CHEFE DA MISSÃO ARTEMIS II DIZ QUE NÃO ESTAMOS SOZINHOS
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quinta-feira, 9 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
CHEFE DA MISSÃO ARTEMIS II DIZ QUE NÃO ESTAMOS SOZINHOS
O "HITLER" ISRAELENSE MATOU, DE ONTEM PARA HOJE, 250 PESSOAS E CENTENAS DE FERIDOS
Uma série de bombardeios realizados por Israel ontem, 8, provocou mortes e destruição no Líbano. Cerca de 160 mísseis foram disparados em apenas 10 minutos. O ataque deixou mais de 250 mortos e centenas de feridos. Segundo o Exército israelense, os alvos eram posições do grupo Hezbollah. Os bombardeios atingiram aproximadamente 100 alvos em várias regiões. Entre elas, a capital Beirute. Também houve ataques no sul, leste e norte do país. Imagens mostram prédios destruídos e cidades atingidas. Equipes de resgate atuam na retirada de vítimas dos escombros. O governo libanês contabilizou ao menos 254 mortos e 890 feridos. Somente em Beirute, foram 182 mortos. O ataque ocorreu durante o dia, com civis nas ruas. Israel admitiu atingir áreas densamente povoadas.
REAÇÃO AMERICANA AOS INSTINTOS ANIMALESCOS DE TRUMP
Após o anúncio de cessar-fogo de Donald Trump, democratas criticaram a trégua de duas semanas, considerada insuficiente, e pediram o fim do recesso da Páscoa para votar o encerramento definitivo da guerra. Enquanto isso, republicanos, em grande parte silenciosos após as ameaças de Trump, classificaram a pausa como “boa notícia” e destacaram o feito do presidente. Eles não comentaram as 13 mortes de militares americanos, a queda de dois caças e os 175 mortos em uma escola no sul do Irã, ataque atribuído preliminarmente aos EUA. A tentativa de aprovar uma resolução para interromper o conflito já havia fracassado no Congresso, mas voltou à pauta. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que esta será a quarta tentativa e cobrou apoio republicano. Schumer disse que, após ameaças de “extinguir uma civilização”, os republicanos deveriam votar pelo fim da guerra. Ele também afirmou que Trump “busca desesperadamente uma saída” e que o país está pior do que no início do conflito. Na Câmara, o líder democrata Hakeem Jeffries reforçou que o cessar-fogo não basta e pediu a retomada imediata das atividades legislativas. A deputada Alexandria Ocasio-Cortez afirmou que a decisão “não muda nada” e acusou o presidente de usar ameaças extremas como instrumento político.
Ela e outros opositores defendem medidas mais duras, como impeachment ou a aplicação da 25ª Emenda, que trata da incapacidade do presidente para exercer o cargo. O senador Raphael Warnock declarou que os EUA não deveriam ter entrado na guerra e acusou Trump de levar o país à beira de um desastre global. Críticas também vieram de ex-aliados, como Marjorie Taylor Greene e Candace Owens, que classificaram as ameaças como perigosas e defenderam medidas contra o presidente. Entre republicanos, o presidente da Câmara, Mike Johnson, evitou comentar diretamente e apenas divulgou o anúncio da trégua. Já o senador Rick Scott elogiou a decisão, chamando-a de “ótima notícia” e um passo para conter o Irã. Ele afirmou que o país não pode ter armas nucleares e que aliados como Israel não devem ser ameaçados. A deputada Anna Paulina Luna também apoiou a postura de Trump, reiterando que o Irã representa uma ameaça aos Estados Unidos.
