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terça-feira, 10 de março de 2026

ISRAEL MATOU 83 CRIANÇAS E FERIU 254 DESDE 2 DE MARÇO

UNICEF-Líbano: 83 crianças mortas e 254 feridas nos últimos 7 dias -  Vatican NewsAtaques de Israel ao Líbano já deixaram ao menos 83 crianças mortas e 254 feridas desde 2 de março, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (9) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). “Em média, mais de dez crianças foram mortas por dia no Líbano na última semana, e cerca de 36 ficaram feridas diariamente”, afirmou Edouard Beigbeder, diretor regional da agência para o Oriente Médio e Norte da África. Ele classificou o impacto do conflito sobre civis, especialmente crianças, como “gravemente preocupante”. O Líbano foi arrastado para a atual guerra depois que o Hezbollah, aliado do Irã, lançou mísseis contra Israel em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra Teerã. Segundo o ministro da Saúde libanês, Rakan Rakan Naseredin, os bombardeios israelenses no país mataram 394 pessoas em apenas uma semana. A escalada provocou uma nova onda de deslocamentos. O Unicef estima que cerca de 700 mil pessoas — incluindo aproximadamente 200 mil crianças — foram forçadas a deixar suas casas desde 2 de março. A agência pediu que todas as partes protejam civis e infraestruturas civis, como escolas e abrigos, e que respeitem o direito internacional humanitário. 

No domingo, Israel realizou um ataque aéreo contra um hotel no centro de Beirute, o primeiro bombardeio nessa área da capital desde o início da nova fase do conflito com o Hezbollah. De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, o ataque atingiu um quarto de hotel, deixando quatro mortos e dez feridos. As Forças Armadas israelenses afirmaram que o alvo era uma reunião de comandantes ligados à Força Quds, braço externo da Guarda Revolucionária do Irã. Também nesta segunda-feira, a Human Rights Watch acusou Israel de usar munições de fósforo branco de forma ilegal sobre áreas residenciais no sul do Líbano. Segundo a organização, imagens analisadas mostram projéteis de artilharia contendo fósforo branco explodindo no ar sobre um bairro residencial na cidade de Yohmor. Esse tipo de munição pode dispersar mais de uma centena de elementos em chamas em um raio de até 250 metros, aumentando o risco de incêndios e ferimentos graves. O fósforo branco entra em combustão ao contato com o oxigênio e pode causar queimaduras severas, danos aos olhos e aos pulmões, sendo considerado ilegal quando usado de forma indiscriminada em áreas povoadas.

 

COBRANÇA DE MULTA EXIGE INTIMAÇÃO DO DEVEDOR

A intimação pessoal do devedor é requisito para a cobraça da multa  coercitiva (astreinte) em razão do descumprimento de decisão que fixa  obrigação de fazer ou de não fazer? Entenda o que está em jogo ...A cobrança da multa por descumprimento de decisão judicial (astreinte) exige que o devedor tenha sido previamente e pessoalmente intimado para cumprir a obrigação. Esse foi o entendimento da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que fixou tese vinculante no Tema 1.296 dos recursos repetitivos. A decisão foi tomada por maioria de votos. O colegiado rejeitou a proposta da ministra Nancy Andrighi, relatora de três recursos especiais, que defendia permitir a cobrança da multa a partir da intimação da decisão pelo Diário da Justiça, na pessoa do advogado do devedor. Prevaleceu o voto divergente do ministro Luis Felipe Salomão, que propôs reafirmar a Súmula 410 do STJ. A súmula estabelece que a prévia intimação pessoal do devedor é condição necessária para a cobrança de multa pelo descumprimento de obrigação de fazer ou de não fazer. Não é a primeira vez que o tribunal reafirma esse entendimento. Em 2018, a própria Corte Especial já havia mantido essa posição.

