Pesquisar este blog

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

ISRAELENSES DEIXAM O PAÍS


A guerra em Gaza, a crise política e as dificuldades econômicas estão levando cada vez mais israelenses a deixar o país. 
Cerca de 150 mil israelenses emigraram nos últimos três anos, muitos em busca de segurança e melhores condições de vida. O movimento ganhou força após a reforma judicial proposta pelo governo de Binyamin Netanyahu em 2023. A iniciativa provocou uma grave crise política e grandes manifestações em Israel. Depois, o ataque do Hamas em 7 de outubro mergulhou o país em uma guerra prolongada e regional. O conflito envolveu também o Irã e grupos aliados no Líbano e no Iêmen. Em 2023 e 2024, o saldo migratório de Israel ficou negativo, algo raro na história do país. Estudos indicam que muitos dos que deixaram Israel têm renda elevada e alta qualificação profissional. Especialistas temem uma fuga de cérebros que prejudique a economia, as finanças públicas e as Forças Armadas. Entre 2023 e 2024, cerca de 100 mil pessoas deixaram Israel, segundo estudo citado no texto. Outras 45 mil a 50 mil teriam emigrado em 2025. A polarização política e os anos de guerra aparecem entre os principais fatores para a saída. Pesquisas com emigrantes mostram preocupação crescente com o clima social e político do país. Israelenses seculares e de esquerda demonstram maior receio diante do avanço da direita e do ultranacionalismo. As eleições previstas para outubro são vistas por muitos como um momento decisivo para o futuro do país. 

Além da política e da segurança, o alto custo de vida também estimula a emigração. Imóveis caros, especialmente em Tel Aviv e Jerusalém, dificultam a permanência de muitas famílias. Profissionais relatam encontrar no exterior condições financeiras melhores e maior sensação de segurança. A saída de trabalhadores qualificados preocupa especialmente o setor de tecnologia, fundamental para a economia israelense. A tecnologia responde por cerca de um quinto da produção econômica e metade das exportações. A perda de profissionais também pode aumentar a pressão sobre as Forças Armadas e sobre os trabalhadores que permanecem no país. Economistas alertam para o risco de a emigração se tornar um fenômeno permanente e se autorreforçar. Quanto mais pessoas deixam Israel, mais redes sociais e profissionais se formam no exterior, facilitando novas saídas. O governo começou a oferecer incentivos fiscais para estimular o retorno de trabalhadores qualificados. Ainda não está claro se essas medidas produzirão resultados significativos. A melhora das condições de segurança também poderá incentivar israelenses a retornar ou novos imigrantes a chegar. Apesar disso, muitos emigrantes afirmam que não pretendem voltar enquanto persistirem as atuais condições políticas e militares. Para essas famílias, viver no exterior significa oferecer aos filhos maior segurança e novas oportunidades. O êxodo, portanto, representa não apenas uma questão migratória, mas também um desafio político, econômico e demográfico para Israel. 

TRUMP NÃO APARENTA ESTAR BEM


O presidente Donald Trump não tem aparentado estar bem, apesar das garantias da Casa Branca sobre sua saúde. 
Aos 80 anos, Trump será, ao fim do mandato, o presidente mais velho da história dos Estados Unidos. Seu médico, Sean Barbabella, afirmou em maio que ele está em excelente estado de saúde e mantém uma rotina intensa de reuniões, compromissos públicos e atividades físicas. No entanto, imagens recentes mostraram hematomas nas mãos, inchaço nas pernas e episódios de aparente sonolência durante eventos públicos. Trump também passou por exames avançados de imagem do coração e do abdome, sem que fossem esclarecidos os motivos. O problema é que não existe uma exigência formal para que o presidente americano demonstre sua aptidão física e mental para exercer o cargo. Militares, pilotos, motoristas de ônibus escolares e controladores de tráfego aéreo, por exemplo, precisam comprovar regularmente sua capacidade para trabalhar. A divulgação de exames presidenciais começou no governo Richard Nixon, mas continua sendo apenas uma tradição. A 25ª Emenda permite ao Congresso criar mecanismos para avaliar a saúde e a capacidade do presidente. Um projeto apresentado pelo deputado Jamie Raskin propõe uma comissão independente para realizar esse acompanhamento. 

