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segunda-feira, 13 de julho de 2026

TÉCNICA DE ENFERMAGEM TENTA LEVAR RECÉM-NASCIDA


Uma técnica de enfermagem foi presa após tentar retirar uma recém-nascida escondida dentro de uma bolsa na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI). Câmeras de segurança registraram a ação, frustrada pela tia da bebê, que desconfiou da funcionária e recuperou a criança. Auricélia Rocha, que trabalhava na maternidade havia pouco mais de dois anos e estava de folga no dia, disse à mãe, de 14 anos, que levaria a bebê para exames. Pouco depois, saiu de uma sala com uma bolsa grande, entrou em um banheiro e trocou de roupa. Desconfiada, a tia seguiu a técnica, abriu a bolsa e encontrou a recém-nascida escondida, retirando-a imediatamente e pedindo socorro. A direção da maternidade afirmou que a unidade possui controle de acesso por reconhecimento facial, senhas e profissionais treinados, negando falhas na segurança. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de sequestro. Como não houve prisão em flagrante, a Justiça decretou a prisão preventiva da suspeita.

Após a repercussão, Auricélia foi internada em uma clínica psiquiátrica. A polícia aguardou sua alta para cumprir o mandado de prisão. Na casa da técnica, os investigadores encontraram um quarto preparado para receber um bebê, com berço, banheira, roupas e fraldas. Parentes acreditavam que ela estava grávida. Em depoimento, Auricélia permaneceu em silêncio. A defesa alegou que ela apresenta sintomas esquizofrênicos e faz tratamento psiquiátrico, mas a polícia afirma que não há indícios de insanidade mental que afastem sua responsabilidade e sustenta que ela agiu sozinha. A mãe da recém-nascida disse que só recuperou a filha graças à rapidez da irmã e afirmou que jamais esquecerá o ocorrido. 

COMPANHIA AÉREA CANCELA VOO E DEVERÁ INDENIZAR PASSAGEIROS


O 4º Juizado Especial Cível de Anápolis (GO) condenou uma companhia aérea estrangeira a pagar R$ 45,4 mil a um casal que teve a viagem de lua de mel para Zanzibar, na Tanzânia, prejudicada pelo cancelamento de voos internacionais. A indenização inclui R$ 35,4 mil por danos materiais, referentes à compra de novas passagens, perda de diária de hotel e remarcação de voo doméstico, além de R$ 5 mil por danos morais para cada passageiro. Inicialmente, a empresa alterou o itinerário, obrigando o casal a antecipar a viagem e adquirir uma diária extra de hospedagem. Depois, cancelou todos os trechos sem oferecer alternativa compatível com as datas planejadas. A companhia alegou que o cancelamento ocorreu devido ao fechamento do espaço aéreo provocado pelo conflito no Oriente Médio, sustentando tratar-se de caso de força maior. Também afirmou ter oferecido reacomodação e reembolsado das passagens.

A sentença proferida pelo juiz Glauco Antônio de Araújo, concluiu que, mesmo em situações excepcionais, a empresa mantém o dever de prestar assistência e reduzir os prejuízos dos passageiros. Os magistrados destacaram que as opções de reacomodação exigiam mudança significativa no roteiro da viagem, o que não é razoável impor ao consumidor. Também entenderam que a empresa não comprovou o reembolso integral das passagens nem a prestação de assistência adequada, caracterizando falha na prestação do serviço e justificando a condenação. 

