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terça-feira, 29 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


EXPO
RTAÇÕES DE PETRÓLEO CRESCE

As exportações de petróleo do Brasil somaram 10,1 milhões de toneladas até a quarta semana de setembro. O volume coloca o país próximo de superar o recorde mensal de 11 milhões de toneladas, registrado em março de 2023. Ainda restam três dias úteis para o encerramento do mês. A média diária de embarques em setembro supera 500 mil toneladas. As exportações por dia útil cresceram 50% em relação a setembro de 2025. O avanço ocorre em meio à produção recorde de petróleo no país. A demanda externa também aumentou devido aos impactos da guerra no Irã. As dificuldades no estreito de Hormuz afetaram o fluxo internacional de combustíveis. A China está entre os países que ampliaram a demanda pelo petróleo brasileiro. Em julho, a produção nacional bateu recorde pelo segundo mês consecutivo. O pré-sal, especialmente os campos de Búzios e Mero, sustentou o resultado. Até a quarta semana de setembro, as exportações renderam mais de US$ 5,6 bilhões.


FUX DERRUBA DECISÃO DE DINO

O ministro do STF Luiz Fux suspendeu ontem, 28, a liminar de Flávio Dino. A decisão de Dino havia anulado ordens do TSE para remover publicações sobre Flávio Bolsonaro. Fux restabeleceu as determinações do ministro André Mendonça na Justiça Eleitoral. As medidas envolvem conteúdos que associavam Flávio e sua família a Nossa Senhora Aparecida. As publicações sugeriam uma suposta intenção de retirar a santa do posto de padroeira do Brasil. Fux determinou que X, Meta, ByteDance e Google cumpram as ordens do TSE em 24 horas. A decisão ainda será submetida à análise dos demais ministros do STF no plenário. Segundo Fux, a Constituição reserva ao TSE a palavra final em questões eleitorais. O ministro também apontou problemas processuais na decisão individual de Dino. O caso gerou reação na cúpula do Judiciário antes mesmo da decisão de Fux. O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, pediu ao STF um filtro para ações urgentes. Ele alertou para o risco de liminares individuais afetarem a autonomia da Justiça Eleitoral.


PRESIDENTE DA CÂMARA ATENDE VORCARO

O presidente da Câmara, Hugo Motta, manteve conversas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, segundo mensagens encontradas pela Polícia Federal que mostram relação pessoal próxima entre os dois. Os diálogos ocorreram em 2024 e 2025 e envolvem negócios imobiliários na Paraíba. Motta tratou com Vorcaro de uma empresa que seria transferida para sua cunhada. Também conversou sobre a compra de uma área em João Pessoa para um empreendimento. Em uma mensagem, o deputado chama Vorcaro de “amigo” e pede orientação sobre a negociação. Vorcaro respondeu que faria uma operação rápida para viabilizar o negócio. A cunhada de Motta recebeu R$ 22 milhões do Master para comprar um terreno em João Pessoa. A área pertencia a uma antiga fábrica de cimento e seria usada na construção de um bairro. As mensagens também mencionam uma viagem de Motta em um jatinho do banqueiro. Motta negou irregularidades e afirmou que as conversas foram divulgadas fora de contexto. Segundo ele, o empréstimo ocorreu antes de virem a público as investigações sobre o Master.


DENÚNCIA 
RECEBIDA CONTRA ADVOGADO 

A Justiça de São Paulo aceitou denúncia contra o advogado Marcos Roberto Cebola e Silva, acusado pelo Ministério Público de tentar intimidar um juiz durante uma audiência. A sessão discutia pedidos de prisão preventiva de investigados por suposta ligação com o PCC e o episódio ocorreu em audiência remota conduzida pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis. Segundo a acusação, o advogado tentou pressionar o magistrado a rever as prisões. Durante a sessão, Cebola afirmou temer que o juiz não entrasse no “Elísio” caso não revogasse as prisões. O advogado posteriormente explicou que a expressão significava paraíso.
Para o Ministério Público, a declaração teve caráter de ameaça e buscou interferir na decisão judicial. A denúncia também cita referência ao ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em uma emboscada. Cebola negou ter ameaçado o juiz e afirmou que “todo mundo vai morrer um dia”. Com a denúncia, ele responderá por coação no curso do processo e terá medidas cautelares. Entre as restrições estão não se aproximar do juiz, não manter contato e não fazer ameaças pelas redes sociais.

