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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

FLÁVIO, CONDENADO A PRISÃO, PROMETE "FAXINA" E VINGANÇA SE IRMÃO FOR ELEITO


Eduardo Bolsonaro prometeu fazer “uma faxina” no Itamaraty caso seu irmão, Flávio Bolsonaro, vença a eleição. 
Em vídeo, afirmou ter mapeado os embaixadores que entraram e saíram durante o governo Lula e que pretende acompanhar servidores que, segundo ele, “sabotaram” o governo Jair Bolsonaro. Eduardo ameaçou servidores que teriam participado dessas ações durante o governo anterior, afimando que os demais poderão integrar um grupo para “resgatar a credibilidade” do Itamaraty. O ex-deputado exibiu um áudio atribuído a um diplomata oferecendo ajuda a Lulinha na Espanha. Segundo Eduardo, o dinheiro público não deveria ser usado para proteger filhos de presidentes. Ele também prometeu retaliação ao embaixador brasileiro na Espanha em eventual governo de Flávio. Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025, quando deixou o Brasil. Na ocasião, alegou que o STF poderia recolher seu passaporte para impedir sua atuação internacional. Depois, licenciou-se do mandato e permaneceu no exterior, acumulando faltas na Câmara. Em dezembro, perdeu o mandato de deputado por excesso de ausências. Em junho de 2026, o STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação processual. A condenação está relacionada à atuação de Eduardo nos EUA contra autoridades brasileiras. Em setembro, ele também perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de função.

Segundo a Folha, uma eventual vitória de Flávio fortaleceria politicamente Eduardo. Uma possibilidade discutida seria sua indicação para comandar o Itamaraty. Outra alternativa seria sua nomeação como embaixador do Brasil em Washington. Eduardo afirmou que diplomatas teriam participado de uma suposta sabotagem ao governo Bolsonaro. Reportagem de Jamil Chade relatou uma rede de diplomatas que teria contornado diretrizes da política externa. Eduardo defendeu mudanças para reforçar a ideia de que diplomatas devem servir ao interesse público. Um plano discutido por aliados prevê uma ampla reforma das carreiras do Itamaraty. A proposta é inspirada no chamado “Marco Rubio overhaul”, realizado no Departamento de Estado. Os diplomatas passariam a atuar por regiões e temas específicos e teriam metas de desempenho. Entre essas metas estariam exportações, investimentos e maior inserção comercial do Brasil. Também haveria uma reforma no sistema de promoções dentro do Itamaraty. Nos EUA, a reforma de Rubio eliminou vagas, fechou departamentos e criou metas quantitativas e qualitativas. O modelo também ampliou a presença de indicados políticos em postos diplomáticos americanos. Marcos Degaut, aliado de Eduardo, afirmou que algumas funções poderiam ser ocupadas por pessoas de fora do Itamaraty. Ele, porém, disse que o objetivo não seria promover uma perseguição por motivos políticos. Os programas de Lula e Flávio também apresentam propostas diferentes para a política externa brasileira. Lula prioriza Mercosul, Brics, Sul Global, Amazônia, clima e governança internacional de tecnologias. Flávio defende abertura comercial, aproximação com a OCDE, integração às cadeias globais e novas tecnologias. 