VENEZUELA: TERREMOTOS MATAM 4.490 PESSOAS


O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 4.490, segundo balanço divulgado ontem, 12, pelo governo. Ao todo, 16.740 pessoas ficaram feridas e mais de 19,5 mil seguem em abrigos provisórios. 
Os tremores devastaram Caracas e, principalmente, o Estado de La Guaira, onde famílias desabrigadas ocupam estádios, praças e calçadas. Voluntários venezuelanos e estrangeiros prestam atendimento médico e distribuem alimentos. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, não informou o número de desaparecidos. A ONU estima que ele possa chegar a 50 mil, enquanto o governo confirma apenas que 315 vítimas ainda não foram identificadas, cerca de 7% do total de mortos. Rodríguez afirmou que as buscas por corpos continuarão, apesar do temor das famílias de que os escombros sejam removidos antes da localização de vítimas. A presidente interina, Delcy Rodríguez, pediu a liberação de recursos venezuelanos bloqueados no exterior. Paralelamente, a ONU tenta arrecadar US$ 296 milhões para apoiar a reconstrução do país.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, estão entre os mais graves já registrados na América Latina e provocaram o desabamento de dezenas de edifícios em La Guaira. Na sexta-feira (10), um novo tremor de magnitude 3 atingiu Caracas, provocando a evacuação de prédios no setor financeiro de El Rosal. Moradores seguem apreensivos com a possibilidade de novos abalos, enquanto equipes de resgate e assistência humanitária continuam atuando nas áreas mais afetadas.

 

TARIFAS DOS EUA SOBRE PRODUTOS BRASILEIROS


Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros serão definidas nesta quarta-feira (15), quando termina a investigação da Seção 301 da legislação comercial americana. A decisão poderá manter a sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, que pode chegar a 37,5% em alguns produtos caso seja somada a outra investigação sobre trabalho forçado. Especialistas acreditam que as tarifas serão mantidas, mas esperam a ampliação da lista de exceções. A medida pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, afetando setores dependentes do mercado americano, embora o impacto sobre o PIB brasileiro deva ser limitado. Segundo o economista Otto Nogami, empresas exportadoras podem enfrentar queda nas encomendas, redução de investimentos e perda de empregos. Já os importadores americanos também terão custos maiores, que poderão ser repassados aos consumidores.

Economistas avaliam que as tarifas, isoladamente, não devem provocar inflação significativa nos Estados Unidos, já que o Brasil responde por parcela pequena das importações americanas. Contudo, produtos como café, siderurgia e alguns itens específicos podem registrar aumento de preços. Cerca de metade das exportações brasileiras permanece protegida por exceções tarifárias. Os setores mais vulneráveis incluem máquinas, plásticos, calçados, madeira, café solúvel e pescado. Especialistas alertam ainda que a principal consequência das medidas é a insegurança para empresas e investidores, levando exportadores brasileiros a buscar novos mercados e reduzindo gradualmente a participação dos Estados Unidos nas vendas externas do Brasil. 

VENEZUELA ESTÁ DESTRUÍDA E PRECISA DE US$ 12 A 20 BILHÕES


A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias de sua história após os terremotos de 24 de junho, que deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados. Encerrada a fase de resgates, o país inicia o desafio da reconstrução de moradias, estradas, hospitais e redes de infraestrutura. Especialistas estimam que o custo da recuperação ficará entre US$ 12 bilhões e US$ 20 bilhões, enquanto o Pnud calcula danos diretos de US$ 6,7 bilhões, valor que pode representar cerca de 6% do PIB venezuelano. O impacto total pode chegar a três vezes esse montante. A tragédia agravou a crise econômica de um país que já havia perdido mais de 70% do PIB entre 2014 e 2021 e onde milhões de pessoas dependiam de ajuda alimentar antes mesmo dos terremotos. Até agora, os recursos anunciados estão muito abaixo do necessário. O governo destinou US$ 200 milhões de fundos do FMI, a China prometeu US$ 17 milhões, os Estados Unidos mais de US$ 300 milhões em ajuda humanitária e a ONU liberou US$ 15 milhões.

Economistas afirmam que a Venezuela não tem condições de financiar sozinha a reconstrução. A inadimplência da dívida desde 2017, as sanções internacionais e a falta de acesso ao crédito dificultam a obtenção de recursos. Também pesam a desconfiança sobre a gestão pública, denúncias de corrupção e dúvidas quanto à transparência no uso dos recursos, fatores que reduzem o interesse de doadores e investidores. O FMI retomou o diálogo com o governo venezuelano, mas informou que qualquer financiamento dependerá de negociações, supervisão rigorosa e cumprimento de condições. Especialistas defendem a criação de uma autoridade independente para administrar os recursos da reconstrução e apontam que a falta de profissionais qualificados será outro grande desafio para recuperar as regiões devastadas. 