Caso ela existisse, poderia esclarecer sete questões sobre Trump: Por que 22 especialistas participaram de sua avaliação médica e quais eram suas especialidades? Qual é a verdadeira causa dos hematomas frequentes nas mãos e por que Trump utiliza uma dose elevada de aspirina? Por que o inchaço nas pernas foi classificado como insuficiência venosa crônica, se aparentemente não havia sinais do problema meses antes? Qual é a causa da sonolência frequente demonstrada pelo presidente e como ela está sendo tratada? O que motivou os exames avançados do coração e do abdome realizados em 2025? Quais medicamentos prescritos para Trump não foram divulgados pela Casa Branca? Por que Trump realizou repetidos testes cognitivos e passou por avaliações neurocognitivas mais sofisticadas? Não se trata de exigir a divulgação de todo o histórico médico do presidente. Informações que possam comprometer sua segurança devem permanecer protegidas. Mas, em uma democracia, a população precisa ter confiança na saúde e na capacidade de seu líder. Por isso, as dúvidas sobre a condição de Trump não deveriam ser simplesmente ignoradas. O público americano merece transparência sobre a aptidão do presidente para exercer suas funções. 

GOVERNO TARCÍSIO ENCERRA MANDATO COM PIORRA NAS CONTAS DO ESTADO


O governador Tarcísio de Freitas encerra o mandato com piora gradual nas contas de São Paulo. 
O estado passou de superávit para déficit orçamentário durante sua gestão. Em 2025, o déficit chegou a R$ 12,2 bilhões, o pior resultado desde 1995. Para 2026, a projeção oficial indica déficit superior a R$ 9 bilhões. Em 2022, último ano do governo Rodrigo Garcia, havia superávit de R$ 9 bilhões. Entre 2019 e 2022, São Paulo teve superávit médio anual de R$ 5,6 bilhões. De 2023 a 2025, porém, registrou déficit médio de R$ 1,8 bilhão por ano. Especialistas atribuem a deterioração a renúncias fiscais e aumento de despesas. Entre os gastos pressionados estão os da Previdência estadual. O déficit previdenciário cresceu R$ 13 bilhões entre 2023 e 2025. Em 2025, chegou a R$ 36,8 bilhões, com despesas de R$ 58,1 bilhões. Tarcísio defendeu uma reforma da Previdência, mas não avançou com a proposta. O governo ressalta que o resultado primário continua positivo. O superávit primário acumulado de 2019 a 2022 foi de R$ 133,4 bilhões. Para os quatro anos de Tarcísio, a previsão é de R$ 40,81 bilhões. O saldo líquido de caixa também caiu durante a atual gestão. Passou de R$ 19,5 bilhões em 2022 para R$ 5 bilhões em 2025. O governo contesta esse cálculo e inclui recursos vinculados no valor disponível. Por esse critério, São Paulo teria encerrado 2025 com R$ 29,4 bilhões em caixa. A dívida líquida em relação à receita corrente líquida ficou em 124,23%. O limite legal é de 200%, indicando situação ainda distante de uma crise fiscal.

A renegociação da dívida com a União também deve gerar economia ao estado. O governo prevê investimentos de R$ 17 bilhões em 2026. Considerando inversões financeiras, os investimentos do quadriênio chegariam a R$ 110,7 bilhões. O Tribunal de Contas apontou redução do esforço fiscal durante o governo. A meta de resultado primário de 2025 caiu de R$ 15,03 bilhões para R$ 5,7 bilhões. O TCE também alertou para o aumento das renúncias fiscais. Os benefícios tributários podem chegar a R$ 83 bilhões em 2026. Especialistas afirmam que a dependência das receitas representa risco para os próximos anos. Apesar das dificuldades, São Paulo ainda mantém bons fundamentos e resultados primários positivos. 

