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segunda-feira, 18 de maio de 2026

PROGRAMA DE TRUMP NO ESTREITO DE HORMUZ SEM CREDIBILIDADE


Dois meses após Donald Trump anunciar seguro para navios no estreito de Hormuz, 
o programa dos EUA ainda não desembolsou nenhum dólar. Em março, Trump prometeu cobertura “a preço razoável” para embarcações que cruzassem a região com segurança, após o Irã bloquear virtualmente a passagem e atacar navios. O governo recrutou Chubb e AIG para oferecer cobertura e tentar reduzir preços do petróleo ao reativar a rota, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás. Mesmo assim, o programa de até US$ 40 bilhões não foi usado, embora os seguros sigam muito acima dos níveis pré-guerra. Corretores afirmam que o plano fracassou porque dependia de escolta naval americana, nunca implementada. Os EUA escoltaram apenas dois navios em maio, durante o breve “Projeto Liberdade”. A DFC administra o esquema criado após postagem de Trump prometendo seguro de risco político ao comércio marítimo no golfo Pérsico. Segundo a Chubb, o programa só vale com escolta naval.

O mercado marítimo global segue dominado pelo Lloyd’s de Londres, apesar de especulações sobre avanço americano no setor. Especialistas afirmam que o maior obstáculo não é o seguro,
mas o risco físico para tripulações, navios e cargas. Desde o início do conflito, 38 embarcações foram atacadas e 11 marinheiros morreram, segundo a OMI. As taxas atuais variam entre 3% e 8% do valor do navio, ante frações percentuais antes da guerra. Seguradoras atuam em esquema de “não pergunte, não conte” para reduzir exposição a sanções ligadas ao Irã. A DFC diz que poderá liberar US$ 40 bilhões se necessário 

TRUMP DIZ: "NÃO RESTARÁ NADA" DO IRÃ SEM ACORDO


Como a guerra no Irã está espalhando caos no mundo. 
O conflito entre Estados Unidos e Irã segue sem solução. Donald Trump voltou a ameaçar Teerã ontem, 17, quando afirmou que “não restará nada” do Irã sem acordo. O alerta veio após mais de um mês de trégua frágil. Os dois países não negociam diretamente desde abril e o Irã respondeu com ameaças de ações “surpreendentes”. Teerã prometeu reagir a novos ataques americanos. O Parlamento iraniano citou possíveis ataques a refinarias. A guerra afetou o estratégico Estreito de Ormuz, rota  que concentra cerca de 20% do petróleo mundial. O bloqueio elevou preços de combustíveis e energia e foram registrados protestos e tumultos em vários países. O conflito também atingiu Israel e Líbano. O Hezbollah lançou cerca de 200 projéteis contra Israel que respondeu com novos ataques no sul do Líbano. Segundo Beirute, cinco pessoas morreram neste domingo e entre as vítimas estavam duas crianças.

Mais de 2.900 pessoas morreram no Líbano desde o início. Estados Unidos e Irã mantêm negociações travadas. Washington exige limites ao programa nuclear iraniano e Teerã rejeita abrir mão de reservas de urânio enriquecido. O Irã também cobra indenizações pelos danos da guerra. A imprensa iraniana acusa os EUA de não cederem e novos distúrbios ocorreram nos Emirados Árabes Unidos. Um drone caiu perto de uma usina nuclear no país. O Paquistão tenta mediar as negociações de paz. Líderes iranianos dizem que a guerra desestabiliza o Oriente Médio. 

EX-GOVERNADOR RESPONDERÁ POR NOVAS ACUSAÇÕES


Flagrado por crimes ligados à apropriação de dinheiro público, o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, enfrenta novas acusações. Além do desvio de recursos, ele é investigado por suposta extorsão de empresas com dívidas fiscais. 
A investigação ganhou força após decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre relações entre o governo do Rio e a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Moraes autorizou buscas contra Castro e decretou a prisão preventiva do empresário Ricardo Magro, incluído na lista vermelha da Interpol. PF e MPF tratam o caso como corrupção envolvendo agentes privados, embora o poder público apareça como centro do esquema. O grupo político ligado a Castro tenta afastar o governador interino Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ. Condenado pelo TSE, Castro está inelegível até 2030, mas afirma que pretende disputar o Senado. Ele e o vice Rodrigo Bacellar são acusados de criar uma folha secreta de pagamentos com 27 mil cargos temporários na Ceperj e na UERJ. O esquema envolvia saques em dinheiro vivo que somaram R$ 248 milhões.

