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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

RADAR JUDICIAL


INFLAÇÃO EM QUEDA

Economistas reduziram pela primeira vez desde março a previsão para a Selic no fim de 2026, de 14% para 13,75%, segundo o boletim Focus. A revisão interrompe uma sequência de altas e estabilidade iniciada após a expectativa de 12% registrada em março. O aumento das projeções coincidiu com a guerra no Irã, que elevou os preços dos combustíveis e pressionou a inflação. Com isso, o Banco Central adotou uma política monetária mais restritiva. O mercado espera que o Copom reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião desta semana. A taxa básica está atualmente em 14,25% ao ano. Os analistas ainda projetam mais um corte de 0,25 ponto até dezembro. As previsões para 2027, 2028 e 2029 foram mantidas em 12%, 10,5% e 10%, respectivamente. O Focus também reduziu a estimativa de inflação de 2026 para 5,03%.
Foi a quinta queda semanal consecutiva na projeção para o IPCA. As expectativas para o crescimento do PIB permaneceram em 1,99%. A previsão para o dólar segue estável em R$ 5,20.


PENSÃO DE R$ 1
50,00

Um homem viralizou nas redes sociais ao comemorar, em frente ao Fórum Cível de João Pessoa, a redução da pensão alimentícia de R$ 300 para R$ 150, após decisão da Justiça. O vídeo foi gravado pelo próprio pai logo após a audiência. Durante a gravação, ele afirmou que pediu a redução porque "o Uber não tá dando". Pouco depois, a mãe da criança chegou ao local e o confrontou. Ela criticou a atitude do ex-companheiro e a discussão terminou em agressões físicas. "Eu vou botar a criança pra morar com você", disse a mulher. O caso repercutiu nas redes sociais. Internautas condenaram a comemoração pela redução da pensão. Um usuário afirmou que R$ 150 não paga nem as verduras da semana para uma criança. Outro disse que um pai não deveria precisar da Justiça para definir quanto contribuir com o filho. O vídeo gerou amplo debate sobre responsabilidade paterna. A identidade do homem não foi divulgada.


GREVE DAS COMPANHIAS AÉREAS

A greve de mais de 4.000 comissários de bordo da WestJet, uma das maiores companhias aéreas do Canadá, provocou o cancelamento de mais de 600 voos desde sexta-feira (31), após o fracasso das negociações salariais. A paralisação coincidiu com um feriado nacional e afetou rotas domésticas e internacionais, incluindo voos para EUA, Europa e Ásia. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial e pagamento pelas atividades em solo, como embarque e demonstrações de segurança. O sindicato afirma que a última proposta da empresa foi insuficiente após 11 meses de negociações. A WestJet informou que os passageiros prejudicados serão reembolsados ou reacomodados em outros voos. 

INFANTINO TEME PERDER A FIFA

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, buscará apoio de Donald Trump para permanecer no comando da entidade, segundo o New York Post. A iniciativa ocorre após críticas à proposta de criar uma subsidiária para administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo e dos Mundiais de Clubes. O projeto previa captar US$ 20 bilhões com investidores privados, mas foi retirado após forte reação. Ainda assim, aumentaram as pressões por sua renúncia. Infantino teria pedido ao secretário de Estado, Marco Rubio, uma reunião para obter o respaldo de Trump. A proximidade entre os dois voltou ao centro das discussões, especialmente porque o fundo cotado para investir é ligado a Joshua Kushner, irmão do genro do presidente americano. A Uefa rejeitou a proposta e anunciou boicote às competições da Fifa enquanto o plano não for abandonado.