DIANTE DOS INSUCESSOS, A RÚSSIA PLANEJA CONVOCAR 500 MIL MILITARES


A Ucrânia acredita que a Rússia planeja recrutar mais 300 mil soldados para reforçar suas tropas na guerra. 
Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, o plano de Vladimir Putin começaria após as eleições parlamentares russas, marcadas para 18 a 20 de setembro. Zelensky afirmou que a Rússia poderia convocar novos soldados em 2027, buscando chegar a um total de 500 mil militares. Ele classificou a medida como uma “mobilização periférica”, concentrada principalmente em regiões mais remotas do país. A ofensiva russa continua principalmente no Donbas, no leste da Ucrânia, onde Moscou tenta avançar sobre importantes cidades e posições estratégicas. A guerra já dura quase quatro anos e meio e segue marcada por intensos combates e ataques aéreos. Zelensky afirmou que a Rússia está sofrendo grandes perdas humanas ao tentar avançar sobre o chamado cinturão de fortalezas ucraniano. O presidente ucraniano também destacou recentes avanços das forças de Kiev no sudeste do país. Segundo ele, em 2026, a extensão do território retomado pela Ucrânia seria semelhante à área conquistada pela Rússia. Além da ofensiva terrestre, Moscou intensificou os ataques aéreos contra cidades ucranianas. A Ucrânia enfrenta uma redução no número de mísseis interceptadores Patriot disponíveis para sua defesa. Zelensky disse que o país espera receber 264 interceptadores em 2026, contra 364 em 2025 e 675 em 2023.

Ele também afirmou que a Rússia pretende ampliar sua produção para chegar a até 1.300 mísseis balísticos por ano. Em resposta, a Ucrânia intensificou ataques com drones contra refinarias, depósitos e outras estruturas econômicas russas. Kiev afirma que esses ataques buscam atingir instalações importantes para o esforço de guerra de Moscou. O presidente Vladimir Putin declarou que a Ucrânia abriu uma “caixa de Pandora” ao atacar alvos econômicos russos. Putin prometeu retaliar contra os setores econômicos considerados mais sensíveis da Ucrânia. O conflito, assim, mantém elevada a tensão entre os dois países, sem perspectiva imediata de encerramento dos combates. 

WAYMO, UBER E OUTRAS BUSCAM SERVIÇOS COM OU SEM MOTORISTA


A empresa controlada pela Alphabet gastou mais de US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões) entre abril e junho em lobby junto ao governo federal, mais que o dobro do valor desembolsado um ano antes, segundo documentos oficiais. Com isso, os gastos da Waymo se aproximaram dos da Uber e ficaram bem acima dos de concorrentes como a Zoox, da Amazon, e a TeslaO aumento do lobby ocorre enquanto Waymo e Uber defendem visões concorrentes para o futuro do transporte por aplicativo. A Waymo quer um caminho mais rápido para serviços comerciais totalmente sem motorista, enquanto a Uber defende uma implementação gradual, na qual os robotáxis operem ao lado de motoristas humanos. As estratégias legislativas divergentes contribuíram para o desgaste da relação entre as empresas. O jornal Financial Times informou no mês passado que a Waymo avaliava opções para deixar sua parceria com a Uber em Austin e Atlanta, onde o grupo de transporte por aplicativo opera seus serviços. "As duas intensificaram o lobby e estão entrando em choque, o que agora parece estar acelerando o divórcio", afirmou Walter Piecyk, analista da LightShed Partners. Ambas as empresas fazem lobby agressivo em vários estados dos EUA e em Washington, D.C., depois que a resistência à tecnologia paralisou sua expansão para mercados como Nova York e Chicago. Políticos e grupos trabalhistas alertam que ela pode substituir motoristas e prejudicar os serviços existentes. Nos primeiros seis meses de 2026, a Waymo aumentou seus gastos em 93% em relação ao ano anterior, para pouco mais de US$ 2 milhões (R$ 10,3 milhões). A empresa defende uma estrutura regulatória federal que facilite a implementação dos robotáxis. Em maio, contratou o escritório de advocacia Greenberg Traurig para fazer lobby em seu nome, somando-o a uma lista de várias outras firmas de Washington. No âmbito local, a operadora de robotáxis gastou mais do que a Uber e a Zoox em lobby junto aos legisladores do Distrito de Colúmbia. A empresa pressionou os reguladores locais para que permitissem serviços de robotáxi na capital do país, inclusive convidando moradores, no início deste ano, a enviar manifestações de apoio à implementação.


