Magid Nauef Láuar, relator do julgamento que absolveu um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12, é suspeito de crimes sexuais. Depoimentos foram prestados por vídeo nesta quarta-feira; o TJMG informou que abriu procedimento administrativo para apurar as denúncias. Mais duas pessoas prestaram depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) hoje, 26, na investigação contra o desembargador Magid Láuar. Com os novos relatos, sobe para quatro o número de possíveis vítimas que afirmam ter sofrido abuso. O magistrado foi relator do julgamento que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, ao considerar que havia “vínculo afetivo consensual”. A decisão anulou condenação anterior de nove anos e quatro meses. Nesta quarta-feira, ele voltou atrás, condenou o homem e a mãe da menina e decretou a prisão. A vítima está sob guarda legal do pai.
No julgamento, Walner Barbosa Milward de Azevedo acompanhou o relator. A desembargadora Kárin Emmerich votou de forma divergente. Os depoimentos ao CNJ ocorreram por vídeo e fazem parte do procedimento em andamento. O caso ganhou repercussão nacional. Procurado, o TJMG informou que o desembargador não irá se manifestar e que instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos. Se comprovadas as denúncias, ele poderá sofrer penalidades previstas em lei. O homem foi preso pela Polícia Militar em Indianópolis (Triângulo Mineiro). A mãe também foi detida e levada a uma unidade de saúde após crise de ansiedade.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, criticou a decisão do ministro 
