A cúpula em Pequim reacende o debate sobre a disputa entre EUA e China. Há seis anos, previa-se uma “década chinesa”, não um “século chinês”. A ideia era que a China atingiria o auge antes de perder fôlego. Parte dessa previsão falhou por causa da pandemia de Covid-19. Na época, parecia que Pequim lidava melhor com a crise sanitária. Depois, os lockdowns prolongados trouxeram danos sociais e econômicos. Ainda assim, os anos 2020 favoreceram a influência chinesa. Os EUA enfrentaram crises políticas e desgaste de liderança. Isso fortaleceu a imagem de estabilidade do governo Xi Jinping. O desacoplamento econômico entre EUA e China avançou parcialmente. Mesmo assim, a China mantém enorme vantagem industrial. O país também segue crescendo em ciência e tecnologia. Os EUA lideram IA de ponta, mas não dominam a produção industrial. A China supera os americanos em robôs, drones e navios. As guerras recentes também levantaram dúvidas sobre o poder militar dos EUA. O desgaste americano diante do Irã preocupa estrategistas ocidentais. Hoje, a China parece mais forte que a antiga União Soviética. Mas o futuro de longo prazo ainda é incerto para Pequim.
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domingo, 17 de maio de 2026
CHINA AVANÇA E EUA PARAM
A cúpula em Pequim reacende o debate sobre a disputa entre EUA e China. Há seis anos, previa-se uma “década chinesa”, não um “século chinês”. A ideia era que a China atingiria o auge antes de perder fôlego. Parte dessa previsão falhou por causa da pandemia de Covid-19. Na época, parecia que Pequim lidava melhor com a crise sanitária. Depois, os lockdowns prolongados trouxeram danos sociais e econômicos. Ainda assim, os anos 2020 favoreceram a influência chinesa. Os EUA enfrentaram crises políticas e desgaste de liderança. Isso fortaleceu a imagem de estabilidade do governo Xi Jinping. O desacoplamento econômico entre EUA e China avançou parcialmente. Mesmo assim, a China mantém enorme vantagem industrial. O país também segue crescendo em ciência e tecnologia. Os EUA lideram IA de ponta, mas não dominam a produção industrial. A China supera os americanos em robôs, drones e navios. As guerras recentes também levantaram dúvidas sobre o poder militar dos EUA. O desgaste americano diante do Irã preocupa estrategistas ocidentais. Hoje, a China parece mais forte que a antiga União Soviética. Mas o futuro de longo prazo ainda é incerto para Pequim.
TRUMP QUER INVADIR CUBA
O bloqueio energético imposto pelos EUA já impacta a economia cubana. O governo relatou falta de diesel e óleo combustível, além de protestos contra apagões. Moradores descrevem clima de tensão causado pela crise econômica e incerteza política. “Os apagões são intermináveis”, afirmou Jorge, artista e vigia noturno em Havana. A mídia americana informou que o Departamento de Justiça prepara possível indiciamento de Raúl Castro. Ao mesmo tempo, Washington ofereceu US$ 100 milhões em ajuda humanitária direta aos cubanos. Os recursos seriam distribuídos pela Igreja Católica e organizações independentes do governo. O secretário de Estado Marco Rubio demonstrou ceticismo sobre mudanças sob a atual liderança cubana. Especialistas avaliam que o regime pode tentar suportar o aumento da pressão econômica. Ricardo Zúniga, ex-integrante do governo Obama, disse que a elite cubana resiste a perder o poder. Analistas também discutem se uma estratégia militar poderia provocar mudanças políticas em Cuba. Um ex-funcionário americano afirmou que uma ação militar exigiria algum tipo de ocupação. Já Emilio Morales, do Havana Consulting Group, acredita que a pressão externa poderia gerar resultados rápidos.