No estado de Nova York, a Waymo já gastou mais de meio milhão de dólares neste ano —mais que o dobro dos gastos da Uber com lobby— enquanto tenta conquistar espaço em um dos maiores mercados de táxi. 
Seu lobby no estado se intensificou depois que a governadora Kathy Hochul recuou, no início deste ano, em propostas que teriam permitido a empresas de veículos autônomos operar serviços na maior parte do estado. A Waymo ofereceu a criação de um fundo de US$ 20 milhões (R$ 103 milhões) para apoiar motoristas afetados pela implementação da tecnologia, segundo pessoas a par do assunto. Em Nova Jersey, a empresa procurou parlamentares que avaliam um programa-piloto de três anos para testar a implementação. Em comunicado, a Waymo afirmou que defendia a implementação de veículos autônomos e que não buscava medidas que limitassem concorrentes ou "prescrevessem" como a tecnologia deveria ser adotada. Enquanto isso, a Uber tem se empenhado para recuperar o terreno perdido no setor de veículos autônomos após abandonar, em 2020, seu projeto interno de direção autônoma. No último ano, comprometeu mais de US$ 10 bilhões (R$ 51,6 bilhões) por meio de participações acionárias e acordos para frotas de robotáxis. O grupo de transporte por aplicativo alertou vários estados governados por democratas contra uma implementação irrestrita e, em vez disso, fez lobby pelas chamadas redes híbridas, que direcionam corridas tanto a motoristas humanos quanto a veículos autônomos. Em Nova Jersey, lobistas da Uber propuseram que qualquer plataforma que ofereça serviços de robotáxi também utilize motoristas humanos em pelo menos 85% de todas as corridas durante um programa-piloto de três anos. Críticos acusaram a Uber de tentar capturar a regulação ao buscar manter as corridas fluindo por sua plataforma, enquanto enfrenta uma concorrência cada vez maior. A Uber afirmou ser falsa a alegação de que seria "contra os veículos autônomos ou estaria tentando desacelerar sua implementação". Segundo a empresa, as redes híbridas "levam a tecnologia aos consumidores mais cedo, ao mesmo tempo que oferecem aos formuladores de políticas públicas uma estrutura prática para administrar a transição". 

TELESCÓPIO COM MISSÃO DE EXPLORAR O UNIVERSO


Ao final deste mês, a Nasa deve lançar o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, que terá como missão explorar o Universo. 
O equipamento possui um espelho primário de 2,4 metros, originalmente desenvolvido pelo NRO, órgão de espionagem do Pentágono, para satélites de monitoramento terrestre. Após o cancelamento do projeto, o NRO doou dois telescópios à Nasa, em 2012. Um deles foi incorporado ao Roman. O espelho tem o mesmo diâmetro do Hubble, mas o Roman possui um campo de visão muito mais amplo. Sua câmera WFI poderá registrar uma área cerca de 140 vezes maior que a do instrumento infravermelho do Hubble.
Assim, em apenas um ano, o Roman poderá observar dez vezes mais áreas do céu que o Hubble em 30 anos. O telescópio recebeu o nome de Nancy Grace Roman, astrônoma considerada a “mãe do Hubble”. O projeto era conhecido inicialmente como Wfirst, sigla para Telescópio de Varredura de Infravermelho de Campo Amplo. A Nasa desenvolveu os principais instrumentos científicos do Roman, considerados fundamentais para sua missão. O WFI possui 18 detectores e poderá produzir imagens e espectros de objetos celestes. Já o CGI, instrumento coronógrafo, bloqueará a intensa luz das estrelas para permitir a observação de planetas próximos. A expectativa é fotografar diretamente gigantes gasosos e, futuramente, detectar mundos rochosos semelhantes à Terra. O projeto custará US$ 4,3 bilhões, incluindo cinco anos de operação, mas a missão poderá durar pelo menos uma década. O Roman ficará a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, em um ponto lagrangiano compartilhado por outras missões espaciais.