FERRAMENTA BASEADA EM "IA" MOSTRA CONTRADIÇÕES DO GOVENO TRUMP

Uma nova ferramenta de busca baseada em inteligência artificial, apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou contradições com declarações feitas pelo próprio governo. O America.gov foi criado para facilitar o acesso dos americanos a informações sobre o governo federal. Durante o lançamento, Trump afirmou que a plataforma seria uma porta de entrada para qualquer pergunta dirigida ao governo. Porém, o chatbot “America” apresenta respostas que desmentem algumas das alegações recorrentes do presidente. Segundo a ferramenta, os americanos, e não empresas estrangeiras, arcam com os custos das tarifas de importação. O sistema também afirma que as eleições americanas são, em geral, seguras e confiáveis. Os casos de fraude eleitoral levados à Justiça seriam ínfimos diante das centenas de milhões de votos registrados. A plataforma ainda contesta a afirmação de Trump de que 25 milhões de imigrantes entraram ilegalmente nos EUA durante o governo Joe Biden. Outro ponto de divergência envolve a inflação, já que o chatbot afirma que os preços ao consumidor não estão caindo. As respostas são baseadas principalmente em fontes oficiais do próprio governo americano. Entre elas estão dados do Escritório de Orçamento do Congresso, órgão responsável por estimativas apartidárias. Com base nesses números, o America.gov afirma que uma importante lei de Trump deverá aumentar a dívida nacional em trilhões de dólares. A ferramenta também aponta que mais de 10 milhões de pessoas poderão perder seus planos de saúde. O chatbot concordou ainda que a legislação teria ampliado a desigualdade econômica entre americanos. Segundo a resposta, os mais pobres ficaram, em média, mais pobres, enquanto os mais ricos ficaram ainda mais ricos. Apesar das contradições, a inteligência artificial evita responder algumas perguntas consideradas políticas. Em determinados casos, também reproduz declarações de Trump quando consegue apoiá-las em fontes oficiais. Um exemplo é a adoção da denominação “Golfo da América” para a região anteriormente conhecida como Golfo do México.

O site afirma que não fornece informações partidárias ou de campanha. Segundo sua página de perguntas frequentes, as respostas são baseadas em fontes governamentais disponíveis ao público. A Administração de Serviços Gerais e o Escritório de Gestão e Orçamento administram conjuntamente o America.gov. Os dois órgãos não responderam aos pedidos de esclarecimentos sobre as contradições encontradas. A Casa Branca também não informou se Trump tinha conhecimento das respostas que contestam suas declarações. Em comunicado, afirmou que a plataforma continuará sendo atualizada e receberá novos recursos e informações. O governo reiterou sua posição sobre a eleição de 2020, as tarifas e os efeitos econômicos dos cortes de impostos. Parlamentares democratas divulgaram rapidamente as respostas do chatbot que reforçam críticas às políticas de Trump. O senador Adam Schiff, da Califórnia, publicou uma captura de tela afirmando que Trump perdeu a eleição de 2020. Schiff classificou a resposta como uma manifestação direta de alguém ligado ao governo Trump. O episódio expôs uma situação incomum: uma ferramenta oficial criada pela administração pode contrariar declarações públicas do próprio presidente. A controvérsia também levantou dúvidas sobre como o governo pretende administrar informações oficiais quando elas entram em conflito com posições políticas de Trump. 

MAIS DE 45 MIL PESSOAS POSSUEM FORO ESPECIAL


Cerca de 45,3 mil pessoas têm foro especial no Brasil, segundo levantamento da Folha. 
O mecanismo permite que autoridades sejam julgadas por tribunais, e não pela primeira instância. A pesquisa consultou mais de 70 fontes oficiais e dados do Conselho Nacional de Justiça. O levantamento atual considera 31 funções públicas com direito à prerrogativa. Entre os beneficiários estão presidente, ministros, parlamentares, magistrados e prefeitos. Também estão incluídos membros do Ministério Público e conselheiros de tribunais de contas. A corte responsável pelo julgamento varia conforme o cargo e o tipo de crime. Deputados federais, por exemplo, respondem no STF por crimes cometidos durante o mandato. Oficiais-generais das Forças Armadas podem responder no Superior Tribunal Militar. Em 2018, outro levantamento apontava cerca de 58 mil pessoas com foro especial. A redução ocorreu, entre outros fatores, após decisões do STF sobre autoridades municipais. Vereadores, por exemplo, não possuem direito ao foro especial segundo entendimento do Supremo. O tema voltou ao debate político em meio à crise envolvendo o caso Banco Master. Líderes políticos avaliam que a discussão poderá ser retomada após as eleições. O Congresso acumula dezenas de propostas para acabar ou reduzir a prerrogativa. Em 2017, o Senado aprovou uma proposta de extinção, mas o texto está parado na Câmara. O foro especial existe no Brasil desde antes da República e já estava na Constituição de 1824. Naquele período, o Senado imperial julgava determinadas autoridades e integrantes da família imperial. Defensores afirmam que o mecanismo protege autoridades contra pressões políticas locais.

