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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

TRUMP PROMETE COMPRAR VOTO E RECLAMA SEU NOME NO ESTREITO DE ORMUZ


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu na quarta-feira (9) um pagamento de US$ 5 mil a cada adulto americano caso os republicanos mantenham o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato. 
Trump chamou a promessa de “dividendo Trump” e pediu aos eleitores que votassem como se seu nome ainda estivesse na cédula. “Se os republicanos vencerem, vocês vencem conosco e recebem cinco mil dólares”, declarou durante uma convenção republicana em Dallas, no Texas. O presidente não explicou de onde sairiam os recursos para financiar a medida e o custo poderia superar US$ 1 trilhão, cerca de R$ 5,1 trilhões. Trump afirmou apenas que os Estados Unidos “estão ganhando muito dinheiro”. A promessa ocorre em meio à queda dos índices de aprovação do presidente, que estão pouco acima de 30%. Pesquisas apontam dificuldades para os republicanos manterem o controle da Câmara e do Senado em novembro. A Decision Desk HQ prevê vitória democrata na Câmara, por 230 a 205 cadeiras e no Senado, a projeção é de 51 a 49 a favor dos democratas. Trump alertou que uma derrota republicana provocaria perdas em segurança, controle da fronteira e redução de impostos. Também associou o resultado eleitoral ao risco de o país entrar em uma trajetória que chamou de “comunista”. O presidente defendeu ainda a guerra contra o Irã, apesar da baixa popularidade do conflito. Segundo Trump, uma vitória americana provocaria queda imediata nos preços do petróleo.

Ele voltou a destacar a importância estratégica do Estreito de Ormuz para o transporte mundial de combustíveis, chegando a defender que o estreito recebesse seu nome. O presidente também afirmou que os preços dos alimentos e de outros produtos estão caindo rapidamente. A principal aposta republicana é mobilizar a base fiel a Trump sem afastar ainda mais os eleitores independentes. Durante a convenção, os republicanos destacaram cortes de impostos, endurecimento das leis migratórias e redução nos preços de medicamentos. O partido também explorou o discurso de que os democratas representam uma ameaça de extrema esquerda. A convenção exibiu uma mensagem em vídeo do senador democrata John Fetterman. Sua participação alimentou especulações sobre possível aproximação com os republicanos. Fetterman tem entrado em conflito com setores da esquerda democrata, especialmente por sua posição sobre Israel. Os republicanos esperam que esse tipo de divisão prejudique a tentativa democrata de conquistar o Senado. O evento foi dominado por cartazes de Trump, imagens do presidente e bandeiras americanas. As barracas venderam alimentos, lembranças e livros ligados à família Trump. Entre eles estava “Under Siege”, obra de Eric Trump, filho do presidente. A eleição de novembro será, portanto, um teste decisivo para a força política de Trump. O resultado poderá definir a capacidade do presidente de avançar sua agenda no restante do mandato. A promessa dos US$ 5 mil tornou-se um dos principais elementos de sua estratégia para mobilizar os eleitores republicanos. 

STF: PREDOMINAM "COICES INSTITUCIONAIS"


A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) mobilizou políticos, candidatos e sociedade civil, além de dividir o Judiciário. 
Para o professor Creomar de Souza, ministros transformaram a Corte em “tribunais próprios” por meio de decisões monocráticas. Segundo ele, a estrutura atual favorece decisões individuais e amplia os conflitos internos do Supremo. No dia 1º, André Mendonça retirou o sigilo de um inquérito com mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes. Uma delas foi enviada dias antes da prisão do banqueiro, em novembro do ano passado. Dois dias depois, Moraes acusou Mendonça de improbidade, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade. Para o professor Souza, o episódio revela uma divisão entre grupos de ministros dentro do STF. De um lado, estariam Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin. De outro, formaria-se um grupo em torno de André Mendonça, com Nunes Marques e Luiz Fux. Edson Fachin estaria em posição delicada, enquanto Cármen Lúcia buscaria preservar sua independência. A crise também pode influenciar diretamente o eleitorado nas próximas eleições. Souza avalia que cresce a dúvida sobre a legitimidade da Suprema Corte, após anos de forte atuação política do STF, enquanto o governo Lula enfrenta um problema eleitoral porque sua narrativa não estava preparada para a crise. Além do caso Banco Master, o Supremo trata de questões relevantes, como as fraudes no INSS. O conjunto dos episódios, avalia o professor, provoca degradação da reputação do STF e perda de confiança da população. Ele considera que a política interna da Corte se tornou uma variável de risco para a estabilidade da República e para o processo eleitoral.