O telescópio será utilizado para estudar fenômenos que vão do Sistema Solar às regiões mais distantes do Universo. Seu principal diferencial será combinar alta resolução com um campo de visão extremamente amplo. Entre os principais estudos estão galáxias, estrelas, exoplanetas, buracos negros e a estrutura do Universo. O primeiro ciclo de observações terá 118 programas científicos, com destaque para galáxias, física estelar e exoplanetas. O Roman também fará grandes levantamentos do céu para criar mapas tridimensionais do Universo. Outra missão será observar o centro da Via Láctea em busca de microlentes gravitacionais. Esses fenômenos ajudam a identificar exoplanetas que podem escapar dos métodos tradicionais de detecção. A quantidade de dados produzida poderá transformar o Roman no telescópio mais produtivo do mundo. Atualmente, essa posição pertence ao James Webb, enquanto durante décadas o Hubble liderou a produção científica. O Roman deverá ampliar significativamente o conhecimento sobre galáxias, estrelas e mundos existentes fora do Sistema Solar. Seu lançamento está previsto para o dia 30, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX. O contrato para o lançamento foi firmado por US$ 255 milhões. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 24/08/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Ritmo lento alerta para risco de recessão

PIB deverá perder força no segundo trimestre, apesar dos estímulos fiscais, com projeções em torno de 1% em 2027. Especialistas recomendam baixar os juros e ir além dos cortes

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

A comparação entre Mendonça e Moraes por uma ala do STF

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Tarcísio encerra mandato com piora gradativa nas contas e aponta investimento maior em PPPs

Secretário de Fazenda, Samuel Kinoshita, rejeita avaliação de deterioração e diz que cenário é bom e deve melhorar Em 2025, contas paulistas registraram um déficit orçamentário de R$ 12,2 bilhões

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Ataque de torcida em dia de Ba-Vi deixa um morto e seis presos em Salvador

Imagens registradas neste domingo (23) mostram correria, perseguição e tiros na região da Avenida 29 de Março. Polícia investiga envolvimento de integrantes de organizadas de Bahia e Vitória.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Ausentes, Lula e Flávio Bolsonaro concentram falas de adversários em debate presidencial

Primeiro debate dos postulantes ao Planalto teve presenças de Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Mais 6,1 mil milhões de euros e muitas visitas para celebrar o Dia da Independência da Ucrânia

A Coligação da boa vontade reúne-se esta segunda-feira em Kiev para celebrar o 35.º aniversário da independência da Ucrânia. Zelensky garantiu que garantiu que o país não se renderá a qualquer preço.

