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quarta-feira, 29 de julho de 2026

RADAR JUDICIAL


NUTRICIONISTA INTERROMPE TRABALHO PARA SOCORRER VÍTIMAS 

A bombeira voluntária Daniela Villarroel, 28, enfrentou a missão mais difícil de sua vida após os terremotos que devastaram o norte da Venezuela em junho. Nutricionista, ela interrompeu o trabalho por três semanas para resgatar sobreviventes e recuperar corpos em La Guaira. Sem salário, usou equipamentos comprados com recursos próprios e encarou túneis estreitos sob prédios desabados. Em um dos resgates, salvou Gabriel, que sobreviveu protegido pelos corpos de familiares. Também participou de uma operação de oito horas para retirar uma mulher presa sob escombros. Baixa e leve, conseguia acessar espaços onde outros socorristas não entravam. As cenas de destruição e morte marcaram profundamente sua rotina. O cheiro dos corpos impregnava roupas, equipamentos e até sua casa. À noite, sofria com insônia, lembranças constantes e vozes das vítimas. Somente semanas depois conseguiu chorar durante uma sessão de terapia. Ela afirma carregar a sensação de que poderia ter feito mais pelas vítimas. Hoje, encontra conforto apenas na companhia de seus três cães, que não saem do seu lado.


PREÇOS DE ALIMENTOS CAÍRAM 1,14%

Após seis meses de alta, os preços dos alimentos consumidos em casa caíram 1,14% em julho ante junho, segundo o IPCA-15 do IBGE. Foi a maior queda para meses de julho desde 2010 e a mais intensa em quase dois anos. Economistas atribuem o recuo à maior oferta de alimentos, favorecida pelo clima, e à forte base de comparação após altas no primeiro semestre. O diesel mais barato também ajudou a reduzir custos. Tomate (-19,95%) e batata (-10,03%) lideraram as quedas no mês. Mesmo assim, ambos ainda acumulam fortes altas em 2026: 63,17% e 80,12%, respectivamente. As carnes também recuaram 0,34% em julho. Analistas alertam, porém, para riscos do El Niño nos próximos meses. O fenômeno pode reduzir safras e pressionar os preços dos alimentos. Os efeitos podem aparecer no varejo entre o fim de 2026 e o início de 2027. Também há expectativa de alta no preço das carnes devido ao ciclo pecuário.
Assim, a queda atual dos alimentos pode não se manter nos próximos meses.


VIDA ATIVA DESAFIA IDADE

A arqueóloga aposentada da USP Haiganuch Sarian, de 87 anos, desafia os estereótipos da velhice ao manter uma vida ativa em pesquisas e escavações na Grécia. Sua trajetória inspira o livro "Longevidade Hoje", das psicólogas Sharon Sanz Simon e Ilana Pinsky. A obra defende que envelhecer vai além da idade registrada no RG. As autoras destacam a importância da idade subjetiva, ligada à forma como a pessoa se percebe. Elas afirmam que estereótipos limitam comportamentos e reduzem a autonomia. O livro explica a neuroplasticidade, capacidade do cérebro de criar novas conexões ao longo da vida. Isso mostra que o cérebro continua apto a aprender e se adaptar na velhice. Também ressalta que manter propósito e atividades significativas fortalece a saúde mental. Depressão, sedentarismo, hipertensão, diabetes e isolamento aumentam o risco de demência. Segundo estudo da Lancet, mais de 50% dos casos podem ser prevenidos ao controlar 14 fatores de risco. Audição, visão, educação e atividade física também influenciam a saúde cerebral. Para as autoras, socialização, pertencimento e apoio são pilares do envelhecimento saudável.

TRUMP IMPÕE RESTRIÇÕES DE ROBÔS DA CHINA

O governo Trump anunciou novas restrições à importação de robôs e inversores de energia chineses para proteger a cadeia de suprimentos de inteligência artificial dos EUA. A medida, divulgada pela FCC, proíbe novos robôs humanoides, quadrúpedes e inversores conectados às redes elétricas. O governo alega riscos de espionagem, ataques cibernéticos e roubo de dados. As regras também buscam incentivar a transferência de fábricas para os Estados Unidos. A FCC afirma que os equipamentos podem ameaçar a infraestrutura crítica americana. As restrições valem para modelos ainda não lançados, mas autorizações existentes podem ser revistas. A Unitree, líder chinesa em robôs humanoides, deve ser uma das mais afetadas. A empresa integra lista do Pentágono de companhias ligadas às Forças Armadas chinesas. Também entram na mira fabricantes de inversores como Sungrow e Huawei. Washington tenta evitar dependência tecnológica semelhante à dos minerais de terras raras. A China não comentou oficialmente as novas medidas. O governo americano reforça que a segurança nacional é a prioridade.