DIMINUÍ O SUPERENDIVIDAMENTO
Uma das principais preocupações do governo Lula em ano eleitoral, o superendividamento das famílias brasileiras reduz quase pela metade o impacto do aumento da renda sobre o consumo, segundo estudo do banco Daycoval. O levantamento aponta que, em cenários de baixo endividamento, cada 1 ponto de crescimento da massa salarial gera alta de 0,29 ponto percentual no consumo. Já em contextos de alto endividamento, esse efeito cai para 0,17 ponto, uma redução de cerca de 40%. Os pesquisadores usaram um modelo econométrico para identificar o ponto em que a dívida passa a limitar o consumo. Esse patamar ocorre quando o endividamento supera cerca de 39% da renda das famílias. No Brasil, esse índice subiu de 17% em 2005 para 49,7% em janeiro de 2026, segundo o Banco Central. Acima desse nível, a renda perde força como motor do consumo, e o crédito ganha mais relevância. Sem o superendividamento, o consumo das famílias teria crescido 10,8% desde 2023, e não 7,8%. Apenas em 2025, a expansão poderia ter sido 3,6 pontos percentuais maior. Mesmo com renda e emprego em alta, o consumo responde cada vez menos.
O estudo também mostra que, em períodos de alto endividamento, as famílias recorrem mais ao crédito para manter o padrão de vida. Parte relevante da alta da dívida nas últimas décadas vem do crédito imobiliário, especialmente entre 2010 e 2015 e após 2021. Para reverter o cenário, especialistas apontam a necessidade de medidas para reduzir o endividamento. A queda dos juros ajuda, mas não garante redução do estoque de dívidas. Hoje, as famílias destinam 29% da renda mensal ao pagamento de dívidas, maior nível em 20 anos. Desse total, 10,38% vão para juros e 18,81% para o principal. Linhas de crédito mais caras têm pesado mais sobre a população de baixa renda. Para enfrentar o problema, o governo prepara um novo programa de renegociação de dívidas. A proposta prevê descontos amplos e refinanciamento com juros menores. O governo também estuda oferecer garantias para incentivar bancos a renegociar. Um fundo pode ser criado para facilitar acordos com famílias superendividadas. A ideia é permitir acesso a crédito mais barato e com prazos maiores. Assim, dívidas acumuladas poderiam ser pagas sem comprometer excessivamente a renda.
GUERRA FEZ IRÃ DESENVOLVER "ECONOMIA DE RESISTÊNCIA
Diplomatas brasileiros avaliam que o Irã pode sair fortalecido após a guerra contra Estados Unidos e Israel, apesar dos danos à sua infraestrutura e economia já fragilizada por sanções. O conflito começou em 28 de fevereiro, com ataques surpresa em larga escala contra o território iraniano. Segundo um diplomata do Itamaraty, a guerra pode dar “sobrevida de 20 a 30 anos” à República Islâmica. Isso porque o país resistiu à maior potência mundial e viu os protestos internos desaparecerem temporariamente. Sem o conflito, afirma, o Irã poderia caminhar para uma transição democrática. Manifestações populares já indicavam desgaste do regime antes da guerra. Os ataques a alvos civis teriam mudado a percepção da população iraniana. Muitos passaram a desconfiar das potências que alegavam apoiar a democracia. Assim, diminuiu a chance de apoio interno a intervenções externas. Outro diplomata afirma que Donald Trump esperava uma vitória rápida, o que não ocorreu. O Irã teria respondido com uma estratégia considerada altamente eficaz.
O fechamento do Estreito de Ormuz afetou o fluxo global de petróleo. Cerca de um quinto do petróleo mundial passa pela região. A medida elevou os preços de energia no mundo. Também aumentou a pressão internacional por um cessar-fogo. Diplomatas comparam essa estratégia a uma “bomba econômica”. Diferente das armas nucleares, não causa mortes diretas. E pode ser revertida rapidamente, se necessário. Mesmo mais fraco militarmente, o Irã equilibra o conflito. O país tem obtido vantagens ao pressionar economias globais. Também conseguiu atingir bases dos EUA no Oriente Médio. A presença militar americana na região foi afetada. Sanções de décadas fragilizaram o Irã, mas também o adaptaram. O país desenvolveu uma “economia de resistência”. Há produção interna de alimentos, medicamentos e bens essenciais. O sistema elétrico descentralizado reduz riscos em guerra. Um terceiro diplomata ressalta que ainda é cedo para conclusões. Segundo ele, a instabilidade cresce com decisões imprevisíveis dos EUA.
