O QUE É BOM PARA EUA PODE NÃO SER BOM PARA BRASIL
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quarta-feira, 3 de junho de 2026
RADAR JUDICIAL
CUMANÁ SÍMBOLO DA CRISE ECONÔMICA E SOCIAL NA VENEZUELA
Escolas suspenderam aulas e empresas fecharam devido à falta de água. A população também enfrenta temor de represálias políticas por críticas ao governo local. Outro símbolo do declínio é a Universidade do Oriente, antes referência acadêmica na América Latina. Após anos de saques e abandono, a instituição está em ruínas e atende apenas uma pequena parcela dos estudantes de antigamente. Além disso, apagões frequentes afetam o comércio e a rotina dos moradores. Em lixões da cidade, idosos buscam alimentos e materiais recicláveis para sobreviver. Apesar da precariedade, murais governistas continuam espalhados por Cumaná, contrastando com a dura realidade vivida pela população. A cidade, uma das mais antigas da América do Sul, tornou-se símbolo da crise econômica e social que ainda atinge grande parte da Venezuela.
TRUMP INTITULA-SE JUÍZ DO MUNDO E TOME-LHE TARIFAS
A proposta ainda passará por consulta pública até 6 de julho e audiências a partir de 7 de julho, podendo sofrer alterações antes da implementação. Especialistas alertam para aumento da incerteza no comércio global, custos adicionais para empresas e possíveis impactos sobre inflação, crescimento econômico e cadeias de suprimentos. Entre as exceções estão carne bovina, café, bananas, suco de laranja, tomates, alguns combustíveis e produtos químicos. Metais já sujeitos a outras tarifas também ficaram de fora. O USTR afirma que os países investigados não aplicam de forma eficaz proibições à importação de produtos ligados ao trabalho forçado.
EX-GOVERNADOR É ACUSADO DE COMANDAR OPERAÇÃO DO BRB COM BANCO MASTER
Na tribuna da Câmara, Rollemberg mencionou reportagem do Correio Braziliense segundo a qual PHC teria informado às autoridades ter recebido mensagens cifradas orientando a aprovação de transações com o Banco Master. Para ele, as investigações precisam identificar os beneficiários dos recursos e recuperar valores eventualmente desviados. Em entrevista à revista Veja, Dario Durigan afirmou que audiências mediadas pelo ministro Luiz Fux, do STF, discutiram a possibilidade de a União ajudar a cobrir o rombo do BRB, hipótese considerada “inadmissível” pelo governo federal. O GDF busca um empréstimo de R$ 6,5 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar o capital do banco. Durigan declarou que a responsabilidade pelo problema é do governo local e classificou as transações como fraudulentas. Já o advogado de Ibaneis Rocha, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que as declarações do ministro são “irresponsáveis”.
EUA E ISRAEL NÃO SE ENTENDEM E MORTICÍNIO CONTINUA
Na segunda-feira, Trump anunciou ter recebido garantias de Netanyahu de que Beirute seria poupada de novos ataques, enquanto o Hezbollah teria prometido interromper disparos contra Israel. O presidente classificou o entendimento como um passo importante para a paz. Analistas destacam que EUA, Israel e Irã enfrentam pressões distintas. Trump busca uma solução rápida para evitar impactos econômicos e eleitorais, especialmente diante da alta dos combustíveis. Já o Irã, segundo especialistas, acredita estar em posição favorável e demonstra menos urgência para concluir um acordo. Para o professor Juliano Cortinhas, da UnB, a histórica aliança entre EUA e Israel limita a capacidade americana de atuar como mediadora imparcial no Oriente Médio. Ele avalia que essa relação tem enfraquecido a influência diplomática de Washington e dificultado a busca por estabilidade na região.
