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terça-feira, 21 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
LÍDERES PREDADORES: ESTADOS UNIDOS, ISRAEL E RÚSSIA
A Anistia Internacional afirmou, em relatório anual divulgado nesta terça-feira (21), que o mundo deve resistir ao surgimento de uma nova ordem global marcada por líderes “predadores”. A organização citou governos como os de Estados Unidos, Israel e Rússia. Segundo o documento, essas lideranças estariam enfraquecendo normas internacionais criadas após a Segunda Guerra Mundial. A diplomacia estaria sendo substituída por conflitos armados e coerção econômica. A secretária-geral Agnès Callamard declarou que o mundo vive “o momento mais desafiador da nossa época”. Ela apontou a atuação de movimentos anti-direitos e governos autoritários. Foram citados nominalmente Donald Trump, Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu. Segundo Callamard, esses líderes adotam estratégias que ampliam violência e repressão global. O relatório acusou Israel de manter um “genocídio” contra palestinos em Gaza após o cessar-fogo de 2025. Também criticou ações militares dos Estados Unidos fora de seu território. O Irã foi citado por repressão violenta a protestos em 2026. A ONG afirma que essa teria sido uma das mais letais em décadas. A entidade denunciou o enfraquecimento do sistema multilateral internacional. Segundo o relatório, isso ocorre por interesses de hegemonia e controle.
TRUMP BUSCA ANULAR INVASÃO DE BADERNEIROS NO CONGRESSO
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) solicitou a um tribunal federal de recursos a anulação das condenações de 12 líderes das milícias Proud Boys e Oath Keepers por conspiração sediciosa. Eles haviam sido condenados por planejar e liderar o ataque ao Congresso em 6 de janeiro de 2021, com o objetivo de impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições de 2020 e manter Donald Trump no poder. As duas organizações são consideradas algumas das mais agressivas da extrema-direita americana. No início de seu segundo mandato, Trump concedeu indulto a mais de 1,5 mil integrantes desses grupos, libertando-os e apagando seus antecedentes ligados à invasão. No entanto, excluiu esses 12 líderes do perdão completo, optando apenas por comutar suas penas. A comutação garantiu liberdade imediata, incluindo a de Stewart Rhodes, condenado a 18 anos, mas manteve os registros criminais. Nos EUA, diferentemente da comutação, a anulação da condenação restaura direitos civis, como voto, posse de armas e acesso a empregos. Para limpar seus registros, os líderes recorreram ao Tribunal Federal de Recursos no Distrito de Colúmbia, alegando abuso de autoridade nas acusações. Durante o governo Biden, promotores classificaram a invasão como um ataque à democracia e compararam os crimes à traição.
Os acusados criticaram publicamente a procuradora Jeanine Pirro, que defendia a atuação do governo anterior. No dia seguinte, o DOJ apresentou o pedido de revogação das condenações por conspiração sediciosa. A ação colocou o departamento em situação delicada, pois exigiria sustentar que os líderes agiram em nome de Trump. Diante disso, o DOJ decidiu não prosseguir com o caso. Pirro argumentou que o pedido segue a prática de encerrar ações penais quando isso atende aos interesses da justiça. Segundo ela, a Suprema Corte costuma aceitar esse tipo de solicitação. A decisão também se alinha ao interesse político de reconfigurar a narrativa sobre o ataque ao Congresso. A anulação apagaria registros judiciais relevantes sobre a insurreição, que deixou mais de cem policiais feridos. Especialistas apontam que a chance de o tribunal aceitar o pedido é alta. Isso ocorre porque promotores federais têm ampla discricionariedade para manter ou retirar acusações, mesmo após condenações. Informações adicionais foram baseadas em reportagens de veículos como New York Times, Washington Post, NPR e PBS.
EUA MANDAM DELEGADO BRASILEIRO DEIXAR O PAÍS
Os Estados Unidos determinaram que um delegado brasileiro deixe o país após atuação no caso envolvendo o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). A medida foi divulgada na segunda-feira (20) pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental. Sem citar nomes, o governo americano afirmou que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas”. Segundo a nota, nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração com esse objetivo. A Embaixada dos EUA confirmou que o delegado citado é Marcelo Ivo de Carvalho, da Polícia Federal. Ele atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), nos Estados Unidos. Carvalho estava em missão em Miami desde março de 2023. A função incluía identificar e prender foragidos da Justiça brasileira. A permanência dele havia sido prorrogada até agosto deste ano.