As investigações se dividem em quatro frentes principais: abuso de poder eleitoral no TSE; Operação Sem Refino no STF; processos ligados a Rodrigo Bacellar; e novos desdobramentos no Ministério Público Eleitoral. Apesar das acusações, Castro não foi preso nem afastado, pois deixou o governo em março. Já a Refit teve cerca de R$ 52 bilhões bloqueados e atividades suspensas. A decisão de Moraes aponta participação de agentes públicos, membros do Judiciário e policiais federais. O procurador Renan Saad e dois escrivães da PF foram afastados. O desembargador Guaraci Vianna também é investigado por favorecer o grupo. Segundo a PF, havia uma estrutura organizada de influência e pagamento de vantagens, com registros de contatos identificados pela palavra “Pix”. Foram cumpridos 17 mandados de busca e sete afastamentos de função pública. As investigações indicam que a Refit pode não ter sido o único alvo do esquema, que teria funcionado como uma engrenagem permanente de favorecimento político e econômico. 

PUTIN RECRUTA PRESOS, AFRICANOS E LATINO-AMERICANOS PARA MORRER NA GUERRA


A população carcerária da Rússia caiu quase pela metade desde o período anterior à guerra na Ucrânia. Para repor perdas militares, o governo de Vladimir Putin recruta presos em larga escala desde 2022. 
Segundo Arkadi Gostev, chefe do Serviço Penitenciário russo, o número de detentos caiu de 465 mil em 2021 para 282 mil atualmente, incluindo 85 mil presos provisórios. Ele afirmou que a redução também resulta do aumento de penas alternativas, como prisão domiciliar e restrições de circulação. Gostev admitiu ainda que o recrutamento para as Forças Armadas tem influenciado diretamente a queda da população carcerária. Parte da produção das prisões russas abastece o Exército na guerra da Ucrânia. Cerca de 16 mil detentos participam anualmente da fabricação de bens militares. O recrutamento de presos começou em 2022 com o Grupo Wagner, liderado por Ievguêni Prigojin. O acordo previa liberdade e perdão judicial aos sobreviventes após seis meses de combate. A prática gerou temor de aumento da criminalidade. Em 2023, um ex-integrante do Wagner voltou a ser preso acusado de matar seis pessoas.

Após a queda de Prigojin, o Ministério da Defesa assumiu o recrutamento. A Rússia também aprovou leis para permitir que réus suspendam processos ao se alistarem. Entre setembro e outubro de 2022, o sistema prisional russo perdeu 23 mil presos. Em 2023, houve nova redução de 54 mil detentos. Segundo a Mediazona e a BBC News Rússia, o Grupo Wagner recrutou ao menos 48 mil prisioneiros para a guerra. Mais recentemente, o Kremlin passou a ser acusado de atrair estrangeiros, sobretudo africanos e latino-americanos, com falsas promessas de emprego para reforçar o Exército russo. 

PRESIDENTE VAI REENVIAR NOME DE MESSIAS


O presidente Lula (PT) disse a aliados que deve reenviar ao Senado o nome de Jorge Messias para a vaga no STF, mesmo após a rejeição da indicação do advogado-geral da União. 
Segundo interlocutores, Lula quer reafirmar que a escolha é prerrogativa do presidente da República. Ele avalia que a derrota não foi pessoal de Messias, mas do governo. A expectativa é que o nome seja reenviado antes das eleições de outubro. Lula afirmou a ministros e articuladores que não vê justificativa técnica para a rejeição e considera que Messias estava preparado para o cargo. Aliados relatam que, após assistir aos destaques da sabatina, o presidente reforçou a avaliação positiva sobre o chefe da AGU. Gestos de apoio a Messias, como a forte aplauso recebido na posse do novo presidente do TSE, também teriam fortalecido sua imagem junto a Lula. A homenagem no TSE foi ignorada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em contraste com outros integrantes da mesa. Lula e Alcolumbre quase não conversaram durante a cerimônia, evidenciando o desgaste na relação. Após a rejeição, Messias ficou recluso e teria manifestado intenção de deixar o governo. Lula pediu que ele evitasse decisões precipitadas. O AGU entrou de férias em 13 de maio e deve retornar no dia 25.