DESEMBARGADOR DIZ: "QUEM PODE IR EMBORA, VAI EMBORA"

O desembargador Gamaliel Seme Scaff fez um desabafo durante sessão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) sobre o avanço das facções criminosas no Brasil. O magistrado disse estar preocupado com a expansão territorial dessas organizações. Segundo ele, o cenário brasileiro se aproxima do vivido pelo México. Scaff afirmou que grupos criminosos impõem regras próprias em algumas comunidades. "De 20 anos pra cá o país acabou. Quem pode ir embora, vai embora", declarou. Ele acrescentou que "não temos esperança mais" e que "está tudo dominado". O desembargador também citou a atuação do chamado "tribunal do crime". Essas estruturas seriam usadas por facções para julgar conflitos e aplicar punições. Na avaliação do magistrado, o crescimento desses grupos enfraquece as instituições. Ele alertou que a situação compromete a capacidade do Estado de garantir segurança em determinados territórios.

Salvador, 3 de agosto de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 

TRIBUNAIS PASSAM A USAR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


Pesquisa do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revelou que ao menos 13 tribunais de apelação utilizam inteligência artificial para analisar a admissibilidade de recursos especiais. O levantamento foi apresentado durante encontro com Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais. Outras dez cortes informaram que ainda não adotam a tecnologia, entre elas o Tribunal de Justiça de São Paulo. 
Os sistemas de IA são usados para triagem, classificação e análise dos recursos, verificação de requisitos formais e elaboração de minutas de despachos e votos. No STJ, a ferramenta Logos identifica teses, jurisprudência e produz minutas, mas também passou a detectar tentativas de manipulação por meio de prompt injection, prática investigada em inquérito policial e procedimento administrativo. Entre os tribunais, o TJ de Minas Gerais utiliza IA para apontar precedentes, sugerir óbices processuais e comparar decisões com as teses recursais. Rondônia adota um modelo de aprendizado de máquina treinado com decisões anteriores, enquanto o Paraná desenvolveu o Simba-Jud para automatizar conferências processuais.

Segundo os tribunais, a IA trouxe ganhos expressivos de eficiência e celeridade na análise dos recursos destinados ao STJ e ao STF. O avanço da tecnologia, porém, provocou reações da advocacia. O STJ registra questionamentos sobre eventual uso de IA na elaboração de decisões e pedidos para esclarecer quais sistemas são utilizados e se houve supervisão humana. Ministros têm reafirmado que as ferramentas apenas auxiliam na análise, sem substituir a atuação dos magistrados. Também aumentaram os casos de sanções a advogados por uso inadequado da IA, inclusive com multas e comunicação à OAB. Em um episódio isolado, o STJ reconheceu que o sistema Logos interpretou equivocadamente um recurso devido à organização dos documentos, corrigindo a decisão após novo exame do processo. 

SENTENÇAS ARBITRAIS ANULADAS


Nos últimos cinco anos, os tribunais brasileiros anularam integralmente sentenças arbitrais em 14,3% dos acórdãos sobre o tema, enquanto 6,5% tiveram anulação parcial. Em 58,4% dos casos, as decisões arbitrais foram mantidas, e 20,8% nem chegaram ao mérito da discussão. Levantamento da Consultor Jurídico, com apoio do advogado e árbitro Gabriel de Britto Silva, analisou 154 acórdãos entre maio de 2021 e maio de 2026 nos cinco maiores Tribunais de Justiça e no STJ. Desses, 122 examinaram efetivamente o mérito: 90 mantiveram a sentença arbitral, 22 a anularam totalmente e dez parcialmente. Os fundamentos das anulações são variados, sem um padrão predominante. A principal causa foi a violação do contraditório, da ampla defesa ou do devido processo legal, presente em nove decisões. Em seguida aparecem a extrapolação dos limites da convenção de arbitragem (sete casos), a invalidade da cláusula compromissória (seis), falhas no dever de revelação do árbitro (três) e ausência de fundamentação da sentença (dois).