SOMENTE 33% DOS TRABALHADORES APROVEITAM 30 DIAS DE FÉRIAS


Apenas 33% dos trabalhadores brasileiros aproveitam os 30 dias de férias garantidos por lei, segundo pesquisa da Deel com a Andreessen Horowitz. Na prática, apenas um em cada três utiliza o período integral, e a mediana de descanso é de 20 dias. O estudo analisou mais de 1,5 milhão de trabalhadores em 150 países. No Brasil, foram avaliadas 993 solicitações de férias, principalmente em empresas de tecnologia, startups e organizações com trabalho remoto ou híbrido. Embora o país ofereça 30 dias anuais de férias — a segunda maior concessão entre os pesquisados, atrás apenas da França —, os brasileiros usam apenas 72% desse direito, contra 88% dos franceses. Por outro lado, 62% dos profissionais brasileiros tiram ao menos um período de 11 dias consecutivos ou mais, índice superior ao de Suécia (55%) e Dinamarca (51%).

A pesquisa também revelou diferença nas licenças médicas: 41% das mulheres registraram ao menos um afastamento, ante 21% dos homens. Entre mulheres de 35 a 39 anos, o índice chega a 54%. Outro dado mostra que férias fracionadas em meio período ainda são raras no Brasil, representando apenas 3% das solicitações, bem abaixo de França, Reino Unido e Alemanha, onde esse modelo é mais comum. 

EDUCAÇÃO FINANCEIRA: INVESTIMENTOS PARA CRIANÇAS


Em Nova York, crianças de 7 a 12 anos discutem investimentos, poupança e consumo, refletindo um interesse cada vez maior por educação financeira. Aplicativos como a Acorns Early permitem que menores invistam pequenas quantias, estimulando o hábito de poupar desde cedo. Nos Estados Unidos, empresas como Acorns, Robinhood, Schwab, Vanguard e Fidelity ampliaram a oferta de contas de investimento para crianças, impulsionadas pelo crescimento do investimento digital. O governo americano também lançou as chamadas contas Trump (530A), destinadas a menores de idade. Bebês nascidos durante a administração Trump recebem um depósito inicial de US$ 1.000, que pode crescer ao longo das décadas, embora os rendimentos dependam do desempenho do mercado. Filantropos e grandes empresas prometeram complementar os depósitos para determinados grupos de crianças ou filhos de funcionários. As contas têm limite anual de contribuição de US$ 5 mil e os recursos devem ser aplicados em fundos de baixo custo vinculados ao mercado de ações. Os saques antes da aposentadoria sofrem restrições e penalidades.

Especialistas afirmam que as contas podem incentivar o investimento desde o nascimento, mas destacam que planos educacionais 529 e contas de custódia oferecem alternativas mais flexíveis em alguns casos. Também recomendam que os pais priorizem sua própria aposentadoria antes de investir para os filhos. Economistas alertam, porém, que o benefício favorece principalmente famílias que já conseguem poupar. Para famílias de baixa renda, a ajuda inicial tende a ser insuficiente para reduzir desigualdades, sendo mais eficaz reforçar programas de assistência social e combate à pobreza infantil. Apesar das críticas, o lançamento das contas despertou maior interesse dos americanos em investir para o futuro das crianças, embora a adesão inicial ainda esteja abaixo do universo de beneficiários elegíveis. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 13/7/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Caminhoneiros convocam paralisação nacional nos portos nesta segunda

Liderada pela Abrava, categoria pressiona o Senado para votar MP do frete mínimo antes que a medida perca a validade. Setores do agronegócio e da indústria tentam barrar o texto

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

R$ 119 milhões 

Emendas de Valdemar irrigaram cidades-chave para o PL às vésperas das eleições de 2024