Destroços do bombardeiro Tu-95 russo que caiu na região de Amur, na Sibéria, matando ao menos seis

RÚSSIA PERDE SEIS TRIPULANTES E AERONAVE TU-95MS

Bombardeiro russo Tu-95MS, com capacidade para ataques nucleares, caiu nesta terça-feira (29) na região de Amur, na Sibéria. Ao menos seis tripulantes morreram, e as causas do acidente ainda não foram esclarecidas. A queda ocorreu a cerca de 6.000 km da fronteira com a Ucrânia, que não reivindicou qualquer ação. Os Tu-95 são importantes para a aviação estratégica russa e alvos prioritários das forças ucranianas. O modelo, criado na década de 1950 e amplamente modernizado, possui quatro motores turboélice. A aeronave é uma das principais plataformas russas para lançamento dos mísseis de cruzeiro Kh-101. Os disparos são realizados normalmente de dentro do espaço aéreo russo, longe das defesas ucranianas. Vários Tu-95 já foram perdidos durante a guerra iniciada pela Rússia em 2022. Na Operação Teia de Aranha, em 2025, cerca de oito aparelhos foram atingidos, danificados ou destruídos. A base de Ukrainka, próxima ao local do acidente, é apontada como provável origem do avião. Antes da guerra, a Rússia operava cerca de 60 Tu-95, número reduzido para 51 no levantamento deste ano. O site Oryx registra 11 perdas confirmadas por imagens, incluindo uma aeronave atingida recentemente por drones.

Salvador, 29 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso 
Pessoa Cardoso Advogados.

 

TROPAS AMERICANAS DEIXAM O IRAQUE


Os Estados Unidos devem concluir até esta amanhã, 30, a retirada das últimas tropas do Iraque. 
A saída é celebrada pelo Irã e seus aliados como uma vitória estratégica na região. A retirada foi acordada em 2024, durante o governo de Joe Biden, e executada por Donald Trump. Especialistas iraquianos temem que a decisão amplie a influência de Teerã sobre o Iraque. Segundo analistas, milícias apoiadas pelo Irã poderão ganhar maior espaço político e militar. Grupos ligados ao regime iraniano já classificam a retirada como uma derrota dos Estados Unidos. A Resistência Islâmica iraquiana chamou o fim da presença americana de uma vitória histórica. Parte dos iraquianos, porém, teme que a retirada provoque um vazio na segurança nacional. Lideranças sunitas defendem a soberania do país, mas consideram o momento preocupante. Os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003 para derrubar o ditador Saddam Hussein. A ocupação instalou um governo liderado por xiitas e enfrentou anos de insurgência. As tropas americanas deixaram o país no fim de 2011, mas retornaram menos de três anos depois. O retorno ocorreu para apoiar as forças iraquianas contra o Estado Islâmico. A guerra contra o grupo extremista ocorreu principalmente entre 2014 e 2017. Durante mais de duas décadas de conflitos, cerca de 4.500 americanos morreram no Iraque. O país manteve relações políticas e militares simultâneas com Washington e Teerã. Essa posição transformou o território iraquiano em palco de confrontos indiretos entre os dois países.

Em 2020, os Estados Unidos mataram o general iraniano Qassim Suleimani em Bagdá. Aliados do Irã responderam com ataques contra bases americanas no território iraquiano. Na guerra deste ano contra o Irã, sete dos 18 militares americanos mortos estavam no Iraque. Teerã afirma que a saída das tropas americanas representa uma vitória de seu eixo de resistência. Washington acusa milícias apoiadas pelo Irã de participar do conflito regional. Autoridades iraquianas também alertam para o risco de fortalecimento do Estado Islâmico. Apesar da derrota de seu califado, o grupo ainda mantém células clandestinas no país. Comandantes curdos afirmam que a retirada pode reduzir inteligência e apoio logístico contra os extremistas. Sirwan Barzani relatou movimentações recentes de células adormecidas do Estado Islâmico. Segundo autoridades iraquianas, uma célula planejava atentados suicidas durante a retirada. O episódio reforçou preocupações sobre a capacidade do grupo de explorar falhas de segurança. O Estado Islâmico busca demonstrar que continua capaz de realizar ataques violentos. A retirada americana encerra uma longa presença militar, mas abre novos desafios para a segurança iraquiana.

 

LAST WEEK TONIGHT COMENTA ELEIÇÕES DO BRASIL

O apresentador britânico John Oliver durante o Primetime Emmy Awards em setembro de 2025, em Los Angeles, nos Estados Unidos
John Oliver dedicou o episódio de domingo (27) do programa Last Week Tonight às eleições brasileiras. O apresentador britânico fez um panorama político do país desde as eleições de 2022. Durante cerca de 25 minutos, abordou acontecimentos que marcaram o cenário brasileiro. Oliver afirmou que Flávio Bolsonaro tem chances reais de vencer a disputa presidencial. Segundo ele, uma eventual vitória do candidato seria motivo de preocupação. O apresentador também declarou não ser admirador da família Bolsonaro. Afirmou ainda considerar que os Bolsonaro buscam vingança política. Oliver lembrou os ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Na ocasião, apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram prédios dos Três Poderes. Os manifestantes também depredaram instalações do Congresso, STF e Palácio do Planalto. O britânico comparou os episódios à invasão do Capitólio americano em 2021. Também estabeleceu paralelos entre Jair Bolsonaro e Donald Trump. Oliver lembrou que Trump se manifestou durante o julgamento do ex-presidente brasileiro. O republicano classificou o processo contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas”. Trump também determinou a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

