Pesquisar este blog

sexta-feira, 5 de junho de 2026

SOCIALISMO E COMUNISMO RECEBEM APOIO DE AMERICANOS COM MENOS DE 30 ANOS

EUA AMPLIA PRESSÃO SOBRE CUBA


Primeiro, os Estados Unidos ampliaram a pressão sobre Cuba com bloqueios energéticos, restrições a petroleiros e exigências para que empresas estrangeiras rompam relações com o conglomerado militar Gaesa. Agora, o governo de Donald Trump anunciou sanções contra líderes e entidades ligadas ao regime cubano. 
Foram atingidos o presidente Miguel Díaz-Canel, sua esposa Lis Cuesta Peraza, o filho dela Manuel Anido Cuesta e integrantes da família Castro, incluindo Alejandro Castro Espín e Raúl Alejandro Castro. Também sofreram sanções cinco instituições cubanas, entre elas o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias e os Comitês para a Defesa da Revolução. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Cuba continua sendo um centro de apoio a movimentos de esquerda radical e advertiu que pessoas ou empresas que mantenham relações com os sancionados poderão enfrentar punições. Segundo ele, Washington não aceitará regimes marxistas que ameacem a segurança americana. Além das medidas econômicas, Trump anunciou em maio o indiciamento de Raúl Castro por suposto envolvimento na derrubada de dois aviões civis em 1996.

Especialistas avaliam que as sanções fazem parte da estratégia de “máxima pressão” contra Havana. As medidas restringem viagens, congelam ativos sob jurisdição americana e dificultam o acesso ao sistema financeiro dos EUA. Embora tenham forte valor simbólico, podem ampliar o isolamento econômico cubano e dificultar negócios com outros países. Analistas destacam que as sanções ao conglomerado Gaesa têm impacto ainda maior, afastando investidores estrangeiros e afetando empresas internacionais que operam no setor turístico da ilha.


PROTESTOS PARALISAM A BOLÍVIA


Os protestos que paralisam a Bolívia há cerca de um mês já provocaram dez mortes, derrubaram três ministros e colocaram o presidente Rodrigo Paz sob forte pressão. As manifestações começaram com reivindicações econômicas, mas evoluíram para um movimento que exige sua renúncia. Paz assumiu o governo em meio a uma grave crise econômica, marcada por escassez de combustíveis e dólares, recessão e inflação elevada. Primeiro presidente de direita após duas décadas de governos de esquerda, ele adotou medidas de austeridade, como o corte de subsídios aos combustíveis. A crise reflete antigas divisões do país, incluindo tensões étnicas entre setores indígenas e elites urbanas, além da polarização política entre a esquerda de La Paz e grupos conservadores de Santa Cruz. Parte da população acusa Paz de abandonar promessas feitas a setores populares que ajudaram em sua eleição. Os protestos reúnem sindicatos, professores, mineiros, organizações indígenas e movimentos sociais. Seu principal método é o bloqueio de estradas, que passou de 12 para mais de 90 pontos em sete dos nove departamentos bolivianos.

A paralisação tem provocado falta de alimentos, combustíveis, medicamentos e dificuldades no atendimento médico. Segundo o governo, sete pessoas morreram por não conseguirem acesso a cuidados de saúde. As perdas econômicas já somam bilhões de dólares, afetando empresas e pequenos negócios. A educação também foi prejudicada, com grande parte dos alunos de La Paz e El Alto tendo aulas remotas. Pressionado pelas ruas e pelo Congresso, Paz promoveu uma reforma ministerial e substituiu os ministros da Educação, Defesa e Trabalho. Embora tente abrir negociações, todas as tentativas de diálogo fracassaram até agora. Enquanto os manifestantes mantêm a exigência de renúncia do presidente, o governo insiste em buscar uma saída negociada para encerrar a crise. 