A crise possui ainda diferentes camadas de conflito entre os próprios ministros. A primeira envolve diretamente André Mendonça e Alexandre de Moraes. Outra surgiu com a atuação de Flávio Dino, que reconduziu o diretor-geral da Polícia Federal ao cargo. O professor defende o afastamento de Mendonça e Moraes de decisões com impacto eleitoral. Para ele, ambos deveriam declarar-se impedidos em processos capazes de influenciar diretamente a disputa política. O professor reconhece, porém, que esse cenário ideal não corresponde à realidade institucional de 2026 e o conflito ultrapassa o STF e envolve todos os Poderes da República. Assegura que a atual crise institucional começou a se aprofundar com as manifestações de 2013 e o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Depois vieram a prisão e a soltura de Lula, a eleição de Jair Bolsonaro e os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023. A prisão de Bolsonaro também faz parte, em sua avaliação, da sequência de conflitos que alimentaram a crise atual. O especialista afirma que há quase uma década e meia de confrontos entre instituições. Em vez de uma relação harmônica entre os Poderes, predominariam disputas e “coices institucionais”. Para Souza, o impasse representa um desafio à estabilidade política e institucional do país. 

BRASIL PODE EXPORTAR ADICIONAL DE 40% DE CARNE BOVINA PARA EUA


A nova cota de importação de carne bovina aberta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode garantir ao Brasil até 40% do volume adicional que os americanos pretendem comprar nos próximos 90 dias. 
A estimativa é que os frigoríficos brasileiros forneçam entre 90 mil e 120 mil toneladas das 300 mil toneladas autorizadas pelo governo americano. A medida busca ampliar a oferta de carne nos Estados Unidos e reduzir os preços, principalmente da carne moída usada em hambúrgueres. Os Estados Unidos enfrentam redução do rebanho bovino, diminuindo a oferta e pressionando os preços. Como a recuperação do rebanho leva tempo, o país recorre às importações para aumentar a oferta no curto prazo. Segundo Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, o tamanho da indústria brasileira e o número de frigoríficos habilitados a exportar aos EUA colocam o Brasil em posição favorável. A nova cota é diferente da regra atual, pela qual o Brasil participa de uma cota compartilhada de 52,4 mil toneladas sem tarifa extra. Esse volume, segundo Iglesias, foi totalmente utilizado em apenas 15 dias. Depois disso, a carne brasileira continua entrando nos EUA, mas paga tarifa adicional de 26,4%. De janeiro a agosto, os Estados Unidos compraram 269,1 mil toneladas de carne bovina brasileira, gerando US$ 1,74 bilhão, alta de 28,7% sobre o mesmo período de 2025. A nova medida abre, por 90 dias, cota adicional de até 300 mil toneladas sem essa cobrança. Nem todos os principais fornecedores disputarão diretamente esse espaço. A Argentina já possui cotas próprias, enquanto Paraguai e países da América Central aparecem como concorrentes mais diretos.

O Brasil, porém, tem vantagem pela capacidade industrial e pela quantidade de frigoríficos credenciados. As 300 mil toneladas não serão divididas automaticamente. Cada exportador terá de conquistar espaço, e preço e capacidade de fornecimento serão decisivos. A demanda americana está concentrada nos chamados trimmings, pedaços retirados durante o processamento da carcaça e usados na produção de carne moída. Esse fator pode limitar o interesse dos frigoríficos brasileiros, já que o produto tem menor valor agregado. As empresas precisam comparar o preço oferecido pelos americanos, os custos de exportação e o retorno obtido em outros mercados. Segundo Iglesias, os frigoríficos ainda fazem essas contas. Uma alta excessiva dos preços pode reduzir o interesse dos compradores americanos e comprometer o objetivo de ampliar a oferta de carne a preços mais baixos. 

