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sábado, 10 de janeiro de 2026

RADAR JUDICIAL

PROJETO PREVÊ PORTE DE ARMAS PARA PROFESSORESPORTE DE ARMA PARA MÉDICOS E PROFESSORES

Em debate sobre segurança pública, o deputado Marcos Pollon (PL-MS) apresentou projetos sobre porte de arma. As propostas concedem porte de arma a médicos e professores em todo o país. Segundo Pollon, a medida garante legítima defesa e integridade física desses profissionais. O porte seria concedido pela Polícia Federal, com validade nacional de cinco anos. A autorização poderia ser renovada mediante comprovação de idoneidade e exercício profissional. Para professores, o benefício vale para redes pública e privada. Exige-se vínculo ativo com instituição registrada no MEC e certidões negativas criminais. Também são necessários residência fixa, aptidão psicológica e capacidade técnica. Para médicos, é exigida inscrição ativa no CRM e atuação em unidade de saúde. Médicos também devem apresentar certidões negativas e aptidão psicológica e técnica. Pollon nega que a proposta aumente a insegurança nas escolas. Ele afirma que a iniciativa busca proteção, não incentivo ao confronto.

A 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a validade da  Resolução CMED nº 2/2018 e decidiu que hospitais não podem repassar aos  pacientes (ou aos planos de saúde) valoresMEDICAMENTOS COM VALORES SUPERIORES À AQUISIÇÃO

A 1ª Turma do STJ decidiu que hospitais não podem cobrar por medicamentos valores superiores ao custo de aquisição. O colegiado manteve a validade da Resolução 02/2018 da CMED, que impõe margem zero. A norma proíbe lucro na comercialização de remédios por hospitais e clínicas. O relator, ministro Gurgel de Faria, destacou que a atividade principal dos hospitais é a assistência médica. Segundo ele, o comércio de medicamentos com fins lucrativos é privativo de farmácias e drogarias. Assim, aos hospitais cabe apenas o reembolso do valor pago pelos fármacos. A ação foi proposta por entidades hospitalares do Rio Grande do Sul. Elas alegavam desequilíbrio econômico-financeiro e ilegalidade da resolução. O STJ entendeu que a CMED atuou dentro da competência conferida pela Lei 10.742/2003. A Corte afirmou que a lei autoriza a fixação de margens, inclusive margem zero. Também foi rejeitada a alegação de ônus excessivo às entidades filantrópicas. Para o Tribunal, a legalidade da norma já está pacificada na jurisprudência. 

Homem é preso com mais de 100 crânios e partes de corpos em casa após  violar cemitério nos EUAHOMEM, ACUSADO DE CENTENAS DE CRIMES

Um homem de 34 anos, Jonathan Gerlach, foi indiciado por centenas de crimes na Pensilvânia. A polícia encontrou uma vasta coleção de restos mortais em sua casa e em um depósito. A investigação começou após denúncias de violação de túmulos no Cemitério Mount Moriah. Gerlach foi preso em flagrante ao sair do local com crânios e restos mumificados de crianças. O caso foi divulgado pela emissora norte-americana NBC News. Na casa do suspeito, havia mais de 100 crânios e diversos ossos humanos. Foram encontrados pés mumificados, torsos em decomposição e ossos de bebês. O promotor descreveu a cena como “um filme de terror que ganhou vida”. Gerlach confessou ter roubado cerca de 30 conjuntos de restos mortais do cemitério. O volume apreendido indica que outros cemitérios também podem ter sido violados. O Mount Moriah é um cemitério histórico e vulnerável, sem cercas e com vários acessos. O suspeito responde por mais de 300 crimes e permanece preso sob fiança de US$ 1 milhão.