Para Oliver, a interferência do presidente americano pode produzir efeito contrário. Ele afirmou que Lula ganhou popularidade ao criticar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo o apresentador, o presidente brasileiro apresentou as medidas como violação da soberania. Oliver ainda analisou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Disse que o senador tenta apresentar uma imagem renovada em relação ao pai. Para ele, Flávio busca se mostrar como uma espécie de “Bolsonaro vacinado”. Apesar disso, o apresentador afirmou que pai e filho compartilham posições políticas. Oliver ressaltou que a disputa eleitoral brasileira permanece em aberto. Também mencionou o crescimento de Flávio em pesquisas recentes. Na avaliação apresentada no programa, esse avanço aumenta a atenção sobre a eleição. Oliver destacou ainda a importância ambiental e política do Brasil no cenário mundial. Ele citou a relevância da Amazônia para as metas climáticas globais. Ao final, reiterou que Flávio Bolsonaro ainda possui chances reais de vencer a eleição.

"ILUSÃO DO REARMAMENTO" DIANTE DE GASTOS MILITARES, DIZ O PAPA


Leão XIV encerrou sua primeira visita à França em duas décadas com um forte apelo pela paz na Europa. Em Metz, o papa advertiu contra a “ilusão do rearmamento” diante do aumento dos gastos militares europeus. Os países do continente ampliam os investimentos em Defesa em razão dos compromissos com os Estados Unidos na Otan. O pontífice também defendeu o diálogo e a negociação para buscar uma solução para a guerra na Ucrânia. Segundo Leão XIV, o conflito voltou a provocar um “massacre inútil”, com inúmeras vítimas civis. Ele pediu que os envolvidos estejam dispostos a abrir mão de posições pelo bem maior da paz. A escolha de Metz teve significado histórico por sua ligação com Robert Schuman, fundador da União Europeia. Schuman nasceu na região e é considerado um dos principais responsáveis pela integração europeia. Leão XIV defendeu o fortalecimento do projeto europeu e o respeito ao direito internacional e pediu maior integração dos imigrantes e apoio ao multilateralismo. O papa criticou a crescente deterioração das relações entre países e sociedades e alertou contra uma espiral de “mentira e engano” associada à política contemporânea. A mensagem ocorreu em meio ao crescimento de movimentos nacionalistas e partidos de extrema-direita na Europa.
Emmanuel Macron pediu que os países europeus não cedam ao retorno dos nacionalismos. Segundo o presidente francês, esses movimentos contribuíram para as grandes guerras do século 20. Macron havia convidado outros líderes europeus para o evento, mas apenas Luxemburgo compareceu.


A França vive um período de preparação para a próxima eleição presidencial. Marine Le Pen aparece à frente em pesquisas mencionadas no texto sobre a disputa. Em Lourdes, Leão XIV pediu à Virgem que conceda à França governantes sábios e generosos. Cerca de 35 mil fiéis acompanharam a passagem do papa pelas ruas e pela catedral de Metz. Durante a viagem, o pontífice também tratou de inteligência artificial, morte assistida e abusos sexuais na Igreja. No retorno ao Vaticano, voltou a alertar sobre os riscos do rápido avanço da inteligência artificial. Leão XIV afirmou que os alertas de especialistas sobre a tecnologia não são “fake news”. Disse ainda que não está em pânico, mas considera necessário levar essas preocupações a sério. O papa advertiu que a humanidade não deve se perder diante do avanço das máquinas. Na mesma reportagem, cinco suspeitos de terrorismo foram libertados sob fiança no Reino Unido. Eles haviam sido presos perto da base militar britânica de Fairford, usada pelos Estados Unidos. A polícia investiga possíveis vínculos dos suspeitos com um governo estrangeiro. O Irã negou qualquer participação em um possível plano de ataque à base. Fairford é uma importante instalação da Força Aérea dos Estados Unidos em território britânico.