Críticos consideram que a prerrogativa pode favorecer autoridades e afetar a igualdade perante a lei. O STF restringiu, em 2021, regras estaduais que ampliavam excessivamente o benefício. A decisão atingiu uma norma do Piauí que incluía vice-prefeitos e vereadores. No Judiciário, quase 22 mil magistrados estão abrangidos pelo foro especial. São Paulo concentra mais de 4 mil magistrados nessa condição, seguido por Minas Gerais. Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul têm cerca de 1,3 mil cada. Especialistas apontam razões históricas e políticas para a dimensão do sistema brasileiro. Para estudiosos, o foro pode proteger autoridades, mas também servir como escudo contra punições. O mecanismo foi associado durante anos à demora de processos e à prescrição de crimes. Após o mensalão, porém, autoridades com foro passaram a sofrer punições e prisões preventivas. A proporção nacional é de 21,2 pessoas com foro especial para cada 100 mil habitantes. Acre, Amapá, Mato Grosso, Tocantins e Distrito Federal apresentam as maiores proporções. 

REFORMA TRIBUTÁRIA DO CONSUMO TRANSFORMARÁ O CENÁRIO ECONÔMICO

A Reforma Tributária do Consumo está transformando o cenário econômico e profissional brasileiro. Contadores e advogados tributaristas precisam se adaptar rapidamente às novas regras. A mudança cria a necessidade de profissionais mais consultivos, estratégicos e preparados. Eles deverão identificar riscos, interpretar normas e orientar clientes com segurança. A reforma passou pelo Congresso entre 2023 e 2024 e está em período de transição até 2033. O novo sistema substitui gradualmente cinco tributos por um modelo de IVA Dual. Serão criados a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A CBS, de competência federal, substituirá PIS e Cofins. O IBS, administrado por estados e municípios, substituirá gradualmente ICMS e ISS e será criado o Imposto Seletivo, voltado a produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. PIS, Cofins, ICMS e ISS serão extintos de forma gradual durante a transição. O IPI terá alíquota reduzida a zero para quase todos os produtos a partir de 2027. A exceção será a manutenção do imposto para preservar a competitividade da Zona Franca de Manaus. Para Floriano Carvalho, do CRCDF, a reforma representa uma mudança completa no trabalho tributário. Segundo ele, profissionais novos e experientes precisarão compreender as novas regras. A contadora Iara Assis destaca a dificuldade de lidar simultaneamente com normas antigas e novas. Ela afirma que será necessário classificar corretamente produtos e operações para evitar erros.

O contador deverá analisar os impactos tributários de cada decisão empresarial. Assim, o profissional tende a assumir uma função mais consultiva e estratégica. No direito tributário, Flavio Bernardes também aponta mudanças importantes na atuação profissional. Para ele, não basta dominar a legislação, sendo necessário compreender sua aplicação prática. O especialista ressalta que existem questões ainda sujeitas a incertezas regulatórias e interpretativas. A transição também exigirá conhecimento sobre federalismo fiscal e repartição de receitas. A criação do Comitê Gestor do IBS altera a relação entre estados e municípios. Especialistas alertam que a adaptação exigirá investimentos em tecnologia e treinamento. Francisco Arrighi afirma que o contador precisará compreender também o negócio do cliente. A rotina profissional deverá acompanhar leis, decretos, resoluções e notas técnicas em tempo real. Também será necessário acompanhar mudanças nos documentos fiscais e orientações oficiais. Os especialistas defendem que a preparação deve começar antes da conclusão de todas as regras. A Reforma Tributária, portanto, amplia as exigências e transforma o perfil dos profissionais da área.

 

SEGURANÇA ALIMENTAR E BIODIVERSIDADE NECESSÁRIAS PARA MUDANÇAS CLIMÁTICAS


A janela de oportunidade para restaurar florestas e paisagens está se fechando, alerta a FAO. 
O relatório Estado das Florestas do Mundo 2026 destaca a urgência de investimentos. Segundo o documento, a restauração é essencial para segurança alimentar e biodiversidade e é fundamental para enfrentar as mudanças climáticas e promover o desenvolvimento sustentável. As florestas cobrem 4,14 bilhões de hectares, cerca de 32% da superfície terrestre.
Elas armazenam 714 gigatoneladas de carbono e abrigam até 80% da biodiversidade terrestre. Quase um terço da população mundial depende das florestas para alimentação e subsistência. Entre 1990 e 2025, cerca de 489 milhões de hectares de florestas foram perdidos. Outros 460 milhões de hectares estão degradados em diferentes regiões do planeta. Ao todo, 1,56 bilhão de hectares de terras estão comprometidos pela degradação. O crescimento populacional e a pressão por recursos naturais agravam esse cenário. Incêndios atingem anualmente cerca de 127 milhões de hectares de florestas. Insetos, doenças e eventos climáticos extremos também ampliam os danos ambientais. A FAO defende uma restauração em larga escala e alerta para o custo da inação. O relatório aponta quatro caminhos para acelerar a recuperação das áreas degradadas. Entre eles estão fortalecer direitos, restaurar paisagens e ampliar o financiamento, além de políticas, instituições e leis coerentes com os objetivos ambientais.