SUPREMA CORTE AUTORIZA TRUMP NA RESTRIÇÃO DE VOTOS PELO CORREIO


A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou o governo de Donald Trump a avançar com planos para restringir o voto pelo correio antes das eleições de meio de mandato de novembro.
A decisão, tomada por maioria, permite a implementação provisória de uma ordem executiva assinada por Trump em março. A medida determina que o Serviço Postal participe da definição de quais eleitores poderão receber cédulas por correspondência. O governo também pretende criar listas estaduais de cidadania para identificar eleitores que não seriam cidadãos americanos. Essas listas poderiam ser utilizadas pelas autoridades eleitorais para retirar nomes dos registros de votação. A ordem ainda prevê que o Serviço Postal não envie cédulas a pessoas que não estejam nas listas aprovadas. A Suprema Corte ressaltou, porém, que sua decisão é preliminar e não representa uma conclusão definitiva sobre a legalidade da medida. Os três ministros liberais da Corte divergiram da maioria. A juíza Ketanji Brown Jackson afirmou que a decisão cria “caos e incerteza” às vésperas das eleições. A disputa judicial começou após vários Estados questionarem a autoridade de Trump para interferir nas regras eleitorais. Os autores das ações argumentam que a Constituição atribui ao Congresso e aos Estados, e não ao Executivo, poderes sobre as eleições. Em junho, a juíza federal Indira Talwani, de Massachusetts, havia suspendido a ordem presidencial. Segundo ela, a medida violava a separação de poderes e não havia autorização do Congresso para que o Serviço Postal assumisse novas funções eleitorais.

Neste mês, Talwani ampliou sua decisão e impediu a aplicação da ordem nas eleições de 2026.
A magistrada também destacou que o governo não apresentou provas de fraude ou de votação ilegal generalizada pelo correio. Um tribunal federal de apelação confirmou anteriormente a suspensão. Diante disso, o governo Trump recorreu em caráter emergencial à Suprema Corte.
Procuradores-gerais democratas afirmam que a ordem criaria um sistema inédito de verificação de eleitores e interceptação de cédulas. Eles alertam para possíveis erros nas listas de cidadania e para prejuízos a eleitores legítimos. Também apontam o risco de confusão entre os eleitores, especialmente porque muitos Estados já se preparam para iniciar a votação antecipada. A Casa Branca sustenta que precisa ter liberdade para combater irregularidades eleitorais e proteger a integridade das eleições. A decisão da Suprema Corte permite que o governo avance enquanto a discussão jurídica continua. O caso deverá retornar aos tribunais em prazo curto, diante da proximidade das eleições. A disputa sobre o voto pelo correio se soma a outras medidas de Trump que ampliam o conflito entre o Executivo, os Estados e o Judiciário. O episódio evidencia a tensão em torno dos limites do poder presidencial nos Estados Unidos. Também coloca em debate o futuro das instituições democráticas americanas e a influência de Trump sobre o processo eleitoral. Com as eleições de 2026 se aproximando, a batalha judicial poderá ter efeitos diretos sobre o direito de voto de milhões de americanos. 

DESPEJO CONTRA UNIVERSAL, EM GUARULHOS


A Justiça de São Paulo determinou o despejo de um templo da Igreja Universal em Guarulhos, na Grande SP. 
A decisão foi tomada pelo juiz Luiz Gustavo Pereira e confirmada pela 34ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, mas ainda cabe recurso. O processo foi movido pelo proprietário do imóvel, alugado pela Universal desde 1998, ocupando um terreno de 1.200 metros quadrados na avenida Nova Cumbica. Segundo o proprietário, a igreja deixou de pagar o IPTU de 2023 e 2024, acumulando dívida de R$ 48,6 mil. A Universal também teria descumprido o contrato ao não renovar o seguro do imóvel. Além disso, ergueu uma parede provisória sem autorização e sem planta aprovada pela prefeitura. Na defesa, a igreja de Edir Macedo afirmou estar no local há 28 anos. Disse ainda que a desocupação provocaria danos irreparáveis aos frequentadores e às obras sociais. A Universal alegou ter quitado os débitos de IPTU e renovado o seguro. Sobre a divisória, afirmou que ela foi instalada no início da locação, sem reclamação do proprietário.

