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Ex-presidente, senador, deputado e vereador |
A verdade é que o capitão nunca enfrentou a vida para ganhar dinheiro fora da representação política, seja como deputado federal, e depois como presidente da República. Jair Bolsonaro não sabe o que é viver na iniciativa privada, porque sempre viveu em função do serviço público, que abraçou, mas nada fazia para ajudar o povo, porquanto seu instinto era servir do dinheiro do povo para levantar sua família e nada em troca. Ele ensinou a sua segunda mulher, Ana Cristina Valle, seus filhos, todos os filhos, a seguir o mesmo caminho fácil de viver com o dinheiro público. Formou o maior esquema familiar no país, colocando os filhos na polítca em pelo menos três estados. Um deles, Flávio Bolsonaro, foi indicado para ser senador, pelo Rio de Janeiro; outro filho, Eduardo Bolsonaro, foi escolhido para exercer o cargo de deputado federal, representando São Paulo; um terceiro filho, Carlos Bolsonaro, para variar, foi apontado para ser vereador do Rio de Janeiro, e o quarto filho, Jair Renan, desembarcou em Santa Catarina, onde se tornou vereador de Balneário de Camboriú. Bolsonaro e alguns dos filhos são acusados de ganhar o dinheiro público com contratações, além do desvio dos salários dos seus funcionários públicos. Assim nasceu a rachadinha, que nada mais é do que o crime de peculato. A última batalha de Bolsonaro, antes de ir para a cadeia pelos crimes cometidos, é colocar a mulher como senadora pelo Rio de Janeiro, mas prepara os filhos vereadores, Carlos e Jair Renan, para desembarcarem na Câmara dos Deputados. Bolsonaro não abre mão para outras lideranças, antes de posicionar os filhos nos bons cargos da República.
No livro "O Negócio de Jair", lançado pela editora Zahar, em setembro/2022, pela jornalista catarinense, Juliana Dal Piva, está descrita a transformação dos gabinetes do então deputado federal e de seus três filhos em escritórios do crime. A rachadinha, criada em 2018, foi amplamente praticada na Assembleia Legislativo do Rio de Janeiro e consistia em contratar parentes ou outras pessoas, que assumiam o compromisso de destinar para o titular do cargo 90% dos salários recebidos. A segunda mulher de Bolsonaro dirigiu a máfia, juntamente com Fabrício Queiroz e o miliciano assassinado na Bahia, em 2020, Adriano da Nóbrega. Vários homicídios foram cometidos por Adriano, mas a polícia nada descobriu, porque envolvia muita gente dos Bolsonaros. Dal Piva informa que o comandante dos crimes era Bolsonaro, servindo dos gabinetes dele e dos filhos. Descobriu-se que a família teve significativo crescimento econômico inclusive com a compra e 50 imóveis, todos com dinheiro vivo. Enfim, esta é a empresa "Brasil".
Salvador, 2 de abril/2025.
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