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sábado, 8 de agosto de 2026

EUA USARAM GRANDE PARTE DE SEUS MÍSSEIS


Os Estados Unidos usaram grande parte de seus mísseis durante a guerra contra o Irã, reduzindo os estoques disponíveis para futuros conflitos. 
Segundo a Reuters, os EUA consumiram praticamente todo o estoque de mísseis de precisão de longo alcance. A redução teria preocupado o presidente Donald Trump, que cobrou explicações do secretário de Guerra, Pete Hegseth. O Washington Post informou que a situação teria contribuído para Trump desistir de um ataque de larga escala contra o Irã. Trump nega a informação e afirma que os EUA possuem grandes quantidades de munições. Segundo o CSIS, restariam cerca de 2.000 Tomahawks, uma redução de 33% em relação ao período anterior à guerra. O estoque de ATACMS seria de aproximadamente 900 unidades, queda de 10%. A maior preocupação, porém, envolve os mísseis interceptadores. Os EUA tinham 2.330 mísseis Patriot antes da guerra e agora teriam cerca de 800. Já os sistemas THAAD caíram de 452 para aproximadamente 250 unidades. O especialista Paulo Roberto da Silva Gomes Filho alerta para os riscos dessa redução. Segundo ele, os interceptadores são essenciais para defender os EUA contra mísseis balísticos.

China, Rússia, Coreia do Norte e Irã possuem armas capazes de representar essa ameaça. A reposição dos estoques exige bilhões de dólares e pode levar meses. Um Tomahawk custa cerca de US$ 2,6 milhões, enquanto um Patriot chega a US$ 4 milhões. Os EUA ainda têm capacidade para atacar o Irã, mas enfrentariam dificuldades em uma operação prolongada. O principal problema seria proteger bases e instalações americanas contra uma possível retaliação iraniana. A redução dos interceptadores também pode afetar a confiança de aliados como Japão, Coreia do Sul e Taiwan. O sistema Patriot é capaz de interceptar aeronaves, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. O equipamento foi usado contra mísseis iranianos no Golfo e também pela Ucrânia contra mísseis russos. 

EM "ECONOMIA MORAL", AUTOR DEFENDE FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS


Em “Economia Moral”, o Nobel de Economia Alvin Roth defende o uso de evidências em vez do instinto na formulação de políticas públicas. 
Professor de Stanford, Roth analisa transações controversas, como prostituição, venda de órgãos, drogas e assistência médica a pacientes terminais. Seu argumento central é que decisões políticas envolvem inevitavelmente dilemas morais. Para ele, proibir atividades consideradas questionáveis pode empurrá-las para a clandestinidade, dificultando sua regulamentação. Roth também sustenta que mercados de serviços controversos podem funcionar como ferramentas morais, e não necessariamente como falhas. Seu objetivo, afirma, não é dizer o que as pessoas devem pensar, mas ajudá-las a pensar melhor. Em “A Economia do Bem Comum”, Mariana Mazzucato propõe uma nova relação entre Estado, empresas e cidadãos. Ela defende que governos tenham papel mais ativo na orientação da economia para objetivos sociais compartilhados. A economista recorre a estudos de caso, economia política, filosofia e biologia para defender maior cooperação institucional. Entre os desafios estão a desigualdade, as mudanças climáticas e as chamadas dinâmicas econômicas extrativistas. Críticos questionam como definir o “bem comum” e se o Estado teria competência para alcançar objetivos tão ambiciosos. Ainda assim, o livro amplia o debate sobre o futuro do capitalismo e as responsabilidades governamentais. A questão sobre quem deve financiar um Estado mais atuante aparece no livro de Gabriel Zucman.

O economista defende um imposto anual mínimo de 2% sobre patrimônios superiores a US$ 100 milhões. Segundo ele, estruturas empresariais e ganhos de capital permitem que bilionários paguem proporcionalmente menos impostos. Zucman considera essa diferença uma justificativa para elevar a tributação sobre grandes fortunas. O livro, porém, dedica pouco espaço aos riscos da proposta e aos efeitos da atividade empreendedora. Também aborda menos alternativas, como o fechamento de brechas fiscais e o fortalecimento das regras existentes. Por fim, “Money: The Inside Story”, de Rupal Patel e Jack Leslie, explica como o sistema financeiro cria e administra o dinheiro. Os autores mostram como funcionam os bancos comerciais e o sistema monetário. Também explicam os mecanismos que ajudam a evitar instabilidades financeiras. O livro aborda ainda a atuação dos bancos centrais durante períodos de crise. A obra é apresentada como uma introdução acessível e esclarecedora ao funcionamento do dinheiro e do sistema bancário. 