 

TRÁFICO DE DROGAS E CRIME ORGANIZADO: 83,3% DOS MUNICÍPIOS


O tráfico de drogas e o crime organizado são problemas em 83,3% dos municípios brasileiros. 
Apesar disso, 77,2% das cidades não possuem Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas. Além disso, 77,3% não contam com Plano Municipal de Políticas sobre Drogas, segundo dados de estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A pesquisa foi realizada entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 e foram consultados 1.567 municípios, cerca de 28% do total brasileiro. Entre os gestores que identificaram o problema, 43,9% apontaram intensidade média. Outros 37,1% classificaram a circulação de drogas como de alta intensidade. Assim, 81% consideraram o fenômeno significativo em seus municípios. A pesquisa também revelou dificuldades na estruturação das políticas públicas. Cerca de 88,1% dos municípios não possuem Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas. Já 77,2% precisam utilizar recursos próprios para financiar essas ações. Transferências estaduais representam 11,7% das fontes de recursos. 

Parcerias com organizações da sociedade civil somam 10,8%. Emendas parlamentares são utilizadas por apenas 9,5% dos municípios. Somente 3% têm acesso ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad). Entre 2022 e 2026, a União autorizou R$ 1,2 bilhão para o Funad. Desse total, apenas R$ 34,1 milhões foram destinados aos municípios. E somente R$ 26,8 milhões chegaram a ser efetivamente pagos. Para a CNM, falta maior cooperação entre União, estados e municípios. O presidente Paulo Ziulkoski defende financiamento e apoio técnico aos governos locais. Segundo ele, os municípios ficam sobrecarregados na execução das políticas. A circulação de drogas também afeta diretamente diversos serviços públicos. A saúde foi apontada como a área mais afetada, com 87,8% das respostas. A assistência social apareceu em seguida, com 84,8% das indicações. Segurança pública foi citada por 77,6% dos gestores consultados. A educação também sofre impactos, sendo mencionada por 73,8%. A CNM defende políticas integradas entre saúde, assistência, educação e segurança. Mesmo com dificuldades, municípios promovem ações de prevenção ao uso de drogas. Campanhas, palestras, acolhimento e atendimento de saúde estão entre as principais medidas.

 

MINISTRO FUX SUSPENDE DECISÃO DE MINISTRO DINO


A defesa de Flávio Bolsonaro recorreu ao STF contra decisão do ministro Flávio Dino que 
havia determinado o restabelecimento de uma publicação do humorista Antonio Tabet. A postagem relacionava a família Bolsonaro a críticas sobre Nossa Senhora Aparecida. O recurso foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, relator de ações sobre plataformas digitais. A defesa pediu a suspensão da decisão de Dino até a análise pelo colegiado. Dino encaminhou o caso para julgamento presencial do plenário do STF e a expectativa é de que a análise ocorra amanhã, quarta-feira. O ministro afirmou que o caso envolve questões além de uma publicação específica. Entre elas estão liberdade religiosa, decisões individuais e colegialidade no TSE, além do debate do poder das plataformas durante o processo eleitoral. Dino questionou os critérios para definir quais conteúdos devem permanecer ou sair do ar e destacou a proximidade do feriado de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro. Segundo Dino, milhares de publicações foram removidas das redes sociais e alertou para o risco de censura em massa diante da insegurança jurídica. As remoções haviam sido determinadas pelo ministro André Mendonça, do TSE e a decisão atingiu conteúdos que associavam Flávio e aliados à retirada do título de padroeira. Entre eles estava uma publicação de Antonio Tabet, que não citava Flávio nominalmente, mas Dino considerou não haver elementos suficientes para classificar a postagem como ilícita. 

Durante caminhada em São Paulo, Flávio voltou a negar qualquer intenção contra o título. Ao lado de Tarcísio de Freitas, recebeu de uma apoiadora uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Flávio afirmou que a CNBB esclareceu que a informação sobre a retirada do título é falsa. Anteriormente, ele havia acusado o PT de disseminar a informação com apoio interno na CNBB. A entidade negou participação na produção ou divulgação de notícias falsas. A CNBB afirmou que não participa de estruturas político-partidárias ou candidaturas. Também repudiou acusações sem fatos ou provas e defendeu responsabilidade no debate eleitoral. A origem da controvérsia remonta a um projeto apresentado na Câmara em 2007. A proposta pretendia restringir o reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida aos católicos. O projeto foi rejeitado e arquivado em agosto de 2008, sem participação de Flávio. Neste mês, publicações passaram a relacionar o antigo projeto à candidatura de Flávio. O senador recorreu à Justiça Eleitoral, que determinou a remoção de conteúdos considerados falsos. 