ROTINA PARA OBTENÇÃO DE BENEFICIOS FÍSICOS, MENTAIS E SOCIAIS
Nem tudo precisa exigir esforço extremo para trazer benefícios à saúde. O estresse crônico, por exemplo, está ligado à perda de neurônios no hipocampo, área do cérebro ligada à memória. Nosso cérebro tende a buscar atalhos para economizar energia, e a tecnologia ampliou esse comportamento. Porém, reduzir demais os desafios mentais pode prejudicar a saúde cognitiva ao longo da vida. Pesquisadores afirmam que atividades desafiadoras ajudam a criar a chamada “reserva cognitiva”, que protege o cérebro contra o envelhecimento. Pequenas mudanças na rotina já podem trazer benefícios físicos, mentais e sociais. Uma das estratégias é estimular a navegação espacial. O hipocampo, afetado precocemente pelo Alzheimer, é ativado quando usamos orientação e memória espacial. Estudos mostram que taxistas e motoristas de ambulância têm menor taxa de mortalidade ligada ao Alzheimer, provavelmente porque exercitam constantemente essas habilidades. Especialistas sugerem evitar depender sempre do GPS e tentar memorizar caminhos. Jogos de navegação espacial e atividades como esportes ou brincadeiras com blocos também podem fortalecer essa área cerebral.
Outra proteção importante é manter uma vida social ativa. Pesquisas mostram que pessoas socialmente engajadas apresentam menor risco de desenvolver demência e podem retardar o aparecimento dos sintomas. Conversas, debates e interações estimulam várias áreas do cérebro e ajudam a reduzir o estresse. O aprendizado contínuo também é essencial. Pessoas que estudam mais ou mantêm atividades intelectuais ao longo da vida tendem a envelhecer melhor cognitivamente. Aprender fortalece conexões neurais, estimula novos neurônios e aumenta a neuroplasticidade do cérebro. Atividades simples como jardinagem, leitura, clubes do livro ou aprender algo novo ajudam a preservar a memória e a saúde mental. Em resumo, manter o cérebro ativo, cultivar relações sociais e enfrentar pequenos desafios cotidianos contribui para um envelhecimento mais saudável e uma vida mais gratificante.
ESCÂNDALO NA CANDIDATURA DE FLÁVIO ABALA A DIREITA
A revelação da proximidade entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro abalou a direita brasileira. Enquanto aliados classificaram o caso como “inaceitável”, outros preferiram aguardar os impactos políticos do escândalo. A divulgação do áudio em que Flávio pede dinheiro ao ex-banqueiro gerou reação imediata. Romeu Zema chamou a atitude de “imperdoável”, provocando crise entre PL e Novo. A possibilidade de Zema compor chapa com Flávio foi descartada após as críticas. Flávio afirmou que Zema tentou tirar proveito eleitoral da situação. Depois, o ex-governador amenizou o discurso, dizendo que o episódio era “página virada”, mas sem pedir desculpas. Lideranças da direita avaliam que a campanha presidencial de Flávio pode precisar mudar de rumo. O mercado financeiro reagiu negativamente após o vazamento: o dólar subiu e a Bolsa caiu. Nos bastidores, parte do Centrão e do PL demonstra preocupação com possíveis novos desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master e pessoas próximas ao senador. Mesmo sob pressão, Flávio manteve agenda política e reforçou proximidade com Tarcísio de Freitas durante evento em Sorocaba ligado à pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado.
Durante discurso, Flávio tentou minimizar o desgaste do caso e voltou a atacar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Setores da direita defendem que o senador tenha uma mulher na chapa para ampliar apoio feminino. Entre os nomes cogitados está a deputada Simone Marquetto, ligada a grupos católicos conservadores. Nos bastidores, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ser vista como possível alternativa presidencial caso o desgaste de Flávio aumente até as convenções partidárias. Aliados avaliam que Michelle preservaria melhor o capital político bolsonarista por sua influência entre mulheres, religiosos e eleitores conservadores. Também cresceu entre interlocutores da direita a percepção de que uma chapa formada por Tarcísio e Michelle teria maior força eleitoral, embora a candidatura presidencial do governador paulista seja considerada inviável após o prazo de desincompatibilização do TSE.