UCRÂNIA INSTENSIFICA ATAQUES A RÚSSIA

Enquanto enfrenta escassez de mísseis antiaéreos, a Ucrânia intensificou ataques de drones contra a Rússia, atingindo centros logísticos da Wildberries, maior empresa de e-commerce do país. Nesta quarta-feira (29), um depósito em Riazan foi atacado, deixando seis feridos e ampliando para 11 o número de centros atingidos desde o fim de semana retrasado. A empresa estima perda de 10% da capacidade de distribuição e prejuízos entre R$ 10 bilhões e R$ 14 bilhões. Kiev afirma que a Wildberries auxiliava a logística militar russa. O Sberbank avalia ampliar provisões diante do risco financeiro da companhia. O Kremlin diz não poder indenizar consumidores, enquanto a empresa afirma não ter recursos para compensar todos os clientes afetados. Os ataques também atingem refinarias, elevando a insatisfação da população com filas e alta de preços. Pesquisas do Centro Levada mostram queda na popularidade de Vladimir Putin e de seu governo aos menores níveis desde o início da guerra, em 2022.

Salvador, 29 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

 

JUSTIÇA GRATUITA


No Senado Federal trava-se discussão sobre restrição da concessão da justiça gratuita; o tema despertou grandes interesses entre juristas, magistrados, advogados e a sociedade em geral. Sabe-se que o benefício, deferido para as pessoas sem condições financeiras para servir do Judiciário, é originado de previsão constitucional, além de regulamentação pelo Código de Processo Civil. Os parlamentares que buscam a alteração asseguram que o instituto tem sido usado de forma abusiva em muitos processos. Pessoas com capacidade econômica obtêm gratuidade mediante simples declaração de insuficiência de recursos, levando para o Estado e para a parte vencedora custos que deveriam ser suportados pelo próprio litigante, causando assim sobrecarga para o sistema judicial. Todavia, entidades da advocacia, da magistratura e da sociedade civil consideram reprovável o endurecimento dos requisitos, porque causadora de dificuldades para as pessoas que não possuem recursos suficientes para arcar com custas processuais e honorários advocatícios. 

O legislador terá de encontrar um ponto de equilíbrio, visando evitar os abusos e, ao mesmo tempo, preservar um dos mais importantes institutos para efetivação do direito, indispensável para acesso à Justiça. A busca terá de constituir no aperfeiçoamento dos mecanismos para direcionar no controle, evitando castigo para pessoas na busca da tutela jurisdicional por evidente falta de recursos financeiros. Alegam que a presunção relativa de veracidade da alegação de pobreza para merecer a gratuidade tem causado significativo aumento do número de ações judiciais, causando a transferência para o Estado dos custos que necessariamente deveriam ser suportadas por quem possui patrimônio ou renda suficientes. Sabe-se das profundas desigualdades sociais, daí porque o instituto torna-se verdadeiro mecanismo de concretização do princípio da igualdade material. As distorções e utilização indevida por pessoas inescrupulosas merecem outro tratamento que não seja a punição aos necessitados.      

O impacto econômico da gratuidade da Justiça com redução na arrecadação de custas e aumento dos custos para o Estado não pode dificultar a eficiência da prestação jurisdicional. O outro argumento consiste no estimulo da litigância excessiva que causam o congestionamento do Judiciário, porque sem racionalização do sistema para reduzir ações manifestamente improcedentes. Todavia, o Código de Processo Civil já oferece mecanismos suficientes para coibir eventuais fraudes, a exemplo da impugnação da gratuidade ou da possibilidade de o juiz determinar comprovação da alegada insuficiência econômica incompatível com o benefício. Nesses casos, se demonstrada má-fé ou falsidade na declaração de pobreza, resta a perda da gratuidade e a condenação no pagamento das despesas processuais e outras sanções legais cabíveis. Induvidosamente, o caminho a ser seguido não pode constituir em dificultar a gratuidade para quem precisa, mas buscar dados oficiais, informações fiscais, registros patrimoniais e outros argumentos para conferir segurança no direito dos que realmente necessitam.     