MILEI INTENSIFICOU REIVINDICAÇÃO DAS ILHAS MALVINAS COMO BUSCA DE POPULARIDADE


O apoio de Donald Trump a Javier Milei vai além do discurso sobre as Malvinas. 
O presidente americano tem sido importante no projeto argentino de rearmamento militar. A Argentina voltou a investir em caças, blindados, helicópteros, munições e outros equipamentos. Milei intensificou a reivindicação argentina pelas ilhas Malvinas em meio à queda de popularidade. Segundo pesquisa de agosto, sua desaprovação chegou a 58%. Trump aproveitou a questão das Falkland para pressionar também o Reino Unido a ampliar seus gastos militares. A guerra de 1982 continua sendo um trauma nacional e tema de forte mobilização na Argentina. Milei elevou o tom ao defender novas ações e anunciar a construção de uma base naval; propôs punições para empresas que explorarem petróleo na região das ilhas. O processo de rearmamento argentino, porém, começou antes da atual ofensiva sobre as Malvinas. O principal negócio foi a compra de 24 caças F-16 usados da Dinamarca por US$ 300 milhões. O segundo lote, com seis aeronaves, deve chegar em breve. Trump poderia ter revisto a autorização para a transferência dos aviões, mas manteve a decisão. A Argentina também negociou um pacote de até US$ 940 milhões em armas e sistemas americanos. O país enfrenta, entretanto, dificuldades econômicas para financiar os novos equipamentos. O Exército argentino ainda comprou oito blindados Stryker dos Estados Unidos. 

Em agosto, assinou acordo para receber mais 235 unidades, com valor não divulgado. O número supera a frota de 231 tanques TAM, que também passa por modernização. Neste mês, Buenos Aires anunciou a compra de quatro helicópteros Black Hawk por US$ 140 milhões. A expectativa é ampliar posteriormente a quantidade de aeronaves. Apesar das compras, a Argentina ainda gasta pouco em defesa em comparação internacional. Em 2025, destinou cerca de 0,5% do PIB ao setor, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos. O Brasil gastou proporcionalmente o dobro e, em valores nominais, cerca de sete vezes mais. O gasto militar argentino chegou ao auge em 1978, durante a ditadura, com 4,72% do PIB. Desde 2004, porém, o país nunca ultrapassou 1% do PIB em defesa. O Brasil acompanha o processo sem identificar, até agora, uma ameaça militar argentina concreta. A defasagem das Forças Armadas argentinas continua sendo considerada muito grande. Nas Malvinas, o Reino Unido mantém quatro caças Eurofighter Typhoon, além de outras capacidades militares. A Marinha argentina também enfrenta limitações, com fragatas e submarinos fora de operação. Milei prevê novas fragatas e submarinos, mas a execução dependerá da capacidade financeira do país.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 29/09/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Caso de Nossa Senhora Aparecida vai ao plenário do Supremo

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STF deve julgar nessa quarta-feira a decisão de Dino que restabeleceu publicações nas quais Flávio é acusado de planejar retirar da santa o título de padroeira do Brasil

O GLOBO - RIO DE JANEIO/RJ

Aliados veem reação desordenada de Flávio e dificuldades para conter desgaste do caso Nossa Senhora

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Campanha acionou a Justiça, mobilizou religiosos e abriu embate com a CNBB; avaliação interna é que medidas adotadas até agora não foram suficientes para encerrar episódio

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Fux contraria Dino e manda suspender novamente publicações sobre Nossa Senhora

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Ministro do STF deu 24 horas para a decisão ser cumprida, restabelecendo ordem de Mendonça Fux também solicitou que medida seja analisada em plenário

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

CNJ cancela precatórios irregulares avaliados em R$ 2 bilhões

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A medida foi tomada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, e atendeu ao pedido de suspensão apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU).

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Justiça condena Município de Porto Alegre a pagar R$ 50 milhões por danos da enchente de 2024

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Sentença reconhece omissão do município na manutenção e gestão do sistema de proteção contra cheias

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

BFF Banking Group prevê crescimento de 2,3% para Portugal e acima da média europeia

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Esta estimativa supera os 1,8% previstos em junho pelo Banco de Portugal para 2026.

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


ADOLESCENTES SÃO ACUSADOS DE ESTUP
RO COLETIVO

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a condenação de quatro homens acusados de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos. O crime teria ocorrido em janeiro de 2026, em um apartamento de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Vitor Hugo Simonin, João Gabriel Bertho, Matheus Veríssimo Martins e Bruno Allegretti estão presos desde março, mas os quatro negam as acusações e afirmam que a relação sexual foi consensual. Segundo a investigação, a adolescente foi ao apartamento a convite de um rapaz com quem já havia se relacionado. Ela relatou que não consentiu com as relações e foi agredida com tapas, socos e chutes. Um adolescente de 17 anos envolvido no caso foi internado por seis meses por decisão judicial. Ele teria sido responsável por convidar a vítima e os demais envolvidos para o apartamento. Durante os interrogatórios, os réus afirmaram não ter percebido as lesões no corpo da adolescente. A promotora acusou as defesas de tentar descredibilizar a vítima durante as audiências. O Ministério Público sustenta que houve violência, domínio e controle sobre o corpo da jovem. Após as alegações finais, a Justiça deverá decidir pela condenação ou absolvição dos quatro réus. 