ISRAEL NÃO RESPEITA TRÉGUA E ATACA O SUL DO LÍBANO
Segundo autoridades libanesas, mais de 2.900 pessoas morreram no Líbano desde o início da guerra, incluindo mais de 400 após o início da trégua. Israel contabiliza 19 soldados mortos no sul libanês. Na sexta, um ataque israelense atingiu um centro de saúde ligado ao Hezbollah em Harouf, matando ao menos seis pessoas, entre elas três paramédicos. Israel também bombardeou Tiro. Um morador relatou destruição total de um bairro e acusou Israel de esvaziar o sul do país. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, reivindicou neste sábado um ataque contra tropas israelenses em Khiam, alegando resposta a violações da trégua. Apesar da escalada, a delegação libanesa em Washington apoiou a extensão do cessar-fogo e a criação de uma via de segurança mediada pelos EUA, dizendo que a medida pode fortalecer a estabilidade política. O Líbano entrou no conflito regional em 2 de março, após o Hezbollah lançar foguetes contra Israel em reação à ofensiva de Washington e Tel Aviv contra o Irã.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 17/05/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Se a pré-campanha está assim, o caso Master vai incendiar 2026
Vamos assistir a cenas surpreendentes de mais esse capítulo da nossa história democrática. Disso não há dúvidas
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Omissões, concorrência e prisão do pai põem em xeque delação de Vorcaro
Banqueiro firmou termo de confidencialidade há dois meses, mas enfrenta dificuldades para convencer autoridades
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Irã mantém atos diários de apoio ao governo após mais de 2 meses de guerra, relata enviada da Folha ao país
Praças de Teerã reúnem multidões com bandeiras e palavras de ordem contra EUA e Israel, mostra Patrícia Campos Mello
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Prédio desaba na “Baixa do Tubo” e várias pessoas estão presas aos escombros
Prédio residencial desaba em Salvador, deixando mortos, feridos e diversas pessoas presas entre os escombros.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Hacker suspeito de atuar em esquema de Vorcaro é preso em Dubai
Victor Lima Sedlmaier é investigado por crimes cibernéticos e ligação com esquema de vigilância do Banco Master
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
CDS-PP: Ana Miguel Pedro e Catarina Araújo são as novas vice-presidentes de Nuno Melo
Eurodeputada e vereadora da Câmara do Porto juntam-se ao núcleo duro dos centristas. Lista única será votada nesta manhã, após 97% de votos para a moção do líder em busca de reeleição.
sábado, 16 de maio de 2026
RADAR JUDICIAL
EUA PODEM INDICIAR RAÚL CASTRO
Os EUA avaliam indiciar Raúl Castro, 94, em meio à pressão de Washington sobre Cuba, segundo a imprensa americana. A possível acusação envolveria a derrubada, em 1996, de dois aviões civis pilotados por opositores do regime cubano. Segundo a Bloomberg, o governo Donald Trump também considera processar outros integrantes da cúpula cubana. Entre os alvos estariam o atual presidente, Miguel Díaz-Canel, e familiares ligados ao círculo do regime. O Departamento de Justiça dos EUA não comentou o caso. A medida representaria uma nova escalada na crise entre Washington e Havana. Cuba enfrenta apagões frequentes e acusa os EUA de agravar a crise com restrições ao combustível. Trump afirma querer derrubar o regime comunista da ilha. O secretário de Estado, Marco Rubio, é um dos principais defensores da linha dura contra Cuba. Apesar da tensão, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Havana para reuniões com autoridades cubanas. O governo cubano disse que o encontro buscou manter diálogo e cooperação entre os países. Enquanto isso, protestos contra a crise e os apagões tomaram bairros de Havana nesta semana.