CANDIDATO AO GOVERNO DE PERNAMBUCO ACIONA TRE-PE


A campanha de João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco, acionou o TRE-PE contra um suposto “gabinete do ódio” financiado com recursos públicos do governo de Raquel Lyra (PSD). A iniciativa ocorre após Lyra recorrer à Justiça Eleitoral contra supostos robôs e perfis falsos que estariam atacando sua gestão. Campos afirma que as acusações contra a governadora são antigas e cita denúncias sobre uma possível milícia digital ligada a um assessor. A ação pede a preservação de conteúdos nas redes para uma eventual investigação eleitoral, que poderá ser apresentada a partir de 16 de agosto. Segundo a campanha, os ataques contra Campos se repetem há cerca de um ano e conteúdos removidos voltaram a aparecer em outros perfis, antes voltados para humor e gastronomia e que teriam passado a publicar ataques contra o candidato. A representação também aponta possível relação entre a estrutura digital e o aumento das despesas de publicidade do governo estadual. A campanha de Campos sustenta que a combinação de estrutura profissional, possível financiamento e atuação coordenada pode caracterizar um suposto “gabinete do ódio”.

A equipe de Raquel Lyra afirmou receber a iniciativa com tranquilidade e não se opor à preservação dos dados. Segundo a governadora, preservar registros não significa reconhecer a existência de crime ou irregularidade. A campanha de Lyra defendeu o direito dos eleitores de se manifestarem livremente nas redes sociais. Para a equipe, participação política espontânea não pode ser confundida com irregularidade eleitoral. O caso será analisado pela Justiça Eleitoral em meio à disputa pela sucessão estadual em Pernambuco.

INFANTINO SOB PRESSÃO NA FIFA


O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta forte pressão após críticas ao plano de investimento privado da entidade, agora engavetado. 
Apesar do desgaste, ele recebeu apoio da Confederação Africana de Futebol (CAF) e das federações do México e da Argentina. A Fifa pretendia captar até US$ 4,2 bilhões com a criação da Fifa Forward Enterprise, avaliada em US$ 20 bilhões. A nova empresa administraria eventos como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. O projeto provocou uma ruptura entre Infantino e a Uefa, entidade que já foi comandada por ele como secretário-geral. A Uefa declarou que não tem mais confiança no presidente da Fifa e voltou a ameaçar boicotar as Copas do Mundo. A pressão da entidade europeia teria sido decisiva para o abandono do projeto de investimento privado. A Federação Norueguesa de Futebol foi além e pediu a renúncia imediata de Infantino. Sua presidente, Lise Klaveness, afirmou que a entidade solicitará formalmente a saída do dirigente. Infantino, porém, deve continuar sua campanha por um quarto e último mandato, previsto para março do próximo ano. A eleição ocorrerá em Rabat, no Marrocos, e Infantino é, até agora, o único candidato. O prazo para registro de candidaturas termina em 18 de novembro.

Também existe a possibilidade de convocação de um congresso extraordinário para votar uma moção de desconfiança. Klaveness é apontada como possível sucessora e poderia ser a primeira mulher a presidir a Fifa. Outro nome citado como possível desafiante é Victor Montagliani, presidente da Concacaf. A Concacaf esteve entre as entidades mais críticas ao projeto e pediu um acerto de contas com a atual presidência. A Confederação Asiática de Futebol também questionou a condução do plano, mas evitou novos ataques após o recuo. Apesar da crise, o México declarou apoio à liderança de Infantino, após a retirada do projeto.
A CAF também reafirmou por unanimidade seu apoio ao dirigente. Mesmo com aliados, a crise ampliou as dúvidas sobre a permanência de Infantino no comando do futebol mundial. 

TRIBUNAL IMPEDE PROJETO DE TRUMP NO SALÃO DE FESTAS DA CASA BRANCA


Um tribunal federal de apelações dos EUA decidiu que Donald Trump não pode continuar a construir o salão de festas da Casa Branca sem autorização do Congresso. 
A decisão é um revés para o presidente e aumenta a possibilidade de a Suprema Corte analisar o caso. Os juízes entenderam que Trump não tem autoridade para demolir e substituir partes da Casa Branca sem aval legislativo. A decisão, porém, não interrompe imediatamente as obras, pois seus efeitos foram suspensos temporariamente para permitir recurso. Trump anunciou que recorrerá à Suprema Corte e classificou a decisão como injusta. O julgamento terminou em 2 votos a 1, com dois juízes indicados por democratas formando a maioria. Em abril, o juiz Richard J. Leon já havia considerado o projeto maior do que reformas normalmente feitas na residência presidencial. Segundo Leon, a obra exigiria participação do Congresso por alterar significativamente as instalações. O magistrado também rejeitou o argumento de que a segurança nacional justificaria a reforma sem autorização.