Salvador, 29 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.    

MP DO PARANÁ APURA ADOÇÃO DO GOOGLE SEM LICITAÇÃO


O Ministério Público do Paraná abriu inquérito para investigar a adoção do Google como padrão tecnológico em toda a administração estadual por meio da Celepar, sem licitação. A apuração analisa como a decisão foi tomada, a governança do processo, a divisão de competências entre secretarias, a proteção de dados pessoais e os riscos econômicos assumidos pela estatal. A contratação foi baseada na Lei das Estatais, que permite dispensa de licitação em oportunidades de negócio. O MP apura se a Celepar assumiu riscos financeiros indevidos ou apenas revendeu licenças, hipótese que exigiria licitação. O governo afirma que a parceria seguiu a legislação e destaca o uso de inteligência artificial no tratamento de câncer em hospitais públicos. A expansão da plataforma pode movimentar cerca de R$ 1 bilhão em contratos. O Conselho Estadual de TIC aprovou a padronização em 2024, e a Celepar realizou estudos técnicos de migração.

Segundo o governo, estão sendo elaborados relatórios de impacto e registros de tratamento de dados para ampliar a transparência. Nos bastidores, a gestão atribui problemas a mudanças na Secretaria da Administração e afirma que atenderá às recomendações do MP. A investigação também examina cláusulas de consumo mínimo e a divisão dos riscos financeiros entre Google, Celepar e órgãos estaduais. Um aditivo reduziu quase 28 mil licenças da Secretaria da Educação, cortando cerca de R$ 30 milhões do contrato, custo que poderá recair sobre a Celepar. O caso ocorre paralelamente ao processo de privatização da estatal, atualmente suspenso e contestado no STF. 

GOVERNO TRUMP PRENDE ESTRANGEIROS EM AEROPORTOS NOS EUA


O governo de Donald Trump passou a prender estrangeiros com vistos americanos vencidos durante o trânsito em aeroportos dos EUA, incluindo cônjuges de cidadãos americanos, ampliando o alcance das ações de deportação. Segundo o New York Times, agentes do ICE, à paisana, abordam passageiros em balcões de check-in e portões de embarque. A fiscalização ocorreu em pelo menos 15 aeroportos nas últimas semanas. Antes, a cooperação entre a Administração de Segurança de Transportes (TSA) e o ICE priorizava pessoas com ordens de deportação. Agora, também alcança quem permanece no país após o vencimento do visto. Centenas de milhares de estrangeiros estão nessa situação, muitos aguardando renovação de vistos, autorização de trabalho ou concessão do green card. Esses casos raramente resultavam em prisão no passado, especialmente quando não havia antecedentes criminais. Sob Trump, porém, a permanência irregular passou a ser alvo prioritário. O governo afirma que busca impedir que imigrantes em situação ilegal utilizem voos domésticos, exceto para deixar o país voluntariamente.

A Casa Branca elevou a meta para 2 mil prisões de imigrantes por dia, quase o dobro do ritmo registrado no início do ano. Advogados relatam detenções de engenheiros, ex-au pairs, recém-casados com americanos e solicitantes de asilo. Vídeos das abordagens viralizaram nas redes sociais, incluindo o caso da equatoriana Chantal Morales Rojas, detida ao embarcar em Denver mesmo com pedido migratório em análise. Especialistas em imigração afirmam que a prática representa uma mudança sem precedentes e passaram a recomendar que estrangeiros com processos migratórios pendentes evitem viagens aéreas dentro dos Estados Unidos. 

