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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

MINISTRO DINO CRITICA MENDONÇA E REINTEGRA COMANDO DA PF


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reintegrou nesta quarta-feira (9) ao comando da Polícia Federal o diretor-geral Andrei Rodrigues e o chefe de Inteligência, Leandro Almada. 
Os dois haviam sido afastados por decisão do ministro André Mendonça na terça-feira (8). Dino determinou que sua decisão seja submetida exclusivamente ao plenário do STF, atualmente formado por dez ministros. A medida atende a um pedido de Andrei Rodrigues em investigação sobre suspeitas de irregularidades envolvendo emendas relacionadas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Segundo Dino, a reintegração permanecerá válida até o cumprimento integral das medidas determinadas por ele pela Polícia Federal. O ministro criticou duramente a decisão de Mendonça, questionando se uma autoridade pode atuar como julgadora de uma situação que a envolve diretamente. Dino afirmou que o afastamento criou uma situação inédita ao interromper a produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal. Para ele, a medida prejudicou procedimentos urgentes sob sua relatoria no Supremo e reconheceu que Mendonça poderia defender seus direitos diante de eventuais questionamentos envolvendo a Polícia Federal. No entanto, afirmou que isso não poderia servir de fundamento para uma decisão que paralisasse investigações e trabalhos da corporação.

Mendonça havia justificado os afastamentos com base em um relatório interno da PF utilizado por Alexandre de Moraes. O documento teria sido citado por Moraes ao pedir investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O caso envolve a condução de investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS. A decisão de Mendonça aprofundou a crise institucional e aumentou a tensão entre ministros do STF e o episódio também colocou o governo Lula sob maior pressão diante do conflito na cúpula do Judiciário. Andrei Rodrigues é considerado próximo do presidente Lula e foi coordenador de sua segurança durante a campanha eleitoral de 2022. A Advocacia-Geral da União (AGU) havia recorrido, em caráter de urgência, contra o afastamento dos dois dirigentes. O órgão pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a suspensão da decisão de Mendonça, alegando que a medida provocava grave lesão à ordem pública e administrativa. Fachin deu prazo de 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o pedido. Dino também mencionou um encontro entre Mendonça e Daniel Vorcaro, ocorrido em março de 2025. Mendonça afirmou, na época, que a reunião tratou de uma ação envolvendo créditos de precatórios de interesse do Banco Master. O ministro declarou ainda que sua decisão naquele processo contrariou os interesses de Vorcaro. Na decisão desta quarta, Dino afirmou que Andrei apenas cumpriu determinações judiciais emitidas por Alexandre de Moraes. Para Dino, portanto, não seria adequado afastar um agente público que apenas executou uma determinação judicial. A decisão aumenta a expectativa sobre uma possível análise do caso pelo plenário do Supremo e mantém elevada a tensão institucional na Corte. 

IMPRENSA INTERNACIONAL REPERCUTE DECISÃO DO MINISTRO MENDONÇA


A imprensa internacional repercutiu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 
O jornal espanhol El País classificou a medida como uma escalada da crise interna no STF e afirmou que o conflito poderá influenciar as eleições presidenciais marcadas para 4 de outubro. A Segunda Turma do STF formou maioria para referendar o afastamento preventivo dos delegados, mas a conclusão do julgamento foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A Advocacia-Geral da União pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que contestasse a decisão de Mendonça, depois que Fachin concedeu 72 horas para que o ministro apresentasse manifestação. Em apoio a Andrei Rodrigues, os 11 diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, classificando o afastamento como resultado de ataques injustificados. A crise ganhou novos contornos após Alexandre de Moraes pedir investigação contra Mendonça no âmbito do Inquérito das Fake News. Antes disso, Mendonça havia retirado o sigilo de relatório da PF sobre contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo o El País, o episódio desencadeou uma disputa sem precedentes entre ministros do STF. Reuters e Associated Press também destacaram o agravamento da crise e seus possíveis reflexos políticos. A Reuters ressaltou que a oposição busca associar o presidente Lula a Moraes e utilizar a crise para fortalecer a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A Associated Press afirmou que o conflito no Supremo também arrasta o governo Lula para o centro do turbilhão político. Com menos de um mês para o primeiro turno, pesquisas reunidas pela BBC indicavam Lula com 38% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%. Em eventual segundo turno, Flávio aparecia com 45% e Lula com 44%, evidenciando uma disputa acirrada. 