TARIFAS ILEGAIS DE TRUMP ESTÃO SENDO DEVOLVIDAS
O sistema de reembolso criado para devolver tarifas consideradas ilegais pelo governo dos EUA começou a operar ontem, 20, com grande volume de empresas tentando registrar pedidos. Segundo Jay Foreman, CEO da Basic Fun, o sistema apresentou instabilidades pontuais, como falhas no envio de arquivos, mas não chegou a travar completamente, como se temia. A empresa dele, que precisa enviar mais de 500 documentos, conseguiu carregar mais da metade logo nas primeiras horas e espera concluir o processo rapidamente. Outras empresas já haviam demonstrado preocupação com a capacidade do sistema, desenvolvido pela Alfândega e Proteção de Fronteiras após decisão judicial. A medida pode resultar na devolução de mais de US$ 166 bilhões a importadores. Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA anulou tarifas impostas por Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Foi a primeira vez que essa lei havia sido usada para aplicar tarifas comerciais em larga escala. A decisão retirou um dos principais instrumentos comerciais do ex-presidente. Até março, mais de 330 mil importadores haviam pago tarifas em mais de 53 milhões de remessas. Dados judiciais mostram que, até 9 de abril, cerca de 56 mil importadores já haviam cumprido os requisitos para reembolso, somando US$ 127 bilhões. Não há garantia de que a ordem de envio influencie a velocidade de pagamento, mas empresas preferiram não arriscar atrasos. Para muitas, os valores a receber são significativos e podem aliviar perdas acumuladas.
As tarifas haviam elevado custos, forçando कंपनhias a absorver prejuízos ou repassar preços aos consumidores. Ainda há incerteza sobre o processo, especialmente devido à resistência política à devolução dos valores. O governo indicou que os pagamentos podem levar meses. Também não está descartada uma nova tentativa judicial para barrar os reembolsos. A alfândega afirma que seguirá a ordem judicial e processará os pedidos de forma eficiente. A criação do sistema exigiu esforços urgentes para lidar com milhões de solicitações. Entre os desafios, estão a separação de tarifas legais e ilegais e a criação de um mecanismo de pagamentos em massa. Inicialmente, nem havia estrutura para depósitos diretos na conta dos importadores. O prazo estimado para pagamento após aprovação é de 60 a 90 dias. Especialistas avaliam o processo como complexo e sujeito a falhas técnicas. Katie Hilferty, da Morgan Lewis, diz que se surpreenderia positivamente com pagamentos rápidos. Empresários relataram instabilidades temporárias, mas sem grandes interrupções. A Learning Resources, por exemplo, já teve a maioria de seus pedidos aceitos. A empresa busca cerca de US$ 10 milhões em reembolsos. Seu CEO criticou a necessidade de solicitar valores já considerados indevidos pela Justiça. Apesar disso, elogiou o trabalho técnico dos funcionários da alfândega. Ele destacou que a execução do sistema tem sido eficiente, apesar das controvérsias políticas.
MINISTRO PROPÕE REFORMA DO JUDICIÁRIO
Em artigo publicado ontem, o ministro Flávio Dino, do STF, propôs uma ampla reforma do Judiciário, com críticas indiretas ao presidente da Corte, Edson Fachin, defensor de um código de ética para magistrados. Dino afirmou que a reforma deve priorizar segurança jurídica, acesso a direitos, rapidez e confiabilidade. Criticou discursos que defendem “autocontenção” judicial, ideia associada a Fachin. Fachin, por sua vez, tem defendido “humildade institucional” e a autocontenção como respeito à separação de Poderes. No texto, Dino alertou que mudanças superficiais ou retaliatórias não fortalecem o país. O STF está dividido sobre o código de ética proposto por Fachin. Dino integra grupo contrário à medida, ao lado de Moraes, Toffoli, Gilmar Mendes e Zanin, que avaliam risco de exposição da Corte em meio a crises recentes. Segundo Dino, decisões do STF em temas como fake news, big techs, emendas parlamentares e defesa da democracia ampliaram a pressão pública por reformas. Ele citou retaliações internacionais contra o STF e defendeu reformas baseadas no interesse público e rigor técnico. A proposta inclui mudanças estruturais, como novos critérios para recursos aos tribunais superiores e regras mais rígidas para precatórios. Também prevê criação de instâncias especializadas para crimes sexuais e improbidade administrativa. Há ainda sugestão de rito próprio para agências reguladoras e revisão de competências do STF.
