Pesquisar este blog

sábado, 21 de março de 2026

RADAR JUDICIAL


LULA VAI REESTATIZAR REFINARIA LANDULFO ALVES 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em Betim (MG), que pretende reestatizar a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, privatizada em 2021 no governo Jair BolsonaroSegundo Lula, a Petrobras voltou a ser altamente rentável e deve recomprar a refinaria. O anúncio ocorreu durante evento na Refinaria Gabriel Passos (Regap), onde o presidente também criticou privatizações. Ele questionou o argumento de que estatais não dão lucro, afirmando que, se fosse verdade, não haveria interesse do setor privado. Lula também criticou a venda da BR Distribuidora, atual Vibra Energia, por reduzir o poder de regulação da Petrobras. O presidente mencionou ainda a venda da Liquigás e disse que faltou mobilização popular contra a medida. As declarações ocorrem em meio à alta dos combustíveis, influenciada por tensões internacionais envolvendo o Irã. Diante disso, o governo zerou PIS/Cofins do diesel e pediu aos estados a redução do ICMS. Há também risco de greve de caminhoneiros por causa dos preços. Lula afirmou que não é contra greves, destacando que fazem parte da democracia. Ele, porém, criticou movimentos que, segundo ele, ocorrem logo após eleições. O governo busca conter a crise e reforçar o papel estatal no setor de energia.


JUIZ REFORMOU DECISÃO DE TRUMP

Um juiz federal derrubou ontem, 20 a política do Pentágono que restringia o acesso da imprensa ao Departamento de Defesa dos EUA, adotada no governo Donald Trump. A medida permitia classificar jornalistas como riscos de segurança ao buscar informações não autorizadas. O jornal The New York Times processou o governo, alegando exclusão de repórteres por coberturas críticas, violando a liberdade de expressão. O governo sustentou que as restrições eram necessárias à segurança nacional. O juiz Paul Friedman afirmou que, embora a proteção militar seja importante, o acesso público à informação é essencial. Ele destacou a relevância da transparência em meio a ações externas, como intervenções militares recentes. O Pentágono não comentou a decisão e pode recorrer. O New York Times afirmou que a decisão reforça direitos constitucionais da imprensa. A política previa cassar credenciais de jornalistas que incentivassem vazamentos, inclusive de dados não confidenciais. A maioria dos veículos recusou aderir às regras e perdeu acesso. O Pentágono criou um novo grupo com veículos alinhados ao governo. Críticos consideraram a política um ataque à liberdade de imprensa.


CAI BUSCA DE EMPREGOS FORMAIS NA ARGENTINA 

A economia argentina cresceu 4,4% em 2025, segundo o Indec. O avanço foi puxado pelo consumo privado (7,9%), exportações (7,6%) e investimentos (16,4%). Já o consumo público teve alta discreta de 0,2%. Apesar do resultado anual, houve desaceleração ao longo do ano. No quarto trimestre, o crescimento foi de 2,1% na comparação anual. O desempenho contrasta com o aumento do desemprego, que chegou a 7,5% em dezembro. A informalidade atingiu 43%, com 5,8 milhões de trabalhadores. Houve queda de empregos formais no setor privado, com 194 mil vagas a menos. O crescimento concentrou-se em setores que empregam menos, como finanças e mineração. Indústria, comércio e serviços registraram retração no fim do ano. Indicadores apontam estagnação e leve queda da atividade no início de 2026. Analistas preveem crescimento abaixo de 3%, com desafios na renda, crédito e demanda interna.