POTESTOS CONTRA CRISE HABITACIONAL

Milhares de pessoas protestaram em Madri contra a crise habitacional na Espanha. Cerca de 25 mil manifestantes participaram do ato no sábado (26), segundo o governo. Aproximadamente 500 pessoas acamparam na Puerta del Sol, exigindo mudanças nas leis. O estopim foi o despejo de María del Carmen Abascal, de 87 anos, conhecida como Maricarmen. Ela deixou o apartamento onde vivia havia 70 anos, após decisão judicial sobre o contrato de aluguel. Os manifestantes defendem mudanças nas regras de aluguéis e despejos e maior proteção aos inquilinos. Entre as propostas estão contratos por prazo indeterminado e congelamento dos preços dos aluguéis. Também pedem a proibição de despejos sem oferta de moradia alternativa e medidas contra fundos imobiliários. Os preços dos imóveis subiram 12,2% no país no segundo trimestre de 2026, segundo dados oficiais. Na Comunidade de Madri, a alta chegou a 12,9%, enquanto a oferta de moradias permanece insuficiente. Economistas alertam que controles de aluguel podem reduzir a oferta e desestimular novos investimentos. O governo de Pedro Sánchez prepara medidas sobre moradia, enquanto protestos foram convocados em 40 cidades.


PREÇOS DO PETRÓLEO SOBEM

Os preços do petróleo subiram fortemente nesta segunda-feira (28) no mercado asiático. O Brent avançava mais de 3%, após Donald Trump rejeitar uma trégua proposta pelo Irã. Teerã havia apresentado à ONU um plano para interromper as hostilidades por sete dias. A proposta também previa a reabertura do Estreito de Hormuz, importante rota petrolífera mundial, mas Trump afirmou que os iranianos querem um acordo, mas não nos termos que ele deseja. Após a oferta iraniana, os preços do petróleo chegaram a recuar nos mercados internacionais. A rejeição de Trump, porém, provocou nova alta das cotações nesta segunda-feira. O Brent do Mar do Norte subia 3,1%, para US$ 107,51 por barril. O petróleo americano WTI avançava 2,1%, cotado a US$ 94,32. O Estreito de Hormuz é essencial para o transporte de combustíveis do Golfo Pérsico. A passagem está praticamente bloqueada pelo Irã desde o início da guerra, no fim de fevereiro. O cenário piorou com o bloqueio de Bab el-Mandeb por houthis pró-Irã, afetando o petróleo saudita.


NOTÍCIA FALSA SOB
RE NOSSA SENHORA APARECIDA

A notícia falsa sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida ganhou força na reta final do primeiro turno. A campanha do senador reagiu, acionou a Justiça Eleitoral e publicou nove vídeos de desmentido. Apesar da repercussão, o episódio teve alcance menor que o caso do áudio sobre o filme “Dark Horse”. Segundo Palver, Bites e Tunad, as menções à fake news caíram mais de 50% entre sexta e domingo. A Tunad registrou aumento de 358,7% nas buscas por “Nossa Senhora Aparecida” na sexta-feira. O tema também perdeu força após decisão de Flávio Dino sobre conteúdos publicados nas redes sociais. Aliados de Lula, como Janja, Alckmin, Haddad e Tebet, mencionaram o assunto em atos públicos. No X, o boato chegou a 2.310 menções por milhão de palavras, contra 6.330 do caso “Dark Horse”. No WhatsApp, a fake news atingiu 9,4% do teto, e no TikTok, 14,6%. Já “Dark Horse” alcançou 87,6% no WhatsApp, 75,7% no TikTok e 100% no YouTube. A Bites registrou queda das menções, de 591 mil na sexta para 273 mil no domingo. Os dados indicam forte interesse momentâneo, seguido de rápida redução da repercussão do episódio.


HUMORISTA É CONDENADO NA TURQUIA  

O humorista turco Deniz Goktas, 32, foi condenado a 19 meses de prisão por “insultar” o presidente Recep Tayyip Erdogan. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (28) por um tribunal de Istambul. A corte, porém, determinou sua libertação enquanto o recurso da defesa é analisado. Goktas também foi considerado culpado de “insultar valores religiosos”. Ele foi absolvido de uma terceira acusação, relacionada à apologia ao crime. Conhecido por sua sátira política, o humorista foi preso em 3 de julho. A detenção ocorreu após a publicação de um show no YouTube, visto quase 9 milhões de vezes. Durante a audiência, Goktas ironizou as acusações e provocou risos no tribunal. Os promotores destacaram uma fala em que ele chamou Erdogan de “ditador tímido”. O humorista afirmou que “ditador” seria uma caracterização política, e não um insulto. Segundo ele, a sátira política não poderia ignorar o presidente e a realidade do país. Milhares já foram processados na Turquia por “insultar o presidente”, incluindo artistas, jornalistas e ativistas.