Análise feita pelo GLOBO indica que boa parte dos recursos foi destinada para fortalecer candidatos do partido

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Previdência perde 56% de arrecadação com benefícios fiscais e sonegação

Estudo de auditores da Receita Federal aponta que tratamentos favorecidos drenam mais recursos do que evasão Trabalho é a primeira etapa de projeto mais amplo, a divulgação do 'Tax Gap Previdenciário' pelo fisco

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Juízes e promotores integram elite patrimonial do País, aponta Fisco

Ao examinar os resultados do Perfil do Declarante, Viegas classifica juízes e promotores como “CEOs da administração pública”.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Argentina vs Inglaterra: os duelos de uma rivalidade histórica na Copa do Mundo

Relembre os confrontos marcantes entre as duas seleções desde 1962

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Prazo para classificar exames termina amanhã e ainda há professores a receber perguntas para corrigir

Profissionais que não eram classificadores foram convocados durante o fim-de-semana e os que já estão a corrigir não sabem quando deixarão de receber novos itens para avaliar.

domingo, 12 de julho de 2026

RADAR JUDICIAL


TRIBUTAÇÃO DOS BILIONÁRIOS

O economista Gabriel Zucman defende que tributar os bilionários é essencial para conter a concentração de riqueza e proteger a democracia. Em seu novo livro, afirma que os super-ricos pagam proporcionalmente menos impostos do que a população em geral. No Brasil, os 0,01% mais ricos recolhem cerca de 20% da renda em tributos, contra média de 42,5%. Zucman propõe um imposto mínimo de 2% sobre a riqueza dos muito ricos, dificultando a evasão fiscal. Segundo ele, a medida promoveria justiça tributária, reforçaria as contas públicas e reduziria o acúmulo excessivo de poder econômico. No Brasil, a arrecadação extra poderia chegar a R$ 30 bilhões por ano. Para o economista, riqueza extrema significa também poder para influenciar mercados, mídia, eleições e políticas públicas, tornando a tributação um instrumento de fortalecimento da democracia.


BRASIL TORNOU-SE MAIOR EXPORTADOR DE JOGADORES

O Brasil segue como o maior exportador de jogadores de futebol do mundo. Em 2025, a venda de atletas ao exterior rendeu US$ 553,7 milhões (R$ 2,86 bilhões). As contratações de jogadores estrangeiros somaram US$ 234,7 milhões. O saldo positivo foi de US$ 319 milhões (R$ 1,65 bilhão), segundo o Banco Central. Desde 1995, o país registra superávit nas negociações internacionais de atletas. Quase 30% das receitas dos clubes da Série A vieram da venda de jogadores em 2025. O aumento do valor das transferências, especialmente de jovens talentos, impulsionou a arrecadação. A Fifa apontou o Brasil como líder mundial em saídas e entradas de atletas. Portugal foi o principal destino dos jogadores brasileiros negociados. SAFs, investimentos, clubes mais fortes e receitas das apostas ampliaram as contratações. O Palmeiras liderou as vendas em 2025, impulsionado pela transferência de Estêvão ao Chelsea. Botafogo e Flamengo também se destacaram entre os clubes que mais negociaram atletas.


CHINA TRANSFORMA DESERTO EM FONTE DE ENERGIA

A China constrói no deserto de Kubuqi, na Mongólia Interior, a chamada Grande Muralha Solar, projeto de 400 km de extensão e 5 km de largura. Quando concluída, será a maior instalação de energia fotovoltaica em deserto do mundo. A capacidade prevista é de 60 gigawatts, mais que o dobro da instalada no estado de São Paulo. A muralha reúne parques solares existentes, novas usinas e projetos em planejamento. Além de gerar energia, busca conter o avanço da desertificação e recuperar o solo. Os painéis permitirão o cultivo de vegetação nativa e até pastagens entre as estruturas. Segundo autoridades chinesas, a cobertura vegetal local passou de 5% para cerca de 30%. A energia abastecerá grandes centros e ajudará a suprir a demanda nos horários de pico. Especialistas afirmam que o projeto reforça a segurança energética do país. Apesar do avanço das renováveis, a China mantém o carvão como fonte de apoio. A Mongólia Interior lidera tanto a produção de energia limpa quanto a de carvão. O governo considera o carvão indispensável para compensar a intermitência da energia solar e eólica.