A defesa sustentou que não havia inadimplemento atual, grave ou essencial que justificasse o despejo. Os desembargadores, porém, rejeitaram os argumentos apresentados pela igreja. O relator Costa Wagner afirmou que o IPTU só foi depositado após a decisão de primeira instância. Segundo ele, isso não poderia ser considerado suficiente para afastar o descumprimento contratual. O relator também destacou que o imóvel permaneceu sem seguro por período significativo. Para a Justiça, isso caracterizou violação das obrigações previstas no contrato de locação. A Universal deverá ainda pagar multa contratual equivalente a três meses de aluguel. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 10/09/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Operação Resgate VI liberta quase 500 pessoas do trabalho escravo

Operação resgata de condição análoga à escravidão mais de 400 homens, 75 mulheres e 13 crianças, sendo que desses 66 eram migrantes vindos da África e de outros países latino-americanos. Minas Gerais concentra o maior número de solturas

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Alianças, estratégias: as apostas de ministros do STF sobre sessão inédita que julga caso Moraes

Integrantes da Corte já trabalham para reduzir pressão da opinião pública e poupar o STF de ainda mais desgastes

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

PF deflagra operação sobre dinheiro de Vorcaro para filme de Bolsonaro

Operação visa 29 pessoas supostamente envolvidas com desvio de emendas para "Dark Horse", a cinebiografia do ex-presidente Ela foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Fachin marca sessão no dia 15 sobre investigações contra ministros

A PGR questiona tanto a ordem que levou à produção do documento quanto os elementos obtidos a partir dela.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS 

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre Andrei Rodrigues na PF

Diretor-geral da Polícia Federal está mantido no cargo

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Trump promete 5000 dólares a cada americano se republicanos vencerem intercalares

Presidente dos EUA pediu aos apoiantes que finjam que é o seu nome que está nos boletins quando votarem em novembro. E disse que se os republicanos perderem vai ser um regresso ao inferno.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

VAI E VEM DE DECISÕES CONTURBA O STF


O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a suspensão de qualquer procedimento que trate de possível investigação contra integrantes da Corte. 
A medida inclui apurações sobre o elo entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, relatadas por André Mendonça. Fachin também anulou as decisões de Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal. Com isso, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, permanece no cargo. Segundo Fachin, Moraes e Mendonça analisavam questões relacionadas e baseadas em provas comuns. Isso criaria risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual. A decisão ocorreu após Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues à direção da PF. Mendonça havia afastado o diretor do cargo na terça-feira (8). No mesmo dia, Fachin dera 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o caso. Dino, porém, tomou uma decisão em outra ação antes da manifestação do relator. Fachin decidiu a partir de um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) que tenta reverter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. Dino, por sua vez, respondeu a pedido de Andrei em investigação sobre suspeitas envolvendo emendas. O caso está relacionado à produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. A crise se agravou nos últimos dias com uma sucessão de liminares entre ministros. Decisões de um magistrado passaram a desautorizar medidas tomadas por outros colegas. O conflito também atingiu decisões do próprio presidente do Supremo.

Fachin havia reunido auxiliares no domingo (6) para discutir a crise e definir uma estratégia. No fim da manhã desta quarta-feira (9), ele cancelou a sessão plenária prevista para a tarde. A sessão julgaria processos da pauta ordinária do tribunal. Na terça-feira, Luiz Fux também cancelou uma sessão da Segunda Turma. O colegiado havia iniciado, de forma remota, o julgamento sobre a permanência de Andrei no comando da PF. A sequência de decisões expôs uma disputa inédita entre ministros do Supremo. O tribunal atravessa uma de suas maiores crises da história recente. O episódio ganhou força após a divulgação de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Nas conversas, o ex-banqueiro pedia informações sobre o processo envolvendo o Banco Master. Vorcaro também mencionava encontros com o ministro e chegou a questionar se deveria deixar o país. O ambiente de confronto aumentou a pressão sobre Fachin para restabelecer a autoridade institucional da Corte. A suspensão das investigações e a anulação das decisões sobre a PF representam uma tentativa de conter o conflito. O caso, porém, mantém o STF sob forte tensão e amplia a disputa interna entre seus ministros. 