domingo, 23 de agosto de 2026

CUBA ATRAVESSA A MAIOR CRISE DA HISTÓRIA


Aos 66 anos, Miguel Díaz-Canel comanda Cuba em uma das maiores crises de sua história, marcada por falta de energia, água, alimentos, transporte e medicamentos. O governo cubano atribui o agravamento da situação ao bloqueio dos Estados Unidos e às sanções impostas pelo governo Donald Trump. Segundo Díaz-Canel, há meses Cuba praticamente não recebe combustível, provocando apagões que podem durar mais de 20, 30 ou até 40 horas. A crise também afeta hospitais, educação e transporte. Mais de 98 mil pacientes aguardam cirurgias, incluindo 12 mil crianças. Mais de 117 mil pacientes com câncer enfrentam dificuldades para receber tratamento, enquanto milhares precisam de hemodiálise. Cerca de 64 mil crianças estão com a vacinação atrasada, e a mortalidade infantil mais que dobrou. O governo afirma conseguir atender apenas 30% da lista básica de medicamentos, devido também à dificuldade de entrada de contêineres. A crise atingiu o turismo: metade dos hotéis está fechada e cerca de 27 mil trabalhadores do setor estão afastados. Díaz-Canel reconhece problemas de burocracia e lentidão do governo, mas afirma que o bloqueio americano é a principal causa da crise. Ele rejeita a possibilidade de colapso e diz que o povo cubano mantém sua capacidade de resistência.


Para enfrentar a situação, o Parlamento aprovou 176 medidas econômicas que ampliam o espaço para o setor privado. Empresários poderão administrar mais negócios, contratar mais de cem funcionários e negociar ações. Empresas estrangeiras poderão explorar terras cubanas por até 99 anos. Apesar das mudanças, Díaz-Canel nega que Cuba esteja adotando o capitalismo ou abandonando o socialismo. Segundo ele, o Estado continuará controlando os principais meios de produção, enquanto o setor privado ajudará a aumentar a produção e enfrentar o bloqueio. O presidente afirma que as reformas também buscam fortalecer as empresas estatais e atrair investimentos de cubanos residentes no exterior. Ele reconhece que a abertura econômica anterior aumentou as diferenças sociais, mas diz que Cuba ainda possui mais de 32 programas sociais destinados à população de baixa renda. Díaz-Canel também rejeita críticas de que o governo seja responsável pela maior parte dos problemas atuais. Para ele, mesmo que Cuba tivesse cometido menos erros, o bloqueio americano continuaria sendo o principal fator da crise. O presidente acusa os EUA de tentar provocar uma explosão social e derrubar a Revolução Cubana. Ele afirma que Cuba não fará concessões ao governo Trump e que continuará resistindo às pressões. Questionado sobre uma possível intervenção militar americana, Díaz-Canel disse que enfrentaria a situação lutando. Ele sustenta que a sobrevivência da nação, sua independência e soberania estão ligadas à manutenção do projeto socialista. Díaz-Canel defende que o capitalismo não resolveria os problemas de Cuba e lembra que a Revolução de 1959 rompeu a dependência dos monopólios americanos. Ao mesmo tempo, admite que o país precisou realizar concessões econômicas após a queda da União Soviética e a perda de grande parte do comércio exterior. A nova abertura econômica, segundo ele, pretende produzir mais riqueza sem abandonar os princípios socialistas. Díaz-Canel afirma que o Partido Comunista, a participação popular e o controle estatal impedirão uma restauração capitalista. Para o presidente cubano, o povo não permitirá o fim da Revolução e continuará apoiando sua permanência. 

ESTREITO DE HORMUZ VIVE NOVA CRISE


O estreito de Hormuz vive uma nova crise, sem definição sobre a quantidade de petróleo que ainda atravessa a passagem. 
Antes da guerra, por ali escoava cerca de um quinto do petróleo mundial. Muitos navios desligam os transponders para evitar ataques, dificultando o monitoramento. Um acordo entre Estados Unidos e Irã, firmado em junho, previa a retomada gradual da navegação. Com o fracasso das negociações, o bloqueio voltou a afetar o comércio de petróleo. Donald Trump chegou a publicar um mapa chamando o estreito de “novo território dos Estados Unidos”. O Irã rejeitou a declaração e apresentou condições para reabrir a passagem. Entre elas estão o fim do bloqueio naval, das sanções e das operações militares. Omã tenta mediar as negociações, enquanto a tensão permanece elevada. A Administração de Informação sobre Energia dos EUA estima que o fluxo caiu para menos de um quarto do nível anterior à guerra. A agência não espera a normalização das rotas comerciais antes do início de 2027. A redução da oferta já provoca alta do petróleo e ameaça aumentar a inflação mundial. 