Assim, foi aprovada a tese de que a intimação pessoal do devedor para cumprir obrigação de fazer ou não fazer é requisito para a incidência da multa coercitiva, conforme a Súmula 410, que continua válida mesmo após o Código de Processo Civil de 2015. A intimação pessoal marca o início do prazo legal para o cumprimento da ordem judicial. Caso a obrigação não seja cumprida dentro desse prazo, passa a incidir a multa diária. Nancy Andrighi defendia a superação da Súmula 410, argumentando que ela foi construída sob o CPC de 1973. Segundo a ministra, o CPC de 2015 alterou o procedimento ao permitir que o devedor seja intimado pelo Diário da Justiça na pessoa de seu advogado. Apesar disso, a corrente vencedora entendeu que a súmula continua válida. Para os ministros, a exigência de intimação pessoal se justifica porque o cumprimento da obrigação envolve ato material da própria parte, e não apenas um ato processual praticado pelo advogado.  

PUTIN APRESENTA PROPOSTA PARA ACABAR A GUERRA CONTRA O IRÃ

Putin conversou com Trump sobre guerra no Irã, diz Kremlin - 09/03/2026 -  Mundo - FolhaO presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone ontem, 9, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e apresentou propostas para uma rápida resolução da guerra envolvendo o Irã, segundo o assessor de política externa do Kremlin, Iuri Ushakov.  Durante a ligação, os dois líderes também discutiram o conflito na Ucrânia e a situação da Venezuela, temas relacionados ao cenário do mercado global de petróleo. A Casa Branca ainda não comentou oficialmente o diálogo, que teria durado cerca de uma hora.  Mais cedo, Trump afirmou acreditar que a guerra contra o Irã está “praticamente concluída” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” da estimativa inicial de quatro a cinco semanas para o fim do conflito.  Segundo ele, o país adversário já não teria marinha, comunicações ou força aérea capazes de sustentar o confronto. Trump também disse que não tinha mensagem para o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, embora tenha criticado sua escolha para o cargo. No mesmo dia, Putin prometeu “apoio inabalável” ao novo líder iraniano, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no início dos ataques lançados por Israel e pelos EUA.

O presidente russo afirmou que Moscou continuará sendo um parceiro confiável da República Islâmica e demonstrou solidariedade ao país diante do que chamou de agressão armada. Apesar da proximidade entre Rússia e Irã, Moscou não entrou diretamente na guerra. No início do conflito, o governo russo apenas condenou os ataques americanos e israelenses, classificando-os como um ato deliberado contra um Estado soberano. Reportagem do jornal The Washington Post afirmou que a Rússia teria fornecido informações de inteligência ao Irã sobre alvos americanos no Oriente Médio, algo que Trump negou. Em meio às discussões diplomáticas, o vice-chanceler iraniano Kazem Gharibabadi declarou que países como China, Rússia e França procuraram Teerã para discutir um possível cessar-fogo. Segundo ele, a principal condição do Irã para uma trégua é que não ocorram novas agressões militares.

 

OFICIALA É AGREDIDA EM CUMPRIMENTO DE MANDADO

Oficial de Justiça é agredida em cumprimento de mandado na Capital -  Polícia - Diário DigitalO cumprimento de um mandado judicial de busca e apreensão terminou em violência na tarde de quinta-feira (5/3), na capital paulista. A oficiala de Justiça Marcela Gomes Giorgi e a advogada Melissa Amorim de França foram agredidas durante a tentativa de apreensão de um automóvel pertencente a um devedor. A diligência envolvia um veículo com financiamento em atraso. Após buscas, a oficiala chegou ao endereço indicado no mandado, uma residência aparentemente vazia e com placa de “vende-se”. Diante da situação, foram acionados um chaveiro e um guincho para retirar o veículo, além de solicitado apoio da Polícia Militar. Enquanto aguardavam, uma mulher saiu da casa ao lado, disse conhecer os proprietários e afirmou que faria contato com eles. Depois constatou-se que ela era esposa do dono do carro. Pouco tempo depois, dois homens — pai e filho — chegaram ao local e a situação se tornou violenta. Segundo a oficiala, a diligência já estava formalmente cumprida, com ciência do devedor, entrega das chaves e início da lavratura do auto de apreensão. No momento em que a advogada Melissa iniciava a retirada do veículo da garagem, o proprietário avançou sobre o carro, arrancou as chaves de suas mãos, quebrando suas unhas, e passou a puxá-la para fora pelos braços, pernas e cabelos, jogando-a ao chão diversas vezes.