DECISÃO POLÊMICA DO MINISTRO DO STF


A decisão do ministro André Mendonça, do STF, de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, aumentou a tensão na Corte e a pressão sobre seu presidente, Edson Fachin. 
O governo também entrou no conflito, após a Advocacia-Geral da União (AGU) contestar a decisão de Mendonça. O ministro justificou o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, alegando risco às investigações sobre relatórios de inteligência considerados irregulares. A decisão começou a ser analisada pela Segunda Turma do STF na terça-feira. Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques formaram maioria para manter o afastamento, mas Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento. Até a retomada da análise, a decisão continua em vigor. Fachin recebeu o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Depois, a AGU apresentou recurso a Fachin, pedindo a suspensão da decisão de Mendonça. O presidente do STF deu 72 horas para o ministro se manifestar. Durante evento do CNJ, Fachin defendeu que a Justiça brasileira continuará cumprindo suas obrigações constitucionais e destacou a necessidade de diálogo. Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático” pela inteligência da PF durante mais de um mês. Segundo ele, ao menos seis relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto e o ministro classificou a atividade como “monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte”.

Os documentos também teriam reunido informações sobre Jorge Messias, decisões judiciais, movimentações da AGU e integrantes da própria PF. Um relatório chegou a analisar a relação entre Mendonça e Messias, incluindo a religião comum e o apoio de igrejas evangélicas às indicações de ambos ao STF. Para Mendonça, a inteligência da PF teria exercido função correicional que não lhe compete. Outro ponto envolveu informações sigilosas sobre Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e ACM Neto, ex-prefeito de Salvador. O ministro afirmou que a divulgação dos relatórios poderia antecipar medidas cautelares e prejudicar investigações. Mendonça também determinou que a Corregedoria da PF abra investigações criminal e administrativo-disciplinar sobre a produção dos documentos. Além disso, suspendeu a elaboração e o compartilhamento de relatórios de inteligência sobre atos praticados por integrantes do Judiciário, da advocacia pública e da polícia judiciária. Para justificar a medida, citou precedentes de Alexandre de Moraes e Flávio Dino sobre afastamentos cautelares de agentes públicos. A saída de Rodrigues provocou reação dentro da PF. O diretor-executivo William Marcel Murad, que assumiu interinamente o comando, manifestou solidariedade e confiança no diretor afastado. A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais classificou a decisão como de “excepcional gravidade” e defendeu que o caso seja analisado pelo plenário do STF. 

TRIBUNAL MANTEVE LIMINAR DE BLOQUEIO DA POLÍTICA DA RECEITA FEDERAL AMERICANA


Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos manteve, ontem, 8, liminar que bloqueia política da Receita Federal americana (IRS). 
A medida permitia o compartilhamento de endereços de contribuintes com autoridades de imigração e a corte concluiu que a política adotada pelo governo de Donald Trump violou a lei federal. A Casa Branca pode recorrer à Suprema Corte dos Estados Unidos. Três juízes do Tribunal de Apelações do Distrito de Colúmbia analisaram o caso e segundo a decisão, o IRS divulgou cerca de 47 mil endereços de contribuintes ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A prática fazia parte dos esforços do governo para ampliar a repressão à imigração ilegal. Em julho de 2025, um acordo entre o IRS e o Departamento de Segurança Interna autorizou os pedidos do ICE. O órgão poderia solicitar os últimos endereços conhecidos de até 1,28 milhão de pessoas suspeitas de viver ilegalmente nos EUA. Entidades de defesa dos contribuintes e empresas ingressaram com ação contra a política e um juiz de primeira instância considerou a prática ilegal e determinou seu bloqueio. Até então o IRS já havia compartilhado 47.289 registros com o ICE. O governo Trump recorreu, alegando que a decisão dificultava a aplicação das leis federais, mas a juíza Cornelia Pillard rejeitou o argumento e afirmou que a questão deveria ser discutida pelo Congresso. Pillard e os outros dois juízes do colegiado foram nomeados pelo ex-presidente Barack Obama. A legislação americana restringe o compartilhamento de dados fiscais com outros órgãos do governo.

