Duran aponta que há resistência cultural nos EUA à regulação ambiental, diferente da Europa. Em 2025, o governo Trump suspendeu limites de consumo de água e incentivou o Congresso a revogar a lei. A Câmara aprovou um projeto para flexibilizar padrões de eficiência, mas a medida enfrenta resistência no Senado. Trump alega que descargas precisam ser repetidas várias vezes por falta de eficiência. Especialistas dizem que isso não corresponde à realidade atual. Modelos antigos dos anos 1990 tinham falhas, mas os atuais passam por testes rigorosos. Mesmo assim, os vasos nos EUA ainda consomem mais água que os europeus. A lei estabelece cerca de seis litros por descarga como limite. Na Europa, esse valor corresponde à descarga forte, com opção de menor consumo para líquidos. A descarga dupla, comum no continente, não se popularizou nos EUA. Além disso, muitos vasos antigos ainda estão em uso. Mais de 20% consomem mais de 13 litros por descarga. Alguns modelos anteriores a 1980 chegam a usar 19 litros ou mais. Na Califórnia, milhões desses equipamentos ainda operam. O estado enfrenta secas severas e redução nos níveis de reservatórios. Autoridades buscam ampliar a economia de água diante da crise hídrica. Especialistas afirmam que flexibilizar regras vai na contramão desse desafio.