EXECUÇÃO FISCAL NÃO SERÁ EXTINTA AUTOMATICAMENTE 

Execução fiscal de baixo valor com movimentação útil recente não pode ser extinta automaticamente. Com esse entendimento, a 14ª Câmara de Direito Público do TJ-SP anulou sentença que extinguiu processo por falta de interesse de agir. O município de Taboão da Serra recorreu, alegando erro na aplicação do Tema 1.184 do STF e da Resolução 547/2024 do CNJ. Sustentou que houve atos relevantes no processo, como citação, penhora e tentativa de parcelamento. Também apontou desconsideração das peculiaridades do caso e violação ao contraditório e à ampla defesa. O relator, desembargador Rezende Silveira, deu razão ao município e determinou o prosseguimento da execução. Ele destacou que a Resolução 547/2024 fixa critérios para caracterizar a falta de interesse de agir. Segundo o CNJ, isso ocorre quando não há citação, bens localizados por mais de um ano ou pedido de suspensão. No caso, houve citação, penhora parcial e acordo de parcelamento, afastando a inércia processual. Assim, a extinção foi considerada prematura, já que não houve paralisação prolongada. A decisão reforça que o baixo valor não é critério absoluto para encerrar execuções fiscais. O entendimento valoriza a análise do caso concreto e a recuperação do crédito público.

ANULADO PROCESSO POR ENDEREÇO INCORRETO

Empregar meios astuciosos para dificultar a atuação da parte contrária, frustrando provas e o contraditório, configura dolo processual e má-fé. Com esse entendimento, o TRT da 18ª Região anulou condenação contra um empregador doméstico por falta de citação válida. A trabalhadora indicou endereço incorreto na ação, impedindo o réu de tomar ciência do processo. Ela buscava indenização por estabilidade gestacional, alegando demissão durante a gravidez. O empregador só soube da ação na fase de execução, quando já havia bloqueio de valores. O Tribunal reconheceu que ele não foi regularmente citado e que houve conduta dolosa da autora. Assim, anulou os atos processuais posteriores e determinou nova citação do empregador. 

Salvador, 21 de março de 2025.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.





TRUMP CEDE E SUSPENDE SANÇÕES AO PETRÓLEO IRANIANO


EMPRESA DA FAMÍLIA TOFFOLI VENDEU A UM FUNDO SOB SUSPEITA


Os questionamentos sobre possíveis conexões entre o ministro do STF Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro cresceram desde janeiro, quando a relação foi revelada, e são alvo de investigação da Polícia Federal. 
Toffoli não é investigado formalmente, o que dependeria de autorização do Supremo, mas a PF apura suspeitas de crimes financeiros envolvendo fundos ligados ao resort Tayayá, no Paraná. Um relatório de 200 páginas foi entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, em fevereiro. Apesar de não autorizar investigação contra Toffoli, Fachin determinou sua saída da relatoria do caso, agora sob responsabilidade de André MendonçaA PF reuniu diálogos entre Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel que indicariam repasses de até R$ 35 milhões relacionados ao Tayayá. A conexão surgiu após reportagem apontar que empresa da família de Toffoli vendeu participação no resort a um fundo ligado ao Banco Master. Na época, decisões do ministro causaram estranhamento, como a convocação de uma acareação envolvendo autoridades do Banco Central do Brasil, depois substituída por depoimentos individuais realizados enquanto ele estava no resort. 

A sociedade no Tayayá começou em 2021, quando a empresa familiar Maridt vendeu parte do negócio ao fundo Arleen, ligado a uma rede de investimentos sob suspeita. Posteriormente, a participação foi vendida ao empresário Paulo Humberto Barbosa, após mudanças no controle do fundo. Mensagens de 2024 mostram cobranças de Vorcaro sobre aportes no Tayayá, com valores que somariam cerca de R$ 35 milhões. Em nota, Toffoli negou qualquer relação de amizade com Vorcaro e afirmou nunca ter recebido valores dele ou de Zettel. O ministro declarou que a empresa familiar é regular, com informações prestadas à Receita Federal, e que todas as transações ocorreram dentro da legalidade e a preços de mercado. A defesa de Vorcaro não se manifestou.

 

