Na Geórgia, ao lado de Jon Ossoff e Keisha Lance Bottoms, voltou a criticar Trump. Disse que a Casa Branca mobilizou integrantes do governo para responder às suas piadas, mas ignorou problemas como inflação, corrupção e aumento dos preços. Obama também ironizou a participação do secretário do Tesouro, Scott Bessent, em uma resposta pública às suas declarações. Para o ex-presidente, o governo não apresenta soluções para os problemas reais da população e utiliza distrações para desviar a atenção dos eleitores. A influência de Obama também aparece na campanha de Abdul El-Sayed, filho de imigrantes egípcios, alvo de ataques islamofóbicos e questionamentos sobre sua origem. A estratégia democrata procura combater o preconceito, lembrando os ataques enfrentados pelo próprio Obama em 2008. A comparação, porém, revela uma diferença importante: desde a ascensão de Trump, o Partido Republicano avançou em direção à extrema direita. Em 2008, o republicano John McCain interrompeu uma eleitora que classificou Obama como árabe e afirmou que o adversário era um homem decente e cidadão americano, embora divergisse dele politicamente. O retorno de Obama aos palanques representa, assim, uma tentativa de recuperar sua capacidade de mobilização e oferecer aos democratas uma referência de liderança para o período pós-Trump.