Durante a confusão, o agressor ainda ameaçou as profissionais, afirmando que não tinha mais nada a perder e que “acabaria com tudo” caso o carro fosse levado. Em seguida, entrou no veículo pelo lado do passageiro e começou a procurar algo sob o banco, levando as vítimas a temer que ele buscasse uma arma. Após as agressões, pai e filho fugiram levando o veículo alvo do mandado e outro carro com restrições judiciais. Melissa foi socorrida e encaminhada a um hospital, com escoriações e forte abalo emocional, sendo posteriormente submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Marcela relatou empurrões e ameaças de morte, mas não sofreu ferimentos graves. O caso foi registrado no 73º Distrito Policial (Jaçanã) como lesão corporal, resistência e roubo. Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para identificar os responsáveis. 

ALIADOS DO IRÃ ENFRENTAM DIFICULDADES PARA APOIAR O PAÍS

Entenda as alianças militares de Irã e Estados UnidosEnquanto ataques de Israel e dos Estados Unidos castigavam o Irã, aliados do país no cenário internacional não chegaram a um consenso sobre como reagir. Brasil, China e Rússia condenaram rapidamente a ofensiva militar contra Teerã, que passou a integrar o Brics há dois anos. A Índia, que preside o bloco em 2026, adotou postura diferente: evitou criticar os bombardeios e condenou apenas as ações retaliatórias iranianas na região. A África do Sul também foi cautelosa, manifestando preocupação com o conflito sem citar países, possivelmente para evitar atritos com Washington. Chamou atenção a ausência de uma declaração conjunta do Brics, evidenciando dificuldades do grupo em reagir de forma unificada. A situação levanta dúvidas sobre a capacidade do bloco de construir uma nova ordem mundial sem alinhamento político entre seus membros. Criado em 2009, o Brics busca ampliar a influência das grandes economias emergentes no cenário global. Diferentemente da Otan, o grupo não prevê cooperação militar nem compromissos de defesa entre os integrantes. Sua agenda sempre foi majoritariamente econômica, incluindo o banco de desenvolvimento do bloco e iniciativas para ampliar o comércio entre os países. Nos últimos anos, porém, o Brics passou a se apresentar como contrapeso à hegemonia dos Estados Unidos e do Ocidente. Nesse contexto, ampliou sua composição para incluir Irã, Egito, Etiópia, Indonésia e Emirados Árabes Unidos. A expansão, no entanto, trouxe membros com interesses geopolíticos distintos, dificultando consensos. O cenário se agravou quando mísseis e drones iranianos atingiram os Emirados Árabes Unidos, também integrante do grupo. Além disso, o conflito ameaça rotas comerciais estratégicas e a segurança energética de vários países do bloco. 

Para analistas, essas divergências enfraquecem a ideia de ação conjunta entre os membros. Especialistas afirmam que nenhum país do Brics deve apoiar militarmente o Irã em um eventual conflito. Para Teerã, o bloco funciona principalmente como alternativa econômica e mercado para seu petróleo. O grupo já enfrentou dificuldades semelhantes em crises anteriores. Em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, o Brics evitou condenação direta e pediu apenas diálogo. Situação semelhante ocorreu quando ataques de Israel e EUA ao Irã geraram apenas uma nota moderada do bloco. Agora, diante de nova escalada, o silêncio coletivo reforça dúvidas sobre sua coesão. Analistas avaliam que o Brics ainda busca definir qual papel pretende desempenhar na política internacional. A crise também expõe os limites de uma aliança baseada apenas em cooperação econômica. Isso ocorre num momento em que os Estados Unidos utilizam tarifas e sanções como instrumentos geopolíticos. A Índia, por exemplo, já reduziu compras de petróleo iraniano e russo para evitar punições americanas. O país também recuou de projetos estratégicos no Irã diante da ameaça de sanções. Para especialistas, a geopolítica passou a influenciar diretamente as relações comerciais entre os membros. Se pretende desafiar a influência ocidental, o Brics terá de lidar com questões políticas e militares. Caso contrário, essas divergências podem se tornar obstáculos ao fortalecimento do bloco no cenário global.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 10/3/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Caso Master: Congresso avança com CPI contra STF