GROENLÂNIDA ESTÁ PREPARADA PARA REPELIR TRUMP


Soldados dinamarqueses enviados à Groenlândia em janeiro estavam preparados para explodir pistas de aeroportos estratégicos diante do temor de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pudesse invadir a ilha ártica, informou a emissora pública DR. 
Citando fontes do governo e das Forças Armadas, além de aliados europeus, a reportagem afirma que também foram levados estoques de sangue para tratar feridos em caso de combate. O jornal Financial Times informou que funcionários europeus confirmaram as informações, enquanto o Ministério da Defesa da Dinamarca disse que não comentaria o caso, mas um oficial dinamarquês, sob anonimato, afirmou que apenas um número restrito de pessoas tinha conhecimento da operação por razões de segurança. EUA e Dinamarca, membros da OTAN, vivem tensão crescente em torno da Groenlândia, território semiautônomo dinamarquês. Trump tem reiterado a intenção de anexar a ilha durante seu segundo mandato, iniciado em 2025, proposta rejeitada tanto pela Dinamarca quanto pelo governo local. Segundo a DR, a Dinamarca buscou apoio político de países como França e Alemanha e ampliou exercícios militares conjuntos na região. A situação se agravou após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos EUA em Caracas. Após o episódio, Trump afirmou que voltaria sua atenção à Groenlândia, destacando sua importância estratégica para a segurança nacional.

Um contingente militar com tropas da Dinamarca, França, Alemanha, Noruega e Suécia foi enviado a Nuuk e Kangerlussuaq. O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que haveria reforço com meios terrestres, aéreos e navais. O envio ocorreu sob o pretexto de exercícios militares, mas visava preparar resposta a uma possível invasão dos EUA. Segundo a reportagem, tropas estavam prontas para destruir pistas de pouso para dificultar operações americanas. Fontes da Defesa indicaram que a estratégia buscava aumentar o custo de uma eventual ação militar dos EUA. Apesar disso, autoridades reconhecem que seria difícil repelir um ataque americano. Em janeiro, Trump declarou que não pretendia usar a força, mas manteve o interesse na Groenlândia. Ele passou a defender negociações para reduzir tensões com a Dinamarca. Segundo o The New York Times, discute-se a cessão de áreas para bases militares dos EUA. Trump justificou o interesse citando ameaças de Rússia e China na região, sem apresentar provas. A Dinamarca afirma que atualmente não há tal ameaça no entorno da ilha. Aliados da OTAN sinalizaram aumento da presença militar no Ártico para tranquilizar os EUA. O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, defende maior cooperação na segurança regional. Especialistas apontam que o episódio reforça a importância estratégica crescente do Ártico. O tema evidencia disputas geopolíticas entre potências globais na região. As movimentações também revelam tensões inéditas entre aliados históricos. O futuro da Groenlândia segue incerto em meio às negociações internacionais. 

ELON MUSK ENGANOU ACIONISTAS, DIZ JÚRI FEDERAL


Um júri federal dos Estados Unidos decidiu, ontem, 20, que Elon Musk enganou acionistas do Twitter ao criticar a plataforma pouco antes de concluir sua compra por US$ 44 bilhões. A decisão foi obtida pela AFP. 
Apesar disso, os jurados rejeitaram a acusação de fraude deliberada para derrubar o preço das ações. Após o veredito, advogados de Musk afirmaram que ele pretende recorrer, classificando o resultado como um “revés”. O julgamento ocorreu em um tribunal federal de São Francisco, na Califórnia, ao longo de três semanas. Os jurados concluíram que dois tuítes publicados por Musk, em maio de 2022, continham informações falsas que impactaram negativamente o valor do Twitter no mercado. As indenizações ainda serão definidas, mas podem alcançar bilhões de dólares, segundo advogados dos autores da ação. O caso é considerado uma rara derrota judicial para Musk, conhecido como “Teflon Elon” por frequentemente sair ileso de processos. No mesmo dia, ele foi absolvido em outro caso, no Texas, envolvendo difamação. 

O processo girou em torno das declarações de Musk sobre a quantidade de contas falsas no Twitter. Ele alegava que a plataforma tinha mais robôs do que os 5% informados oficialmente, argumento usado para tentar desistir da compra. Após essas declarações, as ações da empresa caíram 17% em dois dias, levando investidores a vender seus papéis. Os autores da ação afirmaram que Musk buscava pressionar a empresa a reduzir o valor do acordo. Quando tentou abandonar a compra, o Twitter acionou a Justiça em Delaware para obrigá-lo a cumprir o contrato. Pouco antes do julgamento, Musk voltou atrás e concluiu a aquisição pelo valor original, rebatizando a rede como X. Com isso, alguns acionistas venderam suas ações com descontos superiores a 30% em relação ao preço final pago. 