SAIU NO THE NEW YORK TIMES

Thomas L. Friedman

Editorialista de política internacional do New York Times desde 1995, foi ganhador do prêmio Pulitzer em três oportunidades

SALVAR ARTIGOS

Thomas L. Friedman
Descrição de chapéuTHE NEW YORK TIMES

Doutrina Trump é tarifar opositores e extorquir quem depende dos EUA

  • Perversão da Presidência mina estrutura de alianças que gerou uma das mais longas eras de paz e prosperidade
  • Tolerar tal comportamento coloca futuro em risco

 

THE NEW YORK TIMES

A cada mês que passa de sua Presidência, Donald Trump se comporta mais como um comandante-ladrão da América do que como seu comandante-em-chefe.

Como assim? Deixe-me enumerar as razões. Somos uma nação em guerra hoje, com dezenas de milhares de soldados destacados perto do Irã. Geralmente, quando nossa nação está em guerra, a principal prioridade doméstica do comandante-em-chefe é manter o país unido.

Porque não há nada mais desmoralizante para as tropas americanas lutando no exterior do que olhar para trás e ver nosso país se despedaçando internamente. E não há nada que encoraje mais um inimigo a esperar melhores condições para encerrar uma guerra com a América do que ver a América em guerra consigo mesma.

E como Trump correspondeu a esse dever unificador de comandante-em-chefe? Ele não moveu um dedo para trazer os democratas para apoiar a guerra.

O presidente dos EUA, Donald Trump, presta continência durante cerimônia no gramado sul da Casa Branca -  Chris Jackson - 28.abr.26/via Reuters

Em vez disso, priorizou agir como um comandante-ladrão. No mesmo momento em que Trump pede aos nossos homens e mulheres de uniforme que façam o sacrifício supremo, ele se envolveu em uma tentativa descarada e escancarada de assalto ao Tesouro dos Estados Unidos para beneficiar a si mesmo, sua família e seus aliados políticos, o que poderia incluir aqueles que atacaram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

É tão ultrajante que até alguns de seus bajuladores mais confiáveis do Partido Republicano não conseguiram aceitar.

Trump conspirou com seu próprio Departamento de Justiça, chefiado por seu ex-advogado pessoal, para usar dinheiro dos contribuintes para criar um fundo de US$ 1,776 bilhão, supostamente para compensar aqueles apoiadores de Trump que "sofreram instrumentalização política e perseguição judicial" nas mãos de seu antecessor.

Na verdade, como observou o conselho editorial do The New York Times, isso "recompensaria aliados [de Trump] dispostos a desafiar a lei e cometer violência em nome do presidente".

Felizmente, um juiz federal suspendeu temporariamente o esquema que ninguém descreveu melhor do que o ex-líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell: "Então o principal funcionário de aplicação da lei do país está pedindo um fundo paralelo para pagar pessoas que agridem policiais?Totalmente estúpido, moralmente errado —escolha o que preferir."

Diante de toda essa oposição, Trump sinalizou disposição para recuar de seu plano terrível, mas só acreditarei quando vir essa manobra escandalosamente corrupta e interesseira morta e enterrada. [O governo Trump confirmou nesta terça-feira (2) a suspensão do fundo].

Se Trump tivesse um pingo de integridade, em vez de tramar para reservar US$ 1,776 bilhão para potencialmente pagar esses falsos defensores da fronteira da liberdade —aliados que depredaram os corredores do Congresso— ele direcionaria o Congresso a gastar exatamente essa quantia para apoiar os verdadeiros defensores da fronteira da liberdade de hoje: o Exército ucraniano.

Os soldados estão tanto resistindo à tentativa de Vladimir Putin de esmagar a democracia da Ucrânia quanto minando a capacidade da Rússia de ameaçar os outros países livres da Europa. Deus abençoe os combatentes da Ucrânia.

Infelizmente, porém, Trump aparentemente quer dinheiro apenas para pessoas que tentaram derrubar nossa Constituição, não para aqueles que querem emular nossa democracia constitucional no exterior.

Além disso, o Departamento de Justiça dirigido por Trump inseriu discretamente, como suplemento àquele acordo do fundo paralelo, um documento de uma página assinado pelo secretário interino de Justiça, Todd Blanche, declarando que o governo estaria "para sempre impedido e proibido de processar ou perseguir" reivindicações fiscais pendentes contra Trump, seus familiares ou seus negócios. Ainda não está claro o que acontecerá com essa medida. [Também nesta terça, Blanche confirmou que essa proibição está mantida].

