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terça-feira, 22 de setembro de 2026

SENADOR FLÁVIO É INVESTIGADO EM INQUÉRITO DO STF


Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, tem explorado a crise no STF para conquistar votos de eleitores indecisos. 
O conflito entre ministros surgiu após mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master. O episódio impulsionou a campanha de Flávio, que chegou a empatar com Lula nas pesquisas. Em seus discursos, o senador passou a defender a democracia, o Supremo e a independência da Polícia Federal. Entretanto, sua postura contrasta com posições anteriores da família Bolsonaro. Flávio critica benefícios recebidos por ministros do STF, mas também teve o filme “Dark Horse”, sobre seu pai, financiado por Vorcaro. O ex-banqueiro teria prometido cerca de R$ 130 milhões para a produção, dos quais aproximadamente R$ 60 milhões foram pagos. O senador é investigado em inquérito do STF sobre possíveis irregularidades no financiamento do filme. Mensagens revelam ainda sua proximidade com Vorcaro, a quem chamou de irmão. Flávio também confirmou ter visitado o ex-banqueiro após sua primeira prisão. Aliados afirmam que não há comparação entre os casos, pois os recursos foram destinados a um negócio privado. Nas últimas semanas, o candidato intensificou ataques a Moraes e Flávio Dino. Ele também associou os ministros ao governo Lula e acusou o Supremo de ameaçar a democracia. Em comícios, afirmou que pretende impedir que o Brasil se transforme em uma ditadura. A estratégia retoma a retórica de Jair Bolsonaro contra o STF e a esquerda. Contudo, Flávio não menciona a condenação do pai por tentativa de golpe de Estado.

Em 2025, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. A decisão considerou que ele liderou uma trama para permanecer no poder e impedir a posse de Lula. Flávio também passou a defender a proteção e a credibilidade do Supremo. Essa posição, porém, contrasta com declarações anteriores da família. Em 2025, ele afirmou que um candidato apoiado pelos Bolsonaro deveria garantir o indulto ao pai, inclusive enfrentando o STF. Em 2018, Eduardo Bolsonaro chegou a defender o fechamento do Supremo com apoio militar. O ex-presidente também cogitou aumentar o número de ministros da Corte. Flávio afirma defender a independência dos três Poderes, mas considera inexistente a tentativa de golpe. Outra contradição envolve a Polícia Federal, que o senador acusa de perseguir adversários de Lula. Ele recusou a escolta da corporação e preferiu a proteção da Polícia Legislativa. Ao apoiar o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues, criticou a suposta influência do governo na PF.
A acusação de interferência política, entretanto, também marcou o governo Bolsonaro. Em 2020, Jair Bolsonaro defendeu interferir na polícia e acabou provocando a saída de Sergio Moro. O ex-ministro acusou o presidente de buscar acesso a informações sigilosas da corporação. Flávio apoia o afastamento de Andrei, mas critica a suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem por Moraes.  

ADVOGADA VISITA VORCARO, NA PRISÃO, COM FREQUÊNCIA


A advogada Camilla Ramos, que tinha contrato com o Banco Master com honorários de até R$ 427 milhões, tem visitado Daniel Vorcaro com frequência na prisão. Ela 
é apontada, ao lado do marido, o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, como integrante da chamada “Turma do KN”. A expressão aparece em mensagens encontradas no celular de Vorcaro e faria referência ao ministro do STF Kassio Nunes Marques. O casal é considerado como amigo íntimo do ministro, que já viajou em avião de empresa de Vorcaro para uma festa de aniversário de Camilla em Alagoas. Mensagens também mostram o desembargador tratando de hospedagens e acesso a eventos. Nunes Marques afirma que nunca autorizou terceiros a falar em seu nome. Vorcaro mantém uma lista de 23 advogados autorizados a visitá-lo na prisão. A maioria pertence a escritórios que cuidam de seus processos ou acompanham a liquidação do Banco Master. Segundo três advogados, a frequência das visitas de Camilla causa estranheza. Eles afirmam que ela não atua na área criminal nem em processos de interesse direto do ex-banqueiro e os relatos também apontam diferenças nas visitas feitas pela advogada. Quando Camilla chega, outros defensores teriam de deixar a sala para que ela converse sozinha com Vorcaro. Um dos profissionais afirmou que ela trataria de informações sensíveis e sigilosas. A assessoria da advogada diz que as visitas servem para atualizar Vorcaro sobre ações bilionárias movidas pelo Master contra a União.

