O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma conversa informal com o líder sul-coreano, Lee Jae-myung, na cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. Em vídeo gravado pela agência Associated Press, Lula afirmou que o Brasil “não tem divergência com nenhum país” e que “não gosta de briga”, mas acrescentou: “Eu não suporto o comportamento do governo americano”. Em outro trecho, o presidente menciona um “imperador” e critica quem “acha que pode levantar de manhã e dar ordem para o mundo todo”, em referência semelhante a declarações anteriores sobre Trump. Lula classificou essa postura como um “mau exemplo para a democracia”. O petista já havia feito críticas parecidas em entrevistas e encontros internacionais, defendendo que nenhum país deve agir como “imperador” e ressaltando a soberania das nações. Durante a conversa, Lee ouviu os comentários sem responder e depois mudou de assunto, perguntando sobre o turismo no Brasil.
Lula participou do G7 como convidado, ao lado de líderes de países como Coreia do Sul, Índia, Egito e Ucrânia. Trump também esteve presente, mas não houve reunião bilateral formal entre os dois, apenas um cumprimento em evento social. Em discurso no encontro, Lula criticou a falta de solidariedade internacional diante da crise global de desenvolvimento e condenou, sem citar nomes, políticas protecionistas e neoliberais. Ele também defendeu o combate ao crime organizado transnacional, desde que respeitada a soberania dos países, e destacou a necessidade de enfrentar conjuntamente narcotráfico, lavagem de dinheiro e tráfico de armas. A fala ocorre semanas após os EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