Assim como os americanos estão começando a perceber que Trump está se tornando um predador em nosso sistema —tentando manipular o sistema de justiça para gerar dinheiro disponível para seus piratas do 6 de Janeiro e imunidade de investigações em andamento sobre impostos para si mesmo e sua família— nossos aliados estão concluindo que a América de Trump está se tornando um predador perigoso.

De fato, algo está acontecendo com os aliados tradicionais da América que eu nunca pensei que veria nesta vida ou na próxima. Na era pós-Segunda Guerra Mundial, nós e nossos aliados juntos abraçamos a doutrina de dissuasão contra a União Soviética, e depois a Rússia, para prevenir qualquer tentativa do Kremlin de expandir forçosamente sua influência no mundo livre ou colocar vizinhos sob seu domínio.

Não mais.

Nossos aliados viram Trump ameaçar fazer do Canadá o 51º estado e tomar a Groenlândia da Dinamarca. Eles o viram iniciar uma guerra com o Irã sem consultar a Otan e depois exigir que a Otan ajudasse a nos resgatar do que se transformou em uma bagunça. Eles o viram cortar a assistência financeira dos EUA à Ucrânia, colocar o agressor russo no mesmo patamar moral daquele país e depois coroar tudo isso com tarifas imprudentes e mal concebidas sobre todos os nossos aliados.

Como resultado de tudo isso, algo sem precedentes está acontecendo: "Dissuadir a América de Trump está agora se tornando uma prioridade estratégica de nossos aliados tanto quanto dissuadir a Rússia era", disse-me Nader Mousavizadeh, diretor-executivo da Macro Advisory Partners, uma empresa de consultoria geopolítica, e ex-assessor sênior do secretário-geral da ONU Kofi Annan.

E como poderia ser diferente? Quando você olha como Trump martelou o Canadá com tarifas, é difícil não concluir que a pior posição para um país estar durante o segundo governo Trump "é ser o aliado mais próximo da América e ter integrado sua economia, sistemas de energia e militar com os dos EUA", disse Mousavizadeh.

Todos podem ver agora, acrescentou ele, que Trump vai "instrumentalizar a dependência de qualquer país em relação à América e usá-la para extrair o que puder na definição mais estreita, tática e transacional do poder americano".

Não é de admirar que, depois que Trump intensificou sua retórica sobre tomar a Groenlândia, membros europeus da Otan Alemanha, Suécia, França, Noruega, Holanda, Finlândia e Reino Unido— todos anunciaram planos de enviar pequenos contingentes militares à Groenlândia para apoiar os dinamarqueses.

Daniel Fried, ex-embaixador dos EUA na Polônia, observou em um ensaio para o Atlantic Council que, embora esses aliados da Otan tenham tentado enquadrar sua ação como necessária para reforçar a segurança do Ártico, eles também usaram a palavra "dissuasão". "Para os europeus falarem nesses termos sobre os EUA, mesmo implicitamente, é um ponto baixo, mas é necessário."

Não esqueçamos que, logo no início, Trump forçou a Ucrânia a dar aos EUA acesso a minerais críticos em troca de ajuda americana contra um exército russo tentando invadi-la. Esta é a verdadeira "Doutrina Trump": Oponha-se à América, e eu vou tarifá-lo; dependa da América, e eu vou extorqui-lo.

Em resumo, ter um presidente que se comporta como um comandante-ladrão —não um comandante-em-chefe— está nos custando caro interna e externamente. Essa perversão da Presidência americana está minando a própria estrutura de alianças que venceu duas guerras mundiais e a Guerra Fria e gerou uma das mais longas eras de paz e prosperidade da história. Cada dia que toleramos tal comportamento colocamos em risco o futuro de nossos filhos.