Trump cita ameaças recentes para defender a necessidade de uma instalação mais segura na antiga ala leste. Entre os episódios estão uma tentativa de assassinato contra o presidente e prisões de suspeitos de ataques. Em junho, sete senadores republicanos apoiaram democratas para tentar bloquear o projeto até sua aprovação pelo Congresso. A iniciativa não alcançou os 60 votos necessários. Trump estima o custo do salão em pelo menos US$ 400 milhões e afirma que não haverá despesas públicas. Apesar disso, cerca de US$ 350 milhões foram transferidos do Serviço Secreto para melhorias de segurança. Doadores e empresas também prometeram centenas de milhões de dólares, gerando alertas sobre possíveis conflitos de interesse. 

SECRETÁRIO DE ESTADO AMERICANO É "LATINO-AMERICANO FRUSTRADO"


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. 
Na sexta-feira, classificou Rubio de “bolsonarista” e “latino-americano frustrado”. Lula afirmou ainda que o secretário “odeia o Brasil” e outros países latino-americanos. As declarações ocorreram durante agenda no Inpe, em São José dos Campos (SP).
No mesmo dia, o Senado dos EUA aprovou Daniel Perez para a embaixada em Brasília. Lula afirmou que a postura de Rubio dificulta o diálogo entre os governos. Segundo o presidente, ele já havia alertado Donald Trump sobre a atuação do secretário. As críticas ocorrem em meio à crescente tensão diplomática entre Brasília e Washington. O conflito aumentou após Trump anunciar novas tarifas sobre produtos brasileiros. O governo Lula tenta negociar medidas para reduzir os impactos sobre as exportações. Lula relembrou uma reunião com Trump na Casa Branca sobre as relações comerciais. Segundo ele, apresentou documentos sobre a balança comercial entre os dois países. Após o encontro, representantes brasileiros mantiveram contatos com autoridades norte-americanas.

Lula afirmou, porém, que não recebeu o retorno esperado nas negociações. “Fiquei esperando, não teve telefonema, mas veio pela imprensa um tarifaço”, disse. Além das tarifas, a relação bilateral foi afetada por medidas diplomáticas. Os EUA suspenderam o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Washington atribuiu a decisão à demora brasileira em conceder o agrément para Perez. O Senado americano aprovou Perez, mas ele ainda precisa do aval do governo brasileiro. A concessão do agrément integra o rito tradicional para nomeação de embaixadores. 

TRUMP QUESTIONA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Congresso quer regulamentar a inteligência artificial (IA) “até acabar com ela”. 
A declaração foi dada ao Punchbowl News e publicada ontem, 7. Trump criticou propostas para ampliar a fiscalização do setor de IA. O debate em Washington envolve o nível de rigor das futuras regras. A indústria tem operado, em grande parte, sem novas normas federais. Parlamentares apresentaram projetos que ainda não avançaram. Uma das propostas prevê auditorias independentes dos modelos mais poderosos. A discussão ganhou força após falhas registradas em testes de segurança. OpenAI e Anthropic relataram comportamentos inesperados de seus sistemas. Um agente da OpenAI chegou a desencadear um ataque contra a Hugging Face. A plataforma é usada por desenvolvedores de modelos de IA. O episódio reforçou alertas sobre os riscos de sistemas cada vez mais avançados. Especialistas avaliam que até grandes empresas podem ser surpreendidas por falhas.

Os modelos podem explorar vulnerabilidades de maneira inesperada. Paralelamente, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) apresentou diretrizes. O órgão, ligado ao Departamento de Comércio, abriu consulta pública. As orientações estabelecem critérios para avaliar sistemas de inteligência artificial. Segundo o NIST, o objetivo é medir os impactos dessas tecnologias. As diretrizes também poderão orientar avaliações feitas pelo governo federal. A iniciativa deverá abranger sistemas usados pelo governo e por seus contratados. Para Ike Harris, do Frontier Security Institute, trata-se de um primeiro passo. A proposta busca padronizar a avaliação de sistemas de IA no setor público. O debate evidencia o desafio de conciliar inovação tecnológica, segurança e regulamentação. 