Na AGU, há avaliações de que sua permanência pode gerar constrangimentos nas negociações com o STF, devido à resistência de parte da Corte ao seu nome. Antes da derrota, aliados cogitavam Messias para o Ministério da Justiça caso Lula divida a pasta entre Justiça e Segurança Pública. O presidente também considerou indicar uma mulher ao STF, sob pressão de setores do PT. Para o líder da bancada na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), uma ministra reduziria o risco de nova rejeição. A rejeição expôs falhas na articulação política do governo com o Congresso, já que o apoio obtido foi menor que o previsto. Mesmo assim, Lula disse a aliados que não pretende trocar integrantes da articulação política. Segundo ele, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi traído. O presidente também deve manter José Guimarães na Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação com o Congresso. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 18/05/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

"Master deixou prejuízo de R$ 500 bilhões", estima Werneck

Policial federal avalia que delação de Vorcaro ainda é insuficiente e alerta que é preciso algo realmente relevante "ou não há delação"

 O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Relação de Flávio com Vorcaro afeta palanques de aliados, que tentam evitar contaminação da crise do Master nas campanhas

Negociação entre senador e banqueiro já provoca desgastes em Santa Catarina, reforça afastamento em estados do Nordeste e provoca constrangimentos em São Paulo e Minas

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Seguro de Trump para escoltar navios em Hormuz não teve um interessado em dois meses

Programa tinha US$ 40 bilhões para fornecer cobertura a embarcações, mas não atraiu ninguém Presidente dos EUA prometia escoltar a navios que quisessem atravessar percurso com 'segurança'

TRIBUNA DA BAHIA -SALVADOR/BA

Direita e mercado ficam inquietos com Flávio e cogitam mudança

APESAR de ainda não ser oficial, busca de uma alternativa ao filho 01 de Bolsonaro e de uma mulher na chapa é cogitada pela oposição

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Eduardo Bolsonaro nega contrapartida a Vorcaro e diz que se sustenta com “renda passiva”

Parlamentar cassado negou relação com o banqueiro e disse que nunca conversou com o dono do Master

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT  

Prisões. “O mais importante é isto ser exposto. Porque o que se passa aqui é desumano”

Desde que em 2019 foi pela primeira vez condenado no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por causa das prisões, Portugal tem de apresentar planos para as melhorar. Mas medidas comunicadas, que serão avaliadas em junho pelo Conselho da Europa, não estão a ser concretizadas.

domingo, 17 de maio de 2026

RADAR JUDICIAL


DRONES MATAM TRÊS EM MOSCOU

Ataques com drones deixaram três mortos na região de Moscou neste domingo (17), segundo autoridades russas. Uma mulher morreu após um drone atingir uma casa, e outra pessoa ficou presa nos escombros, informou o governador Andrei Vorobiev. Dois homens também morreram no ataque, iniciado por volta das 3h da madrugada. As defesas aéreas russas teriam repelido uma ofensiva em grande escala contra a capital. Quatro pessoas ficaram feridas na região de Moscou. Na capital russa, ao menos 74 drones foram interceptados durante a noite.
Segundo o prefeito Sergei Sobianin, 12 pessoas ficaram feridas e houve danos leves causados por destroços. No total, a Rússia afirmou ter abatido 120 drones nas últimas 24 horas. As autoridades russas não informaram oficialmente a origem dos ataques. A Ucrânia costuma atacar alvos russos em resposta aos bombardeios diários de Moscou. Kiev afirma mirar instalações militares e energéticas para enfraquecer a ofensiva russa. Os ataques ocorreram após o fim de uma trégua de três dias anunciada durante negociações mediadas pelos Estados Unidos. 