Outros advogados contestam essa justificativa, afirmando que o banco foi liquidado e não está mais sob administração de Vorcaro. Segundo eles, informações sobre os processos deveriam ser repassadas ao liquidante responsável pelos ativos e passivos. Em nota, Camilla afirma estar habilitada em cerca de 20 processos envolvendo precatórios adquiridos pelo Banco Master. Nenhum desses processos, segundo ela, tramita no STF. A advogada diz que realiza as visitas para atualizar Vorcaro sobre o andamento das ações. Ela afirma ainda que os contratos são lícitos, regulares e seguem sob apreciação do Poder Judiciário. Camilla também sustenta que sua atuação e a do escritório ocorreram dentro dos limites legais e mediante habilitação nos processos. 

MODELOS ABERTOS DE IA AVANÇAM E REDUZEM DISTÂNCIA PARA EMPESAS PODEROSAS


Modelos abertos de inteligência artificial avançam e começam a reduzir a distância para sistemas de empresas como OpenAI e Anthropic. 
A principal vantagem é permitir que empresas e países baixem, adaptem e executem os modelos em seus próprios servidores. O DeepSeek ganhou destaque ao demonstrar que era possível desenvolver tecnologia competitiva com investimentos menores. A disputa entre modelos abertos e proprietários também integra a corrida tecnológica entre Estados Unidos e China. Restrições americanas à exportação de chips avançados estimularam empresas chinesas a buscar maior eficiência. A Moonshot AI, apoiada por Alibaba e Tencent, apresentou modelos Kimi capazes de competir com ferramentas do Vale do Silício. Segundo especialistas, modelos de pesos abertos podem reduzir a dependência de soluções fechadas e caras. Kenneth Corrêa, da FGV, afirma que a China passou a ditar o ritmo da IA de fronteira aberta. Ele cita o DeepSeek V4 e o Kimi K3 como exemplos recentes dessa evolução. O Kimi K3 teria alcançado destaque em testes de programação e disponibilizado seus pesos para download. Para Anderson Soares, da UFG, a abertura representa um desafio comercial para as grandes empresas de IA. Modelos competitivos permitem que novos participantes desenvolvam aplicações sem depender totalmente das big techs. Victor Pavarin Tavares, do InternetLab, ressalta que nem todo modelo chamado de aberto é realmente aberto. Para ele, abertura efetiva exige acesso a pesos, dados e infraestrutura necessários ao desenvolvimento e uso da tecnologia. Tavares também alerta para o chamado “open-washing”, quando empresas usam a ideia de abertura de forma limitada.

A disponibilidade de modelos abertos pode ainda fortalecer a soberania tecnológica de países como o Brasil. Isso reduziria a dependência de empresas estrangeiras para serviços públicos e setores estratégicos. Soares afirma que essa alternativa exige investimentos menores do que o treinamento de modelos totalmente novos. Tavares defende que o Brasil priorize o aprimoramento de modelos existentes por meio de fine-tuning. A estratégia poderia incorporar dados específicos da realidade brasileira e de outros países do Sul Global. Para os especialistas, porém, ter acesso ao modelo não elimina a necessidade de infraestrutura tecnológica. Quando os modelos se tornam mais acessíveis, chips, energia, data centers e processamento de dados ganham importância. Kenneth Corrêa afirma que o principal gargalo econômico tende a migrar do software para essa infraestrutura. Ter um modelo gratuito, segundo ele, não resolve o problema de não possuir capacidade para executá-lo em larga escala. O avanço dos modelos abertos também pode ampliar a demanda mundial por data centers e chips especializados. Arthur Igreja avalia que empresas poderão combinar modelos proprietários e abertos conforme cada aplicação. A escolha deverá considerar desempenho, custos, segurança e necessidades específicas de cada uso. Nesse cenário, a inteligência artificial tende a oferecer mais alternativas tecnológicas para empresas e governos. Para o Brasil, o desafio envolve transformar o acesso a modelos abertos em capacidade tecnológica própria. Isso exige investimentos em infraestrutura, dados, pesquisa e formação de profissionais especializados. 