CUBA SOFRE COM A CRISE ENERGÉTICA
Haydee Gómez Suárez, de 63 anos, perdeu peso e sobrevive com apenas uma refeição diária. Ela depende da venda de sacos plásticos para padarias, mas a atividade para quando falta energia. Muitos moradores cozinham com restos de madeira e materiais recolhidos do lixo. O contraste com o passado é marcante. Inaugurado em 1983, o conjunto habitacional foi apresentado como exemplo do futuro socialista cubano. Hoje, apartamentos vazios, infiltrações e fuligem refletem o declínio econômico da ilha. Especialistas apontam que a crise resulta tanto das sanções americanas quanto de décadas de subinvestimento, ineficiência econômica e falta de manutenção da infraestrutura. Enquanto a população enfrenta escassez de eletricidade, gás e transporte, forças de segurança continuam recebendo combustível. Para muitos cubanos, discutir as causas da crise tornou-se secundário. O desafio diário é simplesmente sobreviver em meio à falta de recursos e à deterioração das condições de vida.
IA NO MERCADO DE LIVROS
A plataforma de autopublicação UIClap registrou crescimento de 250% no número de novos títulos mensais, passando de 2.000 para 7.000 obras em um ano. Também cresce o uso de IA na produção de ebooks, cursos e materiais digitais. Por outro lado, editoras relatam problemas de qualidade. Flávia Portela, da editora Lacre, afirma descartar cerca de 70% dos originais recebidos por apresentarem sinais evidentes de geração artificial, com enredos repetitivos e personagens superficiais. Ela também relata falhas em revisões e capas produzidas com auxílio de IA. Escritores demonstram preocupação com a banalização da atividade literária. Já especialistas defendem limites éticos, especialmente em áreas sensíveis como saúde e medicina, onde informações incorretas podem representar riscos reais. A tecnologia também tem sido usada para divulgação de obras. Os chamados “book trailers” ajudam autores a ampliar alcance nas redes sociais com baixo investimento. A escritora baiana Mima Cobaltini relatou aumento expressivo de leitores após adotar a estratégia. Em maio, a Câmara Brasileira do Livro lançou um manual de boas práticas que defende a IA como ferramenta de apoio, nunca como substituta da criação humana. A entidade também alerta para riscos relacionados a direitos autorais, falta de regulamentação e possível perda de referências culturais brasileiras em conteúdos produzidos por sistemas treinados com padrões estrangeiros.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 3/6/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Flávio Bolsonaro tenta se descolar de tarifaço dos EUA
Pré-candidato à Presidência diz ter enviado carta a Rubio pedindo que os Estados Unidos não imponham taxação ao Brasil
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
EUA sugerem tarifaço contra países por trabalho forçado e inclui Brasil em sobretaxa de 12,5%
Governo Trump propõe tarifas de 10% a 12,5% sobre importações da maioria de seus principais parceiros comerciais
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
'Traição ao Brasil' explode nas redes, com 78% contra Trump e Bolsonaros, mostra levantamento
Monitoramento da AtivaWeb DataLab mostra que houve "rejeição à percepção de conspiração e traição aos interesses nacionais" por parte dos filhos de Jair Bolsonaro Flávio Bolsonaro já fez carta aos EUA pedindo que não sejam impostar tarifas adicionais ao Brasil
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
ALBA aprova aumento no número de desembargadores do TJ-BA
A ASSEMBLEIA Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou ontem dois projetos encaminhados pelo Tribunal de Justiça da Bahia
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
EUA propõe nova tarifa de 12,5% a produtos do Brasil
Sobretaxa está relacionada à falha no combate ao trabalho forçado
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Secretário-geral da CGTP: "Está a ser uma grande greve geral"
terça-feira, 2 de junho de 2026
RADAR JUDICIAL
EUA INTERFEREM NOS ATOS DO GOVERNO
Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial que acusa o Brasil de adotar práticas que restringem ou oneram o comércio americano. Entre os pontos citados estão o PIX, a regulação das redes sociais, o desmatamento ilegal, a pirataria, falhas no combate à corrupção e barreiras ao etanol dos EUA. Com base na investigação, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A medida ainda não entrou em vigor e depende da conclusão formal do processo e de consultas públicas. O relatório afirma que o Banco Central favorece o PIX em relação a empresas americanas de pagamento. Também critica decisões judiciais brasileiras envolvendo plataformas digitais, acordos comerciais com México e Índia, além da aplicação insuficiente de leis ambientais e de propriedade intelectual. Os EUA alegam ainda falta de reciprocidade no mercado de etanol e apontam a anulação de processos da Lava Jato e a queda do Brasil em índices de percepção da corrupção. A investigação foi aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento usado pelos EUA para apurar práticas comerciais consideradas desleais. Apesar da proposta de tarifa, diversos produtos estratégicos ficaram fora da lista, como café, frutas, carnes, aeronaves, medicamentos, fertilizantes, terras raras e outros itens agrícolas e industriais. Antes de qualquer sanção definitiva, o governo americano realizará audiências e consultas públicas.