GILMAR MANTÉM PRISÃO DE VORCARO MAS CENSURA MINISTRO


O ministro
 Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, votou pela manutenção da prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel VorcaroA decisão tornou-se unânime na Segunda Turma. Apesar de acompanhar o resultado, Gilmar fez críticas à Polícia Federal e ao relator André MendonçaO voto de Gilmar tem 42 páginas. Ele reconheceu elementos concretos para manter a prisão e destacou o risco de interferência nas investigações. No entanto, criticou a fundamentação usada por Mendonça, apontando uso de conceitos genéricos como “confiança social” e “pacificação social”. Disse que esses argumentos são frágeis e podem justificar qualquer prisão; alertou contra distorções no sistema penal. Segundo ele, flexibilizar prisões cautelares pode gerar viés “policialesco” o que seria incompatível com o Estado de Direito. Gilmar criticou ainda o uso da prisão para responder à opinião pública, assegurando que isso viola o caráter excepcional da medida. Ressaltou que a prisão não deve servir como resposta simbólica a crises sociais.

O ministro mencionou a Operação Lava-JatoComparou o caso atual com abusos ocorridos naquele período. Alertou contra decisões influenciadas por motivações políticas ou ideológicas e condenou vazamentos de dados do caso. Citou exposição de informações pessoais e íntimas sem interesse público e criticou a repercussão midiática e seus efeitos sobre terceiros. Gilmar defendeu atuação efetiva da Procuradoria-Geral da República, dizendo que o órgão deve se manifestar em prazo razoável. e sua participação é essencial no processo penal. Vorcaro foi preso em março, em São Paulo. A prisão ocorreu na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele firmou acordo de delação premiada. A decisão também manteve prisões de outros investigados. 

FILHO DE MINISTRO É CONTRATADO PELA CONSULT INTELIGÊNCIA TRIBUTÁRIA

Uma consultoria tributária de Teresina subcontratou o filho do ministro do STF Kassio Nunes MarquesA empresa Consult Inteligência Tributária recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master e R$ 11,3 milhões da JBS, segundo dados em relatório do CoafO documento aponta pagamentos ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do STF que recebeu R$ 281,6 mil em 11 transferências, valores pagos entre 2024 e 2025. Os R$ 18 milhões correspondem a toda a receita da consultoria. O Coaf apontou incompatibilidade com faturamento de R$ 25,5 mil. O órgão indicou possível “origem não formal” dos recursos. A empresa pode ter sido usada como conta de passagem e o Banco Master fez repasses em período de negociação com o BRB

A venda foi posteriormente barrada pelo Banco Central do Brasil e o empresário Daniel Vorcaro foi preso após liquidação do banco. O celular dele continha mensagens com Nunes Marques. O ministro não respondeu à reportagem. A Consult disse ter prestado serviços de auditoria tributária. Também afirmou atuar com desenvolvimento de sistemas. Kevin declarou que recebeu por serviços jurídicos mensais. A consultoria tem ligação com o Instituto de Pesquisa e Gestão Tributária. As empresas compartilham conexões administrativas. Houve pagamento a Victor Linhares de Paiva, vinculado a investigações anteriores. A JBS não comentou os repasses realizados. Há pagamentos a empresa ligada a aliado de Ciro NogueiraO senador negou conhecimento dos fatos e rejeitou qualquer envolvimento. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 21/03/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Em Betim, Lula diz que vai reestatizar refinaria privatizada por Bolsonaro

Presidente criticou privatizações do governo Bolsonaro e falou sobre ameaça de greve dos caminhoneiros

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Importações de diesel caem 60%, diz ANP. Entidades do setor alertam para risco de desabastecimento

Petrobras diz que está entregando o volume contratado pelas distribuidoras e que suas refinarias funcionam na capacidade máxima

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Consultoria ligada a filho de Nunes Marques recebeu R$ 6,6 mi do Master e R$ 11,3 mi da JBS

OUTRO LADO: Ex-banqueiro e ministro não se manifestam sobre o assunto; Kelvin Marques diz que valor recebido é referente a assessoria jurídica Consult afirma que foi paga por auditoria e implantação de sistemas; empresa dos irmãos Batista não se pronunciou