As regras foram reforçadas após o escândalo de Watergate, no governo de Richard Nixon. O caso revelou abusos envolvendo informações de contribuintes americanos. Segundo a juíza Pillard, os procedimentos adotados pelo IRS violaram a lei de várias maneiras; entre as irregularidades estava a falta de exigência de que o ICE fornecesse o endereço real do contribuinte, quando a legislação determina que essa informação seja comprovada para permitir sua divulgação. A juíza criticou a automatização da análise de milhões de registros, porque não havia avaliação individual suficiente para garantir o cumprimento das exigências legais. O tribunal, portanto, manteve o bloqueio da política de compartilhamento de dados e a decisão representa uma derrota para a estratégia de repressão à imigração do governo Trump. O grupo jurídico Democracy Forward comemorou a decisão judicial. A entidade afirmou que as leis de privacidade pós-Watergate existem justamente para evitar abusos de poder. O IRS e o Departamento de Segurança Interna não comentaram imediatamente a decisão. 

BIDEN INFORMA QUE O CÂNCER ESTÁ SOB CONTROLE


Joe Biden afirmou ontem, 8, que a radioterapia para tratar o câncer de próstata diagnosticado no ano passado “funcionou como esperado”. 
Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, a doença está controlada. Biden disse que continua fazendo atividades de que gosta, como escrever seu livro de memórias. Ele agradeceu aos médicos e profissionais de saúde que acompanham seu tratamento. Em maio de 2025, quatro meses após deixar a Presidência, Biden revelou ter câncer de próstata agressivo. A doença já havia se espalhado para os ossos, segundo o diagnóstico divulgado na época. Meses depois, ele iniciou o tratamento com radioterapia. Em agosto deste ano, Hunter Biden, filho do ex-presidente, afirmou que o câncer havia se espalhado “para os ossos e além” e que a doença provocava dores intensas no pai. Na publicação desta terça, Biden incentivou homens a conversarem com médicos sobre exames de rastreamento. O ex-presidente fez o alerta durante o mês de conscientização sobre o câncer de próstata nos EUA. Biden também confirmou que segue trabalhando em seu livro de memórias presidenciais. A obra, intitulada “Promise Me, America”, deve ser lançada em novembro. No livro, ele pretende abordar desafios enfrentados pelos Estados Unidos e decisões tomadas durante seu governo.

Biden também deverá relatar os motivos que o levaram a tomar essas decisões. A obra deve tratar ainda de sua campanha à reeleição em 2024. Aos 81 anos, ele decidiu disputar um segundo mandato apesar dos questionamentos sobre idade e saúde. Após um desempenho considerado ruim no debate contra Donald Trump, em junho de 2024, Biden desistiu da candidatura. A decisão ocorreu depois de forte pressão dentro do Partido Democrata. Kamala Harris assumiu a candidatura democrata após a desistência. Trump venceu Harris na eleição presidencial de 2024 e voltou à Casa Branca. 

PRÍNCIPE HARRY E MEGHAN NÃO PARTICIPARÃO DE COMPROMISSOS OFICIAIS


O rei Charles 3º determinou que o príncipe Harry e Meghan Markle não podem participar de compromissos oficiais da família real britânica. 
Uma carta enviada a autoridades do governo e representantes da monarquia reafirma que o casal continua sendo formado por cidadãos particulares. Harry e Meghan retornaram ao Reino Unido em agosto, após seis anos vivendo nos Estados Unidos. Em 2020, eles renunciaram aos compromissos como membros ativos da família real e deixaram de representar a Coroa. O comunicado foi emitido após pedidos de esclarecimento sobre a situação do casal. Harry e Meghan voltaram a Londres no fim de agosto, acompanhados dos filhos, Archie, 7, e Lilibet, 5. A carta também foi compartilhada com a equipe do príncipe Harry. O documento lembra que o duque e a duquesa de Sussex deixaram de exercer funções oficiais em janeiro de 2020. A decisão, segundo o texto, continua válida mesmo após o retorno da família ao país. As atividades filantrópicas de Harry e Meghan também não representam uma retomada das funções oficiais. Segundo a carta, esses trabalhos são realizados de forma privada e pessoal pelo casal.

