O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a suspensão de qualquer procedimento que trate de possível investigação contra integrantes da Corte. A medida inclui apurações sobre o elo entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, relatadas por André Mendonça. Fachin também anulou as decisões de Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal. Com isso, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, permanece no cargo. Segundo Fachin, Moraes e Mendonça analisavam questões relacionadas e baseadas em provas comuns. Isso criaria risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual. A decisão ocorreu após Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues à direção da PF. Mendonça havia afastado o diretor do cargo na terça-feira (8). No mesmo dia, Fachin dera 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o caso. Dino, porém, tomou uma decisão em outra ação antes da manifestação do relator. Fachin decidiu a partir de um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) que tenta reverter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. Dino, por sua vez, respondeu a pedido de Andrei em investigação sobre suspeitas envolvendo emendas. O caso está relacionado à produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. A crise se agravou nos últimos dias com uma sucessão de liminares entre ministros. Decisões de um magistrado passaram a desautorizar medidas tomadas por outros colegas. O conflito também atingiu decisões do próprio presidente do Supremo.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2026
VAI E VEM DE DECISÕES CONTURBA O STF
O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a suspensão de qualquer procedimento que trate de possível investigação contra integrantes da Corte. A medida inclui apurações sobre o elo entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, relatadas por André Mendonça. Fachin também anulou as decisões de Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal. Com isso, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, permanece no cargo. Segundo Fachin, Moraes e Mendonça analisavam questões relacionadas e baseadas em provas comuns. Isso criaria risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual. A decisão ocorreu após Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues à direção da PF. Mendonça havia afastado o diretor do cargo na terça-feira (8). No mesmo dia, Fachin dera 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o caso. Dino, porém, tomou uma decisão em outra ação antes da manifestação do relator. Fachin decidiu a partir de um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) que tenta reverter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. Dino, por sua vez, respondeu a pedido de Andrei em investigação sobre suspeitas envolvendo emendas. O caso está relacionado à produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. A crise se agravou nos últimos dias com uma sucessão de liminares entre ministros. Decisões de um magistrado passaram a desautorizar medidas tomadas por outros colegas. O conflito também atingiu decisões do próprio presidente do Supremo.
RADAR JUDICIAL
PROCEDIMENTO ÉTICO-DISCIPLINAR CONTRA SÓCIOS DO BARCI & BARCI ADVOGADOS
MINISTRO ACIRRA CONFLITOS COM A POLÍCIA FEDERAL E COM COLEGAS
Salvador, 9 de setembro de 2026.
MINISTRO DINO CRITICA MENDONÇA E REINTEGRA COMANDO DA PF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reintegrou nesta quarta-feira (9) ao comando da Polícia Federal o diretor-geral Andrei Rodrigues e o chefe de Inteligência, Leandro Almada. Os dois haviam sido afastados por decisão do ministro André Mendonça na terça-feira (8). Dino determinou que sua decisão seja submetida exclusivamente ao plenário do STF, atualmente formado por dez ministros. A medida atende a um pedido de Andrei Rodrigues em investigação sobre suspeitas de irregularidades envolvendo emendas relacionadas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Segundo Dino, a reintegração permanecerá válida até o cumprimento integral das medidas determinadas por ele pela Polícia Federal. O ministro criticou duramente a decisão de Mendonça, questionando se uma autoridade pode atuar como julgadora de uma situação que a envolve diretamente. Dino afirmou que o afastamento criou uma situação inédita ao interromper a produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal. Para ele, a medida prejudicou procedimentos urgentes sob sua relatoria no Supremo e reconheceu que Mendonça poderia defender seus direitos diante de eventuais questionamentos envolvendo a Polícia Federal. No entanto, afirmou que isso não poderia servir de fundamento para uma decisão que paralisasse investigações e trabalhos da corporação.