RADAR JUDICIAL


PROCEDIMENTO ÉTICO-DISCIPLINAR CONTRA SÓCIOS DO BARCI & BARCI ADVOGADOS

O presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira, determinou a abertura de procedimento ético-disciplinar contra os sócios do escritório Barci & Barci Advogados. A sociedade pertence à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão foi anunciada na noite de segunda-feira (8), durante sessão extraordinária do Conselho Pleno da entidade. O procedimento considera fatos divulgados em relatório da Polícia Federal ligado à Operação Compliance Zero. Segundo a PF, o escritório teria firmado contrato de R$ 131 milhões com empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. A OAB-DF afirmou que serão garantidos o contraditório, a ampla defesa e a análise da regularidade dos serviços prestados. Também foi aberto procedimento contra o advogado Ciro Soares, citado nas investigações da Polícia Federal, face ao fato de mensagens indicarem que Soares intermediou contatos de Vorcaro com Paulo Gonet e André Mendonça, sendo que este é relator da Operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal. Os procedimentos tramitarão sob sigilo, conforme determina a legislação. A OAB-DF ressaltou que a abertura das apurações não representa julgamento antecipado de culpa. Outros casos com elementos de prova também poderão ser encaminhados à entidade para investigação. 


IA PODE CAUSAR A EXTINÇÃO DO HOMEM

Um pesquisador da Anthropic, Jacob Coxon, pediu demissão e alertou sobre os riscos da corrida pela superinteligência artificial. Aos 27 anos, ele afirmou que sistemas capazes de se aprimorar sozinhos podem ameaçar a humanidade até o fim da década. Coxon, que também trabalhou na OpenAI, disse que os laboratórios estão apostando o futuro da humanidade. Segundo ele, o público subestima o poder que essas tecnologias poderão alcançar. Coxon prevê sistemas capazes de invadir computadores, transformar áreas inteiras e obter recursos e poder. Evan Hubinger, pesquisador de alinhamento da Anthropic, concordou com os alertas. Hubinger afirmou acreditar que a IA poderia causar a extinção humana e estimou risco superior a 10% na próxima década. Ele reconheceu que a empresa ainda não possui uma solução definitiva para alinhar uma superinteligência aos valores humanos. Para Hubinger, os modelos atuais apresentam baixo risco, mas a evolução dos sistemas está ocorrendo rapidamente. Coxon defendeu até uma pausa temporária no aumento das capacidades dos modelos de IA. Especialistas também afirmam que os laboratórios ainda não possuem estruturas de segurança proporcionais aos riscos. Os alertas reacendem o debate sobre a necessidade de desacelerar a corrida global pelo desenvolvimento da inteligência artificial.

Possível representação da deusa semítica Asherah achada em Israel -  Creative Commons

ORIGENS DO MONOTEÍSMO

Um pequeno molde de argila encontrado em Jerusalém ajuda a compreender as origens do monoteísmo. O objeto tem cerca de 2.600 anos e servia para produzir pequenas figuras femininas de argila. Ele foi descoberto nas escavações do Kishle, junto à Porta de Jafa. O achado é o primeiro desse tipo encontrado em Jerusalém e as figuras femininas são conhecidas como “estatuetas de pilar judaítas”. Centenas delas já foram encontradas em casas e tumbas de Judá e sua função ainda é debatida: poderiam representar divindades, proteção, fertilidade ou maternidade. Uma hipótese relaciona algumas delas à deusa Asherah, ligada às antigas tradições cananeias e a Bíblia relata que reis de Judá combateram cultos a Baal e Asherah. Inscrições antigas também sugerem que o culto a Yahweh convivia com outras tradições religiosas. O molde indica que essas práticas não eram necessariamente marginais, pois as figuras eram produzidas na própria Jerusalém. Assim, a arqueologia sugere que o monoteísmo bíblico também foi um projeto de transformação religiosa de uma sociedade inicialmente mais diversa.


