Mesmo socorrendo no Judiciário, em 2018, as ONGs, juntamente com ativistas e advogados voluntários, que defendem os imigrantes, ainda assim, os pais de 545 meninos e meninas não foram encontrados. Esses voluntários percorrem de moto pequenas cidades, publicam anúncios em rádios, à busca dos pais, mas não se conseguiu a reunião dos infantes com seus pais. Este cenário deu-se diante da política nefasta e fascista de Trump no sentido da tolerância zero na imigração; algumas crianças foram retiradas à força do colo das mães e, passados três anos, não retornaram aos seus lares. E o pior desta história é que o governo americano não contribui com recurso nem trabalho algum para essa empreitada das ONGs e de voluntários. No domingo, um âncora americano da CNN, chorou, quando noticiou esta realidade inacreditável em um mundo cristão e, principalmente, em um país rico. Os agentes de imigração do presidente, ao separar filhos e pais, não se dignaram de obter informações sobre as crianças para eventual retorno aos seus países. Simplesmente, prenderam os pais, e jogaram as crianças nos abrigos.
Boa parte das crianças não ajudam os advogados, porque não se recordam detalhes sobre os lugares onde moravam. O bom tratamento alegado pelo presidente consiste em mantas térmicas em pisos de cimento, quartos sem janelas e cercas com grades. Esta é a dor de quem toma conhecimento dessa política de nacionalismo exacerbado que não tem sentimento algum sobre a realidade do semelhante, ainda mais quando se trata de pessoas pobres que deixaram seus países em busca de minorar seus sofrimentos, face à violência e as dificuldades encontradas para viver. Quanta dor para estas famílias, algumas sem falar inglês ou espanhol, mas com conhecimento apenas de línguas indígenas! Enfim, Trump governa o país com suas leis e sua grosseria e não se lembra de consultar seu coração para impedir tamanha bestialidade.
Salvador, 09 de novembro de 2020.
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