Senadores protocolam pedido de instalação de comissão parlamentar de inquérito para investigar suposto envolvimento de Moraes e Toffoli com Vorcaro

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Master: Sicário mandou para Vorcaro apurações sigilosas do MPF quatro meses antes de prisão em 2025

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Guerra no Irã mexe em cenário econômico do Brasil, e corte na Selic vira dúvida

Disparada do petróleo pesa sobre inflação, que ainda está longe do centro da meta de 3%

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA  

Lula diz que preço dos combustíveis deve subir com guerra no Oriente Médio

O presidente afirmou ainda estar “preocupado” com a escalada de tensões e conflitos na região, que, segundo ele, “produzem efeitos sobre a cadeia de energia e alimentos”

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Petróleo opera em queda e Bolsas em alta após sugestão de fim da guerra em breve

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Trump acusa Teerão de criar novo local para armas nucleares. Netanyahu avisa que guerra ainda não acabou

EUA e Israel atacaram o Irão a 28 de fevereiro. O Irão retaliou contra países da região com bases americanas bloqueando o Estreito de Ormuz onde passa um quinto do petróleo mundial. 

segunda-feira, 9 de março de 2026

RADAR JUDICIAL

Resultado do Censo 2022 mostra que número de idosos de 65 anos ou mais  cresceu 57,4% em 12 anosNÚMERO DE IDOSOS SOBE E DE CRIANÇAS DESCE

O número de idosos no Brasil já supera o de crianças. São 32,1 milhões de pessoas com mais de 60 anos, contra 26,4 milhões de crianças de até nove anos, segundo o Censo 2022 do IBGE.
Os idosos representam 15,8% da população, enquanto as crianças somam 13%. Em 2000, o cenário era diferente: idosos eram 8,6% e crianças, 19,4% dos brasileiros. O demógrafo britânico Paul Morland alerta que a queda da natalidade se repete em vários países, como já ocorreu na Europa e no Japão. Segundo ele, isso pode gerar um grande problema econômico nas próximas décadas. Na Coreia do Sul, por exemplo, a taxa de fecundidade é de cerca de 0,7 filho por mulher. No Brasil, a taxa é de 1,55, abaixo dos 2,1 necessários para manter a população estável. Morland afirma que menos nascimentos significam menos trabalhadores no futuro. Ao mesmo tempo, a população viverá mais e precisará de cuidados. Isso pode pressionar os sistemas de saúde, previdência e as contas públicas. Para o pesquisador, governos devem apoiar famílias com políticas de moradia, educação e trabalho flexível.

Circuitos Fotônicos: um passo rumo ao futuro - Um salto enorme no  entendimento da mecânica quântica - Portal IFSCFOTÔNICA SUBSTITUIRÁ A ELETRÔNICA 