Mendonça havia justificado os afastamentos com base em um relatório interno da PF utilizado por Alexandre de Moraes. O documento teria sido citado por Moraes ao pedir investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O caso envolve a condução de investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS. A decisão de Mendonça aprofundou a crise institucional e aumentou a tensão entre ministros do STF e o episódio também colocou o governo Lula sob maior pressão diante do conflito na cúpula do Judiciário. Andrei Rodrigues é considerado próximo do presidente Lula e foi coordenador de sua segurança durante a campanha eleitoral de 2022. A Advocacia-Geral da União (AGU) havia recorrido, em caráter de urgência, contra o afastamento dos dois dirigentes. O órgão pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a suspensão da decisão de Mendonça, alegando que a medida provocava grave lesão à ordem pública e administrativa. Fachin deu prazo de 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o pedido. Dino também mencionou um encontro entre Mendonça e Daniel Vorcaro, ocorrido em março de 2025. Mendonça afirmou, na época, que a reunião tratou de uma ação envolvendo créditos de precatórios de interesse do Banco Master. O ministro declarou ainda que sua decisão naquele processo contrariou os interesses de Vorcaro. Na decisão desta quarta, Dino afirmou que Andrei apenas cumpriu determinações judiciais emitidas por Alexandre de Moraes. Para Dino, portanto, não seria adequado afastar um agente público que apenas executou uma determinação judicial. A decisão aumenta a expectativa sobre uma possível análise do caso pelo plenário do Supremo e mantém elevada a tensão institucional na Corte.
IMPRENSA INTERNACIONAL REPERCUTE DECISÃO DO MINISTRO MENDONÇA
A imprensa internacional repercutiu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O jornal espanhol El País classificou a medida como uma escalada da crise interna no STF e afirmou que o conflito poderá influenciar as eleições presidenciais marcadas para 4 de outubro. A Segunda Turma do STF formou maioria para referendar o afastamento preventivo dos delegados, mas a conclusão do julgamento foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A Advocacia-Geral da União pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que contestasse a decisão de Mendonça, depois que Fachin concedeu 72 horas para que o ministro apresentasse manifestação. Em apoio a Andrei Rodrigues, os 11 diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, classificando o afastamento como resultado de ataques injustificados. A crise ganhou novos contornos após Alexandre de Moraes pedir investigação contra Mendonça no âmbito do Inquérito das Fake News. Antes disso, Mendonça havia retirado o sigilo de relatório da PF sobre contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
DECISÃO POLÊMICA DO MINISTRO DO STF
A decisão do ministro André Mendonça, do STF, de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, aumentou a tensão na Corte e a pressão sobre seu presidente, Edson Fachin. O governo também entrou no conflito, após a Advocacia-Geral da União (AGU) contestar a decisão de Mendonça. O ministro justificou o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, alegando risco às investigações sobre relatórios de inteligência considerados irregulares. A decisão começou a ser analisada pela Segunda Turma do STF na terça-feira. Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques formaram maioria para manter o afastamento, mas Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento. Até a retomada da análise, a decisão continua em vigor. Fachin recebeu o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Depois, a AGU apresentou recurso a Fachin, pedindo a suspensão da decisão de Mendonça. O presidente do STF deu 72 horas para o ministro se manifestar. Durante evento do CNJ, Fachin defendeu que a Justiça brasileira continuará cumprindo suas obrigações constitucionais e destacou a necessidade de diálogo. Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático” pela inteligência da PF durante mais de um mês. Segundo ele, ao menos seis relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto e o ministro classificou a atividade como “monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte”.
TRIBUNAL MANTEVE LIMINAR DE BLOQUEIO DA POLÍTICA DA RECEITA FEDERAL AMERICANA
Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos manteve, ontem, 8, liminar que bloqueia política da Receita Federal americana (IRS). A medida permitia o compartilhamento de endereços de contribuintes com autoridades de imigração e a corte concluiu que a política adotada pelo governo de Donald Trump violou a lei federal. A Casa Branca pode recorrer à Suprema Corte dos Estados Unidos. Três juízes do Tribunal de Apelações do Distrito de Colúmbia analisaram o caso e segundo a decisão, o IRS divulgou cerca de 47 mil endereços de contribuintes ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A prática fazia parte dos esforços do governo para ampliar a repressão à imigração ilegal. Em julho de 2025, um acordo entre o IRS e o Departamento de Segurança Interna autorizou os pedidos do ICE. O órgão poderia solicitar os últimos endereços conhecidos de até 1,28 milhão de pessoas suspeitas de viver ilegalmente nos EUA. Entidades de defesa dos contribuintes e empresas ingressaram com ação contra a política e um juiz de primeira instância considerou a prática ilegal e determinou seu bloqueio. Até então o IRS já havia compartilhado 47.289 registros com o ICE. O governo Trump recorreu, alegando que a decisão dificultava a aplicação das leis federais, mas a juíza Cornelia Pillard rejeitou o argumento e afirmou que a questão deveria ser discutida pelo Congresso. Pillard e os outros dois juízes do colegiado foram nomeados pelo ex-presidente Barack Obama. A legislação americana restringe o compartilhamento de dados fiscais com outros órgãos do governo.