A restauração de mais de 1 bilhão de hectares poderia gerar US$ 1,8 trilhão por ano. O documento estima ainda retorno social de oito para um em determinados investimentos. Governos de 91 países e regiões prometeram restaurar mais de 190 milhões de hectares. Atualmente, 206,5 milhões de hectares de florestas estão em processo de restauração. Entre os exemplos está o Pacto Trinacional da Mata Atlântica, envolvendo três países. A iniciativa prevê restaurar 1 milhão de hectares até 2030 e 15 milhões até 2050. Especialistas destacam que a recuperação exige planejamento, recursos e ações de longo prazo. O processo envolve coleta de sementes, produção de mudas, plantio e manutenção, além controle de pragas e combate a espécies invasoras. A FAO defende uma implementação centrada nas pessoas e baseada na ciência. Para especialistas, a natureza deve ser incorporada às estratégias de desenvolvimento econômico. Florestas, água, solo, biodiversidade e clima precisam ser tratados como infraestrutura essencial. A mobilização de governos, empresas, bancos e investidores é considerada fundamental. 

JAPÃO LIDERA O RANKING MUNDIAL DE TURISMO


O Japão ultrapassou os Estados Unidos e lidera o ranking mundial de turismo em 2026. 
O país ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo do WEF. O levantamento avaliou 110 economias e mede as condições para desenvolver o setor. São considerados infraestrutura, segurança, serviços, conectividade e ambiente de negócios. Também entram recursos naturais e culturais e critérios de sustentabilidade. O índice não mede diretamente o número de turistas ou a receita do turismo. O Japão obteve nota 5,27, em uma escala de 1 a 7. Os Estados Unidos ficaram em segundo, com 5,23 pontos. A Espanha aparece na terceira posição, com 5,22 pontos. Austrália e França completam os cinco primeiros colocados. Alemanha, Reino Unido, China, Suíça e Itália completam o grupo dos dez. Apesar das mudanças, os dez líderes são os mesmos do levantamento de 2024. O Japão subiu duas posições e se beneficiou da recuperação do turismo asiático. A região da Ásia-Pacífico teve a maior evolução entre 2024 e 2026. Sua pontuação média cresceu 3,6% no período. O Japão também avançou acima da média global no desenvolvimento turístico. Entre seus pontos fortes estão recursos culturais e viagens de negócios e educação.

O Brasil, por outro lado, caiu cinco posições e aparece em 32º lugar. A pontuação brasileira foi de 4,41, contra 4,37 no levantamento anterior. Apesar da queda no ranking, o país aumentou sua pontuação em 1%. Desde 2019, a nota brasileira acumula crescimento de 2,8%. A perda de posições ocorreu porque outros países avançaram mais rapidamente. Entre 110 economias avaliadas, 101 melhoraram suas pontuações. Isso representa 92% dos países analisados pelo estudo. As condições globais para o turismo atingiram o melhor nível desde a pandemia. A média mundial cresceu 2,1% entre 2024 e 2026. O avanço foi impulsionado por recursos culturais, infraestrutura e conectividade aérea. O relatório alerta, porém, para custos elevados, falta de mão de obra e desafios ambientais. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 1º/10/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Opositor russo Kasparov recebeu alerta de que sua vida corre perigo

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Em 2023, a Rússia classificou o fórum de Kasparov como "organização indesejável" e, dois anos depois, o incluiu em uma lista de organizações "terroristas"

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Drones e operações terrestres à vista: Como os EUA estão intensificando a guerra às drogas de Trump na América Latina?