Diante da expansão da computação em nuvem, da inteligência artificial e dos grandes centros de dados, cresce a demanda por sistemas mais rápidos e eficientes. Nesse cenário, a fotônica — que usa luz em vez de elétrons para transmitir e processar informações — surge como alternativa à eletrônica tradicional, que enfrenta limites de miniaturização e consumo de energia. Estudo publicado na revista Science Advances apresentou um nanolaser capaz de viabilizar microchips que processam dados por meio de sinais luminosos. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade Técnica da Dinamarca, o dispositivo é extremamente compacto e pode tornar os sistemas mais ágeis e energeticamente eficientes. Hoje, mesmo com transmissão de dados por fibra óptica, a luz precisa ser convertida em sinais elétricos para ser processada nos chips, o que gera perda de energia e calor. O nanolaser pode reduzir essa etapa e tornar o processamento mais econômico. Segundo especialistas, a tecnologia permite concentrar centenas de lasers em um único microprocessador, ampliando a capacidade de processamento sem aumentar o tamanho do chip. A técnica usa uma nanocavidade que confina a luz em um espaço microscópico, permitindo operação em temperatura ambiente e baixo consumo energético. Pesquisadores estimam que sistemas baseados nesse nanolaser poderão reduzir em até 50% o consumo energético de computadores. Apesar do potencial, a produção em larga escala ainda exige novos investimentos e avanços industriais, e a adoção comercial pode levar de cinco a dez anos.

Doença de Alzheimer: Mudanças no Cérebro - Studio Ser - Clínica de  medicina, psicologia e estéticaALZHEIMER É A SEGUNDA DOENÇA TEMIDA

Pesquisa do Datafolha encomendada pela farmacêutica Eli Lilly mostra que o Alzheimer é a segunda doença que os brasileiros mais temem que atinja alguém próximo, atrás apenas do câncer. Entre os entrevistados, 75% apontaram o câncer como maior medo, enquanto 13% citaram o Alzheimer. A Aids aparece com 9% e o Parkinson com 1%. O levantamento ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todo o país. Os dados indicam ainda que 41% dos brasileiros conhecem alguém com diagnóstico de Alzheimer. Especialistas afirmam que o temor está ligado, em parte, ao desconhecimento sobre a doença. O estigma e a crença de que demência é algo natural do envelhecimento ainda afastam muitas pessoas do diagnóstico. A pesquisa também mostra que 99% reconhecem a importância de procurar um médico aos primeiros sinais. Apesar disso, 88% avaliam que a maioria só busca ajuda quando os sintomas já estão mais graves. Hoje, tratamento, atividade física e estímulo cognitivo podem ajudar pacientes a manter autonomia por anos. No Brasil, cerca de 80% dos casos de demência ainda não são diagnosticados.

ESTADOS UNIDOS NÃO JULGA, MATA

Um ataque dos Estados Unidos contra uma embarcação suspeita de narcotráfico no Pacífico oriental deixou seis mortos ontem, 8, informou o Exército americano.  A operação foi anunciada pelo Comando Sul na rede social X. Com o episódio, o número de mortos em ataques semelhantes no Pacífico e no Caribe desde setembro já supera 150.  Segundo o general Francis Donovan, a inteligência indicou que o barco navegava por rotas conhecidas de tráfico e estaria envolvido em operações de narcotráfico.  No entanto, o governo do presidente Donald Trump não apresentou provas públicas que confirmem que as embarcações atacadas estavam realmente ligadas ao tráfico.  Especialistas em direito internacional e organizações de direitos humanos criticam a estratégia. Para eles, os ataques podem configurar execuções extrajudiciais, pois aparentemente atingem civis que não representariam ameaça imediata aos Estados Unidos. 

ESQUERDA DO PRESIDENTE PETRO SAI VITORIOSA

A esquerda colombiana, liderada pelo presidente Gustavo Petro, saiu fortalecida das eleições legislativas deste domingo (9), contrariando tendências recentes na região. O resultado aumenta a competitividade do campo progressista para a eleição presidencial marcada para 31 de maio. Com quase todos os votos apurados, o Pacto Histórico conquistou a maior bancada no Senado, com 25 cadeiras (22,7%), quatro a mais do que em 2022. O partido também segue como uma das principais forças na Câmara dos Representantes, embora precise formar alianças para obter maioria. Na sequência no Senado aparecem o Centro Democrático (17 cadeiras), o Partido Liberal Colombiano (13) e a Aliança pela Colômbia (11). O ex-presidente Álvaro Uribe não conseguiu se eleger senador. Na Câmara, o cenário favorece a centro-direita, com o Centro Democrático liderando, seguido pelo Partido Liberal e pelo Partido Conservador. O Pacto Histórico ficou em quarto lugar. A fragmentação do Congresso deve obrigar o próximo presidente a negociar alianças para aprovar projetos. No pleito também foram definidas prévias presidenciais, deixando 16 candidatos na disputa. As pesquisas apontam para possível segundo turno entre Iván Cepeda, da esquerda, e Abelardo de la Espriella, da ultradireita, em junho.