TRUMP ATACA A IMPENSA QUE REAGE


Cinco grandes redes de TV dos Estados Unidos anunciaram ontem, 21, a suspensão da cobertura conjunta do governo Trump. 
A decisão é uma reação ao banimento de jornalistas da CNN, MS NOW e Politico da Casa Branca. O bloqueio foi anunciado por Donald Trump na sexta-feira (18). As cinco emissoras participam de um sistema chamado “pool” de imprensa. Nesse modelo, as redes se revezam na produção de imagens de eventos e pronunciamentos oficiais. O material é compartilhado entre as emissoras e também com TVs locais americanas. Com jornalistas da CNN e da NBC, integrante do grupo MS NOW, impedidos de entrar, o sistema ficou desfalcado. As cinco redes decidiram não substituir os profissionais impedidos de trabalhar. Nesta segunda-feira, o turno de produção cabia à CNN, e não houve imagens para o “pool”. A ausência poderá afetar também a cobertura de compromissos de Trump durante a Assembleia Geral da ONU. Entre eles estão reuniões bilaterais com chefes de governo na Casa Branca. A Fox News, considerada próxima ao governo Trump, também aderiu à decisão. Em comunicado, as cinco emissoras defenderam o acesso do público a informações independentes sobre o governo. Elas afirmaram que nenhuma administração deveria restringir uma organização jornalística por discordar de suas reportagens. CNN, MS NOW e Politico também acionaram a Justiça contra o governo americano. As empresas pedem o fim da proibição e a devolução dos crachás dos jornalistas.

No sábado (19), repórteres das duas emissoras foram impedidos de entrar na Casa Branca. Funcionários do governo Trump apreenderam os crachás dos profissionais. Veículos de comunicação criticaram a medida e apontaram risco de restrição à liberdade de imprensa. Trump negou que a decisão represente um ataque à imprensa livre. Segundo o presidente, o objetivo seria combater o que chama de “fake news”. Ele acusou os veículos de divulgar informações falsas, sem apresentar provas específicas. Trump afirmou que a imprensa seria uma ameaça à segurança nacional. Os veículos atingidos negaram as acusações feitas pelo presidente. Tradicionalmente, jornalistas têm acesso regular à Casa Branca para acompanhar entrevistas e anúncios oficiais. Trump justificou o banimento alegando que os três veículos divulgavam notícias falsas. CNN, MS NOW e Politico afirmaram que contestarão a decisão judicialmente. O episódio ocorre após outras restrições impostas pelo governo Trump à imprensa. Em 2025, a agência Associated Press também teve seu acesso a eventos da Casa Branca restringido. Paralelamente, o governo ampliou o espaço destinado a veículos e canais alinhados politicamente ao presidente. 

ASSESSORA DE FLÁVIO NEGOCIOU REPASSE DE PARA CONDENADO NO CASO MARRIELLE


Investigação da Polícia Federal identificou que uma assessora do senador Flávio Bolsonaro negociou, em 2023, o repasse de emendas parlamentares com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”; Calixto foi condenado neste ano por organização criminosa no processo que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco. Segundo a PF, a assessora Maria de Fátima Bezerra Castro convidou Calixto para um evento com Flávio Bolsonaro. A ocasião permitiria que ele cobrasse pessoalmente a liberação das verbas. As informações fazem parte da Operação Emendatio, deflagrada pela PF em julho e a investigação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. O inquérito apura supostos desvios de emendas destinadas a entidades do Rio ligadas aos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão. Uma das suspeitas envolve uma emenda de R$ 199 mil destinada por Flávio Bolsonaro. O senador não foi alvo de mandados na operação e as conversas foram encontradas no celular de Calixto, apreendido em março de 2024. A assessora estava identificada no aparelho como “Fafá Flávio Bolsonaro”. As mensagens registram cobranças por verbas entre outubro e novembro de 2023. O Portal da Transparência confirma o repasse de R$ 199 mil ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop) e a transferência ocorreu em 29 de novembro de 2023. Calixto pediu novos repasses no ano seguinte, mas não há registro de outras transferências. A investigação aponta que Maria de Fátima sugeriu que ele procurasse Flávio pessoalmente.

Segundo a PF, a assessora também pediu quatro ingressos para um camarote no Sambódromo.
Os ingressos seriam para o desfile das campeãs do Carnaval do Rio. Calixto solicitou os bilhetes a um empresário, que os forneceu. A PF aprofundou a investigação após suspeitas sobre os repasses serem divulgadas anteriormente. Auditoria do TCU identificou possível desvio de parte dos recursos destinados ao Ifop. Segundo o documento, valores foram usados para pagar um escritório de advocacia ligado aos próprios donos do instituto. O caso é a segunda investigação recente da PF em que o nome de Flávio Bolsonaro aparece. O senador também é citado em investigação envolvendo Daniel Vorcaro e o filme “Dark Horse”. Em nota, Flávio afirmou que a emenda seguiu a legislação e critérios técnicos do Ministério do Esporte. Disse ainda que a entidade apresentou notas fiscais e devolveu recursos não utilizados. O senador afirmou que a responsabilidade pela execução é da entidade beneficiária.
Ele não comentou as conversas entre sua assessora e Calixto. A assessora e a defesa de Calixto não responderam aos questionamentos. As defesas dos irmãos Brazão também disseram não ter informações sobre a investigação.