BARDEM AFIRMA: HÁ "UM GENOCÍDIO" EM GAZA

Javier Bardem, que estreia o filme The Beloved no Festival de Cannes, afirmou que o que ocorre em Gaza é “um genocídio”. “Conforme você envelhece, percebe que existem várias verdades. Mas certas coisas são fatos. O que está acontecendo em Gaza é um genocídio”, declarou. Ele acrescentou que quem apoia ou se cala diante da situação é “pró-genocídio”. Bardem se tornou uma das vozes mais críticas a Israel em Hollywood, tradicionalmente mais favorável ao Estado judeu. Em entrevista à Variety, o ator disse ter perdido propostas de trabalho nos EUA após defender “Palestina livre” no último Oscar. Apesar disso, afirmou em Cannes que segue recebendo papéis importantes nos Estados Unidos e na Europa. Segundo Bardem, as novas gerações têm se recusado a permanecer em silêncio sobre o tema. “O medo existe, mas uma pessoa deve fazer as coisas mesmo com medo. Foi o que minha mãe me ensinou”, disse. Neste ano, o ator estará em produções como Duna: Parte 3 e a série Cabo do Medo. A produção reúne nomes como Martin Scorsese e Steven Spielberg.


VENDA DE RELÓGIOS CAUSA PÂNICO EM VÁRIOS PAÍSES

A venda da coleção especial de relógios Swatch em parceria com a Audemars Piguet gerou tumultos ontem, 16, na Europa e em Nova York. Os modelos “Royal Pop” atraíram multidões interessadas na revenda com lucro. Em Times Square, consumidores se empurraram na abertura da loja. Os relógios custavam entre US$ 400 e US$ 420. Na França, centenas de pessoas formaram filas durante a madrugada. Em Paris, a polícia dispersou cerca de 300 pessoas com gás lacrimogêneo. Parte da entrada de uma loja foi danificada e houve agressões a policiais e seguranças. A venda acabou cancelada por falhas no esquema de segurança. A Swatch fechou lojas em várias cidades francesas por motivos de segurança pública. Na Itália, houve brigas em Milão e tensão após o esgotamento do estoque. O Reino Unido também suspendeu as vendas em diversas cidades. O lançamento foi cancelado ainda em Dubai e Singapura; a coleção tem oito versões inspiradas no Royal Oak.

ANVISA MANTEM SUSPENSÃO DA IPÊ

A Anvisa decidiu manter a suspensão da fabricação, venda e distribuição de alguns produtos da Ypê após analisar recurso da fabricante Química Amparo. A medida vale para lotes de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes com numeração final 1. Os produtos haviam sido suspensos no início do mês após inspeção identificar falhas no processo produtivo. Segundo a agência, a decisão é preventiva e visa proteger a população de possíveis riscos sanitários. A inspeção encontrou problemas em etapas críticas da produção e falhas no controle de qualidade. O diretor-relator Leandro Safatle afirmou que havia não conformidades estruturais e operacionais. Também foram detectados microrganismos em amostras analisadas pela Anvisa. A agência destacou que a medida não é punitiva e pode ser revertida após adequações da empresa. A suspensão atinge apenas os lotes especificados, sem afetar outros produtos da marca. A defesa da Ypê afirmou que os produtos são seguros e classificou a decisão como desproporcional. A empresa disse ter adotado medidas corretivas, como recolhimento de lotes e reforço no controle de qualidade. Mesmo assim, os diretores da Anvisa decidiram por unanimidade manter a suspensão dos produtos.

