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domingo, 23 de agosto de 2026
CUBA ATRAVESSA A MAIOR CRISE DA HISTÓRIA
ESTREITO DE HORMUZ VIVE NOVA CRISE
O estreito de Hormuz vive uma nova crise, sem definição sobre a quantidade de petróleo que ainda atravessa a passagem. Antes da guerra, por ali escoava cerca de um quinto do petróleo mundial. Muitos navios desligam os transponders para evitar ataques, dificultando o monitoramento. Um acordo entre Estados Unidos e Irã, firmado em junho, previa a retomada gradual da navegação. Com o fracasso das negociações, o bloqueio voltou a afetar o comércio de petróleo. Donald Trump chegou a publicar um mapa chamando o estreito de “novo território dos Estados Unidos”. O Irã rejeitou a declaração e apresentou condições para reabrir a passagem. Entre elas estão o fim do bloqueio naval, das sanções e das operações militares. Omã tenta mediar as negociações, enquanto a tensão permanece elevada. A Administração de Informação sobre Energia dos EUA estima que o fluxo caiu para menos de um quarto do nível anterior à guerra. A agência não espera a normalização das rotas comerciais antes do início de 2027. A redução da oferta já provoca alta do petróleo e ameaça aumentar a inflação mundial.
CANADÁ RESPONDERÁ COM TARIFAS EQUIVALENTES "DÓLAR POR DÓLAR"
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas de retaliação contra produtos americanos a partir de 8 de setembro; declarou que o país está "em guerra" comercial contra os Estados Unidos e o presidente americano "errou nos cálculos ao intensificar a ofensiva tarifária". Carney explicou que "você está em guerra quando é atacado, e nós fomos atacados"; assegurou ainda que as exigências apresentadas pelo governo americano representavam um "mau acordo" e a retaliação canadense deverá atingir setores como aço, laticínios e eletrodomésticos. Também serão afetados equipamentos agrícolas, celulose, papel e produtos eletrônicos. As tarifas americanas entraram em vigor ontem, 22, após uma breve suspensão; o percentual aplicado por Trump aos produtos canadenses foi de 50% sobre importações canadenses que giram em torno de US$ 20 bilhões.
JUÍZA ANULA MORATÓRIA SOBRE VISTOS PARA RESIDÊNCIA NOS EUA
O governo Trump também planeja equipar agentes de imigração com luvas capazes de aplicar choques elétricos, medida criticada por organizações e especialistas. A Justiça americana vem barrando algumas ações do governo na área migratória. Em junho, o juiz federal Leo Sorokin anulou uma taxa de US$ 100 mil para vistos H-1B, destinada a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. O magistrado considerou a cobrança um imposto ilegal e sem autorização do Congresso. Em agosto, Trump publicou novos decretos para restringir a cidadania por nascimento e ampliar a fiscalização do chamado “turismo de nascimento”. Entidades de direitos civis recorreram à Justiça contra as mudanças. O endurecimento da política migratória também tem afetado brasileiros que vivem nos Estados Unidos. Segundo dados do Itamaraty, os consulados brasileiros registraram aumento de 271,7% nos pedidos de certidões de nascimento para menores entre 2021 e 2025. O crescimento é atribuído, entre outros fatores, ao temor de deportações e separação entre pais e filhos. A disputa migratória ocorre em meio à deterioração das relações entre Brasil e Estados Unidos. No início de agosto, o governo Trump revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Washington alegou reciprocidade diante da demora brasileira em aprovar o indicado por Trump para a embaixada em Brasília, Daniel Perez. O governo brasileiro contestou a justificativa e acusou a administração americana de tentar interferir nas eleições brasileiras.
DRONES UCRANIANOS MATAM RUSSOS
Drones ucranianos mataram pelo menos 10 civis na Rússia entre a noite de sexta-feira (21) e a madrugada de sábado (22), segundo autoridades regionais. Em Samara, uma idosa morreu e várias pessoas ficaram feridas após ataques contra um armazém de varejista Ozon e uma instalação industrial. Segundo as Forças Armadas da Ucrânia, o alvo industrial foi a refinaria de Novokuibyshevsk. Foi o primeiro ataque contra a Ozon, após semanas de ofensivas contra a concorrente Wildberries. A Ucrânia afirma que os ataques fazem parte de uma campanha contra a infraestrutura econômica que sustenta a guerra russa. Em Yeysk, no sul da Rússia, duas crianças morreram e dois adultos ficaram feridos. Em Belgorod, duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas. Na região de Bryansk, quatro pessoas ficaram feridas. Em Luhansk, sob controle russo, dois civis, incluindo um adolescente de 16 anos, morreram. Outras nove pessoas ficaram feridas, segundo autoridades locais. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 457 drones ucranianos durante a noite. O presidente Vladimir Putin condenou os ataques e acusou Kiev de abrir uma “caixa de Pandora” para retaliações russas.
EX-COMPANHEIRA É AMARRADA, EM ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS
TRUMP TENTA INTERFERIR EM ELEIÇÕES NO BRASIL
Legisladores democratas dos EUA veem tentativas do governo Donald Trump de influenciar as eleições presidenciais do Brasil. A deputada Pramila Jayapal afirma que fará “tudo o que for possível” para garantir o respeito aos resultados do pleito. Jayapal liderou uma carta do Congresso americano ao secretário de Estado, Marco Rubio, criticando a chamada “Doutrina Donroe”. A política de Trump prevê maior hegemonia dos EUA sobre o hemisfério Ocidental.
