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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

TRUMP EXALTA SEU MANDATO EM COMÍCIO


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou seu poder no segundo mandato durante um comício no Kentucky. O evento ocorreu no sábado (17), para mobilizar republicanos diante das dificuldades nas eleições de meio de mandato. “Posso fazer coisas inacreditáveis”, declarou Trump, ao destacar sua autoridade na Casa Branca. O presidente discursou em Highland Heights, apoiando candidatos republicanos, entre eles Ed Gallrein. O candidato disputa uma vaga na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Durante o comício, Trump comentou sua decisão de mudar o nome do Golfo do México para Golfo da América. Ele afirmou que não teria conseguido realizar essa mudança durante seu primeiro mandato. “Este é um mandato muito mais poderoso”, declarou o presidente. Trump também mencionou a suposta mudança do nome de um lago canadense para Lago América. A demonstração de força ocorre em meio à insatisfação de parte dos eleitores com sua administração. As tarifas comerciais e a guerra contra o Irã têm pressionado os preços nos Estados Unidos. Cresce também o número de americanos que consideram que Trump prioriza os próprios interesses. O presidente colocou sua imagem no centro da campanha republicana para as eleições legislativas. Estão em disputa as maiorias da Câmara dos Representantes e do Senado. Caso os democratas conquistem o controle do Congresso, poderão abrir investigações sobre o governo. 

Nos bastidores, republicanos temem que Trump prejudique o desempenho do partido nas urnas. Durante o discurso, ele abordou o custo dos combustíveis e a guerra contra o Irã. Trump afirmou que o conflito terminará em breve, repetindo uma previsão feita anteriormente. A guerra já dura quase oito meses, segundo o relato apresentado no comício. O presidente também prometeu novas quedas nos preços da gasolina. A declaração foi recebida com aplausos pela plateia presente ao evento. Trump voltou a prometer um pagamento de US$ 5 mil para todos os adultos americanos. A promessa está condicionada à conquista das maiorias republicanas na Câmara e no Senado. A medida poderia custar mais de US$ 1 trilhão e dependeria da aprovação do Congresso. Além disso, poderia ampliar o déficit orçamentário anual americano, próximo de US$ 1,8 trilhão. Trump anunciou ainda uma promessa específica para o Kentucky, caso os republicanos vençam. Segundo ele, o Departamento de Defesa investiria na revitalização de uma fábrica de medicamentos no Estado.


PAGAMENTO DE BOLETO FALSO DEVEDOR CONTINUA COM DÍVIDA


Quem paga um boleto falso pode perder o dinheiro e continuar devendo ao credor. A Justiça pode responsabilizar os bancos quando há falhas que facilitam a fraude. Em outros casos, porém, as instituições financeiras são isentadas de responsabilidade. Levantamento identificou 1.041 decisões do TJ-SP sobre boletos falsos entre junho de 2025 e agosto de 2026. Em 50,3% dos julgamentos com resultado identificado, os consumidores obtiveram ressarcimento total ou parcial. Nos outros 49,7%, os pedidos foram considerados improcedentes. Em cinco outros tribunais, o índice de decisões favoráveis aos consumidores foi de 36,9%. A responsabilidade depende das provas e da existência de falhas nos serviços bancários. A legislação prevê que fornecedores respondam por defeitos na prestação dos serviços. A Súmula 479 do STJ estabelece a responsabilidade dos bancos por fraudes ligadas aos riscos da atividade bancária. Segundo especialistas, três situações podem responsabilizar as instituições financeiras. São elas: direcionamento da vítima por canais bancários, uso de dados sigilosos e falhas na abertura de contas fraudulentas. Informações como nome e CPF, isoladamente, não comprovam vazamento de dados bancários. Entretanto, detalhes sobre contratos, parcelas e pedidos de quitação podem indicar acesso indevido a informações. Em 2023, o STJ reconheceu falha bancária em um golpe envolvendo dados de um financiamento. A decisão restabeleceu a quitação da dívida e determinou a devolução de cobranças indevidas. Especialistas afirmam que o consumidor pode apresentar indícios e solicitar a inversão do ônus da prova. Isso pode permitir que o banco apresente informações sobre seus sistemas e mecanismos de segurança. 