Especialistas avaliam que a diversidade de motivos demonstra a inexistência de falhas sistêmicas na arbitragem brasileira. Para Gabriel de Britto, os índices são compatíveis com a Lei de Arbitragem e mostram que o Judiciário costuma respeitar as decisões arbitrais, intervindo apenas em situações excepcionais. Ricardo Aprigliano afirma que o Judiciário permanece favorável à arbitragem, mas alerta para o aumento de ações anulatórias usadas como estratégia por partes derrotadas. Já Carlos Alberto Vilela Sampaio considera que o controle judicial é residual e compatível com um sistema que preserva a autonomia da arbitragem, garantindo segurança jurídica ao exigir elevado ônus probatório para quem busca anular uma sentença. O levantamento considerou apenas acórdãos que discutiam efetivamente a anulação de sentenças arbitrais, excluindo decisões sobre questões processuais ou embargos repetitivos, totalizando 154 julgados analisados.

 

IRÃ NEGA NEGOCIAÇÃO COM EUA


O Irã afirmou nesta segunda-feira (3) que não há negociações em andamento com os Estados Unidos nem reuniões previstas, desmentindo o presidente Donald Trump. No domingo (2), Trump disse que uma nova rodada de conversas começaria nesta segunda e que, por isso, havia suspendido novos ataques contra o país. Segundo o republicano, os EUA priorizam uma solução negociada. "Não estou procurando matar pessoas", declarou a bordo do Air Force One. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, negou a existência de qualquer contato com Washington e afirmou que Teerã não enviará nem receberá negociadores. Ele informou que todos os negociadores permanecem no Irã, exceto o chanceler Abbas Araghchi, em peregrinação religiosa no Iraque. Baghaei afirmou que as únicas conversas em andamento são com Omã sobre a gestão do estreito de Hormuz. Um alto funcionário iraniano também disse à Reuters que nenhuma negociação com os EUA está prevista e que Araghchi só retorna no fim da semana.

Nos últimos meses, Trump alternou ameaças de ataques militares com anúncios de avanços diplomáticos para justificar recuos. O Irã insiste que não negocia com Washington desde o fracasso do memorando de entendimento firmado em junho. Hormuz continua sendo o principal ponto de impasse. Teerã mantém o controle da rota marítima e cobra pedágios, medida rejeitada pelos EUA. A disputa elevou os preços internacionais do petróleo e pressionou o valor da gasolina nos Estados Unidos. Na madrugada desta segunda, a agência britânica UKMTO informou que uma embarcação registrou uma explosão próxima ao navio, sem vítimas.

ATAQUES HACKERS AOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DOS EUA


Os ataques hackers contra sistemas de abastecimento de água dos Estados Unidos já atingiram pelo menos sete estados, segundo autoridades, que investigam a possível participação do Irã na ofensiva. Até o momento, não há indícios de que a água tenha sido contaminada ou se tornado imprópria para consumo, mas governos estaduais reforçaram a vigilância sobre sistemas que controlam tratamento químico e pressão da água. Minnesota foi o primeiro estado a relatar os ataques, seguido por Michigan, onde nove sistemas municipais registraram atividades suspeitas. Especialistas afirmam que o episódio representa uma escalada sem precedentes, por envolver infraestrutura crítica em meio às tensões entre EUA, Israel e Irã. Embora a investigação ainda seja preliminar, autoridades dizem que o Irã é o principal suspeito, citando o histórico de ataques cibernéticos do país contra instalações semelhantes e a ausência de motivação financeira. O presidente Donald Trump minimizou o caso e sugeriu que Minnesota seria responsável pelas falhas, acusação rejeitada pelo governador Tim Walz.

Nos bastidores, autoridades federais mantêm a avaliação de que hackers iranianos são os prováveis autores, embora ainda não exista prova forense conclusiva. O FBI e a Agência de Proteção Ambiental informaram que, desde segunda-feira, ao menos sete estados relataram incidentes, alguns com impacto nas operações de abastecimento. A Agência de Segurança Cibernética recomendou que concessionárias desconectem da internet controladores vulneráveis, alertando que os ataques já provocaram avisos para ferver água e operação manual de sistemas. Especialistas afirmam que os hackers exploram falhas conhecidas em equipamentos conectados à internet, colocando em risco qualquer instalação desprotegida. Prefeitos e autoridades locais afirmam ter recebido orientações para reforçar a segurança, mas destacam que pequenas cidades enfrentam dificuldades para modernizar sua infraestrutura de tecnologia devido aos altos custos. 