VEREADORES CASSAM PREFEITO DE GOVERNADOR VALADARES
O senador Flávio Bolsonaro foi alvo de vaias e protestos ao chegar, ontem, 15, ao Quartel-General da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Manifestantes gritaram frases como “pega ladrão” e “bandido”, além de exibirem cartazes contra o parlamentar do PL. O protesto ocorreu enquanto a banda da corporação executava uma marcha em homenagem ao senador. O episódio acontece em meio ao desgaste provocado pela divulgação de áudios envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, revelados pelo Intercept Brasil. Nos bastidores, aliados avaliam que a repercussão do caso já afeta a imagem pública do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como possível candidato da direita em 2026. A crise também chegou ao STF. O ministro Flávio Dino abriu investigação preliminar sigilosa para apurar suposto uso de emendas parlamentares no financiamento do filme “Dark Horse”, ligado ao bolsonarismo. Na apuração, foram intimados os deputados Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon para esclarecer possíveis repasses de recursos públicos à produção cinematográfica.
Pessoa Cardoso Advogados.
MULHER PUBLICA LIVRO SOBRE LUTO DEPOIS DE ENVENENAR MARIDO
Uma mãe que publicou um livro infantil sobre luto após a morte do marido foi condenada à prisão perpétua sem direito à liberdade condicional nos EUA. Kouri Richins, de 36 anos, foi considerada culpada pelo assassinato do marido, Eric Richins, em 2022. Segundo a acusação, ela misturou fentanil em uma bebida de vodca dada ao marido. O julgamento ocorreu em março de 2026, em Utah. Os promotores afirmaram que ela tinha milhões de dólares em dívidas, fez seguros de vida em nome do marido e mantinha um caso extraconjugal. O juiz Richard Mrazi afirmou que ela era “perigosa demais para voltar a ser livre”. Durante a audiência, Kouri falou aos três filhos e disse que estaria disponível quando eles quisessem procurá-la. Ela também foi condenada por fraude relacionada ao seguro de vida do marido. A Promotoria disse que ela acreditava que herdaria um patrimônio superior a US$ 4 milhões. Os investigadores afirmaram ainda que ela planejava uma nova vida com o amante. Kouri também foi considerada culpada por tentar matar o marido anteriormente, colocando veneno em um sanduíche. Em 2023, ela publicou o livro infantil “Are You With Me?”, sobre perda e luto. A obra foi dedicada ao marido, descrito por ela como “um pai maravilhoso”. Pouco depois, foi presa e acusada de homicídio qualificado.
"HOJE TUDO É ASSÉDIO"
"Se tentar beijar, pode ser acusado de assédio", dizem alguns. Comentários assim inundaram um vídeo do humorista Yuri Viana, 28, em que ele encena um encontro amoroso: enquanto ele fala sem parar, sem saber como agir, ela pensa: "Será que ele não vai me beijar? Estamos aqui há duas horas". Os comentários refletem uma queixa comum entre homens: o medo de serem vistos como assediadores ao abordar mulheres. Em redes sociais, bares e festas, muitos afirmam que "hoje tudo é assédio". Diante disso, Yuri passou a produzir conteúdos explicando, com humor, a diferença entre flerte e assédio. Entre as orientações dadas aos seus 343 mil seguidores estão respeitar o "não" e evitar insistência ou constrangimento. A advogada Marina Ganzarolli afirma que o discurso de que "tudo virou assédio" ganhou força com as redes sociais e reflete resistência às mudanças nas relações de gênero. Segundo ela, faltam referências de masculinidade que não estejam ligadas ao controle ou à insistência. A psicanalista Luciana Saddi diz que muitos homens se sentem desorientados diante das mudanças sociais, mas ressalta: ignorar limites não é ingenuidade.
Já a psicóloga Mayumi Kitagawa afirma que homens temem rejeição enquanto mulheres avaliam riscos e formas de proteção. "Os medos coexistem, mas não são equivalentes", diz. Para ela, o flerte continua existindo, mas exige adaptação. A reciprocidade é essencial: ausência de resposta ou hesitação já indicam um "não". Homens ouvidos pela reportagem relatam insegurança nas abordagens. O empresário Rafael Almeida, 29, afirma que o medo da exposição pesa, enquanto Ícaro Gouveia, 28, diz evitar elogios mais diretos. O advogado Eduardo Martins, 29, acredita que o discurso de que "tudo virou assédio" muitas vezes mascara medo de rejeição. Especialistas explicam que o flerte começa antes da fala, na leitura de sinais verbais e corporais. Quando há reciprocidade, a interação continua; quando há insistência após recusa, deixa de ser flerte. O assédio envolve comportamento invasivo, insistente ou constrangedor que causa desconforto ou intimidação. A legislação prevê crimes como stalking, importunação sexual, assédio sexual, ameaça, constrangimento ilegal e violência psicológica contra a mulher.