Os títulos de "Suas Altezas Reais" (HRH) permanecem suspensos. O escritório de Harry e Meghan continuará funcionando de maneira independente da Casa Real. Dúvidas sobre recepções oficiais aos Sussex devem ser encaminhadas ao Palácio de Buckingham. A orientação vale especialmente para eventos que envolvam recursos públicos. Questões relacionadas à segurança da família continuarão sob responsabilidade das autoridades policiais. A decisão evidencia que o retorno de Harry e Meghan ao Reino Unido não significa uma reaproximação institucional com a monarquia. O casal permanece afastado das funções representativas da Coroa. Harry e Meghan também não estão autorizados a participar de compromissos oficiais em nome do rei. A Casa Real mantém, portanto, a separação entre as atividades privadas do casal e as funções da monarquia. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 9/9/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Tensão no STF escala e arrasta governo

Mendonça afasta diretor da Polícia Federal, maioria da Segunda Turma da Corte vota a favor da decisão do ministro, e AGU recorre a Fachin para derrubar ordem. Presidente do Supremo é pressionado a dar solução à grave crise que atinge a Corte

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

O pânico na campanha de Flávio Bolsonaro com um troco de Dino e Moraes

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Decisão de Mendonça para afastar chefe da PF é criticada por especialistas

Advogados e professores questionam proporcionalidade e embasamento; paralelo com conduta de Moraes é citado Miguel Reale Jr. afirma que 'cruzaram linha vermelha' de respeito à instituição e que 'virou guerra fratricida'

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Planalto acende alerta para movimentações dos EUA antes da eleição

O temor ganhou força com o aprofundamento da crise no Supremo e a proximidade das urnas.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Fachin dá 72 horas para Mendonça responder a pedido da AGU contra afastamento de diretor da PF

Advocacia-Geral argumenta que o afastamento do chefe da PF viola a competência privativa do presidente da República

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT  

Ministra da Justiça rejeita acusações de mentiras e defende atuação na Operação Pacoba

Rita Júdice, ouvida no Parlamento, garantiu que está a acompanhar o tema e que espera o resultado das várias averiguações que estão em curso.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


PASSAGEIRO É IMOBILIZADO COM FITA ADESIVA NA AMERRICAN AIRLINES

Um passageiro imobilizado com fita adesiva em um voo da American Airlines foi demitido de uma imobiliária no Arizona. Arthur Layne Lundeen, de 67 anos, era corretor da Long Realty, em Tucson. A empresa encerrou o contrato após ele ser identificado no incidente ocorrido em 3 de setembro. Lundeen teria ofendido um comissário e agredido outro passageiro durante o voo 618. A aeronave seguia de Dallas, no Texas, para Newark, em Nova Jersey. Segundo relatos, ele fez comentários racistas e insultos homofóbicos contra o comissário. A discussão evoluiu para agressão física e danos ao computador de outro passageiro. Uma mulher que tentou intervir também teria sido empurrada pelo homem. Três passageiros conseguiram contê-lo usando fita adesiva e abraçadeiras plásticas. O voo foi desviado para Baltimore, onde Lundeen acabou detido pela polícia. Ele foi acusado de agressão de segundo grau e conduta desordeira. O FBI avalia o caso e poderá apresentar acusações federais contra o passageiro. 


REABERTA VISITA A TORRE EIFEL 

A Torre Eiffel reabriu nesta terça-feira (8), após uma greve de funcionários contra um episódio ocorrido no sábado (5). Na ocasião, mulheres da equipe foram afastadas durante a visita de uma delegação hindu ao monumento. Segundo o sindicato CGT, algumas funcionárias foram retiradas de seus postos e substituídas por homens e outras foram orientadas a não circular por determinadas áreas durante a visita. A Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (SETE) reconheceu que houve pedido para limitar interações com mulheres. A empresa admitiu que não deveria ter aceitado a solicitação da delegação. O caso provocou críticas de políticos, incluindo o prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire. Ele anunciou uma investigação sobre o episódio. O movimento hindu Baps pediu desculpas a quem se sentiu ofendido, mas afirmou que ninguém teve acesso negado à torre. A organização inaugurou no domingo seu primeiro grande templo na França, em Bussy-Saint-Georges, considerado o maior templo hindu da Europa, o local recebeu milhares de pessoas. A Torre Eiffel recebeu mais de seis milhões de visitantes em 2025.


