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terça-feira, 5 de agosto de 2014

COMARCAS DA BAHIA, CAMACAN, SANTA LUZIA E PAU BRASIL


O município de Camacan, com área geográfica de 626,649 km2, possui 31.472 habitantes; depois da praga da vassoura-debruxa, que dizimou a cultura de cacau da região, passou-se a cultivar o café, pecuária e seringa, sem, entretanto, abandonar o cacau. Arataca, extensão de 396,086 e população de 10.392; Mascote, área de 709,252 e população de 14.640. Esses 3 (três) municípios formam a comarca de Camacan.

Santa Luzia, que foi agregada à Camacan, tem extensão territorial de 774,917 km2 e população de 13.344; Pau Brasil, com 606,522 km2, tem 10.852 habitantes.

A comarca de Camacan, de entrância intermediária, antes da agregação, ja era formada por mais 2 (dois) municípios, Arataca e Mascote, além de 4 (quatro) distritos: S. João da Panelinha, Pimenta, São João do Paraiso, Teixeira do Progresso e Itatingui.

Com a agregação juntaram-se à unidade 2 (duas) unidaees, Santa Luzia e Pau Brasil; portanto, agora, Camacan é formada pelos municípios de Arataca, Mascote, Santa Luzia e Pau Brasil.

A anexação dividiu 3 (três) em uma e ficou, possibilitando a existência de uma comarca com extensão territorial de 3.113,43 km2, 80.700 mil habitantes e mais de 8 (oito) mil processos.  

Os estudos da Fundação Getúlio Vargas, que diz razoável um juiz para cada 12 mil habitantes, de nada serve como parâmetro para a nova divisão judiciária da Bahia.  

Pau Brasil, como dissemos em outra oportunidade, tem 05 servidores para todos os cartórios, incluindo os extrajudiciais. Pela Lei de Organização Judiciária do estado do ano de 2007 deveria ter 46 servidores. Maiores detalhes sobre Pau Brasil encontram-se na postagem do dia 7/6/2014. Aliás, nem a comarca toda de Camacan integrada agora por 5 (cinco) municípios dispõe desse número de servidores. Considere-se que Camacan é de entrância intermediária.

Santa Luzia tem fórum de acordo com o padrão do Tribunal de Justiça. O cartório dos feitos cíveis conta com 2.196 processos, o criminal, 407; não tem juiz, nem promotor e muito menos defensor público, portanto não se pode cobrar quantidade de processos para aferir a movimentação da comarca; como em todas as comarcas, a oficial do registro civil, a escrivã dos feitos criminais e a oficial do registro de imóveis são escreventes designados para essas funções.

Camacã, a comarca mãe, tem 18 (dezoito) servidores, mais 7 (sete) indicados pela Prefeitura. Um escrevente é designado para o cargo de subescrivão do cível, além de responder pela secretaria; dispõe de mais 4 (quatro) escreventes e 1 (um) depositário que atua como escrevente. Na vara cível tem um assessor.

Na Vara Crime - 1 (um) assessor, 1 (uma) diretora de secretaria, 3 (três) escreventes, 1 (um) escrevente que desempenha o cargo de oficial de justiça, 1 (um) agente de proteção ao menor que faz as vezes de oficial de justiça, 2 (dois) funcinários disponibilizados pelas Prefeituras. O crime no município tem aumentado bastante e descobre-se delegado, policiais, servidores das policias civil e militar, participando de quadrilhas e levando terror ao povo.

No cartório sede tem apenas 1 (um) oficial de Registro de Imóveis, auxiliado por 3 servidores dos municípios.

Os distritos de Itatingui e Arataca tem somente 1 (uma) servidora no cartório de Registro Civil com funções notariais.
 
A comarca tem juizes titulares nas varas crime e cível com 2 (dois) promotores, mas não dispõe de defensor público.

Na vara crime são 1.124 processos e na cível 3.116.

As instalações do fórum são simples e o sistema de informática não atende às necessidade da comarca.


Salvador, 5 de agosto/2014.