IA É CAUSA DE AMERICANO TEMER PERDER EMPREGO
Em nenhum momento da história das pesquisas de opinião os americanos estiveram tão pessimistas sobre o futuro do emprego. Hoje, a pessoa média acredita ter 22% de chance de perder o trabalho nos próximos cinco anos, índice maior até do que na crise de 2007 a 2009. A principal causa desse medo é a IA. Quase um em cada cinco trabalhadores dos EUA acredita que a inteligência artificial ou a automação podem substituí-los. Líderes do setor também alimentam a preocupação. Dario Amodei, da Anthropic, alertou para desemprego entre 10% e 20%. Bill Gates afirmou que, com IA, as pessoas não serão necessárias para “a maioria das coisas”. Sam Altman, da OpenAI, tenta suavizar o discurso, mas admite “transições significativas” no mercado de trabalho. Economistas, porém, são menos pessimistas. Eles rejeitam a ideia de que existe uma quantidade fixa de empregos. Para eles, a tecnologia elimina funções, mas cria outras ao aumentar renda, consumo e produtividade. Os dados atuais ainda não mostram colapso. O desemprego nos países ricos segue baixo, e os EUA continuam criando vagas, inclusive em setores expostos à IA. O BLS projeta mais 5,2 milhões de empregos entre 2024 e 2034.
A história reforça essa visão. Mesmo grandes revoluções tecnológicas avançaram lentamente. O emprego agrícola caiu ao longo de gerações, não de forma abrupta. Na Revolução Industrial britânica, houve crescimento econômico e transformação produtiva, mas também expansão do número de trabalhadores empregados. Pesquisas recentes contestam a chamada “pausa de Engels”, período em que salários cresceram pouco enquanto os lucros aumentavam. O problema central não era exploração pelas máquinas, mas o alto custo de vida causado por guerras e preços dos alimentos. Os autores concluem que o desemprego em massa provocado pela IA ainda seria algo sem precedentes históricos. Se ocorrer, os sinais deverão aparecer em forte aumento da produtividade, lucros corporativos elevados e perda ampla de empregos. Até lá, ninguém sabe qual será, de fato, o impacto da IA no futuro do trabalho.
FUNDO LIGADO A EDUARDO BOLSONARO COMPROU CASA NO TEXAS
Um fundo ligado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA, comprou em fevereiro uma casa no Texas, estado onde vive o ex-deputado. O Mercury Legacy Trust adquiriu o imóvel por R$ 3,6 milhões. O fundo é usado para gestão patrimonial em nome de terceiros. Calixto também administra o Havengate Development Fund, que recebeu parte dos R$ 61 milhões enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro em 2025, a pedido de Flávio Bolsonaro. Segundo Flávio, os recursos seriam investidos no filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro foi usada para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA assim como para apurar se a estrutura financeira no Texas ajudou a driblar bloqueios do STF às contas de Eduardo no Brasil. Documentos do Mercury Legacy Trust citam André Porciuncula como um dos responsáveis pelo fundo. Aliados apontam Porciuncula como operador de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Ex-PM, ele foi braço direito de Mario Frias na Secretaria da Cultura. Flávio admitiu ter pedido dinheiro a Vorcaro, mas negou uso dos valores para sustentar o irmão. O Intercept Brasil revelou que Flávio disse ao dono do Banco Master que o dinheiro iria integralmente para o filme. Os depósitos ocorreram entre fevereiro e maio de 2025. Após atrasos, Flávio voltou a cobrar Vorcaro em novembro, um dia antes da prisão do empresário. A empresa usada para as transferências foi a Entre Investimentos e Participações. Eduardo Bolsonaro e Paulo Calixto não responderam à Folha. A secretária do advogado afirmou que ele não falaria com a imprensa.