CHANG´E-7 RUMARÁ PARA A LUA HOJE
A China se prepara para lançar a Chang'e-7, sua missão lunar robótica mais ousada, destinada a buscar diretamente água na superfície da Lua. O lançamento está previsto para hoje, às 21h, de Brasília, com foguete Longa Marcha 5, a partir de Wenchang. A missão chegará à órbita lunar em cerca de cinco dias e poderá permanecer meses antes do pouso. A Chang'e-7 será a primeira missão chinesa destinada ao polo sul lunar, região estratégica pela possível presença de água em crateras permanentemente sombreadas. A China vem ampliando a complexidade de seu programa lunar. A Chang'e-3 pousou na Lua em 2013; a Chang'e-4 realizou, em 2019, o primeiro pouso no lado oculto; e a Chang'e-5 trouxe amostras do solo lunar em 2020. Em 2024, a Chang'e-6 trouxe à Terra as primeiras amostras do lado oculto. A água lunar é considerada um recurso essencial para futuras bases e para missões a outros pontos do Sistema Solar. Ela pode ser usada para consumo, produção de oxigênio e fabricação de hidrogênio, combustível para foguetes. A Chang'e-7 será composta por orbitador, pousador, rover e um pequeno saltador. O pouso está planejado para a região da cratera Shackleton, próxima ao polo sul, cuja área interna permanece em escuridão permanente. O saltador entrará em uma cratera escura para procurar gelo com instrumentos a laser. Uma perfuratriz também recolherá amostras de até um metro de profundidade, que serão aquecidas para identificar água e outros compostos voláteis.
ANITA PRESTES FALA SOBRE SEU LIVRO
Luiz Carlos Prestes foi acusado de mandonismo, incompetência, inabilidade política, agressividade, vaidade, personalismo e dogmatismo, além de ser apontado como agente de Moscou. As críticas são discutidas por Anita Leocádia Prestes, filha do líder comunista, no livro Entre Memória e História: Representações de Luiz Carlos Prestes. Historiadora e professora aposentada da UFRJ, Anita nasceu em uma prisão nazista, antes de sua mãe, Olga Benário, ser assassinada em um campo de concentração. Viveu parte da infância no México e a adolescência na União Soviética. Após o exílio durante a ditadura militar, dedicou-se ao estudo da trajetória política do pai e da história do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Prestes ganhou projeção nacional nos anos 1920, ao comandar a Coluna Prestes, que percorreu o interior do país e se tornou símbolo do movimento tenentista. Na década de 1930, passou a ser perseguido por sua aproximação com o comunismo e sua filiação ao PCB, tornando-se uma das principais lideranças do partido. Para Anita, a historiografia e obras memorialísticas frequentemente distorcem ou silenciam aspectos da trajetória de Prestes, influenciadas pelo anticomunismo brasileiro.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 23/08/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Canadá responde com tarifas após fracasso das negociações com EUA
As medidas, que também afetarão a indústria de papel, equipamentos agrícolas e o setor de eletrônicos, entrarão em vigor em 8 de setembro
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Ajuste na largada: pacto político deve ser 1º passo do presidente eleito para evitar crise fiscal, apontam especialistas
Próximo presidente eleito, seja ele quem for, precisará resgatar a credibilidade na gestão das contas públicas
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Díaz-Canel diz que EUA asfixiam Cuba, nega guinada capitalista e afirma que país 'está em pé e não se rende'
Presidente cubano afirma em entrevista exclusiva que reformas ajudam setor privado a romper bloqueio e admite insatisfações com o governo, mas nega fim do socialismo Na mira do governo de Donald Trump, diz não ter medo de ser morto ou sequestrado: 'Se chegar a minha hora, chegou'
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Homem ligado a organização criminosa do Rio de Janeiro é preso em Salvador
Suspeito é investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Brasileira é encontrada morta com sinais de violência na Irlanda e polícia suspeita de homicídio
Família pede apoio ao Itamaraty para investigar morte da mulher de 33 anos
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Quatro homens foram esfaqueados em Sacavém, três estão em estado grave
sábado, 22 de agosto de 2026
RADAR JUDICIAL
PROMOTOR CHAMA ADVOGADA DE CADELA
DEPARTAMENTO DE DEFESA DOS EUA DEMITE EDITOR DO STARS AND STRIPES
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos demitiu ontem, 21, o publisher e o editor-chefe do Stars and Stripes, jornal financiado pelo governo que cobre as Forças Armadas. As demissões levantaram dúvidas sobre a independência editorial da publicação, que tem noticiado dificuldades enfrentadas por militares durante a guerra no Irã. Os desligamentos ocorreram cerca de dez dias após reportagens sobre problemas entre marinheiros do porta-aviões USS Abraham Lincoln, cuja missão foi ampliada para nove meses. Foram demitidos Erik Slavin, editor-chefe, e Max Lederer, publisher, que já havia anunciado aposentadoria. A correspondente Lara Korte também perdeu o emprego. Slavin afirmou que seu aviso de demissão citava insubordinação e uma aparição não autorizada na imprensa. Ele havia declarado à CBS News que a censura de notícias destinadas aos militares seria uma “linha vermelha”. Segundo Slavin, o Stars and Stripes deve permanecer editorialmente independente, conforme previsto em lei e nas próprias políticas do Departamento de Defesa. Durante décadas, regras federais defenderam o livre fluxo de informações e proibiram controle editorial ou censura no jornal. Em janeiro, porém, o Pentágono revogou uma dessas normas e determinou mudanças no conteúdo da publicação.