Pesquisar este blog

sábado, 6 de junho de 2026

QUEDA DE AVALIAÇÃO DE FLÁVIO NO RIO


A queda do senador Flávio Bolsonaro no Sudeste, apontada por pesquisas recentes, tem preocupado aliados. A avaliação é que, se o presidenciável do PL continuar perdendo força na região que reúne os maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro —, os palanques estaduais da direita podem ficar ainda mais enfraquecidos. 
Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado em maio mostrou queda de Flávio de 41,2% para 30,7% no Sudeste em apenas um mês, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem na região. No Rio de Janeiro, principal reduto da família Bolsonaro, o cenário é visto como um dos mais problemáticos. O candidato ao governo, Douglas Ruas, ainda busca ampliar sua popularidade e enfrenta o desgaste de ter participado da gestão do ex-governador Cláudio CastroCastro desistiu da disputa ao Senado após ser alvo de operações da Polícia Federal que investigam sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nos próximos dias, o ex-presidente Jair Bolsonaro deve escolher quem substituirá Castro na chapa ao Senado. Os nomes mais cotados são Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy. O senador Carlos Portinho também é considerado uma alternativa. Em Minas Gerais, a indefinição sobre o candidato ao governo preocupa aliados de Flávio. O senador Cleitinho, que aparece na liderança das pesquisas, ainda não confirmou se disputará o cargo, aumentando a apreensão no grupo bolsonarista. Segundo aliados, a falta de decisão pode dificultar a montagem de um palanque competitivo no Estado, considerado decisivo em eleições presidenciais.

 

EMPRESA DEFENDE PAUSA NOS SISTEMAS DE IA


A empresa de inteligência artificial Anthropic defendeu a possibilidade de uma pausa global no desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais poderosos, diante de sinais de que modelos avançados poderiam escapar ao controle humano. Criadora do Claude, a empresa afirmou que desacelerar temporariamente o avanço da IA de ponta poderia dar tempo para que pesquisas de segurança e estruturas sociais acompanhassem a evolução tecnológica. No entanto, alertou que uma única empresa não pode reduzir o ritmo sozinha sem correr o risco de ser superada por concorrentes. Segundo a Anthropic, uma pausa só seria viável se grandes empresas e governos, especialmente dos Estados Unidos e da China, concordassem em interromper simultaneamente o desenvolvimento, sob regras verificáveis. A companhia destacou que, sem coordenação global, empresas e governos enfrentarão decisões difíceis entre segurança e competitividade.

A proposta encontra resistência em Washington e no Vale do Silício, onde autoridades e executivos argumentam que uma desaceleração poderia favorecer a China na corrida tecnológica. Enquanto isso, o presidente Donald Trump assinou um decreto que permite ao governo realizar avaliações preliminares dos modelos de IA mais poderosos antes de seu lançamento. A Anthropic pretende reunir autoridades, cientistas, organizações da sociedade civil e concorrentes para discutir a criação desse sistema de supervisão. A empresa também alertou que a IA está acelerando o próprio desenvolvimento, o que pode gerar um ciclo de autoaperfeiçoamento crescente. Embora considere esse cenário incerto, afirmou que as evidências indicam uma redução gradual da participação humana no processo de desenvolvimento da tecnologia.

 

DIRETOR DA POLÍCIA FEDERAL CONSIDEROU "EQUÍVOCO" DE TRUMP


O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou como um “equívoco” a decisão dos Estados Unidos de incluir as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Em entrevista à TV Globo ontem, 5, ele argumentou que grupos terroristas têm motivações ideológicas ou religiosas, enquanto facções criminosas buscam lucro. Segundo Rodrigues, a classificação pode prejudicar a definição de estratégias adequadas de combate, já que terrorismo e crime organizado exigem abordagens diferentes. Apesar da divergência, ele afirmou que a medida não altera a atuação da Polícia Federal nem as políticas brasileiras de enfrentamento ao crime. O diretor ressaltou que o Brasil continuará priorizando a integração entre órgãos de segurança, a descapitalização das facções e a prisão de lideranças criminosas. Para ele, a decisão americana não interfere na soberania brasileira nem nas ações de segurança pública do país.

Rodrigues destacou, porém, que a medida pode abrir espaço para ampliar a cooperação internacional, especialmente no compartilhamento de informações, na captura de foragidos e no bloqueio do tráfico de armas para o Brasil. A PF informou que não foi comunicada oficialmente pelos EUA sobre a classificação das facções e soube da decisão pela imprensa. Segundo o diretor, ainda é cedo para avaliar eventuais impactos na cooperação entre os dois países. O tema ocorre em meio a recentes atritos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos envolvendo a prisão e posterior liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem em território americano. Mesmo assim, o governo brasileiro mantém a defesa do diálogo e da cooperação internacional no combate ao crime organizado, respeitando a soberania nacional. 

SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO

Laura Greenhalgh

Jornalista, atuou nas revistas Veja e Época, foi editora-executiva de O Estado de S. Paulo e é sócia-fundadora da Palavra Escrita Editorial

SALVAR ARTIGOS

Laura Greenhalgh
Descrição de chapéuGOVERNO TRUMP  ESTADOS UNIDOS

Trump transforma Casa Branca em palco de culto à própria personalidade

  • Presidente anseia remodelar símbolos de poder; ele segue com obras do novo salão de festas e anunciou Arco do Triunfo
  • Escalada do ego promete nas próximas semanas; aguarda-se farta quinquilharia exaltando a figura presidencial

 


Em meio à perspectiva de novas tarifas sobre produtos brasileiros e de mais uma ofensiva contra o Pix, esta coluna pede licença para desviar do imbróglio comercial Brasil-Estados Unidos, preferindo analisar os últimos rompantes do presidente americano. Porque merecem registro.

Dias atrás, ele vociferava contra um juiz federal —"escolhido por Barack Hussein Obama!", salientou— por ousar suspender o projeto de reforma do Kennedy Center e ordenar a remoção do nome "Donald J. Trump" da fachada da instituição. Em 1964, meses após o atentado fatal em Dallas, autorizou-se por lei a troca de nome do National Cultural Center para Kennedy Center, em memória do presidente assassinado.

Homem de cabelos loiros sentado em cadeira de couro escura em mesa de madeira, cercado por seis homens em trajes formais. No primeiro plano, busto escuro e modelo de avião em miniatura sobre a mesa. Ao fundo, cortinas claras e retrato de homem sorridente na parede.
Donald Trump durante anúncio no Salão Oval da Casa Branca -  Brendan Smialowski - 4.jun.26/AFP

Trump não está nem aí com isso. Desancou o juiz, quer brigar pela reforma no Congresso e, aos seguidores, queixou-se que "democratas da esquerda radical querem atingir o seu presidente favorito, EU".

Subiu o tom quando músicos escalados para os concertos dos 250 anos da independência americana começaram a cancelar participação —caso de Morris Day, vocalista da banda The Time, da cantora country Martina McBride e do rapper Young MC, entre outros. Trump chamou-os de artistas de terceira categoria e avisou que ele será a atração número um. Garante arrastar multidões maiores do que Elvis Presleyem seus melhores dias.

A escalada do ego promete nas próximas semanas. Aguardam-se nota, moeda, selo e farta quinquilharia exaltando a figura presidencial. O site da Casa Branca tornou-se 100% autorreferente: fora a contagem regressiva para o aniversário da independência, exibida na homepage, o que se posta são fotos, atos e proezas de Trump.

Este governante imperial anseia remodelar os símbolos de poder e, para tanto, não basta folhear a ouro o setor de onde despacha. Ele segue com as obras do novo salão de festas da Casa Branca, anuncia a construção de um Arco do Triunfo, nos moldes do de Paris, e pode vir a erguer uma biblioteca para chamar de sua com o "allure" do finado World Trade Center.

Crescem evidências de que, além de tratar a renovação de espaços públicos com a mesma lógica do mercado imobiliário, de onde veio, Trump mistura verbas públicas para financiar seus delírios napoleônicos a recursos de doadores privados, cujos interesses devem justificar o valor do cheque.

No livro "A Personalidade Autoritária", escrito com pesquisadores em 1950, portanto, na era stalinista, o filósofo Theodor W. Adorno (1903-1969) ensinou que as convicções políticas, econômicas e sociais de um indivíduo frequentemente moldam um padrão coerente. Só que esse padrão se torna um problema quando o indivíduo em questão é "potencialmente fascista" —as aspas são do autor.

O culto à personalidade que se vê hoje com Trump sem dúvida entrará nos anais do autoritarismo no mundo. E, como em outros casos, deve ser estudado como estratégia de propaganda e psicologia de massas, passando por eventuais desvios patológicos.

No dia 4 de julho, data oficial da independência dos EUA, o anfitrião da Casa Branca comandará o show em Washington, enquanto dois jogos da Copa do Mundo rolarão nos gramados americanos –um na Filadélfia, outro em Houston.

Concorrência desleal? De modo algum. Trump conta com a audiência ampliada do futebol para coroar a si mesmo. Gianni Infantino, presidente da Fifa, que lhe conferiu um Prêmio da Paz, à falta do Nobel, não vai deixá-lo passar vontade.