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA 

Desconfiança com o STF chega a 60% após caso Master, mostra AtlasIntel

As conclusões constam na pesquisa AtlasIntel divulgada mostra a confiança dos brasileiros nas instituições

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar para Bolsonaro

Ex-presidente se recupera de um quadro de pneumonia bacteriana

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

André Ventura diz que Brites Lameiras é a escolha do Chega para o Tribunal Constitucional

Líder partidário revelou no X o nome do desembargador, "homem de diálogo e bons valores", no que disse ser uma resposta a "notícias falsas, inventadas, e comentários absolutamente estúpidos".

sexta-feira, 20 de março de 2026

RADAR JUDICIAL


UBER: MAIS DE 2 MIL MOTORISTAS SÓ NO BRASIL

Se uma nova lei brasileira obrigasse a Uber a contratar motoristas, o CEO Dara Khosrowshahi prevê queda no negócio e aumento de até 60% nas tarifas. Mesmo assim, afirmou que a empresa continuará no Brasil. Ele veio ao país discutir o PL 152/2025, que regula o trabalho por aplicativos. A proposta inclui remuneração mínima, INSS e nova classificação das plataformas. Hoje, a Uber tem mais de 2 milhões de motoristas no Brasil. Mais de 85% dos brasileiros já usaram o app ao menos uma vez. O país é o maior mercado da empresa em número de corridas. Desde 2014, foram 17 bilhões de viagens e R$ 230 bilhões gerados aos motoristas. A Uber defende direitos como Previdência, mas quer ser reconhecida como plataforma tecnológica. Segundo Khosrowshahi, motoristas valorizam a flexibilidade do modelo atual. Ele afirma que a contratação formal reduziria oportunidades e encareceria o serviço. Ainda assim, diz estar otimista por uma solução equilibrada com o governo. 


LEI PROÍBE RETRATOS DE PRESIDENTES VIVOS

A Comissão Federal de Artes dos Estados Unidos aprovou uma moeda comemorativa dos 250 anos da independência com o rosto de Donald TrumpA proposta foi votada em 19 de março. A moeda será de ouro de 24 quilates. O anverso trará Trump com expressão séria e punhos cerrados. Também aparecem as palavras “liberdade” e “nós confiamos em Deus”. Na base, estarão os anos 1776 e 2026. O verso exibirá uma águia, símbolo nacional. Haverá ainda a frase em latim “pluribus unum”. O tesoureiro Brandon Beach afirmou que o design representa o espírito do país. Segundo o The New York Times, a aprovação foi unânime. A decisão gerou controvérsia por contrariar uma lei de 1866. Essa lei proíbe retratos de presidentes vivos em moedas oficiais.


J&F PAGOU MAIS DE R$ 25 MILHÕES A HOLDING DA FAMÍLIA DE TOFFOLI

O grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, pagou R$ 25,9 milhões à PHB Holding, empresa que comprou a participação da família do ministro Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná. Relatório do Coaf aponta uma única transferência entre fevereiro e outubro de 2025, sem data exata. Nesse período, a PHB adquiriu as cotas da família Toffoli no empreendimento.
A PHB pertence ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que já atuou para a J&F e os irmãos Batista. Ele também tem sociedade com pessoas ligadas à família Batista e à Friboi. Documentos indicam que a PHB pagou R$ 3,6 milhões pelas cotas da empresa Maridt, ligada a Toffoli. A venda envolveu participações em empresas que administram o resort. Toffoli afirmou que o negócio ocorreu dentro do valor de mercado. Barbosa disse que recebeu da J&F por serviços jurídicos, sem relação com a compra. A J&F declarou que não é sócia do resort e que o pagamento foi por honorários. O caso se conecta a investigações envolvendo o Banco Master e movimentações financeiras suspeitas. Toffoli nega irregularidades e afirma que seus rendimentos estão declarados.