INFLAÇÃO: 4,26% ANO

A inflação oficial do Brasil desacelerou em 2025 e fechou o ano em 4,26%, segundo o IPCA do IBGE. O resultado ficou abaixo do teto da meta do Banco Central, de 4,5%. Trata-se da menor inflação anual desde 2018, quando o índice foi de 3,75%. Economistas atribuem o desempenho à queda nos preços dos alimentos e ao dólar mais baixo. A inflação de 2025 ficou exatamente em linha com a mediana das projeções do mercado. Esse foi o quinto menor IPCA anual desde o início do Plano Real. Com projeções para 2026, o IPCA acumulado do governo Lula 3 pode ser o menor da história recente. Em dezembro, a inflação mensal acelerou para 0,33%, ainda assim a menor para o mês desde 2018. Os alimentos foram o principal fator de desaceleração, com alta de apenas 2,95% no ano. A safra recorde de grãos contribuiu para a queda dos preços, especialmente do arroz. Em contrapartida, a energia elétrica teve forte alta e pressionou o índice. Para 2026, analistas esperam inflação em torno de 4%, com influência dos juros elevados.

ATRASO DE QUATRO HORAS, SEM INDENIZAÇÃO

A 3ª Turma Recursal do TJ-SC afastou indenização a passageira por perda de conexão internacional. O caso envolveu atraso em voo doméstico inferior a quatro horas. Para o colegiado, a demora não configurou falha na prestação do serviço. A autora voava de Curitiba a Guarulhos, com chegada prevista às 11h05. A conexão internacional para Marrakesh estava marcada para 13h50. Após alteração, o desembarque ocorreu às 12h. A passageira perdeu o voo internacional e arcou com nova passagem e hospedagem. Em 1ª instância, houve condenação por danos materiais e morais. Em recurso, a decisão foi reformada e a indenização afastada. O tribunal destacou que atrasos inferiores a quatro horas não geram indenização automática. Também apontou que a passageira assumiu o risco ao comprar bilhetes separados.
A decisão foi unânime, julgando improcedentes os pedidos.

Guarajuba/Camaçari, 10 de janeiro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


SUPREMA CORTE DECIDE PELA LEGALIDADE DE TARIFAS

Tarifaço na Suprema Corte - A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu  nesta terça-feira analisar a legalidade do tarifaço imposto por Donald Trump.  A medida representa um teste importante do poder doContrariando expectativas, a Suprema Corte dos EUA não divulgou nesta sexta-feira (9/1) decisão sobre a legalidade do decreto de Donald Trump que impôs tarifas a importações de quase todos os países. Com expectativa de que o decreto seja declarado inconstitucional, mais de mil empresas já processaram o governo, pedindo restituição de tarifas pagas. A Corte havia indicado que esta seria a primeira data de divulgação de decisões em 2026, mas o anúncio foi adiado para a próxima quarta-feira (14/1). A postergação aumentou a ansiedade das empresas, que esperavam a decisão na primeira leva devido à aceleração do julgamento solicitada pelo próprio governo Trump. Até dezembro, o governo arrecadou cerca de US$ 200 bilhões em tarifas, embora nem todas estejam incluídas no processo. A devolução estimada é de US$ 133 bilhões. Caso as tarifas sejam consideradas ilegais, mais de 300 mil empresas poderão ser reembolsadas, referentes a cerca de 34 milhões de importações.

Há precedente: em 1998, a Corte declarou inconstitucional um imposto portuário, gerando reembolsos em massa, que demoraram até dois anos. Agora, a Alfândega dos EUA afirma que o processo será mais ágil, com sistema eletrônico a partir de 12 de fevereiro e fim dos cheques em papel. Trump ainda espera apoio da maioria republicana da Corte para manter seu decreto, chamado de “Dia da Libertação”. Tribunais inferiores, porém, já decidiram que o presidente excedeu sua autoridade, pois a Constituição atribui ao Congresso o poder de impor tarifas. Na audiência de novembro, ao menos seis ministros sinalizaram voto contra o decreto, por entenderem que a lei de emergência não autoriza tarifas globais. 