REFORMA TRIBUTÁRIA COM DISPUTAS

Um primeiro retrato das ações sobre a reforma tributária mostra disputas mais concentradas em setores específicos. O cenário é diferente do atual, marcado por teses bilionárias que atingem grandes empresas. As companhias também tentam aplicar antecipadamente regras da reforma para reduzir impostos e multas. Entre os temas estão plataformas de delivery, áreas de livre comércio, cooperativas e comércio exterior. Outra tendência é a federalização das ações, devido à unificação das regras tributárias. Estudo do Insper estimou que a reforma poderia eliminar 95% das disputas sobre tributos do consumo. Entre elas estão questionamentos sobre impostos cobrados sobre outros tributos e créditos de insumos. Pesquisadores alertaram, porém, que tratamentos diferenciados podem criar novo contencioso. Segundo a Turivius, as primeiras ações indicam disputas menores, mas ainda é cedo para prever uma queda expressiva. O Brasil tem litígios tributários equivalentes a cerca de 75% do PIB, contra menos de 1% na média da OCDE. Entre os novos casos estão discussões sobre delivery, cooperativas, importações e créditos de IPI. A expectativa é que as novas disputas sejam mais setoriais e tenham menor impacto sobre a arrecadação.

Militares israelenses vigiam corredor na Cisjordania
GOVERNOS DE 12 PAÍSES CONTRA ISRAEL

Os governos de 12 países anunciaram sanções contra Israel em reação à expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada. Canadá, Reino Unido e França estão entre os países que aderiram à iniciativa. O chanceler britânico, Ed Miliband, acusou Israel de permitir uma situação de “limpeza étnica”. Os governos denunciaram níveis “sem precedentes” de violência de colonos contra palestinos e cobraram investigação de denúncias envolvendo militares israelenses. As medidas buscam preservar a possibilidade de uma solução de dois Estados. O Reino Unido proibirá a importação de produtos fabricados nos assentamentos da Cisjordânia. Israel reagiu duramente e anunciou o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental. Autoridades israelenses também defenderam a expulsão do embaixador britânico. Os Estados Unidos criticaram as sanções, classificadas como discriminatórias por seu embaixador em Israel. A pressão se concentra no projeto E1, que prevê 3.400 novas moradias perto de Jerusalém. A Cisjordânia abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses.


PESSOAS SAINDO DE BUEIRO, EM MANHATTAN

Em uma madrugada recente, três pessoas saíram de um bueiro no centro de Manhattan, em Nova York. Vestindo waders e usando lanternas de cabeça, elas emergiram diante da Penn Station. Imagens da cena viralizaram nas redes sociais e provocaram rumores e piadas. Desde maio, já foram registrados pelo menos quatro episódios semelhantes na cidade. Em julho, dois homens foram presos no Brooklyn por supostamente invadirem o sistema de esgoto. A polícia ainda não sabe quais são as motivações dos exploradores subterrâneos. As suspeitas vão de exploração urbana à busca por objetos de valor e cobre. Funcionários municipais alertam que a prática é perigosa e ilegal. O sistema possui gases nocivos, risco de inundação e espaços extremamente limitados. O vereador Phil Wong relatou problemas com tampas de bueiros ausentes ou danificadas. Um explorador experiente afirmou que os envolvidos parecem conhecer bem o sistema subterrâneo. As autoridades temem acidentes, roubos e possíveis danos à infraestrutura da cidade.


IRÃ CAPTURA DRONE AMERICANO

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter capturado um drone submarino dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz nesta terça-feira (8). Uma fonte do governo americano disse que o equipamento apresentava problemas havia mais de um dia. Segundo a autoridade, o drone era de um modelo antigo e não carregava sonar ou radar classificados. O equipamento capturado é o Dive-LD, desenvolvido pela empresa americana Anduril. O drone autônomo tem cerca de 5,8 metros e pesa aproximadamente três toneladas. Ele pode operar por até dez dias e alcançar profundidades de cerca de 6 mil metros. Seu sistema possui compartimentos modulares para diferentes tipos de missão. O equipamento custa aproximadamente US$ 2,5 milhões, ou R$ 12,7 milhões. Os primeiros exemplares foram entregues à Marinha americana em abril de 2025. A Anduril planeja produzir até 200 unidades por ano em sua fábrica em Rhode Island. A captura ocorre em meio à crescente tensão entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio. Após novos ataques e ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, o petróleo Brent chegou a US$ 98,06