MINISTRO CHAMA MILEI DE "PALHAÇO"


Javier Milei voltou a causar polêmica ao participar da convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O argentino afirmou que o Brasil caminha para uma crise da dívida por falta de ajuste fiscal no governo Lula e disse esperar que o presidente seja derrotado nas eleições. 
As declarações foram rebatidas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que chamou Milei de "palhaço" e afirmou que a economia brasileira apresenta indicadores melhores que a argentina. Os dois governos adotam modelos econômicos opostos. Em 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, enquanto a Argentina avançou 4,4%, após dois anos de recessão. Na inflação, o Brasil fechou 2025 com IPCA de 4,26%. Na Argentina, apesar da forte queda, a inflação acumulada desde a posse de Milei supera 235%, embora os índices mensais estejam desacelerando. O desemprego brasileiro atingiu mínima histórica de 5,6% em 2025. Na Argentina, subiu para 7,5%, refletindo dificuldades no mercado de trabalho.

O PIB per capita argentino continua superior ao brasileiro, mas permanece abaixo do pico de 2011. No Brasil, o indicador vem crescendo desde 2022. A dívida pública brasileira supera 90% do PIB pelos critérios do FMI e segue em alta. Na Argentina, houve redução da dívida durante o governo Milei, embora o país ainda tenha baixa classificação de crédito. No investimento estrangeiro direto, o Brasil recebeu US$ 77 bilhões em 2025, tornando-se o terceiro principal destino mundial, enquanto a Argentina atraiu apenas US$ 3,1 bilhões, o menor volume da região. 

JAPÃO REGISTRA TERREMOTO DE MAGNITUDE 6,8


O Japão iniciou uma corrida contra o tempo para resgatar um número indeterminado de pessoas presas sob escombros, 12 horas após um terremoto de magnitude 6,8 atingir a ilha de Kyushu, no sudoeste do país. O epicentro foi registrado na província de Kumamoto, onde equipes de emergência concentraram buscas em um shopping center de Kashima e em uma fábrica de papel em Yatsushiro. Segundo a NHK, entre 20 e 30 funcionários ficaram soterrados após o desabamento do segundo andar do Shopping Aeon. Na fábrica, operários desapareceram depois da queda parcial de uma chaminé. A agência Kyodo confirmou ao menos uma morte em Kumamoto. Hospitais e unidades de saúde sofreram danos e receberam dezenas de feridos. A premiê Sanae Takaichi informou que houve vítimas, desabamentos, incêndios, danos em estradas e interrupções no fornecimento de água e energia. Cerca de 45 mil imóveis ficaram sem eletricidade, embora os três reatores nucleares da região tenham permanecido operando normalmente.

Moradores relataram momentos de pânico durante o tremor, que provocou mais de 60 réplicas nas horas seguintes. As autoridades alertaram para o risco de novos abalos de forte intensidade. Kumamoto já havia sido devastada por terremotos em 2016, que deixaram 273 mortos e mais de 2.800 feridos. Localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, o Japão está entre os países mais sujeitos a terremotos e registra centenas de tremores por ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou mensagem de solidariedade à premiê japonesa e às famílias das vítimas, manifestando apoio ao povo japonês diante da tragédia. 

AUMENTO DA VIOLÊNCIA ARMADA EM SALVADOR E RMS


O Instituto Fogo Cruzado divulgou, nesta quarta-feira (29), balanço da violência armada em Salvador e Região Metropolitana (RMS) no primeiro semestre de 2026. O levantamento aponta aumento da participação policial nos tiroteios registrados. Foram contabilizados 656 tiroteios, dos quais 366 ocorreram durante ações policiais, o equivalente a 56% dos casos, o maior índice da série histórica na Bahia e superior ao registrado no Rio de Janeiro, Belém e Recife. No período, 637 pessoas foram baleadas: 487 morreram e 150 ficaram feridas. Destas, 340 foram atingidas durante operações policiais. O estudo mostra que 93% das chacinas ocorreram em ações policiais, deixando 49 mortos. Os bairros Nordeste de Amaralina e Pirajá concentraram 37% dessas mortes. Também foi registrado recorde de perseguições policiais: 98 casos, com 95 pessoas baleadas.