JUIZ, PROMOTOR E DELEGADOS EM ESQUEMA CRIMINOSO

MP: delegados, promotor e juiz recebiam propina em Belém - 09/01/2026 -  Cotidiano - FolhaO Ministério Público do Pará investiga um suposto esquema criminoso envolvendo dois delegados da Polícia Civil, um promotor de Justiça e um juiz. O grupo teria burlado a distribuição de processos em Belém e cobrado propina de investigados. Também são investigados uma promotora, assessores e advogados que teriam intermediado pagamentos ilegais. As cobranças ocorreram em casos de dívidas cíveis, jogos de aposta e acidentes de trânsito. Um relatório de 552 páginas foi enviado ao Tribunal de Justiça do Pará. O processo tramita na segunda instância devido ao foro dos envolvidos. A Procuradoria-Geral pediu afastamentos, quebras de sigilo e buscas para aprofundar as investigações.

Em dezembro, a Justiça autorizou as medidas e afastou dois delegados e um promotor. Foram suspensos Arthur Afonso Nobre de Araújo, Carlos Daniel Fernandes de Castro e o promotor Luiz Márcio Cypriano. O juiz Jackson Sodré Ferraz é citado, assim como sua esposa e filho, por suspeita de recebimento de vantagens. A promotora Juliana Dias Nobre também é investigada. O MP afirma que o esquema existe desde 2021 e pode ter movimentado cerca de R$ 4 milhões. Há indícios de lavagem de dinheiro e uso de contas de terceiros.

 

TRUMP AMEAÇA ATACAR CARTÉIS DE DROGAS NO MÉXICO

Trump diz que EUA realizará ataques terrestres contra cartéis no MéxicoDepois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar “atacar por terra” cartéis de drogas no México, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que pretende fortalecer a coordenação do acordo bilateral de segurança. Segundo ela, o foco será o combate aos narcotraficantes, sem aceitar intervenções militares. Sheinbaum disse ter pedido ao chanceler Juan Ramón de la Fuente que dialogue com o Departamento de Estado e, se necessário, com o próprio Trump para ampliar a cooperação. Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que “os cartéis dominam o México”, o que, segundo ele, justificaria uma ofensiva terrestre após operações marítimas. O presidente não detalhou datas nem locais da possível ação. Recentemente, os EUA também realizaram incursões na costa da Venezuela, alegando combater o narcotráfico e grupos considerados terroristas. Pelo direito internacional, um país só pode invadir outro em caso de ataque ou com autorização do Conselho de Segurança da ONU. No caso venezuelano, o órgão não foi consultado.

Embora o narcotráfico não seja classificado como terrorismo, o governo Trump reclassificou cartéis do México e da Venezuela como organizações terroristas estrangeiras. O México protestou, alegando ameaça à soberania nacional. Sheinbaum afirmou que o secretário de Estado Marco Rubio avaliou como “boa” a atual cooperação em segurança entre os países. Ela destacou o reforço do combate ao narcotráfico na fronteira e a extradição de dezenas de líderes de cartéis aos EUA. Para o analista Luis Rubio, Washington age com cautela em relação ao México, pois qualquer erro teria impacto direto em território norte-americano. 

"VÂNDALOS" QUEREM AGRADAR TRUMP, DIZ LÍDER DO IRÃ

SER HUMANO OU INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL?

Ser humano x IA: 9 coisas que fazemos melhor do que inteligências  artificiaisPodemos distinguir se estamos conversando com um ser humano ou com uma inteligência artificial (IA)? Essa pergunta acompanha o debate sobre a inteligência das máquinas há décadas e tem origem no Teste de Turing, proposto por Alan Turing em 1950. O teste avalia se o comportamento de um computador é indistinguível do de um humano em uma conversa por texto. Se isso ocorrer, a máquina poderia ser considerada “inteligente”. Em 2014, o chatbot Eugene Goostman convenceu 33% dos juízes de que era humano, gerando controvérsia. Ele se passava por um adolescente ucraniano, o que, para críticos, facilitou esconder suas limitações. Mais recentemente, estudos indicaram que o ChatGPT 4.5 foi julgado como humano em 73% das vezes, superando até participantes humanos. Apesar disso, muitos questionam se passar no teste prova pensamento real.