Porciuncula declarou que a casa “não tem nenhuma relação com Eduardo Bolsonaro” nem com o Banco Master. Questionado sobre quem seria o beneficiário do imóvel, afirmou que a informação “não é de interesse público”. Nas redes sociais, Eduardo negou ter recebido dinheiro de Vorcaro e chamou a suspeita da PF de “tola”. Disse que seu status migratório nos EUA impediria o recebimento de recursos de fundos de investimento e afirmou ter explicado a origem de seus recursos às autoridades americanas sem problemas. Sobre Calixto, Eduardo disse que o advogado atua há décadas com imigração, patrimônio e fundos de investimento. Segundo ele, o setor de imigração é apenas um dos departamentos do escritório. Eduardo declarou ainda que nem ele nem sua família são donos do filme “Dark Horse”, mas apenas apresentou Calixto a Mario Frias, que buscava investidores para a produção. Argumentou que o filme foi produzido nos EUA, com elenco americano, porque investidores sofreriam perseguição no Brasil. Por fim, afirmou que as acusações representam apenas uma tentativa de “assassinato de reputação”. Paulo Calixto atua há mais de 20 anos nos EUA ajudando clientes em imigração e estruturação patrimonial. Documentos mostram que ele controla empresas no Texas e na Flórida, incluindo a Havengate, criada em 2020.
CIA REÚNE COM AUTORIDADES CUBANAS
O diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se em Havana com autoridades cubanas após os EUA renovarem uma oferta de US$ 100 milhões para aliviar os efeitos da crise energética em Cuba. Segundo o governo cubano, o encontro buscou melhorar o diálogo bilateral e reafirmar que Havana não representa ameaça à segurança dos EUA. Um funcionário da CIA afirmou à CBS News que Washington está disposto a negociar questões econômicas e de segurança, desde que Cuba promova “mudanças fundamentais”. A crise de combustível, agravada pelo bloqueio americano ao petróleo destinado à ilha, afeta hospitais, escolas, repartições públicas e o turismo. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou que a situação melhoraria mais rapidamente se os EUA suspendessem o bloqueio. Também participaram da reunião o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e Raúl Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro. Segundo a CIA, a delegação levou uma mensagem do presidente Donald Trump. Os dois lados discutiram cooperação em inteligência, estabilidade econômica e segurança regional. Cuba e EUA já haviam confirmado negociações neste ano, mas as conversas perderam força com o agravamento do bloqueio ao petróleo.
Venezuela e México reduziram ou interromperam o envio de combustível à ilha após ameaças tarifárias de Trump. O chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que Havana está disposta a analisar os detalhes da ajuda americana. O Departamento de Estado dos EUA reiterou a oferta humanitária, condicionando a distribuição à Igreja Católica e organizações independentes, sem participação direta do governo cubano. Rodríguez respondeu que Cuba não rejeita ajuda oferecida “de boa-fé”, mas reiterou que a melhor solução seria reduzir as sanções econômicas e energéticas. A CBS News informou ainda que o governo americano avalia apresentar acusações contra Fidel e Raúl Castro pelo abatimento de aviões do grupo Brothers to the Rescue em 1996. Enquanto isso, o ministro da Energia, Vicente de la O Levy, afirmou que Cuba ficou sem diesel e óleo combustível. Segundo ele, algumas áreas de Havana enfrentam apagões de até 22 horas por dia. Os cortes de energia provocaram protestos nas ruas da capital, com manifestantes bloqueando vias e exigindo o retorno da eletricidade. Díaz-Canel responsabilizou os EUA pela crise, chamando o bloqueio energético de “genocida”. Recentemente, Washington ampliou sanções contra autoridades cubanas acusadas de violações de direitos humanos. O governo cubano classificou as medidas como “ilegais e abusivas”.