ARRECADAÇÃO COM IMPOSTOS NOS EUA CAEM
A arrecadação dos Estados Unidos com impostos corporativos caiu 15%, para US$ 381 bilhões, no ano fiscal de 2026. A redução ocorreu apesar dos lucros recordes das empresas americanas. Em relação a 2024, último ano completo do governo Biden, a receita diminuiu mais de 25%. A queda é atribuída aos benefícios fiscais aprovados pelos republicanos e sancionados por Donald Trump. A legislação permite deduzir integralmente, no ano da compra, determinados investimentos empresariais. A medida beneficia especialmente empresas de tecnologia que investem bilhões de dólares em inteligência artificial. Microsoft, Google e Meta ampliam gastos com chips, data centers e infraestrutura elétrica.Economistas alertam que os incentivos reduziram a arrecadação mais do que o previsto. Os investimentos em inteligência artificial podem aumentar ainda mais, ampliando a diferença entre lucros e impostos pagos. Enquanto isso, o déficit público americano aproximou-se de US$ 2 trilhões no último ano fiscal. O crescimento dos gastos militares e dos juros elevou a pressão sobre as contas públicas. A dívida federal supera US$ 32 trilhões, aproximando-se do valor anual da produção econômica americana. Embora os incentivos possam estimular investimentos, especialistas questionam sua necessidade diante da expansão atual. A corrida pela inteligência artificial também pode elevar juros e custos, dificultando projetos em outros setores. Além disso, os ganhos da tecnologia podem favorecer rendimentos tributados menos que os salários dos trabalhadores. O cenário preocupa analistas, que alertam para os efeitos dos cortes fiscais sobre a arrecadação e o déficit.
MÃE DE UM DOS FILHOS DE MUSK RECUSA PROPOSTA
Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos de Elon Musk, critica a confiança excessiva depositada nos ricos. Ela participa de documentário sobre o empresário, dirigido por Alex Gibney. St. Clair afirma que sua experiência revela problemas profundos da sociedade. Segundo ela, dinheiro não deveria ser confundido com moralidade. A exinfluenciadora conservadora conheceu Musk em 2023, pelo Twitter. Na época, trabalhava em um site de notícias conservador e era mãe solo. O empresário iniciou contato privado e a convidou para um encontro em Rhode Island. Ela descreve a relação como emocionalmente íntima, marcada também por idolatria. Em janeiro de 2024, Musk sugeriu que tivessem um filho juntos. Após o nascimento, ela recebeu proposta de acordo de confidencialidade. O documento previa US$ 15 milhões iniciais e pagamentos mensais por 21 anos. St. Clair recusou, alegando que a dignidade dos filhos não era negociável. Hoje, afastada do MAGA, reconhece erros e lamenta declarações racistas, transfóbicas e misóginas. Ela afirma que sua obrigação é assumir responsabilidades e dar exemplo aos filhos.
CARRO VOADOR
A Tesla apresentou o Roadster, modelo com propulsores que Elon Musk chamou de carro voador. A demonstração ocorreu durante evento transmitido pela SpaceX, empresa aeroespacial do bilionário. O veículo foi lançado em alta velocidade por uma rampa íngreme e pousou sobre as rodas. Musk afirmou que o carro utiliza reservatórios de ar sob altíssima pressão para impulsionálo. Um vídeo exibido mostrou aceleração de zero a 96,5 km/h em apenas um segundo.Apesar do entusiasmo, o empresário reconheceu que o sucesso do projeto não está garantido. A Tesla prevê iniciar a produção do veículo em 2028, sem divulgar seu preço oficial. A estimativa é que custe cerca de US$ 200 mil nos Estados Unidos. As reservas continuam abertas, mediante pagamento de US$ 50 mil. Desafios técnicos e regulatórios ainda dificultam o desenvolvimento dos carros voadores. O Roadster original, lançado em 2008, ajudou a popularizar os veículos elétricos da Tesla. A nova geração surge enquanto a empresa amplia investimentos em inteligência artificial, direção autônoma e robótica.
COMPANHIAS AÉREAS ENFRENTAM DIFICULDADES
As companhias aéreas enfrentam anos de dificuldades devido à alta dos combustíveis. A guerra no Irã elevou os custos e pressionou a rentabilidade do setor. Executivos consideram que os preços elevados vieram para ficar. As empresas planejam aumentar tarifas, reduzir o crescimento e diminuir suas frotas. O CEO da TAP prevê um período difícil de três a cinco anos. Apesar dos aumentos, a demanda por viagens permanece forte em 2026. Segundo a OAG, foram realizadas 2,3 bilhões de reservas no primeiro semestre, alta de 1%. A Delta elevou os preços em média 20%, sem registrar queda significativa na procura. Com o fim de contratos de proteção, novas altas tarifárias são esperadas. A Latam afirma que o principal problema do setor está nos custos, não na demanda. Executivos temem que a inflação reduza o poder de compra e desestimule viagens. Para economizar, empresas revisam investimentos, modernizam frotas e buscam eficiência. A aviação deverá priorizar disciplina financeira, agilidade e adaptação ao cenário econômico.
PROTESTOS NA FRANÇA: MAIS DE 500 MIL PESSOAS
A França registrou uma das ondas de protestos mais violentas dos últimos anos, com um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 pessoas detidas. Segundo o Ministério do Interior, mais de 500 mil pessoas participaram das manifestações em dezenas de cidades. Os atos começaram há um mês, motivados pela precariedade das escolas e pela falta de professores nas periferias. Posteriormente, incorporaram críticas à inflação, à desigualdade social e aos cortes nos gastos públicos. Embora muitos protestos tenham sido pacíficos, grupos radicais entraram em confronto com as forças de segurança. Em Bordeaux, cerca de 100 lojas foram saqueadas, e a residência de um representante do governo foi invadida.Na cidade de Limoges, um incêndio criminoso destruiu parcialmente a prefeitura histórica, de 143 anos. O fogo começou após um carro da polícia municipal ser incendiado diante do prédio, provocando o desabamento do telhado. Em Paris, vitrines foram quebradas, bicicletas incendiadas e estabelecimentos comerciais depredados. O presidente Emmanuel Macron condenou a violência e prometeu que os responsáveis serão processados e punidos. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu acusou a extrema esquerda e criminosos comuns pelos distúrbios, enquanto o governo anunciou apoio aos comerciantes prejudicados. Manifestações contra o custo de vida e os preços da moradia também ocorreram em Portugal, Itália, Bélgica e Espanha.
Ponta Porã, 18 de outubro de 2026.
Pessoa Cardoso Advogados.