UCRÂNIA PROPÕE REUNIÃO DIRETA COM PUTIN PARA ENCERRAR GUERRA


O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, propôs ontem, 4, uma reunião direta com Vladimir Putin e ofereceu um cessar-fogo total durante as negociações de paz. Em carta aberta divulgada pela Presidência ucraniana, Zelenski afirmou que a guerra pode ser encerrada por meio de um acordo direto entre os dois líderes. 
A proposta surge em meio à perda de prioridade da guerra na agenda dos Estados Unidos, atualmente concentrados na crise envolvendo o Irã. Zelenski lamentou que o conflito ucraniano tenha ficado em segundo plano para Washington. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reconheceu que as negociações de paz estão travadas pela falta de concessões, especialmente por parte da Rússia, e alertou para o risco crescente de escalada militar. O Kremlin reagiu positivamente. O porta-voz Dmitri Peskov disse que Zelenski pode visitar Moscou “a qualquer momento”, embora Putin ainda não tivesse lido a carta. O presidente russo afirmou estar disposto a negociar, mas manteve exigências como concessões territoriais e políticas por parte de Kiev.

A Ucrânia rejeita essas condições, classificando-as como capitulação. Putin também voltou a mencionar o uso do míssil hipersônico Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares. Donald Trump apoiou a ideia de um encontro entre os líderes, mas especialistas avaliam que a Rússia ainda não demonstra disposição real para reduzir o conflito. Enquanto Moscou afirma avançar na linha de frente, dados do Instituto para o Estudo da Guerra indicam que a Ucrânia recuperou território pelo segundo mês seguido. Apesar de uma breve trégua em maio, os dois lados trocaram acusações de violar o cessar-fogo e mantiveram ataques militares. 

CONSTRUÇÃO DE NOVAS MORADIAS EM ÁREA PERTENCENTE AOS PALESTINOS


O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, anunciou a aprovação de mais de 2.000 novas moradias para colonos judeus em três assentamentos na Cisjordânia ocupada, território reivindicado pelos palestinos para a criação de um futuro Estado. 
Segundo o governo israelense, serão construídas cerca de mil casas perto de Jerusalém, 900 na região de Nablus e outras 200 próximas a Hebron. Smotrich afirmou que a expansão fortalece o controle israelense sobre a área e ajuda a impedir a formação de um Estado palestino. Os assentamentos são considerados ilegais pelo direito internacional, que proíbe uma potência ocupante de transferir sua população para territórios ocupados.

Atualmente, cerca de 500 mil judeus vivem em assentamentos na Cisjordânia e outros 250 mil em Jerusalém Oriental. As áreas são ligadas por estradas de uso predominantemente israelense, enquanto palestinos enfrentam restrições de circulação e controles militares. Organizações internacionais e a ONU acusam Israel de manter um sistema de discriminação contra os palestinos, comparado ao apartheid. Em relatório divulgado este ano, o órgão de direitos humanos da ONU apontou “discriminação sistemática” no território ocupado. Israel rejeita as acusações, classificando-as como distorcidas e sem fundamento. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 5/6/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Israel ignora o cessar-fogo e volta a atacar o sul do Líbano

Cessar-fogo é rompido por bombardeios israelenses ao sul do território libanês, bastião do movimento fundamentalista xiita Hezbollah. Trump dispara contra deputados republicanos que apoiaram resolução

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

'IA reduz a capacidade de pensar dos nossos filhos', diz autor do best-seller 'A Geração Ansiosa'

Psicólogo americano Jonathan Haidt elogia lei brasileira que bane celulares nas escolas, mas alerta que violência urbana impede jovens de trocarem as telas pelo mundo real

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Após anos de secas e incêndios, pantanal enche, ao menos por enquanto

Região de Paiaguás, na maior planície alagada do mundo, vê-se cheia como não ocorria havia algum tempo O ano de 2026, porém, pode guardar armadilhas de fogo, com provável El niño que se aproxima

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Flávio Bolsonaro mira ACM Neto em nova visita à Bahia

A PRÉ-CAMPANHA do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República recalculou a estratégia para o Nordeste

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

EUA listam PCC e CV como terroristas a partir desta sexta-feira: o que muda para o Brasil?

Medida pode abrir espaço para sanções econômicas contra o Brasil

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Portugal tem quinto maior apoio da UE aos combustíveis e Bruxelas exige fim rápido da medida

Até agora, governo gastou 400 milhões de euros com ajudas que a Comissão Europeia critica, o equivalente a 0,12% do PIB. Mais só em Espanha (0,25%), Grécia (0,22%), Eslovénia (0,19%) e Suécia (0,18%).