Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas de Israel; Binyamin Netanyahu, o atual primeiro-ministro do país; Naftali Bennett, ex-premiê; e Avigdor Lieberman, líder do partido Yisrael Beitenu
Na área de segurança, Eisenkot rejeita a criação de um Estado palestino e defende o desmantelamento da capacidade militar do Hamas. Apoia assentamentos israelenses dentro dos limites da legislação nacional, mas critica a violência de colonos e a expansão territorial. Seu programa prevê investigar as falhas de 7 de outubro, reduzir o custo de vida, garantir a independência do Judiciário e instituir serviço militar ou civil obrigatório para todos, inclusive ultraortodoxos. Eisenkot descarta governar com Netanyahu, mas admite uma possível aliança com o Likud sem a liderança do atual premiê. A formação de uma maioria, contudo, dependerá das negociações com outras legendas. Eisenkot rejeita incluir partidos árabes sem que aceitem princípios como o reconhecimento de Israel como Estado judeu e democrático. Outro protagonista é Naftali Bennett, de 54 anos, ex-primeiro-ministro que lidera o partido B'Yachad, com Yair Lapid na segunda posição. A pesquisa atribui à legenda 15 cadeiras, enquanto Bennett aparece empatado com Netanyahu, com 39% das preferências para premiê. Avigdor Lieberman, ex-ministro e líder do Yisrael Beiteinu, também integra a oposição. Ele rejeita governar com Netanyahu, partidos ultraortodoxos ou árabes. Seu partido tem oito cadeiras na projeção. Já Yair Golan, líder dos Democratas, reúne setores da esquerda e defende iniciativas diplomáticas para resolver o conflito israelo-palestino. Sua legenda aparece com dez cadeiras e admite a participação de um partido árabe no governo. Eisenkot, Bennett, Lapid, Lieberman e Golan firmaram um acordo de cooperação eleitoral para tentar afastar Netanyahu do poder, apesar das divergências. Se nenhum bloco alcançar maioria, as negociações poderão durar semanas ou meses. Entre as alternativas estão um governo minoritário ou uma coalizão de unidade nacional. Até que um novo gabinete obtenha apoio parlamentar, Netanyahu continuará no cargo.