Crianças e adolescentes voltaram a aparecer entre as vítimas. Duas crianças foram baleadas em ações policiais, enquanto o número de adolescentes atingidos cresceu 36%. Os casos de pessoas baleadas dentro de casa aumentaram 17%, e os feminicídios cresceram 25%. Entre os casos está o assassinato da cabo Celeste de Oliveira Martins pelo marido, também policial militar. O número de agentes de segurança baleados dobrou em relação a 2025, e 59% foram atingidos durante o serviço. Salvador concentrou 74% dos tiroteios da RMS, com 473 ocorrências, 338 mortos e 126 feridos. Em seguida aparecem Camaçari, Dias d'Ávila, Lauro de Freitas e Simões Filho. Entre os bairros mais afetados estão Beiru/Tancredo Neves, São Cristóvão, Engenho Velho de Brotas, Pirajá, Itapuã, Pernambués e Santa Cruz.

 

AMERICANOS CONTRA A GUERRA DO IRÃ


Apenas um em cada três americanos apoia a guerra contra o Irã, segundo pesquisa Reuters/Ipsos, o menor índice desde o início do conflito, há cinco meses. O levantamento mostra que 69% dos entrevistados, incluindo quatro em cada dez republicanos, avaliam que o presidente Donald Trump não explicou claramente os objetivos da guerra. Apesar do desgaste, a aprovação de Trump subiu para 37%, três pontos acima do mês anterior. A Casa Branca afirmou que o presidente seguirá focado em impedir que o Irã obtenha armas nucleares, independentemente das pesquisas. O apoio ao conflito permanece abaixo de 40% desde fevereiro, bem inferior ao registrado no início das guerras do Iraque e do Afeganistão.

A guerra já matou 18 soldados americanos e milhares de pessoas no Irã e no Líbano. O aumento do preço da gasolina também elevou a insatisfação dos eleitores, preocupando estrategistas republicanos às vésperas das eleições de meio de mandato. A pesquisa mostra ainda vantagem dos democratas entre eleitores independentes para o Congresso e na avaliação da economia. Muitos entrevistados disseram que Trump deveria priorizar problemas internos em vez de ampliar o envolvimento militar no Oriente Médio. O levantamento ouviu 1.246 adultos entre os dias 24 e 26 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais.

 

MANCEHTES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 29/07/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Planalto vê articulação com Trump e Milei para impulsionar Flávio

Para o Planalto, movimentos do presidente dos EUA e da Argentina são para turbinar a campanha presidencial do filho 01, mesmo sob pena de ampliar tensão diplomática

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

9 hábitos que especialistas recomendam na meia-idade para viver mais e envelhecer melhor

Cuidados adotados entre os 40 e 60 anos podem influenciar a saúde do corpo e do cérebro nas décadas seguintes

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Fachin prepara norma contra conflito de interesses e avalia obrigar juízes a declarar atividades privadas

Proposta de resolução será apresentada pelo ministro ao plenário do CNJ na sessão de 4 de agosto Observatório sugere criação de um canal de aconselhamento ético; medidas não valem para o STF

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Caiado propõe confisco de bens de condenados por feminicídio

Ao comentar os índices de violência de gênero, Caiado argumentou que a maioria dos casos ocorre dentro do ambiente familiar, o que, segundo ele, dificulta a atuação exclusiva das forças policiais.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Clima e violência contra mulheres chegam ao centro do debate eleitoral

Às vésperas do início das campanhas, chuvas que castigam o RS e persistência dos feminicídios se impõem como prioridades a serem enfrentadas

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Salário mínimo. "Desejavelmente para o Governo deveria ser uma modificação em alta", diz ministra do Trabalho

Rosário Palma Ramalho admite que "eventualmente" valor acima dos 970 euros poderá ser negociado, mas garante que, não havendo consenso, atual acordo será cumprido pelo executivo.

terça-feira, 28 de julho de 2026

RADAR JUDICIAL


JAVIER MILEI DESTRAMBELHOU

O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, criticou o discurso do presidente argentino, Javier Milei, durante convenção do PL em São Paulo. Kicillof classificou as declarações como "vergonha alheia" após Milei atacar o governo brasileiro. No evento, Milei chamou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de "lixo careca" e o presidente Lula de "presidiário". As declarações provocaram reação do Itamaraty, que convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires. Em rede social, Kicillof afirmou que Milei desrespeitou o Brasil e comprometeu a integração regional. O governador ressaltou que a Argentina mantém respeito pelas nações vizinhas. Ele também informou ter conversado com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira. Segundo Kicillof, Milei não representa o sentimento do povo argentino. O governador alertou que os ataques podem prejudicar investimentos, exportações e empregos. Destacou ainda que o Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina. Para Kicillof, a relação entre os dois países exige responsabilidade e diálogo. Ele acusou Milei de colocar interesses políticos acima da parceria bilateral.