Salvador, 9 de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


 

MARIDO DE POLICIAL MILITAR É SUSPEITO DA MORTE

A Polícia Civil de São Paulo investiga as circunstâncias da morte da policial  militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça  dentro da casa onde morava. OFantástico teve acesso a imagens e áudios inéditos sobre o caso da soldado da Polícia Militar Gisele Alves, baleada na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no Brás, em São Paulo, em 18 de fevereiro de 2026. As gravações mostram ligações para serviços de emergência e imagens das câmeras do prédio. O primeiro pedido de socorro foi feito pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, que afirmou à PM que a esposa havia se matado com um tiro na cabeça. Ele também ligou para o Corpo de Bombeiros e disse que Gisele ainda estava respirando. Câmeras mostram o oficial no corredor do prédio por volta das 8h, ao telefone. Bombeiros chegaram às 8h13 e um socorrista relatou ter achado a cena estranha, fotografando o local. Segundo ele, a arma estava encaixada na mão da vítima de forma incomum em casos de suicídio. Outros pontos levantaram suspeitas: sangue já coagulado, ausência do cartucho da bala e o tenente-coronel estar seco, apesar de dizer que estava no banho.

Áudios gravados mostram o oficial relatando crises no casamento e a intenção de se separar. Ele afirmou ter ouvido o disparo enquanto tomava banho e encontrado a esposa caída. Gisele foi reanimada pelos socorristas e retirada do prédio às 8h55 ainda com vida. O marido permaneceu no corredor ao telefone com superiores. O oficial também ligou para o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, que chegou ao local às 9h07 e subiu ao apartamento. Testemunhas dizem que, mesmo orientado a não fazê-lo, o tenente-coronel teria tomado banho novamente e voltou com cheiro de produto químico. Laudos indicam que a cena não foi preservada corretamente, o que dificultou a perícia. Um vídeo mostra o apartamento desorganizado, com panos e produtos de limpeza no chão. Uma vizinha afirmou ter ouvido um disparo às 7h28, mas o pedido de socorro só ocorreu às 7h57, cerca de 29 minutos depois. A defesa de Geraldo Neto diz que ele não é investigado e que colabora com as autoridades. Já o desembargador afirma que foi ao local como amigo do tenente-coronel. 

"NÃO VAMOS MAIS ENTRAR EM GUERRAS, VAMOS ACABAR COM ELAS", PROMETIA TRUMP

Guerra no Irã pode custar eleições a Donald Trump - 08/03/2026 - Mundo -  Folha"Não vamos mais entrar em guerras, vamos acabar com elas", prometia Donald Trump durante a campanha presidencial de 2024 nos Estados Unidos. De volta à Casa Branca, porém, o discurso mudou. Nas redes sociais, o republicano anunciou o início da guerra contra o Irã, afirmando que “bombas serão lançadas em todos os lugares”. Analistas avaliam que, ao declarar guerra no Oriente Médio, Trump prioriza a política externa, deixa em segundo plano problemas internos e aumenta os riscos políticos para as eleições legislativas de meio de mandato. Tradicionalmente, presidentes perdem cadeiras nessas eleições. No caso de Trump, aliados temem que uma derrota faça o governo enfrentar um Congresso mais combativo e até ameaças de impeachment. O presidente da Câmara, Mike Johnson, admitiu preocupação com o cenário eleitoral. Segundo ele, perder o controle do Legislativo poderia significar “o fim da Presidência de Trump na prática”. Durante a campanha, Trump criticava conflitos externos, alinhado ao movimento Maga, que defende priorizar os interesses americanos. Agora, pesquisas mostram que parte desse grupo desaprova a guerra. Entre os críticos está Tucker Carlson, ex-âncora da Fox News. Aliado do presidente, ele classificou o conflito como “injusto” e “errado” e lamentou as mortes de militares americanos. Levantamento da CNN, feito pela SSRS entre 28 de fevereiro e 1º de março, indica que 59% dos americanos são contrários ao início da guerra.