AMERICANO FICA RICO VENDENDO LOTES NA LUA
Imagine se divorciar, ficar sem dinheiro e ter a ideia de “vender a Lua”. Foi o que fez Dennis Hope em 1980 — e diz ter ficado milionário. Ele explorou brechas da Organização das Nações Unidas ao ler o Tratado do Espaço Exterior (1967), que define o espaço como bem comum da humanidade e proíbe países de reivindicarem soberania. Hope interpretou: se não é de nenhum país, poderia ser de uma pessoa. Assim, declarou a Lua como sua e enviou pedido à ONU — nunca respondido. Passou então a vender lotes na Lua e também em Marte, Vênus e Mercúrio. Segundo ele, compradores incluem celebridades e ex-presidentes como Ronald Reagan, Jimmy Carter e George W. Bush. Hope afirmou vender cerca de 1,5 mil terrenos por dia e acumular milhões em lucro. Os lotes variam de pequenos terrenos a áreas “continentais”.
Para dar legitimidade, criou o “Governo Galáctico”, com Constituição própria e milhões de “proprietários”. Apesar disso, especialistas dizem que a Lua não pode ser apropriada. A professora Claire Finkelstein afirma que ninguém pode ser dono do satélite. O debate, porém, continua em áreas como exploração comercial espacial, ainda pouco reguladas. Antes de Hope, houve casos curiosos, como o chileno Jenaro Gajardo Vera, que “comprou” a Lua em 1954 como brincadeira. No fim, juridicamente, a Lua segue sendo de todos — e de ninguém ao mesmo tempo.
MAGISTRADOS E PROMOTORES OBTÉM FACILIDADES NO ADICIONAL
Magistrados e promotores poderão incluir, no cálculo do adicional por tempo de serviço, anos de atividade jurídica exercida antes do ingresso na carreira, conforme decisão do STF. Em 25 de março, o STF limitou penduricalhos a 35% do subsídio dos ministros, mas recriou o quinquênio como verba indenizatória, até que haja lei específica. O adicional prevê acréscimo de 5% a cada cinco anos de trabalho, com teto de 35% da remuneração. O pagamento havia sido extinto por emenda constitucional em 2006, quando foi incorporado ao subsídio. Agora, o STF determinou que o cálculo considere o tempo de atividade jurídica, sem detalhar quais atividades entram nessa conta. O MP-SP solicitou que promotores que ingressaram após 2008 comprovem experiência jurídica anterior. O órgão afirmou apenas que cumpre a decisão do STF sobre o regime de subsídios. Será possível contabilizar até 15 anos de advocacia fora da carreira para o adicional. Antes da extinção, já havia regra permitindo somar tempo de advocacia ao serviço público.
A Lei Orgânica da Magistratura também previa mecanismo semelhante. Tentativas anteriores de recriação do benefício haviam sido barradas. Especialistas apontam que o adicional pode ultrapassar o teto por ter natureza indenizatória. Há dúvidas sobre a decisão: ela prevê vigência imediata, mas condiciona pagamentos retroativos à regulamentação do CNJ e do CNMP. Esses valores ainda dependeriam de validação posterior do próprio STF. A decisão pode gerar efeito cascata no serviço público. O adicional havia sido extinto para servidores do Executivo nos anos 1990. Com a retomada para magistrados, outras carreiras pressionam pela volta do benefício. O Fonacate pretende discutir o tema com o governo federal. A entidade também prepara proposta legislativa para recriar o adicional. Representantes defendem isonomia entre magistrados e demais servidores públicos. O debate sobre o tema deve ganhar força nos próximos meses.