O Brent superou US$ 91, maior valor desde julho. No Brasil, o cenário contribui para manter a pressão sobre os juros e a inflação. Na Europa, os efeitos aparecem principalmente no mercado de gás. Carregamentos do Qatar estão retidos e os estoques europeus avançam abaixo do necessário. A disputa por gás com compradores asiáticos também elevou os preços. A tensão militar pode ainda atingir outros países. Comandantes iranianos teriam avaliado ataques a instalações americanas no sudeste europeu. Especialistas afirmam que a guerra não alcançou os objetivos esperados pelos Estados Unidos. O regime iraniano permanece no poder e mantém capacidade militar. Teerã passou a apostar em ações de desgaste contra navios, terminais e bases americanas. 


CANADÁ RESPONDERÁ COM TARIFAS EQUIVALENTES "DÓLAR POR DÓLAR"


O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas de retaliação contra produtos americanos a partir de 8 de setembro; declarou que o país está "em guerra" comercial contra os Estados Unidos e o presidente americano "errou nos cálculos ao intensificar a ofensiva tarifária". Carney explicou que "você está em guerra quando é atacado, e nós fomos atacados"; assegurou ainda que as exigências apresentadas pelo governo americano representavam um "mau acordo" e a
 retaliação canadense deverá atingir setores como aço, laticínios e eletrodomésticos. Também serão afetados equipamentos agrícolas, celulose, papel e produtos eletrônicos. As tarifas americanas entraram em vigor ontem, 22, após uma breve suspensão; o percentual aplicado por Trump aos produtos canadenses foi de 50% sobre importações canadenses que giram em torno de US$ 20 bilhões.
 
Donald Trump havia suspendido a medida por três dias, alegando que havia um acordo. As negociações entre os dois países ocorreram durante a semana, mas terminaram sem avanços. Na sexta-feira (21), os Estados Unidos anunciaram nova posição e repentinamente apresentou novas exigências com a retomada da taxação e o pior exigindo que o Canadá não deveria firmar acordos comerciais com outros países, além de questionamentos sobre normas linguísticas de Quebec. A cobrança começou à 0h01 em Washington, ou 1h01 no horário de Brasília. Um funcionário do governo Trump afirmou que não há novas reuniões previstas. Carney disse que o Canadá responderá com tarifas equivalentes, "olho por olho", "dólar por dólar". Segundo ele, a medida busca proteger trabalhadores e empresas canadenses diante do impasse. Depois de tudo isso, Trump partiu para agressão, quando escreveu: "O Canadá quer os benefícios de ser um Estado, sem ser um!!! Eles também cobraram dos nossos grandes agricultores, durante muitos anos, enormes quantias em tarifas. Chega!!!


JUÍZA ANULA MORATÓRIA SOBRE VISTOS PARA RESIDÊNCIA NOS EUA


A juíza federal Jeannette Vargas, de Nova York, anulou na sexta-feira (21) a moratória sobre a emissão de vistos para residência permanente nos Estados Unidos. A restrição estava em vigor desde 21 de janeiro e afetava cidadãos do Brasil e de outros 74 países. Segundo a magistrada, a política contrariava a lei e excedia a autoridade do secretário de Estado americano, Marco Rubio. A medida atingia pessoas que pretendiam morar nos EUA, mas não turistas, estudantes de intercâmbio ou trabalhadores temporários. Entre os países afetados estavam Brasil, Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen. O governo americano alegava que imigrantes desses países apresentavam maior risco de depender de assistência social. A juíza concluiu, porém, que funcionários consulares foram orientados a negar vistos com base apenas na nacionalidade dos solicitantes. A decisão revoga negativas fundamentadas nessa política, embora o governo possa recorrer. A restrição fazia parte do endurecimento da política migratória do governo Donald Trump. A campanha que levou Trump de volta à Presidência, em 2024, teve entre suas principais bandeiras a política anti-imigração e a promessa de deportações em massa. Dados do governo mostram que o ICE deportou pelo menos 113 mil imigrantes entre janeiro e setembro de 2025, alta de 126% em relação ao mesmo período de 2024.

