A Alemanha declarou que a Europa "vai responder com firmeza" à imposição de tarifa de 25% sobre as importações de automóveis e peças, promovida pelo governo dos Estados Unidos. Alemanha e outros países prometem retaliar. O ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, afirmou: "Deve ficar claro que não cederemos aos EUA. Precisamos mostrar força e autoconfiança". A França considerou uma "notícia muito ruim", enquanto o Canadá declarou ser um "ataque direto" e a China assegurou que Washington viola as regras do comércio internacional. No Salão Oval, ontem, o presidente americano disse: "O que faremos é uma tarifa de 25% para todos os carros que não são fabricados nos Estados Unidos". Ele definiu que vai impor tarifa "muito maiores" se a Europa "trabalhar com o Canadá para provocar o que ele descreve como "dano econômico" aos EUA". Os Estados Unidos importaram, no ano passado, em torno de 8 milhões de carros, importando em US$ 240 bilhões.
O México é quem mais fornece carros para os Estados Unidos, seguido pela Coreia do Sul, Japão, Canadá e Alemanha. Os aumentos, considerando somente Canadá e México, podem encarecer os custos dos carros em até US$ 4 mil a US$ 10 mil, a depender do veículo, segundo cálculos do Anderson Economic Group. A França defendeu a retaliação, de produtos dos EUA. O ministro das Finanças, Eric Lombard, afirmou que "estamos em uma situação em que estamos sendo alvos. Ou aceitamos e, nesse caso, isso nunca vai parar, ou responderemos". A China, através do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse: "Não há vencedores em uma guerra comercial ou tarifária. O desenvolvimento e a prosperidade de nenhum país foram alcançados com a imposição de tarifas". Outros países, como Japão Coreia do Sul, lamentam a medida do presidente americano e prometem reagir.
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