TIMES BRASILEIROS COMEMORAM NA LIBERTADORES
A primeira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores está perto do fim e apresenta um cenário positivo para os clubes brasileiros. Após os jogos de terça (7) e quarta-feira (8), seis grupos já concluíram suas partidas, restando apenas duas chaves. Entre os brasileiros, três equipes estrearam com vitória: Cruzeiro, Mirassol e Flamengo. Palmeiras e Fluminense empataram, enquanto o Corinthians ainda não entrou em campo. O Flamengo foi um dos destaques ao vencer o Cusco por 2 a 0, fora de casa. Com gols de Bruno Henrique e Arrascaeta, o time assumiu a liderança do Grupo A. O Cruzeiro também começou bem em seu retorno após sete anos. A equipe venceu o Barcelona de Guayaquil por 1 a 0, no Equador. Com o resultado, ocupa a segunda posição do Grupo D, atrás do Boca Juniors.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 9/4/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Análise: novas revelações constrangem Moraes ainda mais no julgamento do Master
Entre 2023 e 2025, foram identificados cerca de R$ 65 milhões repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro a escritórios e empresas ligados a políticos importantes do país
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Análise: Ação militar no Irã é percebida nos EUA como maior desastre geopolítico do país desde o Vietnã, e não só pela oposição a Trump
Republicanos temem derrota maiúscula nas eleições de novembro, quando Congresso estará em jogo, e democratas denunciam o que percebem ser incapacidade do líder de 79 anos de seguir no comando
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Ciro Nogueira voou oito vezes em avião de sócio da JBS
OUTRO LADO: Senador é um cara muito querido. Quem pode ajudar ele, ajuda, diz Roberto Carlos Castagnaro, o dono do avião Parlamentar não comenta; empresa diz não dispor de informações sobre aeronave que não lhe pertence
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
CCJ do Senado aprova PEC que permite demissão de juízes e promotores
A proposta, apresentada pelo ontem ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino quando ainda era senador, foi relatada por Eliziane Gama (PT-MA), que deu parecer favorável.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Trump faz duras críticas à Otan após reunião privada com secretário-geral da aliança
Presidente dos EUA ainda fez menção à Groenlândia como “grande e mal administrado pedaço de gelo”
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Israel vai continuar a atacar Hezbollah, promete Netanyahu. "Eliminado" sobrinho do líder do Hezbollah
quarta-feira, 8 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
CESSAR-FOGO PROVOCA QUEDA NO PETRÓLEO
A desembargadora Regina Helena Santos e Silva, que militava na 3ª Câmara Civel do Tribunal de Justiça da Bahia, pediu aposentadoria e o decreto judiciário foi assinado pelo presidente da Corte, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, de conformidade com o que consta no processo administrativo.
DESEMBARGADOR ASSUME NO TRE
O desembargador Paulo Jorge, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia, tomou posse na segunda-feira, 6, como membro substituto do Tribunal Regional Eleitoral. O mandato na Corte é de dois anos, podendo continuar por mais um período. O magistrado foi eleito pelo Tribunal de Justiça, em sessão realizada em 18 de março do corrente ano e ocupará a vaga deixada pelo desembargador José Aras.
Salvador, 8 de abril de 2026.
NETANYAHU QUER CONTINUAR GUERRA E DIZ QUE CESSAR-FOGO NÃO INCLUI O LÍBANO
Explosão no bairro de Abbasiyeh após um ataque israelense, em Tiro, no Líbano - Adnan Abidi - 8.abr.26/Reuters
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã não se estende ao Líbano. Apesar da trégua, Israel continuou bombardeando o país vizinho nesta quarta-feira (8). O Líbano foi envolvido no conflito após o Hezbollah, aliado do Irã, atacar Israel em resposta ao início da guerra. Em retaliação, forças israelenses intensificaram ofensivas e ocupam áreas no sul libanês. O presidente libanês, Joseph Aoun, declarou esperar que o país seja incluído no acordo de cessar-fogo. Enquanto isso, o Hezbollah orientou moradores deslocados a não retornarem às suas casas até que haja uma trégua formal com o Líbano. As Forças Armadas libanesas também pediram cautela à população, recomendando que civis aguardem antes de voltar ao sul do país devido aos riscos de novos ataques. Israel informou ter atingido cerca de cem alvos do Hezbollah em diferentes regiões, incluindo Beirute, o Vale do Bekaa e o sul do território. A operação foi descrita como a maior ofensiva contra a infraestrutura do grupo desde o início do conflito. Ataques também atingiram a região de Tiro após ordens de evacuação emitidas por Israel. A mídia estatal libanesa relatou bombardeios em subúrbios da capital, áreas consideradas redutos do Hezbollah.