INFLAÇÃO DE 3,80% EM 2028 E 3,50% EM 2029

Economistas consultados pelo Banco Central elevaram a previsão para a inflação de 2026 pela segunda semana seguida. Segundo o Boletim Focus, a estimativa para o IPCA passou de 4,92% para 4,99%. Na semana anterior, a projeção já havia subido de 4,90% para 4,92%. Para o PIB, a previsão de crescimento caiu de 1,88% para 1,86%. É a terceira redução consecutiva e a menor estimativa desde maio. A expectativa para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,5% ao ano. A projeção para o dólar também foi mantida em R$ 5,20 no fim deste ano. Para 2027, a previsão de inflação subiu de 4,30% para 4,31%. Já a estimativa para o crescimento do PIB caiu de 1,43% para 1,41%. A projeção para a Selic em 2027 permaneceu em 12% ao ano. A inflação projetada para 2026 continua acima do centro da meta de 3% do Banco Central. O mercado prevê ainda inflação de 3,80% em 2028 e 3,50% em 2029.

Salvador, 28 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 

IRÃ DIZ ESTAR PREPARADO PARA NOVOS ATAQUES AMERICANOS


As Forças Armadas do Irã afirmam estar preparadas para novos ataques dos Estados Unidos. 
A declaração foi feita pelo porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, ontem, 27, após Donald Trump rejeitar uma proposta iraniana de cessar-fogo. Teerã havia oferecido reabrir o estreito de Hormuz e iniciar novas negociações de paz e Akraminia advertiu que os EUA sofreriam danos ainda maiores em um novo ataque. O comandante do Exército iraniano, Amir Hatami, classificou a guerra como crítica e decisiva. Segundo ele, o Irã não aceitará ficar impedido de realizar seu comércio internacional. Hatami afirmou que Hormuz representa uma questão de dignidade e soberania para o país e rejeitou que potências estrangeiras utilizem livremente a importante via marítima. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, falou sobre a proposta de paz. Segundo ele, Teerã recebeu apenas uma reação inicial de Trump, sem resposta formal. O governo iraniano aguarda uma posição definitiva dos Estados Unidos antes de decidir seus próximos passos. Araghchi afirmou que as condições iranianas para reabrir Hormuz estão claramente estabelecidas, declarando que o Irã não pretende recuar de suas exigências. Apesar disso, disse que Teerã não fechou as portas para a diplomacia e as negociações. 

A proposta iraniana havia sido anunciada na sexta-feira (25). Ela previa a reabertura de Hormuz e um cessar-fogo em até sete dias após sua aprovação. Em troca, o Irã pediu o fim do embargo econômico imposto por Washington. Teerã também solicitou a suspensão do bloqueio naval e o descongelamento de ativos. Outra exigência era a retirada de sanções sobre as exportações iranianas de petróleo. Em contrapartida, o Irã reabriria Hormuz e retomaria negociações sobre seu programa nuclear. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a proposta teve apoio da liderança suprema. Uma equipe de seis integrantes com poder de decisão foi criada para conduzir as negociações. Trump rejeitou a iniciativa, dizendo que o Irã estaria perdendo terreno de maneira significativa e afirmou que continua disposto a fazer acordos. Entretanto, sua posição sobre a guerra mudou diversas vezes desde o início do conflito, pois inicialmente Trump previa que os combates durariam apenas alguns dias. Em diferentes momentos, ele também indicou que um acordo com Teerã estaria próximo. Ao mesmo tempo, o presidente americano fez ameaças de destruição contra o Irã. Segundo autoridades ouvidas pelo Wall Street Journal, Trump espera retomar bombardeios após as eleições de novembro.

 

EUA DEPORTAM HOMENS PARA GUINÉ EQUATORIAL ONDE SÃO ESPANCADOS


Dois homens deportados pelos Estados Unidos para a Guiné Equatorial relatam ter sido espancados por policiais, quando 
afirmam que foram encapuzados, amarrados e empurrados escada abaixo em um hotel. O local abriga 29 imigrantes de diferentes países, mantidos por tempo indeterminado. Testemunhas e advogados dizem que as agressões buscavam impedir denúncias sobre as condições do hotel. O prédio, localizado nos arredores de Malabo, funciona na prática como uma prisão e os deportados não possuem documentos ou status legal para viver e trabalhar no país. A Guiné Equatorial é apontada pelo Departamento de Estado dos EUA por violações de direitos humanos. Entre elas estão tortura e prisões arbitrárias, segundo o governo americano. Especialistas já haviam alertado para os riscos de deportações para países autoritários, mas os Estados Unidos passaram a enviar imigrantes para países terceiros que aceitam recebê-los. Muitos deles não podem ser enviados aos países de origem devido ao risco de perseguição ou tortura. A administração Trump encerrou a política que permitia a permanência de vários desses imigrantes nos EUA. No Hotel Bamy, policiais armados fazem a segurança durante todo o dia. Deportados relatam ameaças, intimidações e agressões frequentes por parte dos guardas. Em 11 de setembro, Ahmed Soliman e Samson Birhane foram espancados e presos. Segundo testemunhas, os policiais procuravam celulares usados para denunciar os maus-tratos. Os imigrantes também relatam falta de água, alimentação adequada e assistência médica. Quartos foram revistados em busca de telefones celulares, segundo os deportados.