PRESIDENTE DA CHINA MANIFESTA APOIO AO BRASIL

O presidente da China, Xi Jinping, manifestou apoio ao Brasil em conversa telefônica com o presidente Lula, rejeitando interferências externas nas eleições brasileiras. Segundo a agência Xinhua, Xi reafirmou apoio à soberania e independência do país. Os líderes defenderam o fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e China e a aceleração das negociações de um acordo entre Mercosul e China. Também concordaram em ampliar a cooperação em áreas como inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes. Lula destacou o crescimento do comércio bilateral e a diversificação de mercados. Na pauta internacional, ambos demonstraram preocupação com os conflitos globais, a crise em Gaza e os impactos à segurança alimentar e energética. Defenderam ainda o multilateralismo, a reforma da governança global e maior coordenação entre os países em fóruns como a ONU e os Brics.


ADVOGADOS QUEREM REGULAMENTAÇÃO DE USO DA "IA"

Levantamento da Associação dos Advogados (AASP) mostra que 75% dos advogados brasileiros defendem a regulamentação do uso da Inteligência Artificial na profissão. A pesquisa, realizada com 1.149 participantes entre maio e junho, aponta que mais de 87% já utilizam ferramentas de IA no dia a dia. O mesmo percentual afirma que a tecnologia aumenta a produtividade em pesquisas, elaboração de peças e análise de jurisprudência. Apesar disso, três em cada quatro profissionais defendem revisão humana das respostas geradas. Mais da metade considera as "alucinações" da IA o maior risco. Outros 23% criticam o uso sem supervisão, 14% apontam dependência excessiva e 7% temem impactos no sigilo profissional. Para a maioria, a IA complementa o trabalho jurídico, assumindo tarefas operacionais, enquanto estratégia e interpretação permanecem sob responsabilidade dos advogados. A presidente da AASP, Paula Lima Hyppolito Oliveira, afirma que o desafio é conciliar inovação, qualificação e segurança. 

PROFESSOR REPROVA ALUNOS POR USO DE "IA" EM REDAÇÃO

Um professor da Alcorn State University, nos EUA, viralizou ao reprovar 32 dos 35 alunos após identificar o uso de IA em uma redação. O historiador Jason Gibson inseriu, no enunciado, uma instrução oculta em letra branca para incluir a palavra “Madagascar” em um contexto sem sentido. Quem copiou o texto para ferramentas como o ChatGPT levou a instrução escondida junto. Diversas redações apresentaram a palavra, revelando o uso da IA sem revisão. Após a correção, o professor explicou o motivo das reprovações e mostrou a captura do texto oculto. Dos 32 reprovados, apenas dois contestaram a nota. Uma aluna teve a reprovação revertida por usar o modo escuro, que tornava o texto visível. Internautas questionaram possíveis prejuízos a estudantes com deficiência, hipótese descartada pelo docente. Gibson afirmou que seu objetivo não era reprovar alunos, mas preservar a integridade acadêmica. Ele defendeu que o uso da IA na educação ainda exige debate e pesquisas. Segundo o professor, docentes e estudantes ainda buscam as melhores formas de lidar com a tecnologia. O caso repercutiu nas redes sociais e reacendeu a discussão sobre IA no ensino superior.

TEMOR DE AUMENTO NAS CONTAS DE LUZ NOS EUA

O presidente Donald Trump anunciou um compromisso voluntário assinado por mais de 200 empresas, concessionárias de energia e políticos para impedir que os custos da expansão dos data centers de inteligência artificial sejam repassados às contas de luz dos consumidores americanos. A iniciativa, considerada simbólica por especialistas, prevê que empresas de tecnologia arquem com parte dos investimentos em infraestrutura elétrica. Entre os signatários estão Amazon, Google, Microsoft, NextEra Energy, Duke Energy, Southern Company, Equinix e Digital Realty, além de 23 governadores republicanos. Democratas não aderiram ao acordo e alguns estados adotam medidas próprias para conter o impacto dos data centers. Trump afirmou que a IA é estratégica na disputa tecnológica com a China e defendeu incentivos à construção dessas instalações. Apesar disso, cresce a resistência de comunidades preocupadas com consumo de energia, água, poluição e ruídos. Nova York decretou moratória de um ano para novos grandes data centers, e outros estados estudam medidas semelhantes. Embora Trump prometa proteger os consumidores, especialistas alertam que a expansão dos data centers pode elevar os custos de energia caso os investimentos não sejam integralmente pagos pelas empresas responsáveis.

