A guerra em Gaza, a crise política e as dificuldades econômicas estão levando cada vez mais israelenses a deixar o país. Cerca de 150 mil israelenses emigraram nos últimos três anos, muitos em busca de segurança e melhores condições de vida. O movimento ganhou força após a reforma judicial proposta pelo governo de Binyamin Netanyahu em 2023. A iniciativa provocou uma grave crise política e grandes manifestações em Israel. Depois, o ataque do Hamas em 7 de outubro mergulhou o país em uma guerra prolongada e regional. O conflito envolveu também o Irã e grupos aliados no Líbano e no Iêmen. Em 2023 e 2024, o saldo migratório de Israel ficou negativo, algo raro na história do país. Estudos indicam que muitos dos que deixaram Israel têm renda elevada e alta qualificação profissional. Especialistas temem uma fuga de cérebros que prejudique a economia, as finanças públicas e as Forças Armadas. Entre 2023 e 2024, cerca de 100 mil pessoas deixaram Israel, segundo estudo citado no texto. Outras 45 mil a 50 mil teriam emigrado em 2025. A polarização política e os anos de guerra aparecem entre os principais fatores para a saída. Pesquisas com emigrantes mostram preocupação crescente com o clima social e político do país. Israelenses seculares e de esquerda demonstram maior receio diante do avanço da direita e do ultranacionalismo. As eleições previstas para outubro são vistas por muitos como um momento decisivo para o futuro do país.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2026
ISRAELENSES DEIXAM O PAÍS
A guerra em Gaza, a crise política e as dificuldades econômicas estão levando cada vez mais israelenses a deixar o país. Cerca de 150 mil israelenses emigraram nos últimos três anos, muitos em busca de segurança e melhores condições de vida. O movimento ganhou força após a reforma judicial proposta pelo governo de Binyamin Netanyahu em 2023. A iniciativa provocou uma grave crise política e grandes manifestações em Israel. Depois, o ataque do Hamas em 7 de outubro mergulhou o país em uma guerra prolongada e regional. O conflito envolveu também o Irã e grupos aliados no Líbano e no Iêmen. Em 2023 e 2024, o saldo migratório de Israel ficou negativo, algo raro na história do país. Estudos indicam que muitos dos que deixaram Israel têm renda elevada e alta qualificação profissional. Especialistas temem uma fuga de cérebros que prejudique a economia, as finanças públicas e as Forças Armadas. Entre 2023 e 2024, cerca de 100 mil pessoas deixaram Israel, segundo estudo citado no texto. Outras 45 mil a 50 mil teriam emigrado em 2025. A polarização política e os anos de guerra aparecem entre os principais fatores para a saída. Pesquisas com emigrantes mostram preocupação crescente com o clima social e político do país. Israelenses seculares e de esquerda demonstram maior receio diante do avanço da direita e do ultranacionalismo. As eleições previstas para outubro são vistas por muitos como um momento decisivo para o futuro do país.
TRUMP NÃO APARENTA ESTAR BEM
O presidente Donald Trump não tem aparentado estar bem, apesar das garantias da Casa Branca sobre sua saúde. Aos 80 anos, Trump será, ao fim do mandato, o presidente mais velho da história dos Estados Unidos. Seu médico, Sean Barbabella, afirmou em maio que ele está em excelente estado de saúde e mantém uma rotina intensa de reuniões, compromissos públicos e atividades físicas. No entanto, imagens recentes mostraram hematomas nas mãos, inchaço nas pernas e episódios de aparente sonolência durante eventos públicos. Trump também passou por exames avançados de imagem do coração e do abdome, sem que fossem esclarecidos os motivos. O problema é que não existe uma exigência formal para que o presidente americano demonstre sua aptidão física e mental para exercer o cargo. Militares, pilotos, motoristas de ônibus escolares e controladores de tráfego aéreo, por exemplo, precisam comprovar regularmente sua capacidade para trabalhar. A divulgação de exames presidenciais começou no governo Richard Nixon, mas continua sendo apenas uma tradição. A 25ª Emenda permite ao Congresso criar mecanismos para avaliar a saúde e a capacidade do presidente. Um projeto apresentado pelo deputado Jamie Raskin propõe uma comissão independente para realizar esse acompanhamento.
