Desde o último sábado (3), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou a ser alvo de forte pressão política e jurídica após celebrar a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela e sugerir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse sequestrado por forças estrangeiras, a exemplo do que ocorreu com Nicolás Maduro. As declarações geraram pedidos de investigação, cassação e prisão do parlamentar. Até o momento, Nikolas é alvo de ao menos cinco representações encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF). Nas redes sociais, o deputado comemorou a ação considerada ilegal e compartilhou uma montagem em que Lula aparece sendo preso por militares norte-americanos, acompanhada da expressão “Ó Deus”. Uma das representações foi protocolada pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) e pelo ex-presidente do PSOL Juliano Medeiros, que acusam Nikolas de atentar contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito, crimes previstos no Código Penal, com penas de até 12 anos de prisão.
Segundo o documento, o parlamentar teria incentivado ingerência estrangeira contra o Brasil, o que também caracterizaria quebra de decoro parlamentar, podendo resultar na cassação do mandato. Em outra frente, o deputado Reimont (PT-RJ) solicitou ao MPF a prisão em flagrante de Nikolas e o bloqueio de suas redes sociais. Já os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) acionaram a Polícia Federal, incluindo também Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, acusados de estimular intervenção militar estrangeira e ameaçar a soberania nacional.


TRUMP AMEAÇA AMÉRICA LATINA
IDADE PARA SER JUIZ
A população da Groenlândia é soberana para decidir seu futuro político, e o território ártico, integrante da Otan, deve ter sua integridade respeitada segundo a Carta da ONU. A posição consta de comunicado conjunto de líderes da União Europeia, divulgado hoje, 6, em reação a novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a ilha autônoma do Reino da Dinamarca. Segundo França, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia, Reino Unido e Dinamarca, “a Groenlândia pertence a seu povo” e apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o território. O texto reforça que a Otan considera o Ártico uma prioridade e que aliados europeus ampliam sua presença na região. Trump afirmou no domingo (4) que os EUA “precisam da Groenlândia” por razões de segurança nacional. Desde que voltou ao poder, ele defende a tomada do território, o que gerou tensões com aliados europeus. O tema havia perdido força, mas voltou após a nomeação de um enviado político para a ilha e após uma ação militar americana em Caracas.
VÍCIO EM LAVADORA DE ROUPAS
TRUMP AMEAÇA COLÔMBIA