BRASIL APARECE COMO SEXTO COLOCADO NA COPA
A Opta Analyst divulgou projeção do seu “supercomputador” para a Copa do Mundo de 2026, a primeira com 48 seleções. O Brasil, maior campeão mundial com cinco títulos, aparece apenas na sexta posição entre os favoritos, com 6,6% de chance de conquistar o troféu. Segundo o estudo, a Seleção comandada por Carlo Ancelotti tem 38,2% de probabilidade de chegar às quartas de final, 22,1% às semifinais e 12,3% de disputar a decisão. A Espanha lidera o ranking de favoritismo, com 16,1% de chance de título, seguida por França (13%) e Inglaterra (11,2%). A Argentina surge em quarto lugar, com 10,4%, enquanto Portugal aparece em quinto, com 7%. Completam o Top 10: Alemanha (5,1%), Holanda (3,6%), Noruega (3,5%) e Bélgica (2,4%). Em comparação com a projeção de abril, o Brasil teve leve alta nas chances de título, passando de 6,23% para 6,6%. A Espanha também ampliou sua liderança entre as favoritas ao Mundial de 2026.
EUA E IRÃ SEM ACORDO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump devolveu ao Irã a proposta de acordo que vinha sendo negociada entre os dois países e exigiu mudanças em pontos considerados essenciais pela Casa Branca, informou a CNN. A decisão foi tomada após reunião com assessores e deve prolongar as negociações por pelo menos mais uma semana. O episódio mostra que o entendimento, descrito recentemente por Trump como praticamente concluído, ainda enfrenta entraves importantes. Segundo autoridades americanas, as alterações solicitadas envolvem principalmente os compromissos nucleares iranianos e garantias sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Os detalhes das mudanças não foram divulgados. Fontes do governo afirmam que Trump também demonstrou preocupação com possíveis benefícios econômicos oferecidos a Teerã, buscando evitar comparações com o acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama, frequentemente criticado por ele como favorável ao Irã.
CANDIDATA CONTINUARÁ EM CONCURSO DA PM DO TOCANTINS
A omissão de informações relevantes pode justificar a exclusão de candidato em concurso público, mas exige prova concreta de má-fé ou ocultação dolosa. Com esse entendimento, o juiz Roniclay Alves de Morais, da 1ª Vara da Fazenda de Palmas, determinou que uma candidata continue no concurso da Polícia Militar do Tocantins. Ela havia sido considerada inapta por suposta incompatibilidade financeira, relacionamento com pessoa com antecedentes criminais e omissão de boletim de ocorrência. O magistrado, porém, entendeu que não houve comprovação suficiente dessas irregularidades. Segundo a decisão, as suspeitas sobre patrimônio e renda eram genéricas e não demonstravam incompatibilidade efetiva. O juiz destacou ainda que a candidata ocupa cargo público há anos sem sanções administrativas. Sobre o relacionamento afetivo, aplicou o princípio da intranscendência da pena, afastando a responsabilização por atos de terceiros. Também considerou inválida a exclusão baseada em boletim de ocorrência, citando entendimento do STF de que investigações ou ações sem condenação definitiva não justificam eliminação em concurso. Diante da fragilidade das provas e do risco de prejuízo à candidata, foi concedida liminar para garantir sua permanência nas próximas etapas.