Antes mesmo do conflito, Trump já enfrentava queda de popularidade. Segundo a The Economist, sua aprovação está em 58%, com leve recuo na última semana. Para o cientista político Carlos Poggio, o impacto político dependerá da duração da guerra: quanto mais longa, piores tendem a ser as consequências para o presidente. O professor Jonathan Hanson, da Universidade de Michigan, afirma que Trump tomou uma decisão arriscada, já que a maioria da população não apoia os ataques.  Jordan Tama, da American University, avalia que o sucesso da operação contra Nicolás Maduro na Venezuela pode ter gerado excesso de confiança no governo. Outro problema apontado por analistas é a falta de clareza sobre os objetivos da guerra, que variam entre destruir o programa nuclear iraniano, eliminar mísseis ou combater milícias ligadas a Teerã. Também não há definição sobre a duração do conflito. Trump chegou a falar em quatro ou cinco semanas, mas depois afirmou que os combates só terminarão com a “rendição incondicional” do Irã. Segundo especialistas, além da impopularidade da guerra, o presidente dá sinais de tentar interferir nas eleições ao pressionar pela aprovação do Save America Act, que exigiria documentos como passaporte ou certidão de nascimento para registro eleitoral. Críticos alertam que a medida poderia dificultar o voto de milhões de americanos. 

JUSTIÇA ELEITORAL CONDENA REDE X

Rede social "X" autorizada a funcionar após depósito judicialA Justiça Eleitoral considerou descumprida uma ordem judicial que determinava o fornecimento de informações sobre perfis da rede social X. A plataforma enviou os dados solicitados em língua estrangeira e com caracteres técnicos de difícil compreensão. O caso ocorreu no Rio de Janeiro, em uma representação por propaganda eleitoral negativa apresentada por Marcelo Freixo, candidato ao governo do estado em 2022. Ele solicitava a identificação dos responsáveis pelas publicações. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro determinou que a empresa fornecesse, em 48 horas, a porta lógica usada pelos perfis — identificador que, junto com o IP, permite identificar o usuário em um acesso específico à internet. Foi fixada multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. O X respondeu dentro do prazo, mas enviou os dados em língua estrangeira, sem identificar a porta lógica e em linguagem técnica incompreensível. Os advogados de Freixo continuaram solicitando as informações. 

A plataforma só voltou a se manifestar 163 dias depois, desta vez em português, como exige o Código de Processo Civil. Com os dados organizados e contextualizados, foi possível identificar os responsáveis pelas postagens, mesmo sem as informações sobre as portas lógicas. O TRE-RJ considerou que a ordem só foi efetivamente cumprida quando as informações chegaram em português e permitiram a identificação dos usuários. Assim, os 163 dias foram considerados período de descumprimento, gerando multa de R$ 16,3 milhões. O tribunal, porém, considerou o valor desproporcional e reduziu a multa diária para R$ 30 mil, totalizando R$ 4,8 milhões. A empresa recorreu ao TSE para tentar anular ou reduzir a penalidade. Relator do caso, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva manteve a multa, destacando que o CPC exige o uso da língua portuguesa em atos processuais. Segundo ele, o formato enviado prejudicou a parte autora, que precisou insistir na solicitação das informações. O ministro, contudo, entendeu não haver intenção deliberada de descumprir a decisão. Por isso, reduziu novamente a multa diária para R$ 10 mil, fixando o valor total em R$ 1,6 milhão.