TRUMP PERDE MAIS UMA NA JUSTIÇA SOBRE PROCESSOS MIGRATÓRIOS


Um juiz federal de Rhode Island derrubou ontem, 5, políticas do governo Donald Trump que impediam imigrantes de 39 países de receber decisões sobre pedidos de asilo, autorização de trabalho, green card e cidadania. A decisão foi tomada pelo juiz John McConnell, que considerou as medidas ilegais e discriminatórias.  As restrições foram adotadas após um ataque cometido por um cidadão afegão contra dois integrantes da Guarda Nacional em Washington, em novembro de 2025. Em resposta, o governo suspendeu a análise de processos migratórios de cidadãos de diversos países da África, Ásia, América Latina e Oriente Médio.  Segundo McConnell, os imigrantes seguiram todas as exigências legais, mas ficaram presos por meses em um “limbo jurídico indeterminado”, sem resposta para seus pedidos. O magistrado afirmou que as suspensões ocorreram apenas em razão do país de origem dos solicitantes. 

A decisão cita declarações da então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que defendia uma proibição ampla de viagens e imigração para países considerados problemáticos pelo governo.  O juiz também acusou o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) de usar argumentos de segurança nacional como pretexto para políticas marcadas por sentimento anti-imigração. Segundo ele, a agência violou leis de imigração e normas administrativas ao adotar medidas sem respaldo legal.  A sentença representa uma vitória para organizações de defesa dos imigrantes e sindicatos que acionaram a Justiça em março. Com a decisão, o governo deverá retomar a análise dos processos migratórios afetados pelas restrições. 

 

INVESTIMENTOS DOS ESTADOS UNIDOS NO BRASIL CAI 29 EM 2025


O fluxo de investimentos dos Estados Unidos em empresas brasileiras caiu 29% em 2025, primeiro ano de vigência das tarifas de 50% impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil. Segundo o Banco Central, os aportes americanos somaram US$ 8,4 bilhões, contra US$ 11,9 bilhões em 2024. Enquanto os investimentos totais estrangeiros no Brasil cresceram 7,4%, a participação dos EUA recuou de 29% para 19%, o menor nível desde 2018. Economistas atribuem a queda ao tarifaço e à política “America First”, que incentivou empresas a concentrar recursos em território americano. O recuo ocorreu principalmente no setor de serviços, cujos investimentos despencaram 51,2%, para US$ 5 bilhões, menor valor desde 2020. As maiores perdas foram registradas em serviços financeiros e comércio. Em contraste, os investimentos em agropecuária, mineração e indústria avançaram fortemente, impulsionados pelos setores de minerais metálicos, química e farmacêutica. Os aportes cresceram 130,3% na agropecuária e indústria extrativa e 152,3% na indústria.

Especialistas afirmam que o setor de serviços reage mais rapidamente às incertezas econômicas e comerciais. As exportações brasileiras para os EUA também sofreram impacto, com queda de 16,6% no segundo semestre de 2025 e de 16% nos cinco primeiros meses de 2026. Outro fator apontado é a lei americana One Big Beautiful Bill, que ampliou incentivos fiscais para investimentos realizados nos EUA. Apesar disso, áreas estratégicas, como minerais críticos, continuam atraindo capital americano. Economistas avaliam que os próximos anos mostrarão com mais clareza os efeitos da política econômica de Trump sobre os investimentos no Brasil. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 6/6/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Lula sanciona renovação automática da CNH para bons motoristas

Nova legislação altera o Código de Trânsito Brasileiro, mantém exames obrigatórios e já beneficiou cerca de 2 milhões de condutores com renovação simplificada da habilitação

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Caso Henry: MP recorre do perdão judicial à Monique, alegando que juíza reformulou pergunta ao júri; entenda

O promotor defende a tese de que o júri votou favoravelmente ao entendimento de que a omissão se referia ao homicídio doloso, e não ao culposo, o que mudou o resultado

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Estagnação econômica ameaça empregos mais que IA, diz historiador

Aaron Benanav também afirma que tecnologia permite 'desqualificação digital' dos trabalhadores Autor defende que semana de quatro dias pode elevar produtividade e salários

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Mulher é resgatada com vida após passar 

cinco dias dentro de cisterna na Bahia

A mulher foi identificada como Eva Ribeiro e ainda não há informações sobre ela foi parar dentro da cisterna.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Governo prorroga prazo de inscrição do Enem 2026

Prazo se encerrava nesta sexta-feira, provas serão aplicadas em todo o País em 8 e 15 de novembro

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT  

Troca de ataques entre Irão e EUA agrava tensão: Teerão lança mísseis contra bases americanas no Golfo

Sobre a demora em chegar a um entendimento, Trump disse à NBC: “Há coisas que eles [Irão] nunca pensaram que teriam que fazer, mas que terão que fazer. Eles não têm escolha, e isso leva um tempo”.

Salvador, 6 de junho de 2026