TRUMP PRESSIONA PARA REDUÇÃO DE PREÇOS

Donald Trump intensificou a pressão sobre empresas americanas para reduzirem preços diante da alta da inflação, que atingiu o maior nível em três anos após o aumento dos custos provocado pela guerra contra o Irã. O presidente cobrou cortes de preços do Walmart e de postos de gasolina, ameaçando varejistas que não colaborarem. Analistas e economistas afirmam que a postura representa uma interferência incomum do governo nos mercados e contrasta com o discurso tradicional de livre mercado defendido por Trump. A Casa Branca nega mudança de rumo e afirma que busca ampliar a oferta para reduzir os preços. Enquanto isso, gasolina, diesel e alimentos ficaram mais caros, aumentando a insatisfação dos eleitores às vésperas das eleições de meio de mandato. Pesquisas mostram elevada reprovação à condução do custo de vida, embora algumas ações do governo, como no mercado de ovos e medicamentos, tenham reduzido preços específicos.

FUTEBOL OU "SOCCER" 

O apelido "soccer" voltou ao debate após a Bélgica provocar os EUA na Copa de 2026 com a frase: "Chama-se football, não soccer". Apesar da provocação, os dois termos surgiram no Reino Unido no século 19. "Football" designava vários esportes, como rúgbi e futebol gaélico. Para diferenciar o esporte da Football Association (FA), estudantes criaram o apelido "soccer", derivado de "association". Com o tempo, os britânicos passaram a usar quase exclusivamente "football". Já países como Estados Unidos, Austrália e África do Sul mantiveram "soccer" para evitar confusão com esportes locais chamados "football", como o futebol americano e o australiano. Assim, ambos os nomes têm origem inglesa e coexistem até hoje por razões históricas e culturais. 

Santana, 12 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

TRUMP NÃO PRESTIGIA JOGOS, MAS INTERFERE EM EXPULSÃO DE JOGADOR


Em 2018, ainda no primeiro mandato, Donald Trump tratou a candidatura dos Estados Unidos, Canadá e México para sediar a Copa de 2026 como instrumento de pressão diplomática. Em publicação nas redes sociais, cobrou apoio de países aliados e ameaçou rever relações com quem votasse contra a candidatura. O então presidente da US Soccer, Carlos Cordeiro, minimizou a declaração, afirmando que governos passam, mas o futebol permanece. A previsão se confirmou apenas em parte: Trump deixou a presidência em 2021, mas retornou antes do Mundial. Já de volta à Casa Branca, aproximou-se do presidente da Fifa, Gianni Infantino, participou de eventos ligados ao torneio e recebeu o Prêmio da Paz da entidade. O Mundial, porém, ocorreu em meio à escalada da política externa americana, incluindo a guerra contra o Irã e novos bombardeios durante a competição. A seleção iraniana reclamou de dificuldades para entrar nos Estados Unidos antes das partidas e acabou eliminada na fase de grupos.

Embora acompanhasse o torneio, Trump priorizou outros compromissos, comparecendo a eventos esportivos e evitando assistir aos jogos nos estádios até a reta final. O episódio mais polêmico envolveu o atacante Folarin Balogun. Suspenso após expulsão, ele foi liberado para jogar depois que Trump admitiu ter pedido a revisão do caso a Infantino. A Fifa negou interferência política e afirmou que a decisão foi tomada por um comitê independente. Após a eliminação dos EUA para a Bélgica, o governo criticou a arbitragem de Raphael Claus e citou seu depoimento na CPI da Manipulação de Jogos. O árbitro, porém, nunca foi investigado. A Casa Branca afirmou que Trump considera a defesa do "fair play" importante tanto no esporte quanto na política.