Salvador, 8 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

DECISÃO DE MENDONÇA CAUSA REVOLTA NA PF

Diretor-geral Andrei Rodrigues
Onze diretores da Polícia Federal divulgaram nota nesta terça-feira (8) manifestando “total apoio” ao diretor-geral afastado Andrei Rodrigues. Os dirigentes também colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad. A manifestação ocorreu após decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou o afastamento preventivo de Rodrigues, diretor-geral e de Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal. Os diretores repudiaram acusações de atuação “não republicana” atribuídas à PF e aos dois afastados. Segundo a nota, as acusações são “desprovidas de fundamento” e afrontam a história e a credibilidade da instituição. O grupo afirmou que Andrei Rodrigues tem trajetória profissional marcada por atuação técnica, isenta e responsável. Também criticou narrativas influenciadas por interesses político-eleitorais. Dos 15 diretores da PF, 11 assinaram o documento. Não participaram Andrei Rodrigues e Leandro Almada, ambos afastados. Também não assinou a corregedora-geral, Aletea Vega Marona Kunde. O próprio William Murad, que assumiu interinamente a direção, também não consta entre os signatários. Mendonça acusou a PF de realizar monitoramento sistemático e ilegal de sua atuação, afirmando que o monitoramento também atingiu o advogado-geral da União, Jorge Messias. A decisão determinou a abertura de investigações criminais e administrativo-disciplinares pela Corregedoria da PF. O objetivo é apurar a produção de relatórios de inteligência sobre autoridades.

Mendonça ainda suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios sobre magistrados e integrantes da advocacia pública. A medida também alcança análises relacionadas à atividade de polícia judiciária. A decisão foi posteriormente referendada pela Segunda Turma do STF, em plenário virtual. Votaram pela manutenção do afastamento Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. O ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo, solicitando mais tempo para analisar o caso. O pedido de vista não suspendeu a liminar de Mendonça. Assim, o afastamento de Andrei Rodrigues continua em vigor. William Murad permanece como chefe interino da Polícia Federal. A Advocacia-Geral da União prepara uma reação à decisão, segundo interlocutores. A AGU deverá argumentar que a medida interfere na competência privativa do presidente da República. Essa competência envolve a nomeação e a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal. O caso amplia a tensão entre setores da PF, o governo e o Supremo Tribunal Federal. A crise agora deverá ser acompanhada tanto no Judiciário quanto na esfera administrativa. 

ANDRÉ MENDONÇA AFASTA DIRETOR-GERAL E DIRETOR DE INTELIGÊNCIA DA PF


O ministro André Mendonça, do STF, determinou nesta terça-feira (8) 
o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal além de remover preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Segundo Mendonça, a medida decorre de um relatório interno da PF usado por Alexandre de Moraes para pedir investigação contra o próprio ministro. Moraes acusou Mendonça de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução dos casos Banco Master e INSS. A decisão ainda será analisada pela Segunda Turma do Supremo, formada por Luiz Fux, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e Mendonça. Moraes e Mendonça são os principais protagonistas da atual crise no STF e o conflito ganhou força após mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, reveladas pelo Estadão e obtidas pela Folha. Nas mensagens, Vorcaro pediu informações a Moraes sobre a investigação, marcou encontros com o ministro e perguntou se deveria deixar o país. O relatório contra Moraes foi produzido pela PF a pedido de Mendonça e o documento registra pedidos para acionar Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Moraes reagiu e, com base em documento da própria polícia, pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade. A própria PF classificou o relatório como "sem valor probatório". O material também apresenta queixas contra o advogado-geral da União, Jorge Messias. O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Mendonça, Moraes, Gonet e Andrei prestem informações sobre os diálogos com Vorcaro. Agora, Mendonça justificou o afastamento pela gravidade e pela suposta ilicitude na produção dos relatórios de inteligência.
Segundo ele, são necessárias medidas imediatas para preservar as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da atividade policial. 

BURGER KING É CONDENADA POR DANOS MORAIS


O TRT-2, em São Paulo, manteve a condenação do Burger King ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais a uma funcionária. 
Ela afirmou ter recebido uniforme menor que seu tamanho e ter sido alvo de zombarias no ambiente de trabalho. O processo ainda não terminou, pois há embargos de declaração e análise sobre eventual recurso. Segundo os autos, a trabalhadora recebeu o uniforme após ser promovida a coordenadora. Como precisava usar a roupa, contratou uma costureira para adaptar a calça. O ajuste teria provocado piadas entre colegas e integrantes da gerência. Uma testemunha relatou que a gerente também teria sugerido que a funcionária emagrecesse. Para o relator, desembargador João Forte Júnior, houve "desprezo" pela trabalhadora. O magistrado afirmou que cabia à empresa fornecer uma roupa adequada, não exigir mudanças no corpo da funcionária. A Justiça considerou que as zombarias e a fala da superiora caracterizaram dano moral. A decisão também manteve o reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho. Nesse caso, uma falta grave do empregador permite ao trabalhador encerrar o vínculo como se fosse demitido sem justa causa.
A funcionária terá direito às verbas correspondentes à rescisão. Também foi determinado o pagamento de R$ 3.150 de participação proporcional nos lucros e resultados.

