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Maria Corina Machado |
Cinco líderes da oposição na Venezuela, no asilo há quase um ano, continuam na embaixada argentina, em Caracas, sob tutela do Brasil. A líder da oposição, María Corina Machado, ameaçada de prisão, permanece em local sob absoluto sigilo. Enquanto isso, o ditador Nicolas Maduro, eleito em pleito fraudulento, em julho, prossegue impedindo os asilados de sairem do país. Corina declarou: "É evidente que é preciso colocar mais pressão. Estamos diante de uma situação de violação de todos os direitos humanos de cinco pessoas que são objeto de uma tortura e que não sabemos até quando vão resistir. Maduro transformou aquela embaixada em uma prisão, e os asilados, em reféns. Já é um tema de vida ou morte". Os asilados atravessam momentos de terror, a exemplo do ajuntamento de militares na região com ameaça de invadir a embaixada ou da interrupção da rede elétrica e até do fornecimento de água.
María Corina diz: "Sou muito grata ao governo do Brasil por assumir a responsabilidade da embaixada, mas a verdade é que a situação da vida dos cinco neste momento é muito crítica". O governo brasileiro tem insistido para Maduro dar o salvo-condutos para os asilados e já ofereceu avião para retirá-los de Caracas. Enquanto isso, o ditador convocou eleição regional para o dia 27 de agosto e a oposição decretou boicote ao pleito, que não tem servido para atender à vontade popular. As perseguições têm sido comum e há mais de 1.000 presos políticos na Venezuela. Os opositores ainda acreditam em alguma ação do presidente Donald Trump, quando declarou que Maduro "era um inimigo dos EUA e que teria sido um erro oxigená-lo". Entre os presos há americanos, e Trump já conseguiu a liberação de seis, mas continuam presos pelo menos sete americanos.
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