DEPUTADO É NOMEADO EMBAIXADOR NO BRASIL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou na segunda-feira (1º) Daniel Perez, de 38 anos, para o cargo de embaixador no Brasil. A indicação ainda precisa ser aprovada pelo Senado americano. Republicano e presidente da Câmara da Flórida, Perez é filho de cubanos e aliado político de Trump. Com sua nomeação, os EUA voltam a indicar um embaixador para Brasília após a saída de Elizabeth Bagley, no fim do governo Biden. Sem experiência conhecida em política externa, Perez ganhou destaque por embates com o governador da Flórida, Ron DeSantis, e por defender pautas do movimento Maga. Também apoiou medidas para restringir o voto por correio e ações contra o regime venezuelano. Se confirmado, assumirá o posto em meio a tensões entre Washington e Brasília, marcadas por disputas comerciais, atritos envolvendo o STF e a recente classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA.
Salvador, 2 de junho de 2026.
DESEMBARGADORES DE SÃO PAULO RECEBERAM R$ 132 MIL EM MARÇO
Dados do CNJ mostram que 94% dos magistrados paulistas receberam valores acima do teto constitucional naquele mês. Em abril, a média caiu para R$ 90 mil, mas permaneceu acima do limite de R$ 46,3 mil. Verbas retroativas, indenizações por férias não usufruídas, adicionais por tempo de serviço e acúmulo de função estão entre os principais penduricalhos que elevam os salários da magistratura. Em abril, o CNJ aprovou nova regulamentação sobre benefícios, mas manteve ou recriou parte das vantagens anteriormente questionadas pelo STF. Diante da continuidade dos supersalários, os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin reforçaram que novos penduricalhos sem autorização da Corte estão proibidos. Organizações de transparência também apontam falhas e incompletude nos dados divulgados a partir de março, o que dificulta o acompanhamento dos efeitos das decisões do STF sobre os supersalários do Judiciário.
ESTADOS UNIDOS INSURGEM CONTRA O PIX
Um dos principais alvos é o Pix. Segundo o documento, o Banco Central favorece o sistema brasileiro de pagamentos ao exigir sua oferta e destaque nos aplicativos bancários, prejudicando empresas americanas concorrentes. Para Washington, essa política cria vantagens indevidas ao Pix e discrimina prestadores de serviços dos EUA. As possíveis tarifas ainda serão discutidas. O governo americano receberá manifestações até 1º de julho e realizará audiência pública em 6 de julho. O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as negociações com os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump continuam e que espera avanços antes de qualquer decisão final. A conclusão da investigação ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, incluindo divergências sobre comércio, regulação digital e segurança pública. Especialistas avaliam que a iniciativa possui forte componente político, embora algumas reclamações comerciais apresentadas pelos EUA tenham fundamento econômico.
CONTAS DO EX-GOVERNADOR CLÁUDIO CASTRO SÃO REJEITADAS
Os conselheiros Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda acompanharam o voto pela rejeição. Já Thiago Pampolha não votou por ter sido vice-governador na gestão Castro. O TCE tem até quarta-feira (3) para enviar o relatório à Alerj. Caso os deputados confirmem a rejeição, Cláudio Castro poderá enfrentar mais um motivo de inelegibilidade. Em março, ele já havia sido condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Em nota, o ex-governador afirmou que a decisão contraria pareceres favoráveis anteriores do corpo técnico do tribunal e do Ministério Público de Contas. Disse ainda que sua gestão atuou com transparência, responsabilidade fiscal e legalidade, defendendo a regularidade das operações do Rioprevidência e dos atos relacionados à Refinaria de Manguinhos. O governo do estado informou que realiza auditoria ampla em órgãos da administração pública para reforçar o controle dos gastos e garantir a correta aplicação dos recursos públicos.