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 22/09/2026

CORREIO BAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Ibaneis Rocha tratou da compra do Banco Master pelo BRB

Ao Correio, ex-governador afirma que foi convencido a fechar o negócio por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco distrital

O GLOBO - RIO DE JANEIO/RJ

Quaest: medo da volta da família Bolsonaro ao poder avança entre beneficiários do Bolsa Família após anúncio de Lula

Anúncio de aumento no programa social, no entanto, não se traduziu até o momento em um crescimento de Lula nas intenções de voto

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Kassio avalia rever decisão e participar de julgamentos sobre Master após eleições

Ministro pondera que saída da sessão teve motivo pontual, pela posição de presidente do TSE Afastamento enfraqueceu Mendonça na disputa do STF, mas pode ser revertido também para análise de relatório sobre Moraes

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Salvador ganha microfloresta com 3,6 mil árvores em área de 5 mil m² na Avenida ACM

O plantio também incluiu árvores frutíferas, a exemplo do cajueiro, jabuticabeira e araçazeiro.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Rio Taquari ultrapassa cota de inundação e famílias deixam suas casas em Lajeado

Moradores estão sendo acolhidos preventivamente no abrigo municipal

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Trabalho esteve na origem de 95,7% das novas autorizações de residência em Portugal em 2025

Dado consta no relatório anual da AIMA, divulgado esta terça-feira.

RÚSSIA CONTINUA COM INVASÃO E UCRÂNIA ENFRENTA DIFICULDADES PARA RESISTIR


Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022, Daria conseguia dormir durante os bombardeios em Kiev. 
A jovem de 27 anos seguia a “regra das duas paredes”, buscando proteção dentro do apartamento. Mas o aumento da frequência e da intensidade dos ataques mudou sua percepção de segurança. Em julho, dezenas de mísseis balísticos russos mataram quase 60 civis em três grandes ataques e proporções semelhantes voltaram a ocorrer em agosto e setembro. Segundo análise da BBC Verify, Kiev registra hoje mais alertas aéreos diários do que em qualquer outro período da guerra. Durante um desses ataques, em maio, Daria percebeu que já não se sentia segura dentro de casa. As explosões fizeram as janelas de seu apartamento, no nono andar, abrir e bater repetidamente. Depois da morte de uma jovem mãe a caminho de um abrigo, em junho, Daria decidiu deixar Kiev. Ela passou a morar na casa da família, a 30 quilômetros da capital, e enfrenta quatro horas diárias de deslocamento. O caso dela representa uma mudança na rotina de muitos moradores da cidade. A Rússia passou a utilizar mais mísseis balísticos, que deixam pouco tempo para reação após os alertas e em alguns casos, o aviso chega apenas instantes antes das explosões ou simultaneamente a elas. Para quem não pode deixar Kiev, a situação é ainda mais difícil. Olha Vlasova, 62 anos, vive com a mãe, Nadia, de 98, que não consegue sair da cama. Durante os ataques, Olha cobre a mãe, protege a janela e se esconde em um guarda-roupa. Nadia usa um travesseiro para proteger o rosto contra possíveis estilhaços de vidro. As duas passam noites acordadas, acompanhando notícias e esperando o fim dos bombardeios.


Com os ataques durante o dia, escolas, comércio e transporte público também são afetados. Estações de metrô suspendem o funcionamento e shopping centers fecham durante os alertas.
A interrupção do transporte dificulta inclusive o contato entre familiares que vivem em lados diferentes da cidade. Olha afirma que uma corrida de táxi para atravessar o rio Dnieper pode custar até 1.000 grívnias. Ela também critica a demora de países aliados em fornecer mais sistemas de defesa antiaérea à Ucrânia. O presidente Volodimir Zelenski tem pedido repetidamente mais interceptadores e equipamentos de defesa. Enquanto isso, famílias mantêm planos de emergência para enfrentar novos ataques. Natalia Bushkovska, mãe de dois filhos, prepara colchões, cobertores e uma mochila com itens essenciais. Entre os objetos estão um torniquete e um apito para facilitar eventual resgate entre os escombros. Seus filhos também aprenderam técnicas de primeiros socorros e mantêm bolsas de emergência. Natalia afirma que as noites de bombardeios provocam cansaço e dificultam a recuperação física e emocional. Na quinta-feira (17), um novo ataque russo com mísseis balísticos contra Kiev deixou 20 pessoas feridas, incluindo duas crianças. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