DESEMBARGADORA AGRIDE MORAES E É PUNIDA

O conselheiro Rodrigo Badaró, do CNJ, proibiu a desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain de disputar ou assumir cargos de chefia no TRT-17, como presidência ou corregedoria. Atual vice-presidente do tribunal, ela era apontada como sucessora natural da Corte. Marise responde a processo administrativo disciplinar aberto pelo CNJ em março de 2026. A acusação envolve ataques a colegas magistrados e ofensas ao ministro Alexandre de Moraes, chamado por ela de “Xanderleia”. O relator manteve Marise no cargo de desembargadora e preservou seu mandato atual como vice-presidente. Em mensagens no WhatsApp, ela chamou colegas de “esquerdistas de merda” e “criatura abjeta”. Também afirmou que poderia divulgar vídeos de Nikolas Ferreira, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro no grupo. Segundo Badaró, a restrição busca garantir a confiança pública na magistratura durante a apuração. Ele afirmou que o problema não são convicções políticas, mas a forma de manifestação pública delas. A reclamação disciplinar foi apresentada pelos magistrados José Carlos Rizk, Roque Messias Calsoni e Suzane Schulz Ribeiro. O advogado dos autores disse que a decisão reforça a imparcialidade esperada do Judiciário. A defesa de Marise sustenta que não houve impacto na atuação jurisdicional nem comprometimento da imparcialidade da magistrada.

Salvador, 17 de maio de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

CHINA AVANÇA E EUA PARAM


A cúpula em Pequim reacende o debate sobre a disputa entre EUA e China. 
Há seis anos, previa-se uma “década chinesa”, não um “século chinês”. A ideia era que a China atingiria o auge antes de perder fôlego. Parte dessa previsão falhou por causa da pandemia de Covid-19. Na época, parecia que Pequim lidava melhor com a crise sanitária. Depois, os lockdowns prolongados trouxeram danos sociais e econômicos. Ainda assim, os anos 2020 favoreceram a influência chinesa. Os EUA enfrentaram crises políticas e desgaste de liderança. Isso fortaleceu a imagem de estabilidade do governo Xi Jinping. O desacoplamento econômico entre EUA e China avançou parcialmente. Mesmo assim, a China mantém enorme vantagem industrial. O país também segue crescendo em ciência e tecnologia. 
Os EUA lideram IA de ponta, mas não dominam a produção industrial. A China supera os americanos em robôs, drones e navios. As guerras recentes também levantaram dúvidas sobre o poder militar dos EUA. O desgaste americano diante do Irã preocupa estrategistas ocidentais. Hoje, a China parece mais forte que a antiga União Soviética. Mas o futuro de longo prazo ainda é incerto para Pequim.

O crescimento econômico chinês desacelerou nos últimos anos. A Iniciativa Cinturão e Rota sofreu vários reveses internacionais. Os EUA voltaram a crescer mais rápido após a pandemia.
Talvez a China nunca ultrapasse os americanos em PIB nominal. O maior problema chinês, porém, é demográfico. A taxa de fecundidade caiu para cerca de um filho por mulher. Os jovens demonstram menos interesse em casamento e filhos. Isso ameaça o futuro econômico e estratégico do país. Sem revolução tecnológica, o envelhecimento pode limitar o poder chinês. A dúvida final é se Xi Jinping acredita que o auge da China já chegou. 

TRUMP QUER INVADIR CUBA


O governo Trump aumenta a pressão para que Cuba abra sua economia e amplie liberdades políticas. Mesmo com o conflito no Irã, os EUA usam sanções, indiciamentos e promessas de ajuda para influenciar negociações. Em visita surpresa à ilha, o diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou que Cuba teria uma “rara chance” de estabilizar sua economia. Também houve ameaça implícita de ação militar semelhante à realizada na Venezuela em janeiro, quando Nicolás Maduro foi capturado. Segundo autoridades americanas, Cuba não deveria duvidar de que Trump cumprirá suas ameaças. As negociações começaram em fevereiro, mas Washington demonstra crescente frustração nas últimas semanas. A Casa Branca teme que Havana esteja apenas ganhando tempo enquanto o conflito no Irã se prolonga. Os EUA exigem abertura econômica, mais investimento estrangeiro, fortalecimento do setor privado e libertação de presos políticos. Analistas veem sinais de aproximação: Cuba divulgou a visita do chefe da CIA e libertou presos políticos. Em comunicado no jornal Granma, o regime afirmou que Cuba não representa ameaça à segurança dos EUA. Havana também contestou sua inclusão na lista americana de países apoiadores do terrorismo. Apesar das negociações, Washington ampliou a pressão econômica sobre a ilha. Novas sanções atingiram a Gaesa, conglomerado militar ligado ao turismo, comércio e finanças cubanas. Os EUA também ampliaram possíveis sanções contra empresas estrangeiras que atuam em Cuba. A medida levou a canadense Sherritt a deixar uma parceria de mineração de níquel e cobalto. Hotéis administrados por empresas estrangeiras também podem ser afetados.