Na área ética, Dino propõe endurecer punições contra corrupção e prevaricação no sistema de Justiça. Defende o fim da aposentadoria compulsória como punição e dos “penduricalhos” salariais. Ressaltou que a confiabilidade é essencial para a legitimidade democrática dos operadores do Direito. O ministro não apoiou propostas de Fachin sobre regras para participação de magistrados em eventos pagos. O plano inclui mudanças no CNJ e no CNMP para reforçar a fiscalização. Também prevê ajustes na Justiça Eleitoral para evitar demora excessiva em processos. Declarações de ministros do STJ reforçam o diagnóstico de crise, citando excesso de processos e tentativas de influência. Dino afirmou que problemas como corrupção exigem enfrentamento sistêmico e envolvem redes organizadas. Defendeu que a reforma seja construída com diálogo entre Congresso e entidades, diferentemente de mudanças autoritárias do passado. O Judiciário enfrenta alto volume de processos, com mais de 75 milhões pendentes. Apesar das divergências, Fachin elogiou o artigo de Dino. Disse que o texto traz reflexão relevante e contribui para o aperfeiçoamento institucional. Destacou a abordagem equilibrada entre independência judicial e mecanismos de controle. Para Fachin, a proposta valoriza soluções consistentes e dialoga com demandas sociais. Também ressaltou a importância da ética e da responsabilidade funcional. Afirmou que o debate fortalece a confiança pública nas instituições. Concluiu que o artigo contribui para elevar o nível da discussão sobre a reforma do Judiciário.
RACHA NO STF
Os escândalos envolvendo o Master reorganizaram os blocos internos do STF. De um lado está o quarteto; de outro, Fachin com André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Kassio Nunes Marques atua como intermediário. Dias Toffoli está isolado, apesar de também divergir de Fachin. Há suspeitas de vazamento de reunião sobre o caso, o que ele nega. O grupo cobra defesa pública dos ministros diante de críticas sobre relações e benefícios. Avalia que Fachin demonstra desconfiança interna, gerando fissuras. Também há incômodo com sua posição sobre o inquérito das fake news em ano eleitoral. Sugeriu-se até um pronunciamento nacional, rejeitado por Fachin. Enquanto a investigação avança e Daniel Vorcaro negocia delação, Fachin reforça o código de conduta.Ele defende rigor ético e a necessidade de confiança pública no Judiciário. Fachin afirma manter diálogo com os ministros e buscar soluções conjuntas.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 21/04/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
"BRB permanecerá patrimônio do DF", afirma governadora Celina Leão
Em entrevista exclusiva ao Correio, a chefe do Executivo destacou as prioridades de seu governo, como reduzir as filas de cirurgia; a segurança pública e o fortalecimento do Banco de Brasília. "Federalização não está em discussão", disse
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Trump performa hostilidade e disposição para o conflito, mas bastidores revelam medos e fragilidades
Informações do Wall Street Journal retratam instabilidade por trás do 'estilo impulsivo' do presidente americano, nunca antes testado durante um conflito militar prolongado como a guerra no Irã
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Na Alemanha, Lula fala de abuso contra policial brasileiro nos EUA
Presidente diz que reciprocidade com policiais americanos no Brasil será válida EUA acusam o delegado Marcelo Ivo, da PF, de manipular sistemas de imigração
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Dino propõe reformar Judiciário com pena rigorosa para corrupção de juízes
Ministro criticou defesa de autocontenção do STF e afirmou que o Brasil precisa de “mais justiça”
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
EUA expulsam delegado da PF após episódio da prisão de Ramagem
Autoridades afirmam que o delegado Marcelo Ivo tentou “contornar pedidos de extradição” no caso
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Negócio da manutenção da TAP arrefece às portas da privatização