TCU GASTA MUITO COM RESIDÊNCIAS OFICIAIS


O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende construir duas residências oficiais para ministros no Lago Sul, área nobre de Brasília. Os terrenos foram cedidos pela União ao tribunal em 2024 para uso funcional. O Lago Sul é uma das regiões mais valorizadas da capital, com imóveis que podem superar R$ 15 mil por metro quadrado. As casas que existiam nos terrenos foram demolidas, e as áreas estão atualmente vazias. O TCU confirmou a intenção de construir as residências, mas os projetos ainda estão em estudos preliminares. Não há licitação nem estimativa de custo para as obras. O tribunal possui nove ministros titulares e quatro apartamentos funcionais em Brasília. Três desses imóveis estão ocupados, enquanto outros ministros moram em residências particulares ou recebem auxílio-moradia. Ainda não foram definidos os futuros ocupantes das novas casas nem os critérios de escolha. A cessão dos terrenos ocorreu por acordo com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Como contrapartida, o TCU assumiu a reforma de dois imóveis federais em Belém. Segundo o Ministério da Gestão e Inovação, o acordo busca recuperar propriedades públicas sem uso e evitar sua deterioração. Uma das reformas em Belém já foi concluída e a outra continua em andamento.

Os preparativos para as novas residências, porém, já começaram. Em 2024, o TCU gastou R$ 78,5 mil para demolir uma casa em um dos terrenos. Em 2025, autorizou outra demolição, com custo estimado em R$ 102,5 mil. A construção ocorre enquanto o TCU, responsável por fiscalizar o dinheiro público, ampliou benefícios para sua cúpula. A corte liberou remunerações acima do teto constitucional para servidores do TCU, Câmara e Senado. Também enviou ao Congresso projeto para aumentar entre 35% e 40% os chamados “penduricalhos”. Se aprovado, o projeto terá impacto anual estimado em R$ 27,7 milhões a partir de 2027. O TCU afirma que as novas residências atendem à necessidade de imóveis funcionais para seus ministros. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 8/8/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

GDF prevê superavit em 2026 após conjunto de medidas de ajuste fiscal

A governadora Celina Leão e o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, afirmaram que governo do DF reverteu deficit de quase R$ 6 bilhões herdados da gestão anterior e projetam superavit entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões no final do ano

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Big techs: caso da Meta nos EUA mira no design viciante das plataformas e abre precedente

Estado americano determinou que a empresa de Zuckerberg destine US$ 567 milhões a um fundo para reparar danos à saúde mental de crianças e adolescentes e impôs uma série de mudanças às plataformas

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Sob Trump, 90% das indicações de embaixadores são destinadas a apoiadores políticos

Dados da Associação Americana do Serviço Exterior mostram ruptura com o padrão histórico da diplomacia americana Escolhas privilegiam doadores de campanha, amigos e nomes próximos do círculo presidencial

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

‘Judiciário virou um poder incendiário’, diz Zema em novo ataque ao STF

Durante a entrevista, Zema questionou o sistema de responsabilização de magistrados e afirmou que integrantes do Judiciário desfrutam de privilégios

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Aumenta para 114 o número de municípios com danos após temporais no RS

Território gaúcho também soma mais de 2,3 mil desalojados

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Seguro em Belém: seis meses depois da eleição, a prudência começa a parecer ausência?

António José Seguro trocou a omnipresença de Marcelo Rebelo de Sousa por uma Presidência reservada e institucional. PS e PSD elogiam a estabilidade e uma relação “imaculada” entre os poderes; o Chega vê uma “inexistência de presença”. Seis meses depois, a questão é saber se a contenção reforça a autoridade de Belém ou deixa o presidente sem voz nos momentos decisivos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

RADAR JUDICIAL


QUARTAS DE FINAL DA COPA DO BRASIL

As oitavas de final da Copa do Brasil de 2026 terminaram nesta quinta-feira (6), com as classificações de Vitória e Internacional. Com isso, Atlético, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, Vasco e Vitória seguem na disputa pelo título. O sorteio das quartas de final será realizado pela CBF na terça-feira (11), às 11h, no Rio de Janeiro, sem restrição de confrontos. O Vasco é o único clube carioca ainda vivo na competição, enquanto o Cruzeiro busca o sétimo título. Cada classificado às quartas receberá R$ 4 milhões. Os semifinalistas ganharão R$ 9 milhões, o vice ficará com R$ 34 milhões e o campeão receberá R$ 78 milhões. As quartas serão disputadas entre 26 de agosto e 3 de setembro, as semifinais em novembro e a final, em jogo único, no dia 6 de dezembro. 