GOVERNO TARCÍSIO ENCERRA MANDATO COM PIORRA NAS CONTAS DO ESTADO
O governador Tarcísio de Freitas encerra o mandato com piora gradual nas contas de São Paulo. O estado passou de superávit para déficit orçamentário durante sua gestão. Em 2025, o déficit chegou a R$ 12,2 bilhões, o pior resultado desde 1995. Para 2026, a projeção oficial indica déficit superior a R$ 9 bilhões. Em 2022, último ano do governo Rodrigo Garcia, havia superávit de R$ 9 bilhões. Entre 2019 e 2022, São Paulo teve superávit médio anual de R$ 5,6 bilhões. De 2023 a 2025, porém, registrou déficit médio de R$ 1,8 bilhão por ano. Especialistas atribuem a deterioração a renúncias fiscais e aumento de despesas. Entre os gastos pressionados estão os da Previdência estadual. O déficit previdenciário cresceu R$ 13 bilhões entre 2023 e 2025. Em 2025, chegou a R$ 36,8 bilhões, com despesas de R$ 58,1 bilhões. Tarcísio defendeu uma reforma da Previdência, mas não avançou com a proposta. O governo ressalta que o resultado primário continua positivo. O superávit primário acumulado de 2019 a 2022 foi de R$ 133,4 bilhões. Para os quatro anos de Tarcísio, a previsão é de R$ 40,81 bilhões. O saldo líquido de caixa também caiu durante a atual gestão. Passou de R$ 19,5 bilhões em 2022 para R$ 5 bilhões em 2025. O governo contesta esse cálculo e inclui recursos vinculados no valor disponível. Por esse critério, São Paulo teria encerrado 2025 com R$ 29,4 bilhões em caixa. A dívida líquida em relação à receita corrente líquida ficou em 124,23%. O limite legal é de 200%, indicando situação ainda distante de uma crise fiscal.
DIANTE DOS INSUCESSOS, A RÚSSIA PLANEJA CONVOCAR 500 MIL MILITARES
A Ucrânia acredita que a Rússia planeja recrutar mais 300 mil soldados para reforçar suas tropas na guerra. Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, o plano de Vladimir Putin começaria após as eleições parlamentares russas, marcadas para 18 a 20 de setembro. Zelensky afirmou que a Rússia poderia convocar novos soldados em 2027, buscando chegar a um total de 500 mil militares. Ele classificou a medida como uma “mobilização periférica”, concentrada principalmente em regiões mais remotas do país. A ofensiva russa continua principalmente no Donbas, no leste da Ucrânia, onde Moscou tenta avançar sobre importantes cidades e posições estratégicas. A guerra já dura quase quatro anos e meio e segue marcada por intensos combates e ataques aéreos. Zelensky afirmou que a Rússia está sofrendo grandes perdas humanas ao tentar avançar sobre o chamado cinturão de fortalezas ucraniano. O presidente ucraniano também destacou recentes avanços das forças de Kiev no sudeste do país. Segundo ele, em 2026, a extensão do território retomado pela Ucrânia seria semelhante à área conquistada pela Rússia. Além da ofensiva terrestre, Moscou intensificou os ataques aéreos contra cidades ucranianas. A Ucrânia enfrenta uma redução no número de mísseis interceptadores Patriot disponíveis para sua defesa. Zelensky disse que o país espera receber 264 interceptadores em 2026, contra 364 em 2025 e 675 em 2023.
WAYMO, UBER E OUTRAS BUSCAM SERVIÇOS COM OU SEM MOTORISTA
No estado de Nova York, a Waymo já gastou mais de meio milhão de dólares neste ano —mais que o dobro dos gastos da Uber com lobby— enquanto tenta conquistar espaço em um dos maiores mercados de táxi. Seu lobby no estado se intensificou depois que a governadora Kathy Hochul recuou, no início deste ano, em propostas que teriam permitido a empresas de veículos autônomos operar serviços na maior parte do estado. A Waymo ofereceu a criação de um fundo de US$ 20 milhões (R$ 103 milhões) para apoiar motoristas afetados pela implementação da tecnologia, segundo pessoas a par do assunto. Em Nova Jersey, a empresa procurou parlamentares que avaliam um programa-piloto de três anos para testar a implementação. Em comunicado, a Waymo afirmou que defendia a implementação de veículos autônomos e que não buscava medidas que limitassem concorrentes ou "prescrevessem" como a tecnologia deveria ser adotada. Enquanto isso, a Uber tem se empenhado para recuperar o terreno perdido no setor de veículos autônomos após abandonar, em 2020, seu projeto interno de direção autônoma. No último ano, comprometeu mais de US$ 10 bilhões (R$ 51,6 bilhões) por meio de participações acionárias e acordos para frotas de robotáxis. O grupo de transporte por aplicativo alertou vários estados governados por democratas contra uma implementação irrestrita e, em vez disso, fez lobby pelas chamadas redes híbridas, que direcionam corridas tanto a motoristas humanos quanto a veículos autônomos. Em Nova Jersey, lobistas da Uber propuseram que qualquer plataforma que ofereça serviços de robotáxi também utilize motoristas humanos em pelo menos 85% de todas as corridas durante um programa-piloto de três anos. Críticos acusaram a Uber de tentar capturar a regulação ao buscar manter as corridas fluindo por sua plataforma, enquanto enfrenta uma concorrência cada vez maior. A Uber afirmou ser falsa a alegação de que seria "contra os veículos autônomos ou estaria tentando desacelerar sua implementação". Segundo a empresa, as redes híbridas "levam a tecnologia aos consumidores mais cedo, ao mesmo tempo que oferecem aos formuladores de políticas públicas uma estrutura prática para administrar a transição".
TELESCÓPIO COM MISSÃO DE EXPLORAR O UNIVERSO
Ao final deste mês, a Nasa deve lançar o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, que terá como missão explorar o Universo. O equipamento possui um espelho primário de 2,4 metros, originalmente desenvolvido pelo NRO, órgão de espionagem do Pentágono, para satélites de monitoramento terrestre. Após o cancelamento do projeto, o NRO doou dois telescópios à Nasa, em 2012. Um deles foi incorporado ao Roman. O espelho tem o mesmo diâmetro do Hubble, mas o Roman possui um campo de visão muito mais amplo. Sua câmera WFI poderá registrar uma área cerca de 140 vezes maior que a do instrumento infravermelho do Hubble.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 24/08/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Ritmo lento alerta para risco de recessão
PIB deverá perder força no segundo trimestre, apesar dos estímulos fiscais, com projeções em torno de 1% em 2027. Especialistas recomendam baixar os juros e ir além dos cortes
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
A comparação entre Mendonça e Moraes por uma ala do STF
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Tarcísio encerra mandato com piora gradativa nas contas e aponta investimento maior em PPPs
Secretário de Fazenda, Samuel Kinoshita, rejeita avaliação de deterioração e diz que cenário é bom e deve melhorar Em 2025, contas paulistas registraram um déficit orçamentário de R$ 12,2 bilhões
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Ataque de torcida em dia de Ba-Vi deixa um morto e seis presos em Salvador
Imagens registradas neste domingo (23) mostram correria, perseguição e tiros na região da Avenida 29 de Março. Polícia investiga envolvimento de integrantes de organizadas de Bahia e Vitória.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Ausentes, Lula e Flávio Bolsonaro concentram falas de adversários em debate presidencial
Primeiro debate dos postulantes ao Planalto teve presenças de Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Mais 6,1 mil milhões de euros e muitas visitas para celebrar o Dia da Independência da Ucrânia
domingo, 23 de agosto de 2026
CUBA ATRAVESSA A MAIOR CRISE DA HISTÓRIA
ESTREITO DE HORMUZ VIVE NOVA CRISE
O estreito de Hormuz vive uma nova crise, sem definição sobre a quantidade de petróleo que ainda atravessa a passagem. Antes da guerra, por ali escoava cerca de um quinto do petróleo mundial. Muitos navios desligam os transponders para evitar ataques, dificultando o monitoramento. Um acordo entre Estados Unidos e Irã, firmado em junho, previa a retomada gradual da navegação. Com o fracasso das negociações, o bloqueio voltou a afetar o comércio de petróleo. Donald Trump chegou a publicar um mapa chamando o estreito de “novo território dos Estados Unidos”. O Irã rejeitou a declaração e apresentou condições para reabrir a passagem. Entre elas estão o fim do bloqueio naval, das sanções e das operações militares. Omã tenta mediar as negociações, enquanto a tensão permanece elevada. A Administração de Informação sobre Energia dos EUA estima que o fluxo caiu para menos de um quarto do nível anterior à guerra. A agência não espera a normalização das rotas comerciais antes do início de 2027. A redução da oferta já provoca alta do petróleo e ameaça aumentar a inflação mundial.
CANADÁ RESPONDERÁ COM TARIFAS EQUIVALENTES "DÓLAR POR DÓLAR"
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas de retaliação contra produtos americanos a partir de 8 de setembro; declarou que o país está "em guerra" comercial contra os Estados Unidos e o presidente americano "errou nos cálculos ao intensificar a ofensiva tarifária". Carney explicou que "você está em guerra quando é atacado, e nós fomos atacados"; assegurou ainda que as exigências apresentadas pelo governo americano representavam um "mau acordo" e a retaliação canadense deverá atingir setores como aço, laticínios e eletrodomésticos. Também serão afetados equipamentos agrícolas, celulose, papel e produtos eletrônicos. As tarifas americanas entraram em vigor ontem, 22, após uma breve suspensão; o percentual aplicado por Trump aos produtos canadenses foi de 50% sobre importações canadenses que giram em torno de US$ 20 bilhões.
JUÍZA ANULA MORATÓRIA SOBRE VISTOS PARA RESIDÊNCIA NOS EUA
O governo Trump também planeja equipar agentes de imigração com luvas capazes de aplicar choques elétricos, medida criticada por organizações e especialistas. A Justiça americana vem barrando algumas ações do governo na área migratória. Em junho, o juiz federal Leo Sorokin anulou uma taxa de US$ 100 mil para vistos H-1B, destinada a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. O magistrado considerou a cobrança um imposto ilegal e sem autorização do Congresso. Em agosto, Trump publicou novos decretos para restringir a cidadania por nascimento e ampliar a fiscalização do chamado “turismo de nascimento”. Entidades de direitos civis recorreram à Justiça contra as mudanças. O endurecimento da política migratória também tem afetado brasileiros que vivem nos Estados Unidos. Segundo dados do Itamaraty, os consulados brasileiros registraram aumento de 271,7% nos pedidos de certidões de nascimento para menores entre 2021 e 2025. O crescimento é atribuído, entre outros fatores, ao temor de deportações e separação entre pais e filhos. A disputa migratória ocorre em meio à deterioração das relações entre Brasil e Estados Unidos. No início de agosto, o governo Trump revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Washington alegou reciprocidade diante da demora brasileira em aprovar o indicado por Trump para a embaixada em Brasília, Daniel Perez. O governo brasileiro contestou a justificativa e acusou a administração americana de tentar interferir nas eleições brasileiras.
DRONES UCRANIANOS MATAM RUSSOS
Drones ucranianos mataram pelo menos 10 civis na Rússia entre a noite de sexta-feira (21) e a madrugada de sábado (22), segundo autoridades regionais. Em Samara, uma idosa morreu e várias pessoas ficaram feridas após ataques contra um armazém de varejista Ozon e uma instalação industrial. Segundo as Forças Armadas da Ucrânia, o alvo industrial foi a refinaria de Novokuibyshevsk. Foi o primeiro ataque contra a Ozon, após semanas de ofensivas contra a concorrente Wildberries. A Ucrânia afirma que os ataques fazem parte de uma campanha contra a infraestrutura econômica que sustenta a guerra russa. Em Yeysk, no sul da Rússia, duas crianças morreram e dois adultos ficaram feridos. Em Belgorod, duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas. Na região de Bryansk, quatro pessoas ficaram feridas. Em Luhansk, sob controle russo, dois civis, incluindo um adolescente de 16 anos, morreram. Outras nove pessoas ficaram feridas, segundo autoridades locais. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 457 drones ucranianos durante a noite. O presidente Vladimir Putin condenou os ataques e acusou Kiev de abrir uma “caixa de Pandora” para retaliações russas.