O governo Trump também planeja equipar agentes de imigração com luvas capazes de aplicar choques elétricos, medida criticada por organizações e especialistas. A Justiça americana vem barrando algumas ações do governo na área migratória. Em junho, o juiz federal Leo Sorokin anulou uma taxa de US$ 100 mil para vistos H-1B, destinada a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. O magistrado considerou a cobrança um imposto ilegal e sem autorização do Congresso. Em agosto, Trump publicou novos decretos para restringir a cidadania por nascimento e ampliar a fiscalização do chamado “turismo de nascimento”. Entidades de direitos civis recorreram à Justiça contra as mudanças. O endurecimento da política migratória também tem afetado brasileiros que vivem nos Estados Unidos. Segundo dados do Itamaraty, os consulados brasileiros registraram aumento de 271,7% nos pedidos de certidões de nascimento para menores entre 2021 e 2025. O crescimento é atribuído, entre outros fatores, ao temor de deportações e separação entre pais e filhos. A disputa migratória ocorre em meio à deterioração das relações entre Brasil e Estados Unidos. No início de agosto, o governo Trump revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Washington alegou reciprocidade diante da demora brasileira em aprovar o indicado por Trump para a embaixada em Brasília, Daniel Perez. O governo brasileiro contestou a justificativa e acusou a administração americana de tentar interferir nas eleições brasileiras.




DRONES UCRANIANOS MATAM RUSSOS


Drones ucranianos mataram pelo menos 10 civis na Rússia entre a noite de sexta-feira (21) e a madrugada de sábado (22), segundo autoridades regionais. 
Em Samara, uma idosa morreu e várias pessoas ficaram feridas após ataques contra um armazém de varejista Ozon e uma instalação industrial. Segundo as Forças Armadas da Ucrânia, o alvo industrial foi a refinaria de Novokuibyshevsk. Foi o primeiro ataque contra a Ozon, após semanas de ofensivas contra a concorrente Wildberries. A Ucrânia afirma que os ataques fazem parte de uma campanha contra a infraestrutura econômica que sustenta a guerra russa. Em Yeysk, no sul da Rússia, duas crianças morreram e dois adultos ficaram feridos. Em Belgorod, duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas. Na região de Bryansk, quatro pessoas ficaram feridas. Em Luhansk, sob controle russo, dois civis, incluindo um adolescente de 16 anos, morreram. Outras nove pessoas ficaram feridas, segundo autoridades locais. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 457 drones ucranianos durante a noite. O presidente Vladimir Putin condenou os ataques e acusou Kiev de abrir uma “caixa de Pandora” para retaliações russas.

Nos dois dias anteriores, a Ucrânia havia denunciado ataques russos contra seu território. Na sexta-feira, drones russos atingiram um shopping em Kryvyi Rih, deixando 15 mortos e quase 100 feridos. Outro ataque, em Tokarivka, matou quatro pessoas, três delas crianças. O presidente Volodymyr Zelensky classificou o bombardeio como “cínico e desprezível”. Na quinta-feira, um ataque russo em larga escala contra Kiev matou 15 pessoas. A ofensiva atingiu uma escola, um hospital infantil, uma creche e ao menos 30 edifícios. Zelensky afirmou que a Rússia utilizou diferentes tipos de mísseis e 168 drones. Ele voltou a pedir aos aliados sistemas de defesa antiaérea Patriot. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o fornecimento de defesa antibalística é prioridade. O Kremlin, por sua vez, afirmou não ter informações sobre uma possível visita de negociadores americanos a Moscou. As negociações ocorrem enquanto Rússia e Ucrânia intensificam os ataques.