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Ações futuras poderão incluir ataques, prisões, operações contra esconderijos e até medidas como o aumento do uso de scanners de carga em postos de fronteira

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Gilmar chama Kassio de 'imperador', e ministros veem risco de Dino afastar presidente do TSE de ações

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Medida teria como justificativa acúmulo de decisões individuais sem referendo e concentração de poder no presidente da corte eleitoral e em Mendonça Guerra de liminares sobre notícias falsas envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora ampliou tensões

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Bispo pediu o fim de N.S. Aparecida como padroeira do Brasil

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Apoiador do ex-presidente nas eleições de 2022, o religioso já defendeu em um livro o fim do reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/S

Transporte coletivo em Porto Alegre terá passe livre no dia das eleições

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Medida garante gratuidade para usuários de ônibus no primeiro turno e em eventual segundo turno na Capital

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT  

Habitação em Portugal cresce 15 vezes mais do que a média da zona euro

Dados do Eurostat confirmam que Portugal registou a maior subida anual no preço das casas na União Europeia, com uma variação de 16,5% no segundo trimestre.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


REI DO MARROCOS NOMEIA PRIMEIRA MULHER COMO MINISTRA 

O rei do Marrocos nomeou nesta terça-feira (29) Fatima Ezzahra El Mansouri como primeira-ministra. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo na história do país. Prefeita de Marrakesh, El Mansouri também foi ministra da Habitação. Sua nomeação ocorreu após a vitória do partido dela nas eleições parlamentares. O PAM, de centro-direita, conquistou 97 das 395 cadeiras da Câmara. O RNI, líder da coalizão governista anterior, ficou em segundo, com 66 cadeiras. El Mansouri afirmou celebrar a confiança recebida dos eleitores marroquinos. A baixa participação eleitoral, porém, representou um desafio para os partidos. Apenas 38% dos 16 milhões de eleitores inscritos compareceram às urnas. Entre os jovens, persistem frustrações com as condições sociais e econômicas. Protestos recentes cobraram melhorias nos serviços de saúde e educação. Sem maioria absoluta, o PAM terá de formar uma coalizão para governar. 


TÓQUIO REGISTRA 
34 DIAS CONSECUTIVOS DE CHUVA

Tóquio registrou 34 dias consecutivos de chuva, a maior sequência em 140 anos de registros. A informação foi divulgada ontem, 29, pela Agência Meteorológica do Japão. A estação chuvosa da capital normalmente ocorre em junho, mas se prolongou neste ano. Chuvas torrenciais durante o verão provocaram alagamentos em várias regiões. Segundo o pesquisador Masayuki Kyoda, o El Niño contribuiu para a alteração do padrão climático. O fenômeno aquece as águas do Pacífico e pode favorecer o aumento das precipitações. As mudanças climáticas também intensificam as chuvas ao concentrar umidade na atmosfera. A atual sequência, iniciada em agosto, superou o recorde anterior, de 33 dias, em 2019. Os registros meteorológicos de Tóquio são mantidos desde 1886. Kyoda afirmou que as frentes chuvosas estão persistindo por mais tempo que o habitual. Relatório japonês aponta que o aquecimento global vem alterando o clima do país. Na última semana, o tufão Dujuan matou cinco pessoas e provocou chuvas recordes no Japão.


NAVIO NAUFRAGADO EM 1884 REAPARECE

Uma forte tempestade expôs restos de madeira na praia de Nantucket, em Massachusetts. Os fragmentos surgiram após a erosão da faixa de areia provocada pelo temporal. A suspeita é que pertençam ao navio Warren Sawyer, naufragado em 1884. A escuna de três mastros fazia uma viagem entre Nova Orleans e Boston. A embarcação transportava 1.115 fardos de algodão e 28 toneladas de sucata. O navio encalhou durante uma tempestade, mas o capitão e sete tripulantes foram salvos. Moradores retiraram cerca de 700 fardos de algodão antes de outra tempestade destruir o navio. Em 2022, um trecho de 13 metros do casco apareceu na mesma região. Outro fragmento, de 4,5 metros, surgiu no local em fevereiro de 2023. Especialistas afirmam que os novos restos apresentam semelhanças com os anteriores. O Egan Maritime Institute enviou um especialista para examinar os destroços. A identificação ainda depende de análise arqueológica, e visitantes não devem mexer nos restos.