TRUMP ENFRENTA OBSTÁCULOS COM A GUERRA 

Uma nova guerra no Oriente Médio avança com mais de 1.000 mortos e 1 milhão de desalojados após a incursão de Israel no Líbano contra o Hezbollah. O grupo reagiu após a morte do líder iraniano, intensificando ataques e elevando a tensão regional. Bombardeios israelenses também atingem o Irã, eliminando figuras-chave do regime. O conflito fortalece politicamente Netanyahu, com amplo apoio da população israelense. Já Trump enfrenta pressão para encerrar a guerra, diante de impactos econômicos e políticos. A volta das operações no Líbano gerou evacuações em massa e críticas internacionais. O país vive nova crise, com deslocamento de 20% da população e grandes perdas econômicas. Negociações são incertas, enquanto ameaças de destruição aumentam o pessimismo. A guerra eleva o preço do petróleo e afeta a economia global, complicando a situação dos EUA. Internamente, Trump enfrenta divisões, inclusive entre aliados, sobre o envolvimento no conflito. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, cresce o risco de escalada regional. Sem sinais de recuo de Israel, o impasse tende a prolongar um cenário já explosivo.

JÚRI CONDENA EX-MÉDICO A 46 ANOS

O Tribunal do Júri de Águas Claras condenou o ex-médico Lauro Estevão Vaz pela morte da mãe, Zely Alves Curvo, de 94 anos. Ela morreu em um incêndio no apartamento onde morava, no Residencial Monet, em maio de 2024. A pena fixada foi de 46 anos de prisão em regime inicial fechado. O júri concluiu que Lauro provocou o incêndio por interesse financeiro. Ele queria manter a curatela e acesso aos rendimentos da mãe. A condenação teve agravantes: uso de fogo, vítima ascendente e reincidência. Lauro já havia sido condenado por assédio sexual a pacientes. Além de homicídio, também foi condenado por fraude. Ele entrou no imóvel após o incêndio e retirou objetos antes da perícia. O laudo apontou que o fogo começou no quarto da vítima por ação humana. A idosa estava acamada após AVC e foi encontrada carbonizada.
Lauro negou o crime, mas admitiu tê-la deixado sozinha antes do incêndio.

Salvador, 20 de março de 2026. 

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

NETANYAHU CARREGOU TRUMP PARA GUERRA


O primeiro-ministro de Binyamin Netanyahu afirmou ontem, 19, que não enganou ninguém e que Donald Trump não precisou ser convencido a entrar em guerra com o Irã. 
Em entrevista coletiva, iniciou falando em hebraico e depois em inglês para a imprensa internacional. Disse “eu estou vivo, vocês são testemunhas”, reagindo a boatos sobre sua morte em ataque iraniano. Netanyahu foi questionado sobre os objetivos da guerra e críticas de que Israel teria arrastado os EUA ao conflito. O contexto inclui alta nos combustíveis devido ao bloqueio do estreito de Hormuz pelo Irã. Ele negou qualquer manipulação e afirmou que Trump já entendia a ameaça nuclear iraniana. Segundo o premiê, os EUA “não lutam por Israel, mas com Israel”. Apesar da aliança, há sinais de desalinhamento entre objetivos e operações dos dois países. Um exemplo foi o ataque ao campo de gás Pars Sul, ligado ao Irã e ao Qatar. Netanyahu disse que Israel agiu sozinho e respeitou pedido de Trump para não repetir a ação. Também há divergências sobre metas da guerra. O Pentágono quer enfraquecer a Marinha iraniana, mísseis balísticos e impedir armas nucleares. Já Netanyahu inclui a queda do regime iraniano como parte da estratégia.

Trump inicialmente mencionou apoiar rebeldes curdos, mas esse discurso desapareceu. Autoridades americanas afirmam agora que não se trata de mudança de regime. O foco dos EUA na Marinha iraniana contrasta com prioridades israelenses. Mesmo assim, Israel realizou ataques contra a frota iraniana no mar Cáspio. Foram atingidos navios com capacidade de mísseis, uma corveta e centros de comando. A Casa Branca prioriza o golfo Pérsico, diante do impacto econômico global. O bloqueio de Hormuz elevou preços e pressiona a inflação mundial. Netanyahu destacou planos de redesenhar a logística energética da região. Defendeu rotas alternativas para reduzir dependência de gargalos estratégicos. Citou oleodutos e gasodutos passando pela península Arábica até Israel. A ideia é levar recursos diretamente ao Mediterrâneo. Segundo ele, isso eliminaria pontos críticos como Hormuz e Bab el-Mandeb.