HOMEM ROUBA E FOGE EM UM BURRO
Um roubo inusitado chamou a atenção na Turquia. Após invadir uma joalheria em Kayseri, na segunda-feira (9/2), um homem fugiu montado em um burro. A ação foi registrada por câmeras de segurança e viralizou nas redes sociais. As imagens mostram que o suspeito usou uma empilhadeira para arrombar a porta. Dentro da loja, derrubou um armário com objetos de valor e quebrou a vitrine com joias de ouro. Ele recolheu o máximo de ouro possível antes de deixar o local de forma inusitada. Identificado como M.Ç., de 26 anos, ele enterrou os itens roubados no quintal de casa.
PREFEITA CONTRA CONCURSO PÚBLICO
A prefeita de Groaíras (CE), Virgínia Aguiar (PDT), declarou ser contra a realização de concurso público no município. A fala ocorreu na sexta-feira (6/2), na abertura do ano legislativo na Câmara. Ao fazer um balanço da gestão e apresentar metas para 2026, informou que o concurso será realizado para cumprir decisão judicial. No entanto, afirmou ser pessoalmente contrária à medida por entender que ela pode reduzir oportunidades para moradores da cidade. Segundo a prefeita, o certame pode permitir a entrada de pessoas de fora, diminuindo vagas para quem é de Groaíras. Ela ressaltou, porém, que cumprirá a sentença: “Quem passou tem que assumir”. Virgínia também lamentou que a gestão anterior não tenha recorrido da decisão. As declarações repercutiram negativamente nas redes sociais, com críticas de que o concurso garante isonomia e transparência. O gabinete não se manifestou até a publicação.
TRIBUNAL QUER MANTER PENDURICALHOS
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu recorrer da decisão do ministro do Supremo Flávio Dino que suspendeu “penduricalhos” ilegais no serviço público. O tribunal argumenta que o Congresso deve definir regras nacionais antes da suspensão dos pagamentos extras. Segundo o TJ-SP, a medida pode gerar assimetria federativa, comprometer a administração da Justiça e criar insegurança jurídica. No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão de verbas sem base legal e deu 60 dias para revisão pelos Três Poderes. A remuneração no serviço público não pode ultrapassar o teto de R$ 46.366. Levantamento do jornal “O Globo” aponta que o TJ-SP é o tribunal que mais ultrapassa o teto, com 11 tipos de penduricalhos. Segundo o economista Bruno Carazza, juízes chegam a receber, em média, R$ 120 mil — quatro vezes o salário de um ministro do STF. Onze entidades pediram ao Supremo para participar da discussão e defendem a legalidade das verbas extras. O plenário do STF decidirá sobre a suspensão em 25 de fevereiro.
PLENÁRIO DA CÂMARA COM 10 DEPUTADOS
O plenário da Câmara dos Deputados já apresenta esvaziamento às vésperas do carnaval. Com a proximidade do feriado, parlamentares deixaram Brasília e retornaram aos seus estados. Isso reduziu significativamente a presença em plenário. Na sessão de ontem, 11, cerca de 10 deputados registraram presença. Os trabalhos foram conduzidos pelo deputado Otoni de Paula (MDB-RJ). Ele presidiu a sessão em meio ao baixo quórum. Entre os presentes estavam Erika Kokay, Alberto Fraga e Marcel van Hattem. Também participaram Talíria Petrone, Luiz Lima e outros parlamentares. O carnaval de 2026 será celebrado oficialmente em 17 de fevereiro. Haverá ponto facultativo em 16 de fevereiro e até 14h do dia 18. A proximidade do feriado contribuiu para a redução das atividades no Congresso. O retorno completo aos trabalhos deve ocorrer na semana seguinte ao carnaval.
NICOLAS LIVRA-SE DE CASSAÇÃO
Em decisão unânime, o TRE-MG julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por suposto uso indevido de meio de comunicação e abuso de poder nas eleições de 2022. Se condenado, ele poderia perder o mandato e ficar inelegível. A sessão ocorreu de ontem, 11, em plenário híbrido. A ação foi movida pela ex-candidata ao Senado pelo PSol, Sara Azevedo. Ela apontou postagens de Nikolas com críticas às urnas eletrônicas e suposta desinformação. Nas redes, o deputado comemorou a decisão e citou frase religiosa. Sara afirmou que ele integra um “ecossistema de desinformação” e abusa da influência digital. Pediu quebra de sigilos, envio de ofícios às plataformas, cassação e inelegibilidade por oito anos. A Justiça solicitou dados ao Twitter e YouTube, mas negou pedidos sobre outras redes. Também rejeitou a quebra de sigilos bancário e fiscal por falta de fundamentos. A defesa alegou que não houve intenção de espalhar notícias falsas, mas de fiscalizar o sistema eleitoral. Sustentou ainda que as manifestações estão protegidas pela liberdade de expressão.
DANOS MORAIS COLETIVOS: OMISSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA
Para não prejudicar ainda mais a coletividade já afetada pelo descaso público, os danos morais coletivos por omissão no fornecimento de água potável podem ser fixados em valor simbólico. Esse foi o entendimento da 2ª Turma do STJ ao condenar o município de Senhora dos Remédios (MG) a pagar R$ 10 mil. O valor acompanha decisão do TJ-MG que determinou a implantação de sistema adequado de abastecimento e fornecimento contínuo de água de qualidade. O tribunal estadual havia afastado os danos morais coletivos por falta de prova de repercussão no sentimento coletivo, levando o MP-MG a recorrer. Relator do caso, o ministro Marco Aurélio Bellizze afirmou que não é necessária comprovação de abalo emocional da população. Basta a existência de conduta ilícita que viole direitos transindividuais, como a interrupção ou deficiência no fornecimento de água tratada. Ao fixar o valor, o ministro ponderou que indenização elevada poderia gerar prejuízo maior à própria comunidade. Isso porque a condenação recairia sobre os cofres públicos, abastecidos pela arrecadação da população afetada. Assim, a indenização deve ter caráter simbólico, evitando impacto financeiro excessivo ao município.
Buenos Aires, 12 de fevereiro de 2026
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.