TRIBUNAL DO COMÉRCIO INTERNACIONAL DOS EUA JULGARÃO TARIFAS 

O Tribunal de Comércio Internacional dos EUA julgará nesta quarta-feira (30) ação contra tarifas de Trump. As medidas atingem produtos de 60 parceiros comerciais acusados de não impedir importações com trabalho forçado. Quatro pequenas empresas e 25 estados governados por democratas contestam as tarifas. Eles afirmam que Trump ultrapassou sua autoridade ao impor as medidas. As tarifas atingem produtos da União Europeia, China e outros parceiros comerciais. O caso será analisado por três juízes nomeados por Trump, Obama e Biden. A decisão não deve ser anunciada imediatamente após a audiência. Trump transformou as tarifas comerciais em instrumento central de sua política externa. Em fevereiro, a Suprema Corte rejeitou grande parte de suas tarifas mais abrangentes. O tribunal entendeu que Trump não poderia usar poderes emergenciais para tarifar unilateralmente parceiros. Depois, o presidente adotou outras bases legais para impor novas tarifas relacionadas ao trabalho forçado. As tarifas, de 10% a 12,5%, atingem mais de 99% das mercadorias importadas pelos EUA.


SUIÇA 
RETIRA APOIO AO ATUAL PRESIDENTE DA FIFA

Gianni Infantino perdeu nesta quarta-feira (30) o apoio da Associação Suíça de Futebol (SFV). A entidade é do país natal do dirigente e também sede da Fifa. A decisão representa um revés simbólico para sua tentativa de permanecer no cargo. O comitê central da SFV decidiu retirar o apoio dado anteriormente ao dirigente. A mudança ocorreu em meio à crise provocada por um plano de Infantino. O projeto pretendia abrir a Fifa à participação de investidores privados. A proposta enfrentou forte oposição, principalmente entre entidades europeias. Diante da reação, o plano acabou fracassando e ampliou as críticas ao dirigente. A federação suíça havia anunciado seu apoio a Infantino em junho. Infantino é candidato à reeleição, marcada para março de 2027. A Uefa também vem criticando o presidente da Fifa desde o início da crise. A entidade europeia, igualmente sediada na Suíça, mantém posição contrária ao projeto.

Salvador, 30 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


FLÁVIO, JAIR E MICHELLE BOLSONARO CRITICAM O CULTO CATÓLICO A MARIA


Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro mantêm relação próxima com a Comunidade das Nações. 
A igreja foi fundada pelo bispo JB Carvalho, apoiador de Jair Bolsonaro em 2022. Carvalho é teólogo, escritor e líder religioso, com atuação no Brasil, Estados Unidos e Portugal. A igreja possui mais de 50 unidades e o bispo é autor de 23 livros. Flávio e sua mulher, Fernanda Bolsonaro, foram batizados na igreja em janeiro de 2024. Em dezembro de 2025, Flávio escolheu a Comunidade das Nações para sua primeira aparição pública após anunciar sua pré-candidatura. Em novembro de 2025, ele visitou Jair Bolsonaro na Polícia Federal levando um livro de JB Carvalho. A obra, “Metanoia”, aborda mudanças de mentalidade sob uma perspectiva cristã. As críticas de Carvalho à devoção católica aparecem em outro livro, “A Bomba”, de 2001. No capítulo “A Rainha dos Céus no Brasil”, ele questiona o culto católico a Maria. Carvalho defendeu que Nossa Senhora Aparecida deixasse de ser reconhecida como padroeira do Brasil. Também questionou a legalidade do feriado de 12 de outubro e pediu mobilização para mudar a situação. A Igreja Católica, porém, distingue a veneração a Maria da adoração, reservada exclusivamente a Deus.
Michelle Bolsonaro também frequenta a Comunidade das Nações e é próxima da mulher de Carvalho.