Nas negociações, o Irã condicionou a aceitação da trégua ao fim dos ataques contra seus aliados regionais. O primeiro-ministro do Paquistão afirmou que o acordo previa cessar-fogo “em todos os lugares”. Diante das incertezas, Espanha e França defenderam a inclusão do Líbano na trégua. Autoridades espanholas classificaram como inaceitável a continuidade dos ataques israelenses. O premiê espanhol apoiou o cessar-fogo, mas criticou indiretamente a postura dos Estados Unidos. Já o presidente francês reforçou que o acordo deveria abranger também o território libanês. O cessar-fogo foi aceito após mediação do Paquistão. Antes disso, o presidente americano havia feito ameaças duras contra o Irã, incluindo ataques à infraestrutura civil. Segundo os EUA, o acordo depende da reabertura do estreito de Hormuz pelo Irã durante o período da trégua, o que Teerã afirmou estar disposto a cumprir por duas semanas. O governo iraniano confirmou que negociações com os Estados Unidos ocorrerão em Islamabad a partir de sexta-feira (10). Ainda assim, o Irã destacou que a guerra não será considerada encerrada até a conclusão de um plano mais amplo, que inclui suspensão de sanções, indenizações e liberação de ativos congelados.
NOVAS INFORAMÇÕES SOBRE O ESCÂNDALO DA CRIPTOMOEDA
O presidente argentino Javier Milei enfrenta um escândalo após promover a criptomoeda $Libra, que disparou de valor e depois colapsou, gerando prejuízos de cerca de US$ 250 milhões a investidores. Milei afirmou que apenas divulgou um projeto privado, sem ligação com a moeda, mas novas evidências levantam dúvidas sobre essa versão. Registros telefônicos obtidos por investigadores mostram sete ligações entre Milei e o empresário Mauricio Novelli na noite de 14 de fevereiro de 2025, quando o presidente publicou sobre a criptomoeda na rede X. O conteúdo das chamadas é desconhecido, mas indica proximidade maior do que a admitida publicamente. Mensagens recuperadas sugerem ainda que Milei teria recebido pagamentos regulares de Novelli quando era deputado, embora não haja prova de que aceitou valores ilegais. Milei é citado como pessoa de interesse na investigação, mas não foi formalmente acusado. O caso reacendeu críticas à sua imagem de combate à corrupção, que marcou sua eleição em 2023. Parlamentares da oposição pedem depoimentos de integrantes do governo no Congresso. Segundo investigações, a postagem de Milei impulsionou a valorização inicial da moeda, atraindo investidores. Horas depois, grandes compradores venderam suas posições, provocando a queda abrupta — prática conhecida como “rug pull”.
Outros envolvidos incluem o consultor americano Hayden Davis, que nega ter lucrado com o projeto. Registros também apontam contatos frequentes de Novelli com assessores próximos de Milei, como Karina Milei e Santiago Caputo. Áudios indicam possíveis pagamentos mencionando Milei e sua irmã, mas o contexto não é claro. Documentos encontrados sugerem negociações financeiras envolvendo empresários e o presidente, sem comprovação de acordos concluídos. Milei chegou a publicar foto com Davis, dizendo que ele o assessorava em blockchain. Após isso, Novelli enviou mensagem dizendo ter fechado “um grande negócio”. A defesa de Novelli questiona a validade das provas, alegando possível adulteração do celular. Aliados de Milei afirmam que o caso é uma tentativa de difamação. Já o promotor do caso defende a condução da investigação e promete seguir apurando os fatos com respeito ao devido processo legal.