 

IRÃ COM NOVO LÍDER SUPREMO

Irã escolhe novo líder supremo, mas não revela o nomeA Assembleia de Especialistas do Irã nomeou Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país, segundo informou a mídia estatal ontem, 8. O órgão convocou a população iraniana a manter a unidade e jurar lealdade ao novo líder. Mojtaba, um clérigo de escalão intermediário com fortes vínculos com a Guarda Revolucionária, já era apontado há anos como possível sucessor de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei. Embora a ideologia do regime iraniano não favoreça sucessões hereditárias, Mojtaba tem apoio significativo dentro da Guarda Revolucionária e entre setores do establishment político e religioso. Ali Khamenei morreu em 28 de fevereiro durante bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em Teerã. O ataque também matou comandantes militares e integrantes do alto escalão do regime, desencadeando uma escalada militar na região, com trocas de ataques entre Irã, Israel e forças americanas. Segundo a imprensa iraniana, Mojtaba sofreu perdas familiares recentes, incluindo a morte do pai, da mãe, da esposa e de um filho pequeno. Mesmo ostentando o título de aiatolá, ele é considerado um religioso de nível intermediário, mas exerce grande influência dentro da estrutura clerical do país. Conhecido por sua postura linha-dura, Mojtaba mantém laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária. A indicação foi confirmada pelo membro do conselho Ahmad Alamolhoda e dependia da formalização pelo chefe do secretariado da Assembleia de Especialistas, Hosseini Bushehri. 

Segundo o The New York Times, a escolha reflete a tentativa do regime de garantir continuidade política em meio aos ataques de Estados Unidos e Israel, nove dias após o início da guerra. Com o cargo, Mojtaba passa a ser a principal autoridade política e religiosa do Irã e também comandante-em-chefe das Forças Armadas. Nos últimos dias, a tensão aumentou após Israel atacar um prédio ligado à Assembleia de Especialistas na cidade de Qom, durante uma reunião de aiatolás. Autoridades israelenses afirmaram que irão perseguir qualquer sucessor envolvido na escolha de um novo líder. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou Mojtaba como uma escolha “inaceitável” e disse que o novo líder “não vai durar muito” sem aprovação americana. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu que a escolha cabe ao povo iraniano. Ele também exigiu um pedido de desculpas de Trump, acusando o presidente americano de iniciar a guerra no Oriente Médio e provocar destruição na região.  

CRUZEIRO E ATLÉTICO: 23 EXPULSÕES

🟥 [DEU RED] A súmula do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, pela final  do Campeonato Mineiro, no Mineirão, confirmou 23 expulsões após a confusão  generalizada registrada ao fim da partida. O documentoVinte e três expulsões foram registradas na súmula do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, disputado no domingo (8), no Mineirão, pela decisão do Campeonato Mineiro. Uma pancadaria generalizada marcou os minutos finais da partida. O documento divulgado pela arbitragem na madrugada desta segunda-feira (9) detalha os cartões vermelhos aplicados a jogadores das duas equipes. Segundo o árbitro paulista Matheus Candançan, a confusão começou após o goleiro Everson “agir com brutalidade” contra Christian, quando o Cruzeiro buscava o segundo gol. Na súmula, Candançan relata que, após receber uma falta, Everson derrubou o adversário e o atingiu com o joelho no rosto, iniciando a briga generalizada. De acordo com o árbitro, o tumulto foi tão grande que não foi possível mostrar o cartão vermelho imediatamente aos envolvidos. No restante das anotações, o árbitro repetiu a justificativa para os demais atletas: participação na briga generalizada após o término da partida, com socos e pontapés entre adversários.

Foram expulsos pelo Cruzeiro: Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Villalba, Kauã Prates, Christian, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge. Pelo Atlético-MG receberam cartão vermelho Everson, Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk. A confusão começou após o confronto físico entre Everson e Christian e rapidamente envolveu jogadores das duas equipes. Integrantes das comissões técnicas e seguranças também entraram em campo para tentar conter a briga. Após o tumulto, a partida não foi retomada. O placar de 1 a 0 garantiu o título do Campeonato Mineiro ao Cruzeiro, o 39º da história do clube.