Em 2022, durante a campanha eleitoral, Michelle participou de eventos da igreja e foi ungida pelo bispo. Jair Bolsonaro também esteve em evento promovido pela instituição em julho de 2022. Michelle levou ao marido livros de Carvalho durante o período em que ele estava preso.
Entre eles estão obras sobre guerra espiritual, reconciliação e formação masculina cristã. A proximidade da família Bolsonaro com Carvalho não significa que todos compartilhem suas posições. Flávio negou que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Não há evidência de que ele tenha defendido a proposta feita por Carvalho em 2001.
A polêmica também envolveu o pastor Victório Galli, candidato a deputado federal por Mato Grosso. Em 2007, Galli apresentou projeto para alterar a designação de Nossa Senhora Aparecida. A proposta pretendia substituir “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O projeto foi arquivado em 2008 e não chegou a prosperar na Câmara. Galli afirmou recentemente que nunca pretendeu ofender católicos ou acabar com o feriado de 12 de outubro. A controvérsia aumentou após Flávio declarar que decretaria o Brasil como pertencente ao Senhor Jesus Cristo. A campanha explicou que ele se referia a uma oração simbólica antes do termo de posse. A equipe também afirmou que Flávio defende respeito a todas as religiões e formas de expressão da fé. As assessorias de Flávio e Michelle não responderam, e Carvalho também não comentou as posições atribuídas a ele. 

REBANHO BOVINO NO BRASIL


O Brasil tinha 234,3 milhões de bovinos em 31 de dezembro de 2025, o que 
representa queda de 1,7% em relação ao ano anterior. Mesmo assim, o rebanho superava em 9,8% a população brasileira. O país tinha 213,4 milhões de habitantes em julho de 2025. Foi o segundo ano consecutivo de redução do rebanho bovino. Em 2024, a queda havia sido de apenas 0,2%. O recorde ocorreu em 2023, com 238,6 milhões de animais. Segundo o IBGE, o recuo está ligado ao forte aumento dos abates. A redução de fêmeas também afetou a capacidade de reprodução do rebanho. Em 2025, cerca de 43 milhões de bovinos foram abatidos sob inspeção. Foi o maior volume já registrado pela pesquisa. O cenário ocorreu em meio a condições favoráveis de mercado e clima. As exportações brasileiras de carne bovina também atingiram recorde. O Brasil manteve a liderança mundial nas exportações do produto. Mato Grosso concentrou o maior rebanho, com 31,6 milhões de cabeças. Pará, com 25,6 milhões, e Goiás, com 22,5 milhões, vieram depois.

Entre os municípios, São Félix do Xingu (PA) continuou na liderança. A cidade tinha 2,7 milhões de bovinos no fim de 2025. O rebanho brasileiro supera a população desde 2002, segundo a Folha. Na criação de aves, porém, houve crescimento no ano passado. O número de galináceos aumentou 1,6%, chegando a 1,6 bilhão. Caprinos e ovinos também atingiram recordes históricos em 2025. A produção de ovos cresceu 5,7%, alcançando 5,7 bilhões de dúzias. São Paulo liderou a produção, seguido por Minas Gerais e Paraná. Santa Maria de Jetibá (ES) foi o maior produtor municipal de ovos. A produção de leite também bateu recorde, com 36,7 bilhões de litros. O resultado ocorreu apesar da redução no número de vacas ordenhadas. A produtividade aumentou 5,6%, para quase 2.499 litros por animal. Minas Gerais liderou a produção de leite, com 10,1 bilhões de litros. A produção brasileira de mel também atingiu recorde, com 71,3 mil toneladas.


BRIGA ENTRE PILOTOS QUASE MATA 150 PASSAGEIROS


Um voo da companhia Flydubai, com destino a Israel, foi desviado para a Arábia Saudita nesta quarta-feira (30), após uma suposta briga entre os pilotos. 
O avião, que transportava 150 passageiros, saiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv, mas duas horas após a decolagem, o voo FZ1073 emitiu um código de emergência, segundo dados do Flightradar24. Minutos depois, o sinal indicou uma possível situação de sequestro ou interferência ilegal, antes de voltar a registrar uma emergência geral. A aeronave foi desviada para o aeroporto de Tabuk, no nordeste da Arábia Saudita, onde pousou em segurança. Um passageiro israelense relatou que a tripulação pediu ajuda aos viajantes para imobilizar um dos comandantes. Segundo testemunhas, um dos pilotos teria esfaqueado o outro durante uma briga dentro da aeronave. Dois outros pilotos que estavam a bordo assumiram o controle do avião após o incidente. Uma passageira relatou que um homem armado com uma faca obrigou um dos comandantes a se deitar no chão. Yasmin Abukasis, mãe de uma passageira, afirmou à Reuters que sua filha presenciou a agressão e relatou a presença de sangue por toda parte. Em depoimento à Associated Press, Yasmin disse que o avião começou a perder o controle, provocando pânico entre os passageiros. Os viajantes gritaram, temendo que a aeronave pudesse cair, enquanto a situação se agravava. Outra testemunha afirmou ao jornal Jerusalem Post que passageiros próximos à cabine ajudaram a retirar o agressor. O passageiro também contou que outros dois pilotos estavam na parte traseira do avião.