O bloqueio energético imposto pelos EUA já impacta a economia cubana. O governo relatou falta de diesel e óleo combustível, além de protestos contra apagões. Moradores descrevem clima de tensão causado pela crise econômica e incerteza política. “Os apagões são intermináveis”, afirmou Jorge, artista e vigia noturno em Havana. A mídia americana informou que o Departamento de Justiça prepara possível indiciamento de Raúl Castro. Ao mesmo tempo, Washington ofereceu US$ 100 milhões em ajuda humanitária direta aos cubanos. Os recursos seriam distribuídos pela Igreja Católica e organizações independentes do governo. O secretário de Estado Marco Rubio demonstrou ceticismo sobre mudanças sob a atual liderança cubana. Especialistas avaliam que o regime pode tentar suportar o aumento da pressão econômica. Ricardo Zúniga, ex-integrante do governo Obama, disse que a elite cubana resiste a perder o poder. Analistas também discutem se uma estratégia militar poderia provocar mudanças políticas em Cuba. Um ex-funcionário americano afirmou que uma ação militar exigiria algum tipo de ocupação. Já Emilio Morales, do Havana Consulting Group, acredita que a pressão externa poderia gerar resultados rápidos. 

ROTINA PARA OBTENÇÃO DE BENEFICIOS FÍSICOS, MENTAIS E SOCIAIS


Nem tudo precisa exigir esforço extremo para trazer benefícios à saúde. O estresse crônico, por exemplo, está ligado à perda de neurônios no hipocampo, área do cérebro ligada à memória. 
Nosso cérebro tende a buscar atalhos para economizar energia, e a tecnologia ampliou esse comportamento. Porém, reduzir demais os desafios mentais pode prejudicar a saúde cognitiva ao longo da vida. Pesquisadores afirmam que atividades desafiadoras ajudam a criar a chamada “reserva cognitiva”, que protege o cérebro contra o envelhecimento. Pequenas mudanças na rotina já podem trazer benefícios físicos, mentais e sociais. Uma das estratégias é estimular a navegação espacial. O hipocampo, afetado precocemente pelo Alzheimer, é ativado quando usamos orientação e memória espacial. Estudos mostram que taxistas e motoristas de ambulância têm menor taxa de mortalidade ligada ao Alzheimer, provavelmente porque exercitam constantemente essas habilidades. Especialistas sugerem evitar depender sempre do GPS e tentar memorizar caminhos. Jogos de navegação espacial e atividades como esportes ou brincadeiras com blocos também podem fortalecer essa área cerebral.

Outra proteção importante é manter uma vida social ativa. Pesquisas mostram que pessoas socialmente engajadas apresentam menor risco de desenvolver demência e podem retardar o aparecimento dos sintomas. Conversas, debates e interações estimulam várias áreas do cérebro e ajudam a reduzir o estresse. O aprendizado contínuo também é essencial. Pessoas que estudam mais ou mantêm atividades intelectuais ao longo da vida tendem a envelhecer melhor cognitivamente. Aprender fortalece conexões neurais, estimula novos neurônios e aumenta a neuroplasticidade do cérebro. Atividades simples como jardinagem, leitura, clubes do livro ou aprender algo novo ajudam a preservar a memória e a saúde mental. Em resumo, manter o cérebro ativo, cultivar relações sociais e enfrentar pequenos desafios cotidianos contribui para um envelhecimento mais saudável e uma vida mais gratificante. 