ATOR FICOU SURPRESO COM NOMEAÇÃO DE TRUMP 

Sylvester Stallone revelou que ficou surpreso ao descobrir que havia sido nomeado por Donald Trump como “embaixador especial” de Hollywood, segundo anúncio que se deu em janeiro de 2025, ao lado de Mel Gibson e Jon Voight. Stallone disse que soube da nomeação pela televisão e não havia sido consultado previamente. Ele diz que avisou a Trump de que a missão seria impossível de cumprir, explicando que Hollywood funciona como um conjunto de “estados feudais”, com estúdios independentes, daí porque considerou inviável chegar e determinar como as empresas deveriam agir. Stallone afirmou que ele, Gibson e Voight são pessoas acostumadas a fazer as próprias escolhas. Trump havia anunciado os três como enviados para recuperar negócios perdidos por Hollywood para outros países. O presidente afirmou que eles seriam seus “olhos e ouvidos” para ajudar o setor. Apesar de não assumir a função, Stallone declarou admiração por Trump. O ator disse ter apresentado Trump como um “personagem mítico” durante uma festa em Mar-a-Lago. Também afirmou estar impressionado com o que considera realizações do presidente americano. 


EUA NEGAM VISTO PARA PARTE DA COMITIVA IRANIANA 

Os Estados Unidos negaram vistos a parte da comitiva do presidente iraniano Masoud Pezeshkian. O presidente deve viajar nesta terça-feira (22) para Nova York, para participar da Assembleia Geral da ONU. A informação foi divulgada pela imprensa estatal do Irã. Segundo a agência IRNA, integrantes da equipe de comunicação estão entre os que tiveram os pedidos recusados. Teerã classificou a decisão do governo Donald Trump como uma medida hostil. A agência Mehr também confirmou a informação, citando uma fonte da presidência iraniana. A decisão ocorre em meio às fortes tensões entre Washington e Teerã. Os dois países mantêm divergências sobre segurança, sanções e o programa nuclear iraniano. Apesar disso, os Estados Unidos haviam confirmado vistos para a delegação principal iraniana. Entre os autorizados estão Pezeshkian e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. A delegação terá restrições de circulação em Nova York e será menor que a do ano anterior. O episódio acrescenta tensão diplomática às discussões previstas durante a Assembleia Geral da ONU.


VIDA EM OUTROS MUNDOS

Um pesquisador brasileiro identificou oito exoplanetas com potencial para possuir água líquida e abrigar vida. O estudo foi realizado por Fábio Calabrio Evangelista da Silva, do Observatório Nacional. Ele analisou dados de mais de 6 mil exoplanetas catalogados pela Nasa e foram considerados fatores como raio, densidade e distância em relação às estrelas. A pesquisa priorizou planetas semelhantes à Terra e situados na chamada zona habitável. Essa região permite temperaturas adequadas para a existência de água em estado líquido. Segundo os pesquisadores, isso não significa necessariamente que exista vida nesses mundos. A análise de atmosferas por telescópios, como o James Webb, busca possíveis bioassinaturas. Moléculas como metano e dióxido de carbono podem indicar processos biológicos ou naturais. Por isso, cientistas afirmam que uma única evidência não é suficiente para confirmar vida. Futuras missões investigarão locais promissores, como Europa, lua de Júpiter, e Titã, de Saturno. Marte e Encélado também permanecem entre os principais alvos da busca por vida extraterrestre.


JUROS SUPERIORES A 20% 

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta segunda-feira (21), operação contra suspeitos de agiotagem e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva. As ações ocorreram no DF, Goiás e Minas Gerais, incluindo Planaltina, Formosa, Formoso, Buritis e Goiânia. As investigações começaram após uma operação realizada em 2025 e as apurações apontaram a existência de um grupo estruturado para cobrar devedores. Os integrantes atuariam no financiamento, administração e controle dos pagamentos. Segundo a polícia, os empréstimos tinham juros superiores a 20%. Em casos de inadimplência, os suspeitos teriam usado ameaças com armas de fogo. Um dos casos envolveu a apreensão de carros, motos e bens de uma vítima. O grupo também teria criado empresas para viabilizar a lavagem de dinheiro. Foram identificadas operações financeiras suspeitas comunicadas ao Coaf. A polícia bloqueou cerca de R$ 6 milhões e apreendeu carros de luxo e um imóvel avaliado em R$ 1 milhão.