Ele afirmou ter gritado para que eles assumissem imediatamente o comando da aeronave. O piloto ferido recebeu atendimento médico emergencial durante o voo, prestado por um dentista que estava entre os passageiros. Uma passageira entrevistada pelo Israel Hayom descreveu o episódio como extremamente estressante. Ela relatou que os passageiros perceberam uma descida rápida e temeram que os pilotos tivessem perdido o controle. Alguns viajantes tiveram as roupas manchadas de sangue, mas afirmaram estar seguros após o pouso. A Flydubai confirmou que o voo sofreu um incidente durante a viagem, mas não divulgou detalhes sobre as circunstâncias. Em comunicado, a empresa informou que todos os passageiros foram localizados e estavam em segurança. A companhia acrescentou que suas equipes colaboravam com as autoridades competentes para esclarecer o ocorrido. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a situação estava sob controle. Segundo ele, estavam sendo realizados esforços para repatriar os passageiros israelenses que desembarcaram na Arábia Saudita. Dados analisados pela BBC Verify indicaram uma queda brusca da aeronave durante o episódio. Pouco antes das 8h21, no horário local, o avião voava a aproximadamente 10.400 metros de altitude. Em menos de dois minutos, a aeronave perdeu mais de 5.200 metros de altitude, segundo o Flightradar24. Os registros também apontaram oscilações significativas durante o restante do trajeto até Tabuk. Apesar da gravidade do incidente, o avião conseguiu pousar em segurança, e as autoridades investigam as circunstâncias da ocorrência.

 

DEPOIS DE 41 ANOS NA PRISÃO HOMEM É LIBERADO, PORQUE SEM CULPA


Douglas Stewart Carter, hoje com 71 anos, passou 41 anos no corredor da morte nos Estados Unidos. 
Ele foi condenado pelo assassinato de Eva Olesen, ocorrido em Utah, em 1985. Carter sempre afirmou ser inocente e contestou a confissão usada para condená-lo. Segundo ele, a declaração foi obtida sob coerção durante um interrogatório policial. A vítima foi esfaqueada várias vezes e baleada na cabeça dentro de sua casa. Na época, Carter morava com a mãe em Utah e era suspeito de envolvimento em um assalto. Ele fugiu do estado e acabou localizado em Nashville, no Tennessee. Durante o interrogatório, assinou uma confissão que posteriormente contestou. Apesar da ausência de provas físicas que o ligassem ao crime, foi condenado. O júri considerou a confissão e depoimentos de duas testemunhas contra ele. Anos depois, porém, essas testemunhas mudaram suas versões sobre o caso. Em 2011, elas disseram ter sido orientadas a mentir durante o julgamento e afirmaram ter recebido dinheiro e presentes de policiais. Segundo os relatos, elas teriam sido ameaçadas de deportação caso não acusassem Carter. A Suprema Corte de Utah determinou um novo julgamento no ano passado e a decisão citou má conduta de investigadores envolvidos na apuração do assassinato.

Os advogados de Carter também apontaram outras possíveis falhas na investigação. Segundo a defesa, testemunhas viram um homem branco fugindo do local do crime e os defensores alegam que evidências contra o marido da vítima foram ocultadas. Orla Olesen, marido de Eva, morreu em 2009 e sempre negou envolvimento. A polícia encontrou uma faca da cozinha perto do corpo da vítima. A arma usada para atirar contra Eva nunca foi localizada. Neste mês, novos exames de DNA trouxeram outro elemento ao caso. As análises não identificaram Carter como possível fonte do sangue encontrado. O material estava em uma maçaneta e também no cabo da faca. Diante dos novos resultados, um juiz concedeu liberdade sob fiança a Carter. Ele deverá usar monitoramento por GPS enquanto permanecer em liberdade. A decisão ocorreu apesar da oposição da família de Eva Olesen. A família afirmou ter sérias preocupações com a libertação do condenado. A defesa, por sua vez, pediu que o processo contra Carter seja arquivado.