A influência de amigos e pessoas próximas também contribui para o envolvimento dos jovens nas campanhas. Ao produzir conteúdos e debater política, eles alcançam pessoas distantes dos meios tradicionais de propaganda eleitoral. Alexandra Carvalho, de 22 anos, criou um canal de mensagens para divulgar materiais de campanha de Flávio Bolsonaro. Ela também incentiva reuniões e protestos na universidade onde estuda. Alexandra acredita que a mobilização conservadora precisa ultrapassar os limites das redes sociais. Daniella Dutra, de 21 anos, apoiadora de Lula, abriu seu perfil nas redes para ampliar o debate político. Ela pretende alcançar eleitores de outros estados, romper bolhas ideológicas e convencer indecisos. A jovem combina publicações digitais com atividades presenciais para ampliar o alcance da campanha. Outra estratégia são as banquinhas vira-voto, instaladas em paradas de ônibus e universidades. Bruna Lima, de 20 anos, conversa diretamente com trabalhadores e estudantes para entender suas escolhas eleitorais. Nesses encontros, apresenta argumentos e informações históricas para tentar conquistar novos apoiadores. A iniciativa também procura compreender por que alguns eleitores deixaram de votar no primeiro turno. Entre os jovens, a mobilização ocorre ainda em ambientes escolares, por meio de debates e conversas. Maria Clara Lobão, de 16 anos, decidiu participar da campanha, embora seu voto seja facultativo. Ela observa que colegas estão deixando de reproduzir automaticamente as opiniões dos pais. Segundo a estudante, muitos jovens passaram a pesquisar informações e formar suas próprias convicções políticas.
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sábado, 17 de outubro de 2026
MOBILIZAÇÃO DOS JOVENS NO SEGUNDO TURNO
TRUMP DEIXA UCRÂNIA E APROXIMA DE PUTIN
A circulação irregular de petróleo pelo estreito de Hormuz agrava as preocupações com o abastecimento. Em julho, a Rússia suspendeu exportações de derivados, afetando países compradores, inclusive o Brasil. Na semana anterior, Trump defendeu um acordo para comprar diesel russo e pediu a saída de Zelenski do poder. Também anunciou um cessar-fogo parcial no setor energético sem consultar adequadamente os envolvidos. Posteriormente, Kiev enfrentou limitações no acesso a informações de inteligência e instabilidade nos serviços militares de satélite. O compartilhamento de imagens aparentemente foi restabelecido, mas persistiram problemas no sistema Starshield. Enquanto a Rússia continuava bombardeando instalações energéticas ucranianas, Zelenski aderiu inicialmente à trégua parcial. Depois, voltou a atacar refinarias russas, provocando novas críticas de Trump. O americano acusou o ucraniano de elevar os preços mundiais do petróleo e classificou os ataques como vergonhosos. Zelenski rebateu, lembrando que a Rússia lançou mil drones contra a Ucrânia em apenas um dia. Na avaliação ucraniana, Washington considera difícil negociar com Kiev, embora Moscou mantenha a ofensiva. A crise favorece Putin, que procura explorar as divergências entre os Estados Unidos e seus aliados europeus. Pela primeira vez, a televisão estatal russa exibiu imagens dos danos causados por drones em uma refinaria de Riazan. Putin também declarou inegociável a criação de uma zona de segurança na fronteira nordeste ucraniana. Moscou afirma controlar 70% dessa área e sustenta que pretende incorporá-la à sua estratégia territorial. O presidente russo declarou ainda que falta conquistar 10% da região de Donetsk, uma das áreas anexadas ilegalmente em 2022. A divisão ocidental fortalece a posição estratégica de Putin, enquanto a Ucrânia continua dependente de apoio militar externo.
VORCARO TEVE ACESSO A INFORMAÇÕES DE INQUÉRITO
Mensagens no celular de Daniel Vorcaro indicam que ele teve acesso a informações de um inquérito sigiloso sobre suspeitas de uso de informações privilegiadas envolvendo o Banco Master e Nelson Tanure. Em fevereiro de 2024, o ex-banqueiro acionou Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, para obter mais detalhes sobre a investigação.