ESCÂNDALO NA CANDIDATURA DE FLÁVIO ABALA A DIREITA


A revelação da proximidade entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro abalou a direita brasileira. Enquanto aliados classificaram o caso como “inaceitável”, outros preferiram aguardar os impactos políticos do escândalo. 
A divulgação do áudio em que Flávio pede dinheiro ao ex-banqueiro gerou reação imediata. Romeu Zema chamou a atitude de “imperdoável”, provocando crise entre PL e Novo. A possibilidade de Zema compor chapa com Flávio foi descartada após as críticas. Flávio afirmou que Zema tentou tirar proveito eleitoral da situação. Depois, o ex-governador amenizou o discurso, dizendo que o episódio era “página virada”, mas sem pedir desculpas. Lideranças da direita avaliam que a campanha presidencial de Flávio pode precisar mudar de rumo. O mercado financeiro reagiu negativamente após o vazamento: o dólar subiu e a Bolsa caiu. Nos bastidores, parte do Centrão e do PL demonstra preocupação com possíveis novos desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master e pessoas próximas ao senador. Mesmo sob pressão, Flávio manteve agenda política e reforçou proximidade com Tarcísio de Freitas durante evento em Sorocaba ligado à pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado.

Durante discurso, Flávio tentou minimizar o desgaste do caso e voltou a atacar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da SilvaSetores da direita defendem que o senador tenha uma mulher na chapa para ampliar apoio feminino. Entre os nomes cogitados está a deputada Simone Marquetto, ligada a grupos católicos conservadores. Nos bastidores, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ser vista como possível alternativa presidencial caso o desgaste de Flávio aumente até as convenções partidárias. Aliados avaliam que Michelle preservaria melhor o capital político bolsonarista por sua influência entre mulheres, religiosos e eleitores conservadores. Também cresceu entre interlocutores da direita a percepção de que uma chapa formada por Tarcísio e Michelle teria maior força eleitoral, embora a candidatura presidencial do governador paulista seja considerada inviável após o prazo de desincompatibilização do TSE. 

ISRAEL NÃO RESPEITA TRÉGUA E ATACA O SUL DO LÍBANO


Israel lançou ataques aéreos no sul do Líbano ontem, 16, apesar da prorrogação da trégua entre os dois países anunciada na véspera. Israel afirma ter como alvo o Hezbollah, mas os bombardeios foram precedidos por ordens de retirada em ao menos nove vilarejos, aumentando a desconfiança de milhares de libaneses deslocados sobre o cessar-fogo. A agência estatal libanesa NNA informou ataques em pelo menos cinco vilas, incluindo uma a mais de 50 km da fronteira com Israel, além de um novo êxodo rumo a Sidon e Beirute. Na sexta-feira, os dois países concordaram em estender por 45 dias a trégua, marcada por sucessivas violações. Desde o início do cessar-fogo, Israel tem emitido alertas de evacuação antes dos ataques. Os bombardeios também passaram a atingir áreas ao norte do rio Litani e regiões mais distantes da fronteira. Uma cidade próxima a Nabatieh foi atacada mesmo sem constar nos avisos israelenses. O Hezbollah afirma responder com ataques ao norte de Israel e contra tropas israelenses no sul do Líbano.

Segundo autoridades libanesas, mais de 2.900 pessoas morreram no Líbano desde o início da guerra, incluindo mais de 400 após o início da trégua. Israel contabiliza 19 soldados mortos no sul libanês. Na sexta, um ataque israelense atingiu um centro de saúde ligado ao Hezbollah em Harouf, matando ao menos seis pessoas, entre elas três paramédicos. Israel também bombardeou Tiro. Um morador relatou destruição total de um bairro e acusou Israel de esvaziar o sul do país. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, reivindicou neste sábado um ataque contra tropas israelenses em Khiam, alegando resposta a violações da trégua. Apesar da escalada, a delegação libanesa em Washington apoiou a extensão do cessar-fogo e a criação de uma via de segurança mediada pelos EUA, dizendo que a medida pode fortalecer a estabilidade política. O Líbano entrou no conflito regional em 2 de março, após o Hezbollah lançar foguetes contra Israel em reação à ofensiva de Washington e Tel Aviv contra o Irã.