LUCRO DA PETROBRAS DOBRA

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 97% sobre igual período do ano anterior, impulsionada pela valorização do petróleo após a guerra no Irã e pelo recorde de produção. O resultado foi o melhor desde 2022 e superou as expectativas do mercado. A estatal anunciou R$ 17,4 bilhões em dividendos, dos quais R$ 6,2 bilhões serão destinados ao governo federal. A receita cresceu 42,3%, para R$ 169,5 bilhões, e o Ebitda avançou 79,6%, alcançando R$ 93,8 bilhões. A produção chegou a 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, enquanto o Brent teve alta de 54,1%. A Petrobras também ampliou o refino nacional, reduziu importações de combustíveis e recebeu subsídios para conter os preços do diesel, gasolina e gás de cozinha. No trimestre, investiu R$ 26 bilhões, principalmente no pré-sal, reduziu sua dívida líquida para R$ 312 bilhões e elevou para R$ 26,7 bilhões o total de dividendos aprovados em 2026.


IRREGULARIDADES NO CARF

Acordos de delação premiada firmados pelo Ministério Público Federal tornaram-se fundamentais em ações que investigam suspeitas de irregularidades no Carf, órgão do Ministério da Fazenda que julga questões tributárias. Parte dos colaboradores são advogados tributaristas e um ex-conselheiro do próprio órgão, investigados pela Polícia Federal e pela Procuradoria. A Justiça Federal de São Paulo já condenou réus em processos ligados à Operação Descarte, que apurou fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os condenados estão advogados acusados de tráfico de influência e lavagem, além de um ex-auditor da Receita por corrupção. Um dos delatores, Fabio Bettamio Vivone, teve a pena reduzida após colaborar com as investigações. Eduardo Rocca, condenado a nove anos e quatro meses, recorre da decisão e nega irregularidades. O caso envolve suspeitas de tentativa de interferência em julgamentos do Carf, incluindo processos de empresas como a Nitriflex. Outro delator, Thiago Taborda Simões, ex-conselheiro do órgão, também colaborou com a Justiça. A investigação apontou supostos pagamentos de propina para alterar decisões tributárias e reduzir dívidas milionárias. A delação do fundador da CVC, Guilherme Paulus, também revelou suspeitas de corrupção envolvendo processos no Carf. O órgão já havia sido alvo da Operação Zelotes, em 2015, que investigou venda de decisões. As defesas dos envolvidos negam irregularidades e afirmam que as acusações não possuem provas suficientes.


ADOLESCENTE MATA SEIS PESSOAS, EM BANCOC

Um adolescente de 14 anos matou ao menos seis pessoas e tirou a própria vida em uma escola próxima a Bancoc, na Tailândia, nesta sexta-feira (7). Antes do ataque, ele matou seus avós e depois foi até a instituição onde estudava. Entre as vítimas estão três alunos, três professores e os dois avós do jovem. A polícia informou que 23 pessoas ficaram feridas durante o tiroteio. O adolescente usou uma arma que pertencia ao avô e teria disparado ao menos 26 vezes. O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul classificou o caso como uma tragédia sem precedentes no país. Pais correram para a escola em busca dos filhos, enquanto estudantes e funcionários se consolavam. A Tailândia possui uma das maiores taxas de posse de armas do Sudeste Asiático, com cerca de 10 milhões em circulação. O ataque é o segundo registrado em escolas tailandesas neste ano. Em 2022, um ex-policial matou 36 pessoas, incluindo 24 crianças, em uma creche no norte do país. Socorristas relataram ter encontrado vítimas com ferimentos no peito, costas e braços. A escola onde ocorreu o massacre tinha cerca de 3.100 alunos e 147 professores.

STJ DIMINUI INDENIZAÇÃO DE R$ 7,7 BILHÕES PARA R$ 47,7 MILHÕES

A Corte Especial do STJ rejeitou recurso da Aragon Engenharia Viária e manteve a indenização de R$ 47,7 milhões fixada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão praticamente encerra uma disputa judicial iniciada há mais de 50 anos, evitando um prejuízo estimado em R$ 7,7 bilhões aos cofres paulistas, segundo a PGE-SP. O processo envolve contratos do DER rescindidos em 1973. Em 1996, a empresa havia obtido sentença que, corrigida, alcançaria R$ 7,7 bilhões. Após recursos do Estado e nova perícia, o valor foi reduzido para R$ 11,8 milhões, atualizado para R$ 47,7 milhões. O TJSP excluiu indenizações por capital social e fundo de comércio e limitou os lucros cessantes. O STJ também havia suspendido o pagamento de precatório baseado no valor original. A Aragon, fundada em 1961 e que tinha o DER como único cliente, não foi localizada para comentar a decisão.

QUEDA NA POUPANÇA

A caderneta de poupança registrou retiradas líquidas de R$ 7,153 bilhões em julho, o maior volume de saques desde março, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (7). Foi o segundo mês consecutivo de saldo negativo, após maio registrar o único resultado positivo do ano. Desde 2021, a aplicação acumula perdas anuais de recursos, com predominância de meses de saques. No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o saldo negativo foi de R$ 7 bilhões, enquanto a poupança rural teve retiradas de R$ 200,5 milhões. No acumulado de 2026, os saques líquidos já somam R$ 46,5 bilhões. A remuneração da poupança continua sendo a TR mais 0,5% ao mês, regra válida enquanto a Selic permanecer acima de 8,5% ao ano. Mesmo com o corte da taxa básica para 14% ao ano, os investimentos em renda fixa seguem mais atrativos que a poupança.

Guarajuba/Camaçari, 7 de agosto de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

POLICIAIS MATAM APÓS RENDER JOVEM


Novas imagens de câmeras corporais de policiais militares mostram detalhes da ação que terminou na morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, durante uma operação em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, em julho de 2025. 
As gravações indicam que o jovem estava rendido, com as duas mãos visíveis, quando foi atingido por dois disparos feitos pelos policiais Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima. Os vídeos mostram que Igor não apresentou resistência nem fez movimentos bruscos antes de ser baleado. Após os tiros, os policiais aparecem conversando em voz baixa em diferentes momentos. Segundo a Polícia Militar, os agentes não sabiam que as câmeras estavam gravando. O sistema foi ativado por um dos policiais e conectou os demais equipamentos próximos. Os PMs alegaram inicialmente que os suspeitos estavam armados e reagiram à abordagem. Porém, as imagens não mostram armas com os quatro homens que estavam na residência. Após os disparos, os policiais chegaram a afirmar que Igor estaria armado, mas as gravações não registram a apreensão de nenhuma arma no local. O Tribunal do Júri absolveu Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima, decisão contestada pelo Ministério Público e pela defesa da família da vítima.

Os advogados de Igor recorreram, alegando que a decisão dos jurados contrariou as provas apresentadas durante o processo. Outros dois policiais, Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, também respondem ao caso, mas o processo deles ainda não foi julgado. As imagens mostram que, antes da morte de Igor, os policiais entraram na residência, deram ordens aos suspeitos e realizaram disparos contra uma parede. O caso gerou questionamentos sobre a conduta policial e a atuação das câmeras corporais como instrumento de fiscalização das abordagens. O Ministério Público também apresentou recurso contra a absolvição, afirmando que a decisão foi contrária às provas reunidas no processo. 

EUA PERDERAM 23 MIL EMPREGOS EM JULHO


A economia dos Estados Unidos perdeu 23 mil empregos em julho, indicando desaceleração do mercado de trabalho e reduzindo as expectativas de novos aumentos dos juros pelo Federal Reserve (Fed). Os dados, divulgados nesta sexta-feira (7), ficaram abaixo da previsão de 80 mil vagas feita por analistas da Bloomberg. Além da queda em julho, os números de maio e junho foram revisados para baixo em 103 mil vagas no total, passando para 63 mil e 20 mil, respectivamente. Houve crescimento apenas no setor de saúde, enquanto educação, varejo e serviços financeiros registraram cortes. Apesar disso, a taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%, o menor nível desde junho de 2025.

Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos títulos do Tesouro e o dólar caíram, enquanto o mercado reduziu de quase 60% para cerca de 40% a probabilidade de alta de 0,25 ponto percentual nos juros em setembro. Os números reforçam as preocupações sobre o ritmo da economia e o desafio do Fed para controlar a inflação, agravada pelos efeitos da guerra no Oriente Médio. Analistas avaliam que o mercado de trabalho vive um cenário de poucas contratações e poucas demissões, com baixa movimentação entre empregos. Dados do setor privado também mostraram desaceleração, com apenas 44 mil vagas criadas em julho, menos da metade do registrado anteriormente.