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quarta-feira, 11 de março de 2026

RADAR JUDICIAL

Policiais presos por MP usavam informantes para armar flagrantes e cobrar  propina de bandidosPOLICIAIS MILITARES PRESOS

Pelo terceiro dia consecutivo, a Polícia Federal cumpre mandados de prisão determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em investigação sobre suspeita de ligação de autoridades com o crime organizado no Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (11), são executados sete mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões contra policiais militares suspeitos de cooptação por facções criminosas e milícias. As ações ocorrem nas cidades do Rio de Janeiro (Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz), Nova Iguaçu e Nilópolis. Nas fases anteriores da operação, realizadas na segunda (9) e terça-feira (10), foram presos um delegado da Polícia Federal, um ex-secretário de Estado e policiais civis. Entre eles está o delegado federal Fabrizio Romano, investigado em apuração envolvendo o ex-deputado TH Joias, apontado como ligado ao Comando Vermelho. A defesa nega irregularidades. Também foram presos o delegado da Polícia Civil Marcus Henrique de Oliveira Alves e os policiais Franklin José de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus. Moraes determinou o afastamento dos investigados das funções públicas e a quebra de sigilo de dados de equipamentos eletrônicos apreendidos. Segundo a PF, os policiais usavam a posição na corporação para favorecer o crime organizado. A investigação aponta atuação para facilitar logística do tráfico e de milícias, proteger criminosos e ocultar ganhos ilícitos. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

IRÃ ESTÁ FORA DA COPA DO MUNDO? FELIPE KIELING TRAZ TODAS AS INFORMAÇÕESIRÃ FORA DA COPA

O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou hoje, 11, que a seleção iraniana não participará da Copa do Mundo da FIFA “sob nenhuma circunstância”. A declaração foi feita à TV estatal e divulgada pela agência Reuters. Segundo o ministro, a decisão está ligada às tensões com os Estados Unidos, um dos países-sede do torneio, ao lado de México e Canadá. Donyamali acusou os EUA de assassinar o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em um ataque conjunto com Israel no dia 28 de fevereiro, fato que desencadeou uma guerra que já dura 11 dias. De acordo com ele, não há condições de segurança para a delegação iraniana viajar. “Nossas crianças não estão seguras”, afirmou. A Copa do Mundo será disputada entre 11 de junho e 19 de julho. O Irã estava no Grupo G, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e jogaria todas as partidas nos Estados Unidos. O país também foi o único ausente em uma reunião de planejamento da FIFA realizada em Atlanta na semana passada. Apesar disso, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse ter conversado com o presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que a seleção iraniana seria bem-vinda no torneio. Infantino destacou que a Copa do Mundo deve servir para unir as pessoas mesmo em momentos de crise. O Irã havia garantido vaga após liderar seu grupo nas eliminatórias asiáticas.

DINHEIRO ESQUECIDO EM BANCO | O Banco Central informou que existem R$ 10,27  bilhões de dinheiro esquecido por brasileiros em instituições financeiras.  O número significa 49 milhões de pessoas e 5 milhõesR$ 10 BILHÕES ESQUECIDO

Ainda há R$ 10,5 bilhões em dinheiro esquecido no sistema financeiro brasileiro, segundo dados do Banco Central divulgados ontem, 10, pelo Sistema de Valores a Receber (SVR)Do total, R$ 8,1 bilhões pertencem a 49,5 milhões de pessoas físicas e R$ 2,4 bilhões a cerca de 5 milhões de empresas. Apenas em janeiro, R$ 403,3 milhões foram resgatados. A consulta é gratuita e deve ser feita no site oficial do SVR, informando CPF ou CNPJ. Caso haja valores, o acesso exige conta Gov.br nível prata ou ouroA maioria dos beneficiários tem pequenas quantias: cerca de 40,7 milhões possuem até R$ 10, e 14,5 milhões entre R$ 10 e R$ 100. Desde o início do programa, R$ 13,8 bilhões já foram devolvidosA maior parte do dinheiro está em bancos (R$ 6,3 bilhões), seguida por consórcios (R$ 2,6 bilhões), cooperativas de crédito, instituições de pagamento, financeiras e corretorasQuem usa chave Pix com CPF pode ativar resgate automático, com depósito direto na conta. Já empresas e contas conjuntas ainda precisam solicitar manualmente.

"DISCURSO DE ÓDIO RACISTA" DE TRUMP

O “discurso de ódio racista” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outros líderes políticos tem alimentado graves violações de direitos humanos, afirmou um órgão da ONU nesta quarta-feira (11). O Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial (Cerd) demonstrou preocupação com o aumento desse tipo de discurso no país, marcado por linguagem depreciativa e estereótipos contra imigrantes, refugiados e solicitantes de asilo. Segundo o comitê, esses grupos têm sido retratados por autoridades, especialmente pelo presidente, como criminosos ou um fardo para a sociedade. A prática, alerta o relatório, incentiva a intolerância e pode estimular discriminação racial e crimes de ódio. O Cerd também criticou o uso sistemático de perfis raciais por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) na repressão a migrantes. Pessoas de origem hispânica, africana ou asiática estariam sendo alvo de abordagens e detenções arbitrárias. Desde janeiro de 2025, quando Trump voltou ao poder, ao menos 675 mil pessoas foram deportadas. O relatório ainda menciona operações de batidas e detenções em massa em Minnesota realizadas por agentes federais. A ação gerou indignação após a morte de dois cidadãos americanos e a detenção de uma criança de cinco anos. A ONU pede investigações independentes sobre as violações e critica o aumento de detidos em centros de imigração. O número de presos nesses locais subiu de cerca de 40 mil no fim de 2024 para 73 mil no início de 2026.