A Justiça também pode afastar a responsabilidade bancária quando não existe vínculo entre a fraude e o serviço. Em outro caso, o STJ isentou um banco porque o boleto foi enviado por endereço eletrônico externo. Decisões do TJ-SP também consideraram vazamentos de dados e irregularidades nas contas beneficiárias. Quando o banco é responsabilizado, o consumidor pode pedir a quitação da dívida e a restituição dos valores. Também pode solicitar indenização por danos materiais e morais, conforme as circunstâncias. A manutenção indevida de cobranças ou a inclusão irregular em cadastros negativos pode agravar a situação. O consumidor pode pedir a suspensão das cobranças e a retirada do registro negativo. Em determinadas condições, também é possível requerer a devolução em dobro dos valores pagos indevidamente. Após identificar o golpe, a vítima deve comunicar imediatamente o banco e reunir todas as provas disponíveis. É importante guardar boletos, comprovantes, mensagens, contratos, extratos e protocolos de atendimento. Também se recomenda registrar boletim de ocorrência e conferir os dados do beneficiário antes de pagar. Se o banco não solucionar o problema, o consumidor pode procurar a ouvidoria, o Banco Central, órgãos de defesa do consumidor ou a Justiça. 

PRESIDENTE APOIA REELEIÇÃO DE BINYAMIN NETANYAHU


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio à reeleição do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Em publicação na Truth Social, Trump elogiou a atuação do líder israelense diante das dificuldades políticas.O presidente americano classificou Netanyahu como forte, corajoso e brilhante. Também o chamou de guerreiro e parceiro pela paz. Trump destacou a aliança entre Washington e Tel Aviv na guerra contra o Irã. O conflito começou em fevereiro de 2026, com ataques que mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. O presidente americano afirmou que Israel precisa de parceiros como Netanyahu. Ele declarou apoio total à candidatura do premiê à reeleição. Netanyahu agradeceu publicamente a manifestação de apoio de Trump. As eleições parlamentares israelenses estão marcadas para 27 de outubro. Será a primeira disputa eleitoral desde o início da guerra contra o Hamas, em outubro de 2023. O resultado definirá se Netanyahu continuará no poder ou será derrotado pelos adversários. Considerado o primeiro-ministro mais longevo da história israelense, ele lidera um governo de direita. Seu mandato foi marcado por ofensivas militares em Gaza, no Líbano e no Irã. 

Os adversários centristas prometem inaugurar uma nova fase política no país. Entretanto, o apoio de Trump pode não garantir benefícios eleitorais a Netanyahu. A popularidade do presidente americano em Israel diminuiu devido a divergências sobre o Irã. Pesquisas indicam que nenhum dos principais blocos deverá conquistar maioria parlamentar. São necessárias 61 cadeiras para formar uma maioria no Parlamento. Nesse cenário, os partidos árabes israelenses poderão ser decisivos na composição do governo. No fim de setembro, o Comitê Central Eleitoral tentou impedir a participação dos principais partidos árabes. A Suprema Corte israelense, porém, derrubou a decisão poucos dias depois. Analistas avaliam que o apoio de Trump pode favorecer Netanyahu em uma disputa apertada. Para Aaron David Miller, do Carnegie Endowment for International Peace, a declaração talvez ajude o premiê. Trump havia evitado manifestações anteriores de apoio ao líder israelense. Segundo o analista, o presidente americano poderia estar avaliando seu poder de pressão sobre Netanyahu. Questões como Gaza e Líbano também influenciavam essa relação política. Apesar das possíveis divergências, Trump decidiu apoiar um líder que considera forte e injustamente perseguido.Miller observou que Trump pode estar irritado com Netanyahu por sua atuação na guerra contra o Irã. Entretanto, ressaltou que a decisão de iniciar o conflito também foi do próprio presidente americano. A ausência de apoio a Netanyahu poderia levantar dúvidas sobre a responsabilidade de Trump pela guerra.