A Holanda, sede do tribunal, manifestou preocupação com as medidas. A União Europeia afirmou estar preparada para proteger o funcionamento do TPI. A Comissão Europeia prometeu adotar as providências necessárias para garantir a continuidade do trabalho da corte. Mais cedo, o próprio tribunal havia celebrado a escolha de Pillay para o Nobel da Paz. A presidente do TPI, Tomoko Akane, destacou a importância da justiça internacional. Segundo ela, esse reconhecimento reforça o papel da justiça na construção de uma paz duradoura. Akane ressaltou os desafios enfrentados pela ordem jurídica internacional e pelo Estado de Direito. A Autoridade Palestina também comemorou a premiação da jurista sul-africana. Para a entidade, a escolha reconhece aqueles que defendem o direito internacional e a justiça. O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, parabenizou Pillay pela conquista. Ele classificou o prêmio como uma homenagem à coragem, à integridade e ao compromisso com a justiça. Nas Nações Unidas, a decisão também recebeu manifestações favoráveis. Volker Türk, alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, considerou o Nobel uma vitória coletiva. Ele afirmou que a homenagem fortalece a luta pelos direitos humanos e pela responsabilização. Türk trabalhou com Pillay durante seu mandato como alta-comissária da ONU, entre 2008 e 2014. O dirigente descreveu a jurista como a personificação do direito internacional. A advogada Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, também celebrou a escolha.