segunda-feira, 20 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
JUIZ DIZ QUE NUNCA VIU CRIME TÃO BRUTAL
EX-MINISTRA CALMON DIZ: "ELES NÃO SÃO A DEMOCRACIA"
A ex-ministra do STJ Eliana Calmon afirmou que a representação do ministro do STF Gilmar Mendes contra o senador Alessandro Vieira foi uma “revanche” para conter críticas a integrantes da Corte. Segundo ela, houve precipitação ao acionar a Procuradoria-Geral da República contra o parlamentar. “Isso me parece uma vingança”, declarou. Calmon ressaltou que respeita o STF, mas disse que seus membros não são infalíveis. Para a ex-ministra, magistrados também podem cometer erros e devem ser responsabilizados quando agem de forma irregular. Ela afirmou que, ao se afastarem das normas constitucionais, podem ser analisados como qualquer cidadão. Calmon rejeitou a acusação de abuso de autoridade feita por Gilmar Mendes contra o senador. O ministro alegou desvio de finalidade após Vieira propor o indiciamento de integrantes do STF na CPI do Crime Organizado. O pedido de indiciamento, porém, foi rejeitado pela comissão. O relatório apontava possível crime de responsabilidade relacionado a decisão de Gilmar. O caso envolvia a suspensão da quebra de sigilos de uma empresa ligada à família de Dias Toffoli. A decisão foi tomada em habeas corpus sob relatoria do próprio ministro.
Calmon afirmou que o senador agiu dentro de suas atribuições constitucionais. Segundo ela, CPIs têm poder investigativo garantido pela Constituição. Ela destacou que Vieira não declarou culpa, apenas atuou no âmbito de investigação. Para a ex-ministra, não houve abuso de autoridade. Calmon também criticou o que considera postura recorrente do STF. Disse que a Corte tende a interpretar críticas como ataques à democracia. Segundo ela, os ministros confundem questionamentos com ofensas institucionais. “Eles não são a democracia nem a nação brasileira”, afirmou. Para Calmon, são apenas membros do tribunal. Ela defendeu a legitimidade de críticas a decisões e condutas individuais. E reforçou que o debate público não deve ser confundido com afronta às instituições.
RECURSOS PARA OUTRAS PRIORIDADES NÃO CAUSAM RESPONSABILIDADE DO PREFEITO
Para o ministro, o gestor pode sofrer consequências fiscais de suas escolhas, mas não deve ser punido patrimonialmente sem má-fé. Ele ressaltou a complexidade de atribuir responsabilidade pessoal por decisões administrativas tomadas de boa-fé. Apontou ainda que, embora contrárias à lei, tais escolhas podem ocorrer dentro da dinâmica política visando atender a população. Assim, a transferência do prejuízo ao gestor não encontra respaldo jurídico nesses casos. Ficaram vencidos os ministros Regina Helena Costa e Benedito Gonçalves. Eles defenderam que o STJ não poderia analisar o dolo sem que o TJ-SP tivesse examinado adequadamente a questão. Segundo a divergência, houve omissão na análise de elementos fático-probatórios essenciais. A ministra Regina votou pelo retorno do processo ao tribunal de origem. Para ela, o STJ não pode suprir lacunas na análise dos fatos, sob pena de violar a competência das instâncias inferiores.
FORÇAS ARMADAS REPASSARAM R$ 137,3 MILHÕES AO BANCO MASTER
As Forças Armadas repassaram R$ 137,3 milhões ao Banco Master entre 2020 e 2026, em contratos de empréstimos consignados para militares. O valor equivale a 12,6% do total recebido pelo banco de órgãos federais no período. Os recursos não saíram do orçamento militar. São valores descontados diretamente dos salários de militares que contrataram empréstimos. No total, órgãos federais repassaram cerca de R$ 1 bilhão ao banco. Os dados foram divulgados pela Folha e confirmados pelo g1. Distribuição dos repasses: Exército: R$ 115,6 milhões, Aeronáutica: R$ 17,6 milhões, Marinha: R$ 3,9 milhões O Exército é o segundo maior repassador ao banco, atrás apenas da Previdência Social. Antes de 2019, o consignado não era foco do banco. A expansão ocorreu após a entrada de Daniel Vorcaro no controle.