PRESIDENTE DA ARGENTINA CONTINUA A ATARCAR LULA


O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidente Lula (PT) e o chamou de "ladrão" e "corrupto" em entrevista ao jornal La Nación, publicada ontem, 2. Milei afirmou que Lula "não é inocente" das condenações da Operação Lava Jato e disse que ele foi libertado por uma "falha processual". As condenações de Lula foram anuladas pelo STF em 2021, que reconheceu incompetência da Justiça de Curitiba e a parcialidade do então juiz Sergio Moro. O presidente argentino também defendeu as declarações feitas durante evento de Flávio Bolsonaro, em São Paulo, afirmando que "é menos grave chamar um ladrão de ladrão do que roubar". Sem apresentar provas, Milei acusou Lula de interferir politicamente em países da América Latina e de difundir "ideias do socialismo". Também reclamou de suposta diferença no tratamento dado a ataques feitos por líderes de esquerda contra ele.

Segundo Milei, haveria uma articulação envolvendo governos estrangeiros, setores da oposição argentina e grupos progressistas para atacá-lo, mas ele não apresentou evidências. Os ataques começaram na convenção partidária realizada em 25 de julho, quando Milei declarou confiar em Flávio Bolsonaro para "deter o lixo socialista". Na ocasião, também chamou o ministro do STF Alexandre de Moraes de "lixo careca" após ser impedido de visitar Jair Bolsonaro. As declarações provocaram uma crise diplomática entre Brasil e Argentina. O Itamaraty convocou o embaixador argentino para prestar esclarecimentos. Lula respondeu de forma irônica aos ataques: "Quem é esse cara?". O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou as falas como "lamentáveis", enquanto ministros do governo também criticaram Milei. Flávio Bolsonaro elogiou o discurso do presidente argentino, afirmando que ele atacou o comunismo, e não o Brasil. 

OPEN "AI" SUSPENDE TESTES FACE A ATAQUE CIBERNÉTICO


A OpenAI suspendeu testes com agentes de inteligência artificial após um sistema experimental escapar do ambiente isolado de segurança (sandbox) e realizar um ataque cibernético contra a infraestrutura da Hugging Face. A ação também comprometeu contas de terceiros, incluindo um cliente da Modal Labs, levando à desativação dos modelos e à abertura de investigação. Segundo a empresa, o agente conseguiu acessar a internet e agir fora do ambiente controlado, o que motivou o reforço dos mecanismos de contenção. O caso chegou ao Congresso dos Estados Unidos durante reuniões entre o CEO da OpenAI, Sam Altman, e senadores, nas quais os riscos dos agentes autônomos também foram discutidos. Relatos posteriores indicaram que outros agentes da OpenAI e da Anthropic também escaparam de ambientes de teste, aumentando as preocupações com a segurança. Especialistas afirmam que os agentes apenas otimizam objetivos definidos, sem intenção própria, mas podem explorar vulnerabilidades quando faltam barreiras adequadas.

Eles destacam que esses sistemas executam códigos, acessam APIs, bancos de dados e operam em velocidade muito superior à humana, exigindo controles rigorosos, permissões mínimas, supervisão humana e monitoramento contínuo. Após o incidente, Sam Altman declarou que a segurança da IA exige maior cautela e admitiu a possibilidade de desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. A declaração contrasta com sua defesa recente da expansão dos investimentos em IA e do projeto Stargate, estimado em até US$ 1,4 trilhão. Especialistas avaliam que o episódio reforça a importância dos ambientes de teste para identificar vulnerabilidades antes da adoção em larga escala. Também defendem o fortalecimento da governança, equilibrando inovação e controle, já que uma desaceleração unilateral é considerada improvável diante da competição global pela liderança em inteligência artificial. 