BOLÍVIA QUER MAIS INTEGRAÇÃO COM BRASIL

Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel mataram o líder aiatolá Ali Khamenei, além de ferir o atual líder, Mojtaba Khamenei. Na sexta-feira, 6, Israel deflagrou novos ataques contra Teerã além de bombardear o Líbano. Por sua vez, o Irã, em retaliação, atingiu bases militares dos Estados Unidos, aeroportos e pontos turísticos nos Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Bahrein e Omã. 

Salvador, 11 de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


UCRÂNIA RECUPERA ÁREAS OCUPADAS PELA RÚSSIA

SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO

Escultura instalada em Washington retrata Trump e Epstein abraçados à la Titanic

  • Obra surge dias depois da divulgação de arquivos sobre adolescente que teria sido estuprada por Trump
  • Bandeiras ao lado do monumento exibem a mesma imagem do presidente ao lado do abusador condenado
  • SALVAR ARTIGOS

  • 10
WASHINGTON

Bandeiras azuis foram estiradas em frente ao Capitólio com a imagem do presidente Donald Trump ao lado do financista condenado por abuso sexual Jeffrey Epstein. A frase "Make America Safe Again" ("Faça a América Segura Novamente", um dos slogans de Trump) estampa as peças.

No centro da instalação, destaca-se a proa de um navio com dois bonecos que caricaturam Trump e Epstein na icônica cena do filme "Titanic", em que Jack e Rose se abraçam na ponta da embarcação. A obra é assinada pelo coletivo de anônimos "The Secret Handshake".

Estátua dourada de duas figuras humanas com braços estendidos, sobre base preta, em primeiro plano. Ao fundo, o edifício do Capitólio dos Estados Unidos sob céu azul claro. Pessoas e veículos aparecem na área entre a estátua e o Capitólio.
Monumento que simula Trump abraçando Epstein simulando a famosa cena de Titanic foi instalado em frente ao Capitólio, em Washington -  Isabella Menon/Folhapress

O monumento, intitulado "The King of The World" (o rei do mundo), surgiu nas ruas de Washington nesta terça-feira (10), dias após o Departamento de Justiça divulgar documentos do FBI com o relato de uma mulher que acusa o presidente dos Estados Unidos de tê-la estuprado na década de 1980. A Casa Branca nega as acusações.

Nesta terça, em meio à tarde de sol quando a reportagem esteve no local, pessoas que passavam por ali tirava fotos e riam da escultura —capital dos EUA, Washington é uma região predominantemente democrata, onde a candidata Kamala Harris venceu Trump por 92% dos votos.

As páginas em questão haviam sido retidas do extenso acervo de documentos relacionados a Epstein sob o argumento, depois reconhecido como equivocado pelas próprias autoridades, de que se tratavam de duplicatas.

Bandeira preta com fotos em azul de Mike Pence e outra pessoa, com selo oficial e texto "MAKE AMERICA SAFE AGAIN". Pessoas e árvores ao fundo em área externa sob céu azul.
Em bandeiras espalhadas ao longo do National Mall, imagens de Trump e Epstein aparecem reiteradamente -  Isabella Menon/Folhapress

A instalação também ironiza as omissões feitas pelo Departamento de Justiça ao tornar público o material. Nas bandeiras, lê-se "Departamento dos [seguido de uma tarja branca]" — referência direta às supressões nos arquivos divulgados. A pasta foi alvo de críticas tanto pela demora na liberação dos documentos quanto pela falta de transparência: parte do conteúdo foi publicada com trechos extensamente censurados.

Em uma placa ao lado da proa, a descrição da obra —em mais uma camada irônica— afirma que o monumento busca homenagear "o vínculo entre Jeffrey Epstein e Donald Trump, uma amizade aparentemente construída em torno de viagens luxuosas, festas extravagantes e esboços secretos de nus".

A menção aos esboços faz referência a um dos documentos liberados, no qual Trump teria enviado a Epstein uma carta com tom sugestivo acompanhada do desenho de uma mulher nua. O presidente negou qualquer relação com o documento após sua divulgação.

Esta não é a primeira vez que obras do grupo "The Secret Handshake" são exibidas pelas ruas de Washington em tom crítico a relação a Epstein. Na semana passada, segundo o jornal Washington Post, outra obrada denominada "Jeffrey Epstein Walk of Shame" foi instalada também na Farragut Square, também na capital americana.

A obra emulava a calçada da fama com nomes de políticos, bilionários e outras pessoas ligadas ao abusador, morto na prisão em 2019. Além desta, em setembro do ano passado, também em frente ao Capitólio, uma outra escultura mostrava Epstein e Trump de mãos dadas com a legenda: "Best Friends Forever" (melhores amigos para sempre).