Secrerio do Tesouro e repesentante de Comércio dos EUA

EUA E CHINA DISCUTEM RISCOS DE SEGU
RANÇA NACIONAL 

Estados Unidos e China discutiram a criação de um sistema de notificação sobre riscos de segurança nacional relacionados à inteligência artificial. A proposta surgiu durante negociações econômicas realizadas em Nova York, antes da visita de Xi Jinping a Washington.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, chamou a iniciativa de “diálogo EUA-China sobre IA”. O mecanismo permitiria alertas quando questões envolvendo inteligência artificial atingissem nível de segurança nacional. Bessent defendeu maior transparência entre as duas principais potências mundiais em inteligência artificial. Os países disputam a liderança tecnológica enquanto aumentam as pressões por regulamentação do setor. Há preocupações sobre uso da IA em ataques cibernéticos, armas letais e operações militares. Autoridades americanas também temem avanços chineses em ciberataques, vigilância e capacidades militares. O governo Trump acusou empresas chinesas de copiar capacidades de modelos americanos de inteligência artificial. O tema deverá ser discutido por Trump e Xi durante o encontro entre os dois presidentes. As negociações também trataram da criação de um Conselho de Comércio para produtos considerados não sensíveis. EUA e China buscam ampliar o comércio enquanto mantêm uma trégua comercial firmada após meses de retaliações.


IRÃ NÃO TEME RETALIAÇÃO E PROMETE ATACAR

A partir desta quarta-feira (23), todas as companhias aéreas iranianas poderão ter suas operações interrompidas, segundo Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA. A medida prevê sanções secundárias contra empresas que prestarem serviços à aviação iraniana. Bessent afirmou que a decisão ocorreu após conversas com o vice-premiê chinês, He Lifeng. Segundo ele, aviões iranianos não poderão receber combustível ou serviços de pouso em aeroportos. Também será proibida a venda de passagens, sob risco de exclusão do sistema financeiro em dólar. O secretário disse que Washington mantém conversas positivas com autoridades financeiras chinesas. Entre elas está Pan Gongsheng, presidente do Banco Popular da China. Bessent afirmou que Pequim tem participado da pressão econômica americana contra o Irã. O governo chinês, porém, não confirmou as declarações do secretário americano.
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou atacar novos alvos e usar novas armas. O grupo afirmou estar preparado para uma guerra prolongada contra os Estados Unidos. Quase sete meses após o início da guerra, Washington e Teerã permanecem em um impasse.

Salvador, 21 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 

AMERICANOS BOICOTAM ALIMENTOS E MEDICAMENTOS PARA CUBA


Milhares de contêineres com alimentos, medicamentos e outros produtos destinados a Cuba estão retidos em portos do Caribe após grandes empresas marítimas suspenderem entregas para evitar sanções dos Estados Unidos. 
Entre as cargas estão painéis solares, medicamentos, bolsas de colostomia e outros materiais de ajuda humanitária fornecidos por agências da ONU. As sanções também afetaram o transporte aéreo e dificultaram a chegada de medicamentos contra o câncer e contra a tuberculose. A interrupção das entregas agravou a escassez de alimentos, combustível e medicamentos e aumentou as filas de pacientes à espera de cirurgias. O governo de Donald Trump ampliou a pressão econômica sobre Cuba, incluindo medidas contra empresas estrangeiras que negociem com determinadas entidades estatais cubanas. Em consequência, as empresas Hapag-Lloyd e CMA CGM reduziram ou suspenderam serviços para a ilha. Organizações humanitárias afirmam que o chamado “cumprimento excessivo” das sanções leva empresas a evitar operações mesmo quando os produtos não são diretamente proibidos. A ONU ainda aguardava a entrega de dezenas de contêineres com antibióticos, contraceptivos, testes de gravidez e equipamentos para tratamento de água. A falta de combustível e de voos também prejudicou o envio de medicamentos por via aérea.

Segundo autoridades cubanas, mais de 7.000 contêineres destinados ao país estariam retidos. O governo americano afirma que as sanções são dirigidas ao governo cubano e a entidades ligadas às forças de segurança, responsabilizando-as pela crise econômica. Cuba, por sua vez, acusa Washington de agravar deliberadamente as dificuldades enfrentadas pela população. A Hapag-Lloyd classificou sua decisão como comercial, enquanto a CMA CGM informou ter retomado serviços limitados para cargas autorizadas. Especialistas estimam que meses serão necessários para normalizar o transporte e liberar os contêineres acumulados. As exportações brasileiras e mexicanas para Cuba caíram mais de 90% em julho, na comparação anual. México e Brasil adotaram medidas para enviar ajuda, incluindo alimentos e leite em pó, diante da dificuldade de transporte comercial. O assessor de Lula, Celso Amorim, afirmou que o Brasil gostaria de ampliar o fornecimento de combustível e ajuda humanitária, mas teme possíveis consequências diante da política americana. 