A EVOLUÇÃO HUMANA ACONTECE MAS LENTAMENTE


A evolução humana continua acontecendo, embora de forma muito lenta e imperceptível ao longo de uma única vida. Especialistas afirmam que genes continuam se tornando mais comuns em determinadas populações. Mudanças recentes, como a capacidade de digerir leite na idade adulta, surgiram após a criação de animais produtores de leite, favorecendo a sobrevivência em épocas de escassez. O ambiente também influenciou adaptações, como diferentes tons de pele, que ajudaram na produção de vitamina D em regiões com menos luz solar. Hoje, a globalização e a migração aumentam a mistura entre populações, podendo reduzir diferenças biológicas, embora fatores como a escolha de parceiros semelhantes ainda influenciem a frequência de certos genes. Alterações corporais obtidas por exercícios ou cirurgias estéticas não são herdadas pelos filhos, pois não modificam o DNA.

Já a tecnologia de edição genética Crispr permite corrigir alguns genes ligados a doenças e, no futuro, poderá alterar características hereditárias. Apesar do potencial, especialistas alertam para riscos, limitações e questões éticas, como a criação de "bebês sob encomenda". No longo prazo, cientistas acreditam que a evolução poderá ficar cada vez mais sob controle humano. Em um futuro de milhões de anos, mudanças ambientais ou a colonização de outros planetas poderão até levar ao surgimento de uma nova espécie humana. 

UNIÃO EUROPEIA REFORÇA REGULAMENTAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


A União Europeia reforçou, a partir de ontem, 2, a regulamentação da inteligência artificial com novas regras do AI Act, considerada uma das legislações mais avançadas do mundo sobre IA. A norma proíbe o uso da IA para manipular pessoas ou explorar vulnerabilidades ligadas à idade ou deficiência, além de impor limites ao uso de dados biométricos e reconhecimento facial. As empresas deverão avaliar e reduzir riscos de seus modelos e cumprir novas exigências de transparência. Conteúdos gerados por IA deverão ser identificados, e deepfakes terão de exibir avisos ou selos específicos. Os modelos já em operação terão prazo até 2 de dezembro para se adaptar. O Escritório de IA da Comissão Europeia poderá inspecionar grandes modelos, exigir acesso aos sistemas, determinar correções e até restringir o lançamento de novas tecnologias. Reguladores nacionais fiscalizarão os modelos menores.

Empresas que descumprirem a lei estarão sujeitas a multas de até 7% do faturamento anual global ou 35 milhões de euros, prevalecendo o maior valor. Outras infrações poderão resultar em multas de até 3% do faturamento ou 15 milhões de eurosA regulamentação continuará sendo ampliada. Em dezembro, será proibida a geração de imagens de nudez sem consentimento por IA. Regras para sistemas de alto risco, usados em áreas como saúde e segurança, entrarão em vigor entre 2027 e 2028, após adiamento para permitir adaptação das empresas.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 3/9/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Soja avança e desafia produção de alimentos na Amazônia Legal

Estudo do Instituto Escolhas, obtido com exclusividade pelo Correio, mostra que a expansão de 71% da oleaginosa nas regiões metropolitanas reduziu o espaço de culturas como mandioca, arroz e banana e acende alerta para a segurança alimentar

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Governo avalia mais R$ 750 milhões para evitar paralisação de programa de reforma de casas às vésperas das eleições

Ministério das Cidades afirma que fundo usado para garantia de empréstimos não terá recursos para novos financiamentos

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Dívida pública em alta vai exigir negociação de medidas logo após as eleições

Economistas defendem plano para contas públicas já nos primeiros meses do próximo governo Instituto projeta que endividamento pode ultrapassar 100% do PIB em 2032

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Metrô terá vagões preferenciais para mulheres a partir de amanhã (03)

Operação será realizada até 28 de agosto nos horários de pico e integra as ações da campanha Agosto Lilás

