Mais de quarenta anos após a Revolução Iraniana de 1979, a República Islâmica do Irã enfrenta uma de suas maiores crises. Ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel mataram o líder supremo Ali Khamenei e outros comandantes militares, além de danificar infraestrutura estratégica. Washington e Tel Aviv afirmam desejar uma mudança de regime e incentivam os iranianos a derrubar o governo. Mesmo assim, especialistas dizem que o país construiu uma estrutura de poder resistente e difícil de desmontar. Desde o fim da monarquia, o Irã criou um sistema político pensado para resistir a crises. Ele combina instituições controladas, doutrinação ideológica, elites coesas e oposição fragmentada. Pesquisadores comparam o sistema a uma “hidra”: quando uma parte é atingida, outras assumem o lugar. Após a morte de Khamenei, seu filho Mojtaba Khamenei foi escolhido como novo líder supremo. Analistas esperam que ele mantenha a linha dura do pai. Especialistas afirmam que o Irã funciona como uma “poliditadura”, com poder dividido entre clero, forças armadas e setores econômicos. Esse modelo torna o regime mais difícil de derrubar do que ditaduras centradas em um único líder.
Entre os órgãos mais influentes está o Conselho dos Guardiões, que pode vetar leis e candidatos. Embora existam eleições, o processo é rigidamente controlado. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica é considerado a espinha dorsal do regime. Além da função militar, a força possui grande poder político e econômico. Ela também influencia a milícia paramilitar Basij. Grande parte da economia é controlada por fundações ligadas ao Estado, conhecidas como bonyads. Essas redes distribuem empregos e contratos para aliados do regime. Apesar das sanções internacionais, essas estruturas ajudam a manter a lealdade das elites. A ideologia religiosa também reforça a coesão do sistema político. Por outro lado, a oposição iraniana continua fragmentada. Ela reúne reformistas, monarquistas, grupos de esquerda e movimentos da diáspora. Grandes protestos ocorreram, como o Movimento Verde de 2009 e as manifestações após a morte de Mahsa Amini em 2022. Mas faltaram liderança unificada e organização duradoura. Analistas afirmam que regimes autoritários caem quando três fatores se combinam: protestos massivos, divisão entre elites e deserção das forças de segurança. No Irã, até hoje, apenas o primeiro fator apareceu com frequência. Para especialistas, o fim do regime pode ocorrer um dia, mas ainda não há certeza sobre quando isso acontecerá.

O líder de Cuba,
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, na manhã de ontem, 14, um advogado de 53 anos suspeito de se passar por delegado para enganar, dopar e estuprar uma jovem de 23 anos com a promessa de um emprego.
BYD, NA BAHIA, TEM ENCOMENDA DE 100 MIL VEÍCULOS
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O STF (Supremo Tribunal Federal) publicou ontem, 13, decisão da ministra Cármen Lúcia que considera inconstitucional a flexibilização legal que permitia a realização de eventos sem limite de barulho na cidade de São Paulo. Com isso, deixam de ter validade jurídica futuras permissões especiais de ruído para festividades religiosas, shows, eventos esportivos, ensaios de Carnaval, festas juninas e atividades em instituições de ensino incluídas por emenda parlamentar. A decisão responde a recursos apresentados pela Câmara Municipal de São Paulo e pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que haviam aprovado as liberações em um projeto de lei de 2024. O texto original tratava de alterações no Plano Diretor e na Lei de Zoneamento da capital paulista. A Câmara informou que ainda não foi oficialmente intimada e que a Procuradoria da Casa irá analisar o teor da decisão. A prefeitura não comentou o caso até a publicação do texto.