O filósofo John Searle, com o argumento do “quarto chinês”, afirma que máquinas apenas manipulam símbolos sem compreender significado. Assim, a IA poderia imitar humanos sem verdadeira compreensão. Críticos dizem que o Teste de Turing mede mais a capacidade de enganar do que inteligência genuína. Por isso, surgiram testes alternativos, como o CBIT, que avalia a IA em comunidades reais. Outros defendem que inteligência seria demonstrada ao criar novo conhecimento científico. Mesmo com críticas, alguns pesquisadores afirmam que o Teste de Turing ainda é relevante. À medida que a IA evolui, torná-la indistinguível dos humanos pode ser inevitável. Isso reforça debates éticos e legais sobre responsabilidade e transparência no uso da IA.

 

BOLSONARO PEDE REDUÇÃO DE PENA

News - Bolsonaro solicita ao STF remição de pena pela leitura de livros: |  FacebookA defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para reduzir sua pena por meio da leitura de livros, conforme resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O pedido reacendeu debates porque Bolsonaro já declarou publicamente, em diversas ocasiões, que não tem hábito de ler livros, evita jornais e se informa principalmente por redes sociais, mensagens e relatórios técnicos. Atualmente, ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses no complexo da Polícia Federal, em Brasília, por tentativa de golpe. Em fevereiro de 2023, Bolsonaro afirmou que havia deixado de ler jornais há três anos, alegando que as notícias trazem uma “carga negativa”. Em janeiro de 2025, voltou a dizer que não lê livros por falta de tempo, afirmando que prioriza informações recebidas por WhatsApp e documentos técnicos. Na ocasião, declarou que não lê romances e que prefere relatórios, citando um documento do Congresso dos Estados Unidos sobre Covid e vacinas.

Bolsonaro também afirmou não ter interesse por cinema e disse que seu lazer se resume a assistir futebol. Declarações semelhantes foram feitas em 2021 e 2020, quando afirmou não ler livros e, às vezes, apenas a ementa de decretos que assinava. O pedido de remição de pena se baseia em norma do CNJ que permite reduzir quatro dias da pena por livro lido e avaliado. A defesa afirma que Bolsonaro deseja participar de atividades educativas e culturais previstas na legislação. O requerimento será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 10/01/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Homem é preso após acumular restos mortais de centenas de pessoas

Polícia localizou mais de 100 crânios, pés mumificados, torsos em decomposição e ossos de bebês

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Trump diz ao NYT que seu poder global só é limitado por sua 'própria moralidade'

Em entrevista ao New York Times na Casa Branca, o presidente americano deixou claro que seria o árbitro de quaisquer limites às suas autoridades, e não o direito internacional

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Fundo ligado a Vorcaro alterou regra de resgate na véspera de sua prisão

Termópilas, acionista da Super Empreendimentos, dona da casa usada pelo banqueiro em Brasília, realizou assembleia na véspera da prisão do ex-banqueiro Dados da CVM mostram fundo dentro da carteira do Astralo, um dos veículos identificados pelo BC como suspeitos de participação em fraude

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Acordo Mercosul-UE pode elevar exportações brasileiras em US$ 7 bi

Tratado cria um mercado de aproximadamente US$ 22 trilhões para atender a uma potencial população de mais de 700 milhões de habitantes entre os dois blocos

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

EUA classifica de 'delirantes' as acusações de ingerência do Irã

Milhares de iranianos tomaram as ruas nesta sexta-feira no maior movimento contra a República Islâmica em mais de três anos

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Marques Mendes calçou luvas de boxe num dia em que recebeu muitos golpes

Campanha eleitoral ficou marcada pela participação de dois candidatos na reunião do Conselho do Estado. E pelos ataques generalizados ao antigo líder do PSD, que almoçou com autarcas do seu partido.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