Os dois homens foram presos sob alegação de envolvimento na quebra de um espelho. Advogados afirmam que a prisão teria sido uma retaliação pelas denúncias de maus-tratos. Eles foram levados a uma prisão local e ficaram incomunicáveis por dois dias. Posteriormente, os dois retornaram ao sistema de detenção, com hematomas pelo corpo. Outros deportados também relataram ameaças de morte e agressões policiais no hotel. Em julho, policiais teriam invadido quartos e ameaçado os imigrantes com armas. Um vídeo mostra um funcionário dizendo a um deportado que poderia voltar ao país ou ir para a prisão. As Nações Unidas já haviam pedido acesso a atendimento médico e itens básicos no hotel. Advogados afirmam ter encontrado pessoas com problemas graves de saúde e ausência de medicamentos. Soliman vivia nos EUA desde os três anos e perdeu o green card após condenação criminal. Birhane chegou como refugiado aos 13 anos e não poderia ser enviado à Eritreia por risco de tortura. O caso expõe os problemas e riscos dos acordos de deportação para terceiros países. 

AMERICANO AMPLIA USO DE "IA" DE MENOR CUSTO


O mundo corporativo americano está ampliando o uso de modelos de inteligência artificial de 
pesos abertos e menor custo. A mudança ocorre diante da forte alta das despesas com tecnologia e da busca por alternativas à Anthropic e à OpenAI. Modelos de pesos abertos podem ser personalizados e executados pelas próprias empresas. Isso reduz custos em comparação com o acesso às versões mais avançadas do ChatGPT e do Claude. Dados da AlphaSense mostram aumento de seis vezes nas menções a esses modelos entre executivos. A comparação considera agosto e setembro deste ano com o mesmo período do ano passado. A tendência é mais forte entre empresas de tecnologia, mas alcança diversos outros setores. PNC Financial Services, CH Robinson e Siemens estão entre as companhias que discutiram sua adoção. O mercado de modelos abertos passou a ser fortemente influenciado por empresas chinesas. Mistral, Nvidia, Reflection AI e Thinking Machines Lab também desenvolvem alternativas permissivas. Investidores acompanham como as empresas estão dividindo seus gastos entre modelos fechados e abertos. O avanço desses sistemas mais baratos pode pressionar a receita da Anthropic e da OpenAI. Atualmente, os dois laboratórios ainda concentram grande parte dos investimentos corporativos em IA. Sua demanda por processamento impulsiona a construção de grandes data centers nos Estados Unidos. Dados da Vercel mostram forte crescimento no uso de modelos abertos durante este ano.

Em agosto, eles responderam por 56% dos tokens processados pelo AI Gateway da empresa. Em dezembro, essa participação era de apenas 7%, indicando uma rápida mudança no mercado. Na OpenRouter, modelos chineses de pesos abertos também aparecem entre os mais utilizados. O Tinder passou a encaminhar algumas consultas para modelos abertos para controlar seus custos. A empresa gastava US$ 1 milhão por ano em IA em janeiro e chegou a US$ 10 milhões em julho. Para o diretor de tecnologia, modelos mais baratos podem evitar novos aumentos expressivos dessas despesas. Os modelos abertos frequentemente apresentam resultados comparáveis aos sistemas fechados em determinadas tarefas. Seus parâmetros são divulgados, permitindo download, hospedagem própria e ajustes pelas empresas. Ainda é possível comprar tokens desses fornecedores por preços inferiores aos cobrados por OpenAI e Anthropic. A AT&T já executa cerca de 40% de suas cargas de IA em modelos abertos. A companhia pretende elevar essa participação para 70% dentro de um ano. Além do custo, segurança e soberania dos dados influenciam a escolha por sistemas abertos. A Digital Realty utiliza modelos abertos em infraestrutura privada para proteger informações sensíveis. A empresa combina sistemas abertos e proprietários conforme a complexidade e a sensibilidade das tarefas. A expansão dos modelos abertos aumenta a concorrência e transforma rapidamente o mercado corporativo de IA.