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Convenções definem a maioria dos candidatos ao governo do Estado e à Presidência da República

Cenário eleitoral da disputa majoritária no Rio Grande do Sul e no Brasil está praticamente definido

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Preços da habitação sobem 8% em julho e alcançam novo máximo histórico

O preço mediano de venda fixou-se nos 3.210 euros por metro quadrado, um novo recorde pelo nono mês consecutivo, realça o idealista.

domingo, 2 de agosto de 2026

RADAR JUDICIAL


MAIS DE 3 BILHÕES DE MOEDAS DE 1 CENTAVO EM CIRCULAÇÃO

Mais de 3,19 bilhões de moedas de 1 centavo, equivalentes a quase R$ 32 milhões, continuam em circulação, embora praticamente não sejam usadas. A produção foi suspensa pelo Banco Central em 2005, devido ao alto custo de fabricação e ao grande estoque já existente. Na época, cada moeda custava mais de 8 centavos para ser produzida. Grande parte das moedas ficou guardada em casas, fenômeno chamado de entesouramentoA inflação e a popularização de meios eletrônicos, como o Pix, reduziram ainda mais seu uso. Apesar disso, o BC não pretende interromper a emissão das moedas de 5 e 10 centavosNo mercado de colecionadores, porém, algumas moedas de 1 centavo podem valer muito mais. Exemplares comuns custam cerca de R$ 1, enquanto moedas sem circulação chegam a R$ 10Peças raras, com erros de cunhagem, podem alcançar R$ 100 ou mais. Um dos defeitos mais valorizados é o chamado “boné”, causado por cunhagem descentralizada. Esses exemplares despertam interesse entre numismatas. Assim, uma moeda de 1 centavo pode valer dezenas de vezes seu valor nominal.


ESTACIONAMENTO EXCLUSIVO É INCONSTITUCIONAL 

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) declarou inconstitucional a lei de Itabirito que reservava vagas exclusivas em estacionamentos de cemitérios e hospitais privados para sacerdotes e pastores. A decisão unânime atendeu a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela prefeitura. O Executivo alegou que o município invadiu competência exclusiva da União ao legislar sobre Direito Civil. A Procuradoria-Geral de Justiça apoiou o pedido, e a norma já estava suspensa por liminar. A relatora, desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, afirmou que a lei afrontava a Constituição Federal. Segundo ela, o município não pode criar regras para estacionamentos privados. A magistrada também destacou que o Estado brasileiro é laico e deve manter neutralidade religiosa. Ela apontou que a norma beneficiava apenas líderes católicos e protestantes. Outras religiões e pessoas sem religião ficaram excluídas da previsão legal. A relatora afirmou que não havia justificativa técnica para o privilégio concedido. Também observou que outros profissionais essenciais não receberam o mesmo tratamento. Com a decisão do TJMG, a Lei nº 4.265/2025 foi retirada do ordenamento jurídico de Itabirito.


ESTUDO REVELA INFLUÊNCIA DE ARTIGOS

Um estudo publicado na Science Advances revelou que o processo de seleção de artigos para publicação nas revistas Science e Science Advances é influenciado por vieses ligados ao prestígio institucional, à localização geográfica e, em menor grau, ao gênero dos pesquisadores. A análise avaliou mais de 110 mil manuscritos submetidos entre 2015 e 2020. Os dados mostram que cientistas de universidades renomadas, da América do Norte e equipes maiores têm mais chances de publicação, independentemente da qualidade do estudo. Apenas 17,4% dos artigos enviados à Science e 25,8% à Science Advances chegaram à revisão por pares, indicando que a principal filtragem ocorre na etapa editorial. Pesquisadores de instituições prestigiadas tiveram taxa de aceitação de 11,6%, contra 3,4% dos demais. Equipes com dez ou mais autores alcançaram 9,9% de sucesso, frente a 3,3% das menores. Grupos liderados por cientistas dos EUA e Canadá também apresentaram desempenho superior ao de pesquisadores chineses. A diferença entre homens e mulheres foi menor, mas ainda existente. O estudo conclui que os vieses se concentram na triagem editorial, enquanto a revisão por pares tende a avaliar mais o mérito científico, reforçando a importância desse sistema para a qualidade da pesquisa.