DEPOIS DA VENEZUELA, TRUMP AMEAÇA O MÉXICO

Após ofensiva na Venezuela, presidente Donald Trump amplia retórica militar  e ameaça Colômbia, México, Cuba, Irã e Groenlândia - Jornal Grande Bahia  (JGB)Donald Trump ameaçou ontem, 8, atacar por terra cartéis de drogas no México. Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA afirmou: “Vamos começar a atacar os cartéis por terra”. Segundo Trump, os grupos criminosos “mandam no México”. O republicano já havia feito ameaças semelhantes em 2025. Na ocasião, falou em incursões militares em território mexicano. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou qualquer intervenção. Ela afirmou que ações desse tipo violariam a soberania do país. Apesar das tensões, o México intensificou o combate ao narcotráfico. O objetivo é frear o envio de drogas sintéticas aos Estados Unidos. Entre elas está o fentanil, opioide no centro de uma grave crise. Em dezembro, Trump assinou decreto que equipara o fentanil a arma de destruição em massa.
Sheinbaum reagiu dizendo que é preciso analisar as causas do consumo. O fentanil provoca dezenas de milhares de mortes anuais por overdose. A DEA afirma que cartéis mexicanos estão no centro da crise. No início do mandato, Trump classificou cartéis como organizações terroristas. Vários dos grupos listados têm origem mexicana. Ainda em dezembro, Sheinbaum pediu apoio da ONU. O apelo foi para evitar “qualquer derramamento de sangue” na Venezuela.

Na mesma entrevista, Trump falou sobre a oposição venezuelana. Ele disse esperar a visita de María Corina Machado a Washington. Segundo Trump, ela deve chegar à capital americana na próxima semana. O presidente comentou também a situação política da Venezuela. Disse que o país ainda não tem condições de realizar eleições. A Venezuela é uma das maiores produtoras de petróleo do mundo. O setor petrolífero é peça-chave na política de Trump para o país. Segundo a Reuters, vendas aos EUA começarão com 30 a 50 milhões de barris.
Trump disse que empresas investirão ao menos US$ 100 bilhões. Elas devem reconstruir toda a infraestrutura petrolífera venezuelana. 

IRÃ EM GUERRA

Os protestos no Irã continuam.Manifestações são as maiores desde 2022;  lojistas, comerciantes de bazares e estudantes entoaram slogans contra o  governo.Com protestos contra o governo espalhados pelas 31 províncias do Irã, o líder supremo Ali Khamenei adotou um discurso duro, afirmando que Teerã não tolerará cidadãos que ajam “como mercenários a serviço de estrangeiros”. Em pronunciamento, ele acusou o presidente dos EUA, Donald Trump, de incentivar a instabilidade e disse que atos de vandalismo ocorreram apenas para “agradar o coração” do americano, que havia ameaçado intervir caso houvesse mortes na repressão. Segundo a ONG Iran Human Rights, ao menos 45 manifestantes e dois policiais morreram até quinta-feira. Redes de ativistas afirmam que os protestos já alcançaram cerca de 300 cidades, com Teerã vivendo sua noite mais violenta desde o início da crise. O governo respondeu com repressão e cortes sistemáticos de internet e telefonia, tentando dificultar a organização dos atos, que são descentralizados e convocados por aplicativos de mensagem. As manifestações ganharam força a partir de 28 de dezembro, impulsionadas pela crise econômica: inflação anual de 42,5%, forte desvalorização do rial e encarecimento do custo de vida. Uma grave crise hídrica também agravou o descontentamento.

Rapidamente, as pautas passaram a questionar o regime, retomando o histórico de protestos de 2009, 2017, 2019 e 2022-23, este último marcado pela morte de uma jovem presa por uso considerado inadequado do véu islâmico. Os atos começaram no oeste curdo do país, mas se espalharam para grandes cidades como Teerã, Isfahan e Mashhad. Em Fars, manifestantes derrubaram uma estátua do general Qassem Suleimani, símbolo do regime. Sem liderança clara, os protestos têm recebido apoio do ex-príncipe herdeiro Reza Pahlavi, que, do exílio, pediu mobilizações pacíficas, embora seu peso político seja incerto. O regime enfrenta ainda um momento de fragilidade: a morte do presidente Ebrahim Raisi em 2024, confrontos recentes com Israel, sanções econômicas severas e bombardeios americanos a instalações nucleares agravaram a crise. Enquanto o presidente Masoud Pezeshkian tenta adotar um tom conciliador, Khamenei e a Guarda Revolucionária reforçam a repressão, mantendo o país sob forte tensão. 