BOLSONARISTAS APOIAM INTERVENÇÃO AMERICANA NO BRASIL


No segundo mandato, Donald Trump vem promovendo mudanças na política externa dos EUA e tentando influenciar eleições em diferentes países, sobretudo na América Latina. 
A estratégia busca reduzir a influência da China e ampliar o predomínio americano na região. No Brasil, tarifas, declarações de Trump e atritos diplomáticos provocam preocupação sobre possível interferência nas eleições de 2026. O objetivo apontado no texto seria favorecer Flávio Bolsonaro e prejudicar Lula. Em negociações após o primeiro tarifaço de 50% contra o Brasil, o governo Trump teria exigido participação de “dissidentes políticos” nas eleições. A crise no STF também passou a ser usada como argumento para possíveis novas sanções americanas contra autoridades brasileiras. Eduardo Bolsonaro tem atuado nos Estados Unidos, enquanto Flávio e aliados exploram politicamente o conflito envolvendo Alexandre de Moraes. Eduardo afirmou ter relatado a autoridades americanas uma suposta tentativa de contestar eventual vitória de seu irmão. O governo Trump também acusou o Brasil de não combater adequadamente o PCC e o Comando Vermelho. A possibilidade de interferência americana vem sendo monitorada por setores do governo e da sociedade civil brasileira. Relatório da Abin classificou como crítico o nível de ameaça relacionado à influência externa dos EUA nas eleições. Ao mesmo tempo, grupos bolsonaristas demonstram apoio a uma eventual intervenção americana. Nas redes sociais, circularam vídeos produzidos por inteligência artificial simulando a prisão de Lula por Trump. O texto afirma que Trump tem procurado influenciar disputas eleitorais em diversos países. Essa atuação pode ocorrer por apoio público, promessas econômicas, sanções ou pressão política.

Na América Latina, consultores ligados ao trumpismo também participaram de campanhas eleitorais. O argentino Fernando Cerimedo, citado no texto, atuou em campanhas e foi acusado de crimes que nega. Investigações na Bolívia encontraram equipamentos e dinheiro em espécie em local associado a ele. Cerimedo também foi citado em investigação brasileira sobre disseminação de informações falsas sobre as urnas. Ele afirmou ter recebido cerca de US$ 1 milhão por mês com atividades de consultoria política no exterior. Especialistas ressaltam que a interferência eleitoral pode variar de influência política até ações diretas sobre o processo eleitoral. Trump já adotou medidas econômicas e sanções contra autoridades brasileiras, além de fazer declarações favoráveis a Bolsonaro. O governo americano chegou a planejar o envio de funcionários ao Brasil para questionar a integridade das eleições, segundo o Washington Post. O Itamaraty recusou vistos para dois funcionários americanos, enquanto os EUA negaram intenção de interferir no pleito. Experiências recentes na Hungria, Canadá, Argentina e Colômbia mostram diferentes efeitos da atuação política de Trump. No Brasil, ainda existem dúvidas sobre a dimensão que eventual interferência americana poderá alcançar. Trump já afirmou manter boa relação com o Brasil e chamou Lula de “muito dinâmico”. Ao mesmo tempo, decisões americanas foram interpretadas por especialistas como alinhadas a interesses políticos brasileiros. A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas ocorreu após encontro de Flávio Bolsonaro com autoridades americanas. Pesquisas mostram desconfiança significativa dos brasileiros em relação a Trump e preocupação com possível interferência estrangeira. Uma pesquisa Datafolha indicou que metade dos brasileiros vê possibilidade de interferência externa nas eleições. O cenário permanece aberto, com dúvidas sobre os efeitos políticos das ações de Trump e sobre a dimensão da influência americana no pleito de 2026. 

"ÔNIBUS MAIS LENTOS QUE UMA GALINHA"


A velocidade dos ônibus em São Paulo cai para 12,37 km/h no pico da tarde, segundo dados da SPTrans. 
O índice foi registrado às quartas-feiras, pior dia da semana, entre 17h e 19h30. Nesse ritmo, os coletivos são mais lentos que uma galinha e muito abaixo dos patinetes elétricos. Fora do horário de pico, a maior velocidade chega a 28,84 km/h durante a madrugada. Na comparação com 2019, os ônibus também circulam mais lentamente em alguns trechos. No pico da manhã, a média atual é de 15 km/h, contra 16 km/h antes da pandemia. Nos corredores, a velocidade caiu de 22 km/h para 20 km/h no mesmo período. Especialistas apontam a falta de prioridade ao transporte coletivo como uma das causas. Ciro Biderman, da FGV Cidades, defende mais corredores eficientes e faixas exclusivas. Segundo ele, maior velocidade reduziria custos e permitiria aumentar a frequência dos ônibus. Paris registra média de 8,85 km/h nos horários de pico, enquanto Barcelona chega a 10,8 km/h. Londres apresenta média de 14,76 km/h, pouco acima da registrada na capital paulista. A Prefeitura afirma ter entregue 54 km de faixas exclusivas e novos trechos de corredores. Também estão em obras os BRTs Radial Leste e Aricanduva e outros corredores importantes. Em Curitiba, o BRT alcança média de 20 km/h em faixas prioritárias nos horários de pico. A lentidão e a irregularidade dos ônibus têm contribuído para a perda de passageiros. Segundo dados da SPTrans, o sistema transportou 166,5 milhões de passageiros em julho de 2026. No mesmo mês de 2019, foram quase 212 milhões, uma redução de aproximadamente 22%. A frota também diminuiu, passando de 14.151 para 13.573 veículos.