BIDEN INFORMA QUE O CÂNCER ESTÁ SOB CONTROLE
Joe Biden afirmou ontem, 8, que a radioterapia para tratar o câncer de próstata diagnosticado no ano passado “funcionou como esperado”. Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, a doença está controlada. Biden disse que continua fazendo atividades de que gosta, como escrever seu livro de memórias. Ele agradeceu aos médicos e profissionais de saúde que acompanham seu tratamento. Em maio de 2025, quatro meses após deixar a Presidência, Biden revelou ter câncer de próstata agressivo. A doença já havia se espalhado para os ossos, segundo o diagnóstico divulgado na época. Meses depois, ele iniciou o tratamento com radioterapia. Em agosto deste ano, Hunter Biden, filho do ex-presidente, afirmou que o câncer havia se espalhado “para os ossos e além” e que a doença provocava dores intensas no pai. Na publicação desta terça, Biden incentivou homens a conversarem com médicos sobre exames de rastreamento. O ex-presidente fez o alerta durante o mês de conscientização sobre o câncer de próstata nos EUA. Biden também confirmou que segue trabalhando em seu livro de memórias presidenciais. A obra, intitulada “Promise Me, America”, deve ser lançada em novembro. No livro, ele pretende abordar desafios enfrentados pelos Estados Unidos e decisões tomadas durante seu governo.
PRÍNCIPE HARRY E MEGHAN NÃO PARTICIPARÃO DE COMPROMISSOS OFICIAIS
O rei Charles 3º determinou que o príncipe Harry e Meghan Markle não podem participar de compromissos oficiais da família real britânica. Uma carta enviada a autoridades do governo e representantes da monarquia reafirma que o casal continua sendo formado por cidadãos particulares. Harry e Meghan retornaram ao Reino Unido em agosto, após seis anos vivendo nos Estados Unidos. Em 2020, eles renunciaram aos compromissos como membros ativos da família real e deixaram de representar a Coroa. O comunicado foi emitido após pedidos de esclarecimento sobre a situação do casal. Harry e Meghan voltaram a Londres no fim de agosto, acompanhados dos filhos, Archie, 7, e Lilibet, 5. A carta também foi compartilhada com a equipe do príncipe Harry. O documento lembra que o duque e a duquesa de Sussex deixaram de exercer funções oficiais em janeiro de 2020. A decisão, segundo o texto, continua válida mesmo após o retorno da família ao país. As atividades filantrópicas de Harry e Meghan também não representam uma retomada das funções oficiais. Segundo a carta, esses trabalhos são realizados de forma privada e pessoal pelo casal.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 9/9/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Tensão no STF escala e arrasta governo
Mendonça afasta diretor da Polícia Federal, maioria da Segunda Turma da Corte vota a favor da decisão do ministro, e AGU recorre a Fachin para derrubar ordem. Presidente do Supremo é pressionado a dar solução à grave crise que atinge a Corte
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
O pânico na campanha de Flávio Bolsonaro com um troco de Dino e Moraes
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Decisão de Mendonça para afastar chefe da PF é criticada por especialistas
Advogados e professores questionam proporcionalidade e embasamento; paralelo com conduta de Moraes é citado Miguel Reale Jr. afirma que 'cruzaram linha vermelha' de respeito à instituição e que 'virou guerra fratricida'
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Planalto acende alerta para movimentações dos EUA antes da eleição
O temor ganhou força com o aprofundamento da crise no Supremo e a proximidade das urnas.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Fachin dá 72 horas para Mendonça responder a pedido da AGU contra afastamento de diretor da PF
Advocacia-Geral argumenta que o afastamento do chefe da PF viola a competência privativa do presidente da República
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Ministra da Justiça rejeita acusações de mentiras e defende atuação na Operação Pacoba
terça-feira, 8 de setembro de 2026
RADAR JUDICIAL
PASSAGEIRO É IMOBILIZADO COM FITA ADESIVA NA AMERRICAN AIRLINES