PUTIN ATACA UCRÂNIA COM MÍSSIL PARA GUERRAS NUCLEARES

Putin ordena exercícios nucleares com tropas perto da UcrâniaAs forças de Vladimir Putin usaram o supermíssil Orechnik em um grande ataque aéreo à Ucrânia na noite de ontem, 8. O míssil balístico russo, projetado para guerras nucleares, já havia sido testado em novembro de 2024. Moscou disse que a ação foi retaliação a uma suposta tentativa ucraniana de atacar uma residência de verão de Putin. Volodimir Zelenski negou a acusação e afirmou que a Rússia quer sabotar negociações de paz. O ataque ocorre em meio a esforços europeus por um acordo favorável a Kiev. Também acontece um dia após os EUA apreenderem um petroleiro russo com óleo venezuelano embargado. Até então, a reação russa ao caso havia sido discreta. No de hoje, 9, a Ucrânia convocou reuniões de emergência com a Otan e o Conselho de Segurança da ONU. Kiev tentou minimizar o impacto, considerado mais simbólico do que militar. O alvo teria sido o maior depósito subterrâneo de gás da Europa, em Strii. A área fica na região de Lviv, perto da fronteira com a Polônia. Câmeras registraram clarões às 23h46, seguidos de ataques em todo o país. Foram lançados 36 mísseis e 242 drones. Em Kiev, ao menos quatro pessoas morreram. O Kremlin já havia indicado que escolhera alvos para um ataque retaliatório. 

Em 2024, Putin mencionou atingir “centros de decisão” em Kiev. Zelenski relatou movimentos suspeitos na base de Kasputin Iar antes do ataque. O local fica a cerca de 1.800 km de Lviv. As ogivas atingiram o alvo a Mach 11, cerca de 13,5 mil km/h. Vídeos mostraram múltiplas ogivas reentrando na atmosfera envoltas em plasma. Equipes não encontraram resíduos radioativos no local. Um alerta de lançamento foi emitido 11 minutos antes das explosões. Houve apagões em Lviv e em partes de Kiev. A Ucrânia disse que apenas uma fábrica foi atingida. O Orechnik pode levar até seis ogivas independentes, típicas de armas nucleares. Nesta ação, as ogivas não tinham explosivos, apenas energia cinética. A arma é difícil de detectar e interceptar pela defesa ucraniana. Putin promove o míssil como invencível e anunciou unidade em Belarus. O ataque sinaliza força às negociações com os EUA e a Donald Trump. O contexto inclui o fim iminente de tratados de controle de mísseis.

 

ISRAEL MATA MAIS QUATRO EM GAZA

Ataque aéreo de Israel mata quatro palestinos em Gaza em meio à indecisão  sobre cessar-fogoO Exército de Israel afirmou ontem, 8, ter atacado um local de lançamento de foguetes próximo à Cidade de Gaza após detectar uma tentativa fracassada de disparo. Segundo os militares, o projétil não chegou a cruzar para o território israelense. Autoridades de saúde palestinas, ligadas ao Hamas, acusaram Israel de realizar outros dois ataques horas depois, que teriam deixado ao menos quatro mortos. Um deles teria atingido uma tenda em Khan Yunis, no sul de Gaza, matando três pessoas e ferindo outras três, incluindo crianças. Outro ataque no leste da Cidade de Gaza teria matado uma pessoa. Até a última atualização, Israel não comentou esses relatos. Os episódios ocorrem em meio às incertezas sobre a próxima fase do cessar-fogo firmado em outubro do ano passado, que não avançou além da primeira etapa. Nela, os combates foram interrompidos, Israel se retirou parcialmente de Gaza e o Hamas libertou reféns em troca de prisioneiros palestinos.

O governo de Binyamin Netanyahu aguarda a devolução dos últimos corpos de reféns e afirma que não avançará na trégua antes disso. Israel também condiciona a reabertura da passagem de Rafah à entrega total dos corpos. Fases futuras do acordo preveem o desarmamento do Hamas, nova retirada israelense e a reconstrução de Gaza com apoio internacional. Desde o início do cessar-fogo, mais de 400 palestinos e três soldados israelenses morreram. Israel e Hamas seguem trocando acusações de violação da trégua.