Especialistas apontam um ciclo de queda de passageiros, ônibus e velocidade. O congestionamento e a falta de infraestrutura agravam os atrasos no transporte coletivo. Além da lentidão, investigações apontam suspeitas de infiltração do PCC em empresas de ônibus. A Operação Vectura Corrupta afirma que 12 empresas da Grande São Paulo seriam controladas pela facção. Uma das companhias investigadas é a Transwolff, que atua na zona sul e nega irregularidades. A investigação levou à prisão do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Milton Leite. Outras 15 pessoas tiveram mandados de prisão expedidos e 18 endereços foram alvo de buscas. A Prefeitura afirma que analisa contratos e possíveis vínculos com os fatos investigados. O município também diz que não compactua com irregularidades e colabora com as autoridades. A gestão destaca ainda investimentos em ônibus elétricos, ar-condicionado, USB e internet. O desafio permanece melhorar a velocidade, a frequência e a segurança do transporte coletivo. 

AVENTUREIRO CAMINHA NO MUNDO HÁ 28 ANOS


Há 28 anos, o aventureiro britânico Karl Bushby percorre o mundo a pé em uma jornada que se aproxima do fim. 
Aos 29 anos, ele partiu do Chile rumo à sua cidade natal, Hull, na Inglaterra. Estabeleceu duas regras: não usar transportes para avançar e não retornar ao Reino Unido antes de concluir o percurso. A viagem, inicialmente prevista para durar 12 anos, já ultrapassa 28 anos. Restrições de visto, a crise financeira de 2008, a pandemia e questões geopolíticas atrasaram a expedição. Bushby atravessou Argentina, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, América Central, México, EUA e Canadá. Também cruzou o estreito de Bering e percorreu regiões da Rússia, Mongólia, China e Ásia Central. Ele atravessou a nado, em trechos, cerca de 300 quilômetros do mar Cáspio. Aos 57 anos, já percorreu mais de 48 mil quilômetros. Agora, caminha pela Bélgica em direção a Calais, na França. De Calais, pretende atravessar a nado o Canal da Mancha em outubro. Seu pedido para usar um túnel de serviço do Eurotúnel foi rejeitado. Durante a aventura, Bushby enfrentou situações de extremo risco e dificuldades financeiras. No Tapón del Darién, chegou a se disfarçar de pessoa em situação de rua para evitar sequestros. Sua principal companheira de viagem é “A Fera”, um carrinho que ele próprio construiu na Nicarágua. Quando iniciou a jornada, tinha apenas US$ 500 e nenhum patrocinador. Depois, passou a financiar a expedição com publicações, livros e palestras. Bushby afirma que a persistência foi seu principal aprendizado durante a caminhada.
Ele também diz que a viagem mudou sua visão sobre as pessoas e mostrou a solidariedade que recebeu.

Sua mãe, Angela, continua acompanhando a aventura e enviou-lhe uma carta durante a etapa final. Ela lembrou ao filho que ele havia provado ser capaz de realizar aquilo que antes julgava impossível. Bushby conta que a dislexia não diagnosticada na infância afetou sua confiança e o tornou alvo de bullying. O Exército britânico, segundo ele, ajudou a recuperar parte dessa confiança. Aos poucos, a jornada tornou-se também uma forma de provar a si mesmo e aos outros do que era capaz. Agora, porém, ele afirma que chegou a hora de encerrar a aventura.
Bushby admite ter receio do futuro após tantos anos vivendo na estrada. Ele considera os relacionamentos a parte mais difícil da viagem, mais dolorosa que os desafios físicos. Espera sentir grande emoção ao avistar os famosos penhascos brancos de Dover. Essa será sua primeira visão da Inglaterra desde que partiu do Chile, há 28 anos. Depois de uma jornada extraordinária, Bushby se prepara para finalmente voltar para casa.