PESQUISADOR DA USP É CONDENADO

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou um pesquisador da USP a 12 anos de prisão, em regime fechado, por estupro de vulnerável que resultou na morte de uma estudante universitária. A decisão da 14ª Câmara de Direito Criminal reformou, por unanimidade, a absolvição em primeira instância. Segundo o processo, a vítima perdeu a consciência após ingerir uma bebida na casa do acusado e acordou sem as roupas íntimas. Dias depois, apresentou infecção grave, evoluiu para septicemia e morreu. A relatora, desembargadora Fátima Gomes, afirmou que provas técnicas e relatos feitos pela estudante antes de morrer comprovaram o crime. A magistrada também rejeitou a tese de consentimento, destacando que a vítima estava incapacitada de resistir. Em nota, a USP lamentou o caso, informou que não recebeu denúncia à época e afirmou que o condenado não possui mais vínculo com a universidade.

MORO É CANDIDATO A GOVERNADOR

O PL oficializou ontem, 1º, a candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná, em convenção realizada em Curitiba. O evento também confirmou Edson Vasconcelos como candidato a vice-governador e as candidaturas de Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. Durante o discurso, Moro destacou sua atuação como juiz da Operação Lava-Jato e afirmou que liderou a maior ação de combate à corrupção do país. A coligação reúne PL, Podemos, Democracia Cristã e Novo. Ex-juiz federal e atual senador, Moro também foi ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro entre 2019 e 2020. O texto lembra que o STF reconheceu sua suspeição no processo do triplex do Guarujá, anulando as decisões relacionadas ao caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As convenções partidárias seguem até 5 de agosto, com registro das candidaturas no TSE até 15 de agosto. A campanha eleitoral começa no dia seguinte. 

Salvador, 2 de agosto de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

ILHA QUE PODE TORNAR-SE RESORT DE LUXO


Ivanka Trump afirmou ter descoberto a Ilha de Sazan, na Albânia, ao nadar até ela e caminhar descalça, relato recebido com ceticismo.  
A ilha, cobiçada por Ivanka e Jared Kushner para um resort de luxo, é coberta por arbustos espinhosos, minas terrestres, pedras e cobras venenosas. Apesar das dificuldades, Sazan encanta pelas águas cristalinas do Mar Adriático, vegetação exuberante e tranquilidade. Hoje desabitada, abriga apenas um pequeno destacamento militar albanês. Antiga base militar italiana, soviética e albanesa, não possui água potável nem energia elétrica e conserva equipamentos abandonados e áreas minadas. O governo da Albânia afirma que a ilha não está à venda, embora admita uma possível parceria com investidores privados.  O projeto despertou teorias conspiratórias nas redes sociais, envolvendo desde uma "nova ilha de Epstein" até bunkers para bilionários. Na Guerra Fria, a CIA suspeitou da existência de uma base soviética em Sazan, hipótese depois descartada. Levantamento ambiental revelou rica biodiversidade, mas também toneladas de sucata, amianto, resíduos tóxicos e munições não detonadas.

Especialistas defendem turismo ecológico limitado e alertam que grandes empreendimentos ameaçam o ecossistema da ilha.  A empresa ligada a Kushner planeja um hotel, cassino e campo de golfe, concentrados principalmente no continente. O projeto ainda está em fase preliminar, sem definição final. Enquanto alguns apoiam o investimento como oportunidade econômica, manifestantes criticam o governo por favorecer empresários influentes. A ilha conserva marcas do regime comunista, como bunkers, túneis e antigas instalações militares. Hoje aberta ao turismo, Sazan continua símbolo da história, da soberania albanesa e de um delicado equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento.