La Guaira, na costa norte da Venezuela, foi devastada por terremotos consecutivos ocorridos em junho. A região, antes conhecida pelo turismo e pelas praias, virou um enorme acampamento humanitário. Segundo o regime, cerca de 24 mil pessoas ficaram desabrigadas e centenas de prédios foram danificados ou destruídos. Torres residenciais desabaram, deixando montanhas de escombros, mortos e famílias em busca de sobreviventes. Locais de lazer e comércio passaram a funcionar como hospitais, necrotérios e abrigos. Um McDonald’s foi transformado em hospital de campanha, enquanto o porto virou necrotério. Campos de golfe e resorts de surfe também foram ocupados por desabrigados. O desastre reacendeu críticas às construções realizadas após as tragédias naturais de 1999 e 2010. Muitos edifícios construídos durante o governo de Hugo Chávez desabaram, soterrando moradores. Críticos afirmam que os projetos não consideraram adequadamente a instabilidade do solo. O número oficial de mortos já ultrapassa 6.500, mas pode estar subestimado. A população enfrenta desemprego, falta de moradia e dificuldades para reconstruir a vida. Escolas foram transformadas em abrigos, enquanto quadras esportivas receberam voluntários e equipes de resgate. Em uma escola, 110 alunos morreram e outros 50 continuam desaparecidos. Muitos sobreviventes permanecem próximos aos escombros, esperando encontrar familiares desaparecidos. Algumas famílias decidiram deixar a região, inclusive em direção à Colômbia, por não verem perspectivas de recuperação. Mesmo casas pouco danificadas perderam a segurança e a normalidade.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
LA GUAIRA, NA VENEZUELA, FOI DEVASTADA POR TERREMOTOS
La Guaira, na costa norte da Venezuela, foi devastada por terremotos consecutivos ocorridos em junho. A região, antes conhecida pelo turismo e pelas praias, virou um enorme acampamento humanitário. Segundo o regime, cerca de 24 mil pessoas ficaram desabrigadas e centenas de prédios foram danificados ou destruídos. Torres residenciais desabaram, deixando montanhas de escombros, mortos e famílias em busca de sobreviventes. Locais de lazer e comércio passaram a funcionar como hospitais, necrotérios e abrigos. Um McDonald’s foi transformado em hospital de campanha, enquanto o porto virou necrotério. Campos de golfe e resorts de surfe também foram ocupados por desabrigados. O desastre reacendeu críticas às construções realizadas após as tragédias naturais de 1999 e 2010. Muitos edifícios construídos durante o governo de Hugo Chávez desabaram, soterrando moradores. Críticos afirmam que os projetos não consideraram adequadamente a instabilidade do solo. O número oficial de mortos já ultrapassa 6.500, mas pode estar subestimado. A população enfrenta desemprego, falta de moradia e dificuldades para reconstruir a vida. Escolas foram transformadas em abrigos, enquanto quadras esportivas receberam voluntários e equipes de resgate. Em uma escola, 110 alunos morreram e outros 50 continuam desaparecidos. Muitos sobreviventes permanecem próximos aos escombros, esperando encontrar familiares desaparecidos. Algumas famílias decidiram deixar a região, inclusive em direção à Colômbia, por não verem perspectivas de recuperação. Mesmo casas pouco danificadas perderam a segurança e a normalidade.
JUSTIÇA FEDERAL LIBERA NOVO LOTE DE ATRASADOS DO INSS
O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou um novo lote de atrasados do INSS para aposentados, pensionistas e outros segurados que venceram ações judiciais. Os pagamentos autorizados correspondem a processos autuados em julho de 2026. Foram liberados R$ 2,745 bilhões para ações previdenciárias e assistenciais. O valor beneficia 173.283 pessoas em 125.963 processos. No total, o lote liberado pela Justiça Federal chega a R$ 3,3 bilhões. O montante inclui também processos de outras áreas. Os valores envolvem revisões de aposentadorias, auxílio-doença, pensões e outros benefícios. Cada Tribunal Regional Federal segue seu próprio cronograma de pagamento. Durante o processamento, o dinheiro é depositado em contas da Caixa ou do Banco do Brasil. Após essa etapa, o beneficiário pode consultar o banco responsável no site do tribunal. O pagamento ocorre depois do fim definitivo do processo e da expedição da requisição. Só recebem os segurados que venceram a ação contra o INSS sem possibilidade de recurso. Isso acontece após o chamado trânsito em julgado. A data do pagamento depende da ordem judicial para quitar a dívida e do valor devido. Atrasados de até 60 salários mínimos são pagos por meio de RPVs, em lotes mensais. Valores acima desse limite são pagos por precatórios, normalmente uma vez por ano.
TRUMP NÃO OBTEVE ÊXITO NAS INVESTIDAS CONTRA O IRÃ
Ao declarar um “Dia D econômico” contra o Irã, Donald Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, tentam encontrar uma saída para uma estratégia militar que não alcançou seus objetivos. Tradicionalmente, os EUA recorrem primeiro à diplomacia, depois às sanções econômicas e, por último, à ação militar. Trump, porém, passou rapidamente da diplomacia aos bombardeios para tentar destruir o programa nuclear iraniano e pressionar o regime. Os ataques não atingiram os objetivos esperados e deixaram 18 americanos mortos, centenas ou milhares de iranianos mortos e custos estimados em mais de US$ 100 bilhões. Agora, Bessent anunciou a chamada “Operação Pária Econômico”, destinada a cortar os recursos que sustentam a República Islâmica. A estratégia prevê bloquear transações financeiras, inclusive digitais, além de dificultar o comércio de petróleo e a movimentação internacional de ouro. O plano, porém, enfrenta um grande obstáculo: a China, principal compradora do petróleo iraniano. Em 2025, Pequim adquiriu mais de 80% das exportações de petróleo do Irã. Para especialistas, sem a cooperação chinesa, a estratégia americana terá poucas chances de sucesso. Bessent ameaçou impor sanções secundárias a países que continuarem negociando com Teerã, mas evitou citar diretamente a China. A medida poderia aumentar as tensões entre Washington e Pequim, que já divergem sobre Taiwan, inteligência artificial, armas nucleares e comércio internacional. Especialistas também questionam por que sanções tão rígidas não foram utilizadas antes da ofensiva militar contra o Irã.
As sanções contra Teerã não são novidade. Os EUA começaram a intensificá-las durante o governo George W. Bush, e Barack Obama ampliou a pressão para levar o Irã às negociações. A estratégia ajudou a produzir o acordo nuclear de 2015, que limitou as atividades nucleares iranianas em troca do alívio de sanções. Trump abandonou o acordo em 2018 e restabeleceu as punições econômicas, apostando que elas provocariam uma mudança de comportamento do regime. Apesar disso, o Irã continuou exportando entre dois e três milhões de barris de petróleo por dia durante parte do período de sanções. O bloqueio naval atual reduziu essas exportações, mas não eliminou a capacidade de resistência iraniana. Imagens de satélite indicam ainda que materiais nucleares permanecem em locais atingidos pelos bombardeios americanos. O regime também sobreviveu, embora tenha passado por mudanças após a morte do aiatolá Ali Khamenei durante os ataques iniciais da guerra. Bessent voltou a mencionar a possibilidade de mudança de regime, objetivo defendido por Trump meses atrás. Na época, o presidente americano esperava uma rápida vitória militar e pediu que os iranianos se levantassem contra o governo. Posteriormente, Trump reconheceu que a população iraniana não possuía armas nem organização suficientes para realizar uma revolta. Agora, Washington aposta novamente na pressão econômica, mas o sucesso da estratégia dependerá principalmente da postura da China.
MORO INGRESSA COM AÇÃO CONTRA JUÍZA
A Justiça do Paraná marcou para 29 de setembro, cinco dias antes do primeiro turno das eleições, a audiência de conciliação no processo movido pelo senador Sergio Moro (PL) contra a ex-juíza federal Luciana Dias Bauer. Moro, candidato ao governo do Paraná, pede ao menos R$ 100 mil por danos morais. A ação foi apresentada em janeiro, após Bauer afirmar, em entrevista à TV 247, que teria sido agredida por ele em 2016, quando ambos eram juízes em Curitiba. Segundo Bauer, Moro a segurou pelo pescoço dentro de um elevador do Foro da Justiça Federal e mandou que ela ficasse quieta. O episódio teria ocorrido após ela atuar em um habeas corpus durante um plantão judicial. Na ação, Moro nega a acusação e classifica o relato como uma “fábula vingativa” criada quase dez anos depois. Seus advogados afirmam que Bauer não registrou boletim de ocorrência nem apresentou denúncia formal à corregedoria na época. A defesa também cita mensagens trocadas entre Bauer e uma integrante da equipe de Moro em 2017 e 2018. Em uma delas, a ex-juíza pede livros emprestados e termina com “BJ”, abreviação de “beijos”.
Para os advogados, a cordialidade posterior seria incompatível com uma agressão. Moro contesta ainda outras declarações feitas por Bauer, que teria o chamado de “mafioso” e “criminoso” e relacionando a uma suposta organização criminosa ligada à Lava Jato. Bauer deixou a magistratura em 2022 e atualmente atua como advogada. Em entrevista de dezembro de 2025, afirmou que o episódio fazia parte de um contexto de perseguições e críticas à atuação da 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Lava Jato. Em nota, Bauer disse desconhecer o processo e afirmou não ter sido citada. Também criticou a atuação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região em relação à Lava Jato. A audiência será virtual, às 9h40, na 6ª Vara Cível de Curitiba. Caso não haja acordo, o processo seguirá para defesa e produção de provas.
EUA VOLTAM A ATACAR NO PACÍFICO ORIENTAL E MATA MAIS DUAS PESSOAS
Após dois meses de trégua aparente, os Estados Unidos retomaram ataques a lanchas suspeitas de transportar drogas na América do Sul. Na segunda-feira (24), o Comando Sul anunciou um ataque no Pacífico Oriental que matou duas pessoas. Segundo os EUA, os mortos seriam “narcoterroristas”, mas nenhuma evidência foi apresentada para comprovar a acusação. A operação ocorreu no domingo (23) e seguiu o mesmo padrão de mais de 60 ataques anteriores.
MANTIDA PRISÃO DE TRÊS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM NO DF
MPT PEDE CONDENAÇÃO DE MULTA PARA UBER
O MPT também critica o contrato, elaborado unilateralmente pela Uber, que poderia alterar as regras do programa ou desativar o passe sem devolver o valor pago. A Uber negou irregularidades e afirmou que prestará à Justiça todos os esclarecimentos necessários. A empresa classificou as conclusões do MPT como baseadas em “concepções equivocadas” sobre o funcionamento da plataforma. Segundo a Uber, o modelo de assinatura já é utilizado por outros aplicativos de transporte no Brasil. A empresa diz que o “Passe para Motoristas” é uma alternativa ao modelo tradicional de cobrança por viagem. A companhia afirma ainda que o sistema está em fase de testes e busca oferecer maior previsibilidade aos motoristas sobre o custo do serviço.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 26/08/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Brasil e Estados Unidos abrem novo diálogo para negociar o tarifaço
Reunião virtual entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial norte-americano pode destravar agenda bilateral
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Lula se reúne com Motta e Alcolumbre e reforça aproximação com cúpula do Congresso por cartada eleitoral
Oficialmente encontro será para destravar proposta que acaba com a taxa das blusinhas, mas outros assuntos serão debatidos
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Governo Trump pausa processos de vistos para imigrantes em todo o mundo
Medida se aplica a vistos de imigração; agendamentos de entrevistas estão sendo suspensos ainda sem data nova Departamento de Estado afirma que medida ocorre para que haja novo treinamento em representações diplomáticas
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Candidato do UP defende concursos públicos
ROLDO FÉLIX defendeu a ampliação dos concursos públicos e criticou a contratação de trabalhadores terceirizados e temporários no estado
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Fila de espera do INSS cai para 1,2 milhão de requerimentos
É o menor patamar registrado desde o início da gestão, em janeiro de 2023, quando a fila estava em 1,7 milhão de requerimentos
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Afogamentos causaram 92 mortes até julho, o valor mais elevado dos últimos 10 anos
terça-feira, 25 de agosto de 2026
RADAR JUDICIAL
SERVIÇO DE IMIGRAÇÃO, NOS EUA, PRENDEU QUASE 50 MIL PESSOAS
TJBA ENCERRA CONTRATO COM O BRB
DECRETADA FALÊNCIA DA TELEFONIA OI
A operadora de telefonia Oi teve sua falência decretada nesta terça-feira (25) pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A falência já havia sido decretada em novembro de 2025, mas a decisão foi suspensa após recursos apresentados por Bradesco e Itaú. Agora, por decisão unânime, os desembargadores rejeitaram os recursos dos bancos e confirmaram a quebra da companhia. As instituições financeiras alegavam que a Oi não havia cumprido o plano de recuperação judicial e que a falência seria precipitada. A Justiça apontou atrasos de pagamentos e descumprimentos do plano como motivos para manter a decisão. No início do ano, a Oi tinha mais de 164 mil credores, incluindo mais de 8 mil trabalhadores e 4 mil microempresas. A relatora, desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, destacou a necessidade de proteger os direitos dos trabalhadores. Com a falência, termina a recuperação judicial e começa o processo de liquidação dos ativos e pagamento dos credores. Especialistas ressaltam, porém, que a Oi não deverá interromper imediatamente todos os serviços. A empresa ainda presta serviços de telecomunicações e mantém contratos considerados relevantes para empresas e órgãos públicos. Assim, determinadas atividades poderão continuar durante a transferência organizada de operações e ativos. Bruno Rezende foi anunciado como administrador judicial da falência, e Adriano Pinto Machado atuará como observador judicial. Para Bradesco e Itaú, a decisão representa uma derrota jurídica, pois os bancos haviam conseguido suspender anteriormente a falência.
ARRECADAÇÃO FEDERAL CRESCE 9%
A arrecadação federal cresceu 9% em termos reais em julho, impulsionada principalmente pelo aumento do IOF e pelo imposto sobre exportação de petróleo, segundo dados da Receita Federal. O resultado foi o melhor para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25), sem a tradicional entrevista coletiva, prevista para quinta-feira (26). O IOF, elevado pelo governo para ajudar no cumprimento das metas fiscais, registrou crescimento real de 19% em relação a julho do ano passado. O imposto sobre a exportação de petróleo arrecadou R$ 3 bilhões em julho. Criado para compensar medidas de desoneração dos combustíveis, o tributo já rendeu R$ 8 bilhões aos cofres públicos neste ano. A cobrança sobre o óleo bruto foi instituída por medida provisória em 12 de março e incide diretamente sobre as empresas petroleiras. Em julho, a Camex prorrogou a medida por mais 60 dias. De janeiro a julho, a arrecadação federal cresceu 7% em termos reais, alcançando R$ 1,8 trilhão. Somente em julho, foram arrecadados R$ 289,3 bilhões, segundo a Receita Federal.