A Justiça reconheceu ainda o direito a uma multa prevista em norma coletiva pelo uniforme inadequado. O Burger King havia recorrido para tentar afastar a indenização. A empresa alegou não ter praticado conduta discriminatória. Sustentou que os comentários ofensivos foram atitudes isoladas de colegas. Também afirmou não haver provas de que a companhia tivesse incentivado ou tolerado o comportamento e argumentou que o problema com o uniforme não configuraria falta grave. A 20ª Turma do TRT-2 rejeitou o recurso apresentado pelo Burger King. Por maioria, os desembargadores mantiveram a condenação de R$ 20 mil.
Em nota, a empresa disse acompanhar o desfecho do caso e afirmou que situações como a relatada não representam seus valores e diretrizes internas. Segundo o Burger King, "a segurança, o acolhimento e o respeito são inegociáveis". O caso reforça a responsabilidade do empregador pela adequação das condições de trabalho. A decisão também destaca a necessidade de respeito e dignidade no ambiente profissional. O processo segue em tramitação até a conclusão das etapas recursais. 

FLÁVIO PROPÕE FACILITAR LICENÇAS AMBIENTAIS EM ANGRA, FAVORECENDO UM AMIGO

                                                                  Flávio em Angra
A proposta de Flávio Bolsonaro de facilitar licenças ambientais para empreendimentos turísticos em Angra dos Reis pode beneficiar diretamente o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. 
Tomaz é alvo da Polícia Federal em investigação sobre fraudes no INSS e possui três propriedades em Angra dos Reis. Em 2025, ele consultou o Inea sobre a área de um terreno que poderia ser destinada à exploração turística. Uma de suas propriedades, envolvida em disputa com o jogador Richarlison, está em obras, com construção de segundo andar e quartos separados. O antigo proprietário afirmou que Tomaz e Flávio Bolsonaro se tratavam como sócios durante uma visita ao imóvel. A assessoria de Flávio negou qualquer sociedade ou negócio em comum entre os dois. As três propriedades de Tomaz estão registradas em duas empresas: Friponor e WT Administração de Imóveis. Durante ato de campanha em 29 de agosto, Flávio defendeu mudanças nos planos diretores de Angra com o objetivo, segundo ele, de acelerar licenças para condomínios, grandes empreendimentos e resorts. Flávio afirmou que Angra poderia se tornar um destino turístico comparável a Cancún e à Indonésia. Tomaz rejeitou a hipótese de favorecimento pessoal e classificou a associação como uma insinuação sem base factual. Segundo ele, não participou da formulação da proposta, não foi consultado e não tratou do assunto com Flávio. 

A proximidade entre os dois, porém, é antiga. Em maio de 2025, Flávio e sua família viajaram para a Flórida no jatinho de Tomaz e de sua esposa. Em 2022, Flávio tentou indicar Tomaz para o Conselho Nacional de Justiça, mas não conseguiu. As propriedades na Ilha Comprida estão em área costeira que, em regra, pertence à União. Os ocupantes dependem de autorização da Secretaria de Patrimônio da União para transferir seus direitos. A transferência normalmente pode ser demorada, mas o caso envolvendo Tomaz teve tramitação excepcionalmente rápida. O pagamento da taxa ocorreu em 7 de julho de 2022. Quatro dias depois, o pedido de autorização foi protocolado na SPU. A autorização foi emitida menos de duas horas após o protocolo. Na época, o superintendente da SPU no Rio era o coronel Paulo Medeiros, indicado por Flávio Bolsonaro. Enquanto o pedido de Tomaz avançou rapidamente, uma solicitação ligada a Richarlison aguardava análise desde setembro de 2021. A SPU não explicou à reportagem o motivo da diferença de tratamento entre os processos. A assessoria de Flávio também não respondeu sobre a proposta de facilitar os licenciamentos ambientais. O caso levanta questionamentos sobre possível conflito de interesses e eventual favorecimento. Flávio, entretanto, nega ter qualquer sociedade ou negócio conjunto com Tomaz. O advogado também afirma que não houve participação sua na elaboração da proposta para o turismo em Angra.