CIDADES BRASILEIRAS ENTRE AS MAIS VIOLENTAS DO MUNDO


Conflitos entre facções pelo controle de rotas do tráfico e de mercados ilícitos seguem impulsionando homicídios e desaparecimentos na América Latina e no Caribe. Das 50 cidades mais violentas do mundo, 41 estão na região. Em 2025, Porto Príncipe, no Haiti, registrou a maior taxa de homicídios do planeta, com cerca de 198 mortes por 100 mil habitantes, segundo o Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal. Entre as 20 cidades mais violentas, a maioria está no Equador e no México. O Brasil aparece com seis municípios: Fortaleza, Feira de Santana, Recife, Maceió, Salvador e Porto Velho. Especialistas apontam que a disputa por rotas da cocaína, a fragmentação de grupos criminosos e a expansão de atividades ilegais, como extorsão, mineração ilegal, agiotagem e roubo de combustível, alimentam a violência. Segundo a pesquisadora Juliana Manjarrés, da InSight Crime, a prisão ou morte de líderes criminosos costuma provocar disputas entre facções pelo controle territorial. Ela avalia que medidas como militarização e estados de exceção têm resultados limitados ou até contraproducentes.

Elizabeth Dickinson, do International Crisis Group, afirma que o narcotráfico funciona em redes transnacionais, ampliando a participação de grupos locais e fortalecendo o crime organizado. O avanço da violência também se reflete no aumento dos desaparecimentos, dificultando medir o número real de homicídios. No Índice de Segurança da Numbeo de 2026, Florianópolis, Brasília e Belo Horizonte figuram entre as cidades mais seguras da região. Para Dickinson, é necessário combater as causas da violência, como desigualdade e falta de oportunidades para os jovens. Apesar do cenário preocupante, Manjarrés afirma que os homicídios mostram tendência de queda em parte da América Latina, embora persistam desafios na qualidade dos dados. 

REDE MUNICIPAL OFERECE EDUCAÇÃO FINANCEIRA


Monte Horebe (PB) transformou a educação em eixo central das políticas públicas e colhe resultados positivos. Um exemplo é Maria Valentina Barbosa, de 10 anos, que aprendeu educação financeira na escola e passou a economizar, controlar gastos e confeccionar porta-retratos para aumentar sua renda. O novo hábito influenciou toda a família, inclusive a mãe, agricultora, que agora reserva parte do que ganha. Desde 2021, a rede municipal oferece educação financeira em parceria com o Instituto Brasil Solidário (IBS), utilizando jogos para ensinar consumo consciente, empreendedorismo e planejamento financeiro desde a creche. Até 2017, o município enfrentava problemas de corrupção, abandono dos serviços públicos e falta de investimentos. Com a nova gestão, a educação passou a orientar todas as ações do governo. Monte Horebe ingressou na Associação Internacional de Cidades Educadoras e implantou o Orçamento Democrático Municipal, permitindo que moradores decidam prioridades para suas comunidades. A participação popular resultou em reformas de escolas, construção de ginásios, ampliação do abastecimento de água, pavimentação de ruas, novos postos de saúde, ônibus escolares e uma base do Samu.

O ensino financeiro também mudou a vida de professores e estudantes. Muitos passaram a organizar melhor suas finanças, reduzir dívidas e criar pequenos negócios, como a venda de flores artesanais. Os resultados aparecem nos indicadores: o Ideb subiu de 5,0 para 5,6 entre 2017 e 2021, e o município alcançou 93% de alfabetização na idade certa em 2024. Monte Horebe também recebeu o Selo Unicef e destina 41% do orçamento à educação. Além do ensino, a cidade investe em cultura, esportes e participação juvenil, formando uma orquestra, promovendo festivais e incentivando adolescentes a atuar nas decisões públicas por meio do Núcleo de Cidadania de Adolescentes. Hoje, Monte Horebe é reconhecida como exemplo de transformação social baseada na educação e na participação da comunidade.