PRESSÃO DE TRUMP CAUSA SAÍDA DO DIRETOR  DO SMITHSONIAN

O diretor do Smithsonian, Lonnie G. Bunch III, anunciou que deixará o cargo ainda neste ano, após pressões da Casa Branca. Bunch foi a primeira pessoa negra e o primeiro historiador a comandar a instituição. Após sete anos no posto, afirmou deixar o cargo com “sentimentos contraditórios e profunda gratidão”. A saída ocorre em meio à ofensiva cultural do presidente Donald Trump contra o complexo de museus. Trump determinou uma avaliação das exposições e da museografia do Smithsonian. O relatório, de 162 páginas, criticou o Museu Nacional de História Americana. O documento apontou a ausência de espaços dedicados à fundação dos Estados Unidos e questionou a representação de figuras como George Washington e Thomas Jefferson. O relatório criticou ainda debates internos sobre cultura branca e a valorização da palavra escrita, além de exposições sobre transexualidade e sadomasoquismo que receberam críticas. Em 2025, Trump já havia demitido Kim Sajet, diretora da Galeria Nacional de Retratos. Paralelamente, o presidente enfrenta disputa judicial pelo uso de seu nome no Kennedy Center.


DINO REINTEGRA DIRETOR DA PF AFASTADO POR MENDONÇA

O presidente do STF, Edson Fachin, cancelou a sessão desta quarta-feira (9) em meio à grave crise na Corte. A decisão ocorreu após Flávio Dino determinar a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal. Rodrigues havia sido afastado pelo ministro André Mendonça. O cancelamento é considerado atípico e inédito desde a redemocratização. Assessores e magistrados afirmaram não se lembrar de episódio semelhante nos últimos 27 anos. As sessões do STF normalmente só são suspensas em feriados, datas específicas ou recessos. A pauta previa julgamento sobre a contribuição previdenciária do Funrural, ligada ao setor rural. O tema poderia provocar divergências e ampliar a tensão entre os ministros. A crise aumentou após Mendonça divulgar relatório sobre relações de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro. Em reação, Moraes divulgou relatório da PF apontando suposta parcialidade de Mendonça em casos do INSS e Banco Master. Mendonça então afastou Andrei Rodrigues da direção da PF. Dino reagiu e determinou sua reintegração, aprofundando o conflito no STF.

Salvador, 9 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

MINISTRO ACIRRA CONFLITOS COM A POLÍCIA FEDERAL E COM COLEGAS

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou nos últimos dias decisões que ampliaram a crise entre a Corte de Justiça, em confronto com a Polícia Federal. Remete a medidas tomadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, quando, no seu governo, investiu contra a corporação. A medida de maior repercussão e que causou aborrecimento situa-se no afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O imprevisível ministro afastou também o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, porque os dois estariam relacionados à produção e circulação irregular de relatórios de inteligência. Mendonça afirmou ter sido alvo de monitoramento considerado ilegal e sistemático, consistente em análise de sua atuação além de referências ao advogado-geral da União, Jorge Messias. Um dos pontos criticados pelo ministro foi a tentativa de estabelecer relação entre suas convicções religiosas e decisões institucionais. Mendonça determinou ainda investigação pela Corregedoria da Polícia Federal, além de proibir a elaboração ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação de autoridades. A decisão provocou forte reação dentro da própria Polícia Federal, causando manifestação de onze diretores da instituição que hipotecaram solidariedade a Andrei Rodrigues e colocaram seus cargos à disposição. A Advocacia-Geral da União recorreu contra o afastamento e questionou a competência do ministro para determinar a medida.

O governo argumenta que o diretor-geral da PF é nomeado pelo presidente da República. A decisão de Mendonça, portanto, abriu uma discussão sobre os limites de atuação do STF sobre órgãos do Executivo. A Segunda Turma do Supremo começou a analisar a decisão e formou maioria para mantê-la. O ministro Gilmar Mendes, entretanto, pediu vista, interrompendo temporariamente o julgamento. A decisão de afastamento continua válida enquanto o caso permanece em análise. O episódio está diretamente relacionado à investigação do chamado caso Banco Master. Mendonça é o relator no STF das investigações envolvendo o banco e o empresário Daniel Vorcaro. Nos últimos meses, o ministro autorizou novas diligências e medidas relacionadas à Operação Compliance Zero. O caso ganhou dimensão institucional depois que relatórios da PF passaram a mencionar o próprio Mendonça. Esses relatórios foram utilizados em uma tentativa de investigar a atuação do ministro que classificou o material como inadequado e questionou sua legalidade. O conflito também envolveu outros ministros do Supremo e passou a provocar preocupação entre integrantes do Judiciário, do governo e da Polícia Federal. Críticos consideram o afastamento do comando da PF uma medida excessiva e desproporcional. Defensores de Mendonça sustentam que o ministro agiu para proteger a independência do Judiciário e impedir possíveis abusos de inteligência. O episódio deixa o STF diante de um dos seus momentos de maior tensão e coloca novamente em debate os limites entre Judiciário, Executivo e Polícia Federal. Antes de maior agravamento do cenário tempestuoso, o ministro Dino reformou a decisão de Mendonça e reintegrou o diretor geral e o diretor de Inteligência Policial aos seus cargos. Na decisão, diz o ministro: "Indaga-se: uma parte pode ser juiz de sis mesma e antecipar juízos sobre relatórios da Polícia Federal que expressamente a mencionam?" 

Salvador, 9 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 


MINISTRO DINO CRITICA MENDONÇA E REINTEGRA COMANDO DA PF


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reintegrou nesta quarta-feira (9) ao comando da Polícia Federal o diretor-geral Andrei Rodrigues e o chefe de Inteligência, Leandro Almada. 
Os dois haviam sido afastados por decisão do ministro André Mendonça na terça-feira (8). Dino determinou que sua decisão seja submetida exclusivamente ao plenário do STF, atualmente formado por dez ministros. A medida atende a um pedido de Andrei Rodrigues em investigação sobre suspeitas de irregularidades envolvendo emendas relacionadas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Segundo Dino, a reintegração permanecerá válida até o cumprimento integral das medidas determinadas por ele pela Polícia Federal. O ministro criticou duramente a decisão de Mendonça, questionando se uma autoridade pode atuar como julgadora de uma situação que a envolve diretamente. Dino afirmou que o afastamento criou uma situação inédita ao interromper a produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal. Para ele, a medida prejudicou procedimentos urgentes sob sua relatoria no Supremo e reconheceu que Mendonça poderia defender seus direitos diante de eventuais questionamentos envolvendo a Polícia Federal. No entanto, afirmou que isso não poderia servir de fundamento para uma decisão que paralisasse investigações e trabalhos da corporação.

Mendonça havia justificado os afastamentos com base em um relatório interno da PF utilizado por Alexandre de Moraes. O documento teria sido citado por Moraes ao pedir investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O caso envolve a condução de investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS. A decisão de Mendonça aprofundou a crise institucional e aumentou a tensão entre ministros do STF e o episódio também colocou o governo Lula sob maior pressão diante do conflito na cúpula do Judiciário. Andrei Rodrigues é considerado próximo do presidente Lula e foi coordenador de sua segurança durante a campanha eleitoral de 2022. A Advocacia-Geral da União (AGU) havia recorrido, em caráter de urgência, contra o afastamento dos dois dirigentes. O órgão pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a suspensão da decisão de Mendonça, alegando que a medida provocava grave lesão à ordem pública e administrativa. Fachin deu prazo de 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o pedido. Dino também mencionou um encontro entre Mendonça e Daniel Vorcaro, ocorrido em março de 2025. Mendonça afirmou, na época, que a reunião tratou de uma ação envolvendo créditos de precatórios de interesse do Banco Master. O ministro declarou ainda que sua decisão naquele processo contrariou os interesses de Vorcaro. Na decisão desta quarta, Dino afirmou que Andrei apenas cumpriu determinações judiciais emitidas por Alexandre de Moraes. Para Dino, portanto, não seria adequado afastar um agente público que apenas executou uma determinação judicial. A decisão aumenta a expectativa sobre uma possível análise do caso pelo plenário do Supremo e mantém elevada a tensão institucional na Corte. 

IMPRENSA INTERNACIONAL REPERCUTE DECISÃO DO MINISTRO MENDONÇA


A imprensa internacional repercutiu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 
O jornal espanhol El País classificou a medida como uma escalada da crise interna no STF e afirmou que o conflito poderá influenciar as eleições presidenciais marcadas para 4 de outubro. A Segunda Turma do STF formou maioria para referendar o afastamento preventivo dos delegados, mas a conclusão do julgamento foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A Advocacia-Geral da União pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que contestasse a decisão de Mendonça, depois que Fachin concedeu 72 horas para que o ministro apresentasse manifestação. Em apoio a Andrei Rodrigues, os 11 diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, classificando o afastamento como resultado de ataques injustificados. A crise ganhou novos contornos após Alexandre de Moraes pedir investigação contra Mendonça no âmbito do Inquérito das Fake News. Antes disso, Mendonça havia retirado o sigilo de relatório da PF sobre contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo o El País, o episódio desencadeou uma disputa sem precedentes entre ministros do STF. Reuters e Associated Press também destacaram o agravamento da crise e seus possíveis reflexos políticos. A Reuters ressaltou que a oposição busca associar o presidente Lula a Moraes e utilizar a crise para fortalecer a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A Associated Press afirmou que o conflito no Supremo também arrasta o governo Lula para o centro do turbilhão político. Com menos de um mês para o primeiro turno, pesquisas reunidas pela BBC indicavam Lula com 38% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%. Em eventual segundo turno, Flávio aparecia com 45% e Lula com 44%, evidenciando uma disputa acirrada. 

DECISÃO POLÊMICA DO MINISTRO DO STF


A decisão do ministro André Mendonça, do STF, de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, aumentou a tensão na Corte e a pressão sobre seu presidente, Edson Fachin. 
O governo também entrou no conflito, após a Advocacia-Geral da União (AGU) contestar a decisão de Mendonça. O ministro justificou o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, alegando risco às investigações sobre relatórios de inteligência considerados irregulares. A decisão começou a ser analisada pela Segunda Turma do STF na terça-feira. Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques formaram maioria para manter o afastamento, mas Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento. Até a retomada da análise, a decisão continua em vigor. Fachin recebeu o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Depois, a AGU apresentou recurso a Fachin, pedindo a suspensão da decisão de Mendonça. O presidente do STF deu 72 horas para o ministro se manifestar. Durante evento do CNJ, Fachin defendeu que a Justiça brasileira continuará cumprindo suas obrigações constitucionais e destacou a necessidade de diálogo. Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático” pela inteligência da PF durante mais de um mês. Segundo ele, ao menos seis relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto e o ministro classificou a atividade como “monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte”.

Os documentos também teriam reunido informações sobre Jorge Messias, decisões judiciais, movimentações da AGU e integrantes da própria PF. Um relatório chegou a analisar a relação entre Mendonça e Messias, incluindo a religião comum e o apoio de igrejas evangélicas às indicações de ambos ao STF. Para Mendonça, a inteligência da PF teria exercido função correicional que não lhe compete. Outro ponto envolveu informações sigilosas sobre Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e ACM Neto, ex-prefeito de Salvador. O ministro afirmou que a divulgação dos relatórios poderia antecipar medidas cautelares e prejudicar investigações. Mendonça também determinou que a Corregedoria da PF abra investigações criminal e administrativo-disciplinar sobre a produção dos documentos. Além disso, suspendeu a elaboração e o compartilhamento de relatórios de inteligência sobre atos praticados por integrantes do Judiciário, da advocacia pública e da polícia judiciária. Para justificar a medida, citou precedentes de Alexandre de Moraes e Flávio Dino sobre afastamentos cautelares de agentes públicos. A saída de Rodrigues provocou reação dentro da PF. O diretor-executivo William Marcel Murad, que assumiu interinamente o comando, manifestou solidariedade e confiança no diretor afastado. A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais classificou a decisão como de “excepcional gravidade” e defendeu que o caso seja analisado pelo plenário do STF.