Salvador, 28 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados 


VIETNÃ É O DESTINO TURÍSTICO QUE MAIS CRESCE


O Vietnã consolidou-se como o destino turístico que mais cresce no Sudeste Asiático. Em 2025, recebeu mais de 21 milhões de visitantes, alta de 20% em relação ao ano anterior, superando a Tailândia como principal destino dos turistas chineses. O governo espera arrecadar US$ 41 bilhões com o turismo em 2026. 
Além de Hanói e Ho Chi Minh, destinos como a Ilha de Phu Quoc e Sa Pa registraram forte crescimento, impulsionados pela busca por natureza e experiências culturais. O turismo já responde por quase 10% do PIB e fortalece o setor de serviços do país. A estratégia oficial é atrair visitantes de maior poder aquisitivo, investindo em turismo de luxo, negócios e saúde. O turismo médico poderá movimentar quase US$ 4 bilhões até 2033, enquanto o segmento de eventos e conferências também deve crescer. A expansão é favorecida pela flexibilização das regras de visto, que já beneficiam cidadãos de 39 países, além da ampliação das rotas internacionais da Vietjet, conectando o país à Ásia e, futuramente, à Europa.

Os principais mercados emissores continuam sendo China e Coreia do Sul, mas cresce o número de turistas da Índia, Filipinas, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia. O governo também investe pesadamente em infraestrutura, incluindo um novo aeroporto em Phu Quoc para a Cúpula da Apec de 2027. Redes internacionais como Hilton e IHG ampliam sua presença no país em parceria com grupos locais. Especialistas, porém, alertam que o desafio será manter o crescimento de forma sustentável, evitando problemas enfrentados por destinos como Tailândia e Bali, marcados pelo excesso de turismo e pela ociosidade da infraestrutura após períodos de queda na demanda. 

MULHER QUER RETIRAR O NOME DA MÃE DE SEUS DOCUMENTOS


Heloísa Rodrigues, de 28 anos, trava uma batalha judicial para retirar o nome da mãe de todos os seus documentos. Ela afirma que a medida busca romper definitivamente com um passado de violência, maus-tratos e abusos sexuais sofridos na infância e juventude. 
Em 2024, a Justiça autorizou a mudança de seu prenome, de Larissa para Heloísa, e a retirada do sobrenome materno, mas negou a exclusão do nome da mãe dos registros civis. Segundo Heloísa, a identificação materna em documentos e atendimentos médicos revive um vínculo que nunca existiu afetivamente. Ela relata agressões desde a infância e diz que começou a denunciar a mãe ainda criança ao Conselho Tutelar. Documentos mostram registros de denúncias por maus-tratos e pedidos de atendimento psicológico devido a um quadro de depressão. Heloísa também afirma ter sofrido abusos sexuais desde os 9 anos, alegando que a mãe ignorou suas denúncias.

Em 2017, ela apresentou provas ao Ministério Público de São Paulo. Dois homens foram condenados por violência sexual contra ela e suas irmãs, enquanto a mãe foi ouvida apenas como testemunha. A defesa recorreu da decisão judicial, argumentando que o Direito deve admitir a exclusão do vínculo registral em casos extremos. Especialistas divergem sobre o tema: alguns defendem a flexibilização dos registros, enquanto outros alertam para impactos na segurança jurídica. Em 2025, Heloísa denunciou novamente a mãe por violência doméstica, perseguição e participação nos abusos. A Justiça concedeu medida protetiva, e o caso é investigado pela Polícia Civil. A mãe nega todas as acusações. Atualmente, Heloísa trabalha em um banco, vive com a companheira e afirma que retirar definitivamente o nome da mãe dos documentos representa um passo essencial para sua reconstrução pessoal.