Antonio Pessoa Cardoso

PessoacardosoAdvogados

FORUM DE SANTA LUZIA


SERVIDORES DE SANTA LUZIA


MAIS UMA COMARCA AGREGADA A CAMACAN, ELEVANDO PARA MAIS DE 8.000 PROCESSOS PARA DOIS JUIZES COM POUCOS SERVIDORES

SERVIDORES DE PAU BRASIL

UMA DAS COMARCAS AGREGADAS A CAMACAN, AUMENTANDO PARA MAIS DE 80 MIL JURISDICIONADOS SOB A RESPONSABILIDADE DE APENAS DOIS JUIZES

SERVIDORES DE CAMACAN, JUIZES E CORREGEDORIA - 2013


MULHERES NO TRIBUNAL


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

GESTORES DE PROMOÇÃO REGISTRO CIVIL

Em Brasilia, a partir de hoje, dia 4/8, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República promove o 5º Encontro de Gestores de Promoção do Registro Civil de Nascimento Descentralizados. O evento é de caráter nacional e busca erradicar com o sub-registro de nascimento. Foram mencionadas as campanhas e mutirões para a emissão de certidões de nascimento.

O Comitê Gestor Nacional, criado em 2007, acompanha esse acontecimento, visando implementar os programas relacionados com a ampliação à documentação básica da cidadania.

NOSSA OPINIÃO

A Bahia, na prática, posiciona-se contra essa campanha, na medida em que mantém em vigor a Resolução n. 30/2008, que determinou a remessa dos livros de registros e averbações dos cartórios de Registro de Pessoas Naturais com funções Notariais, situados nos distritos, para as sedes de diversas comarcas. Essa medida implica em dificultar os registros de nascimento e óbito, além de outros atos.


A Comissão de Reforma Judiciária, Administrativa e Regimento Interno, aprovou desde o ano passado projeto de Resolução da Corregedoria revogando a Resolução 30/2008, mas até a presente data não foi colocada em pauta para apreciação pelo Pleno do Tribunal.

INVALIDEZ E O PLANO DE SAÚDE


Um operário sofria de câncer no estômago, aposentou-se por invalidez; a empresa custeava 50% de suas despesas com o plano de saúde, mas com a aposentadoria, suspendeu o que motivou o ingresso de reclamação trabalhista contra a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A.


O juiz determinou a coparticipação da empresa que recorreu e o TRT – 2ª Região – manteve a decisão do juiz. O relator destacou que “o plano de assistência foi mantido a partir da jubilação, muito embora o autor tenha deixado de receber o subsídio da empresa. O autor em razão disso, se viu doente e obrigado a pagar o custo integral do plano. Só que a aposentadoria por invalidez não suspende todas as obrigações elementares da relação de emprego, em especial o pagamento dos salários e a prestação de serviços”.

STF MANTÉM PLANTÃO


O ministro Dias Toffoli negou seguimeto à Ação Direta de Incontitucionalidade (ADI n. 4443, requerida pela Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) contra dispositivos da Resolução n. 71/2009, baixada pelo CNJ, dispondo sobre o regime de plantão judiciário em primeiro e segundo graus de jurisdição.

O fundamento da ação era de que estava caracterizada a usurpação de poder, porque materia de competência concorrente dos estados e da União para dispor processo; ademais, fere o princípio de isonomia, vez que há tratamento desigual entre os tribunais superiores, os tribunais de segundo grau e os juizes.

O ministro não recebeu a ação sob o fundamento de que:


“Com efeito, a jurisprudência da Corte não tem admitido a legitimidade ativa de associação que representa apenas fração ou parcela da categoria professional, quando o ato impugnado repercute sobre a esfera jurídica de toda uma classe”.  

O NOBRE DEPUTADO


Márlon Reis é juiz no Maranhão e ficou muito conhecido pela luta para edição da lei da “Ficha Limpa”, originada de iniciativa popular, após a coleta de mais de 1.6 milhões de assinaturas. Essa lei foi aplicada pela primeira vez nas eleições municipais de 2012, impedindo a candidatura de mais de 900 pretendentes a cargos políticos.

É um dos fundadores do Movimento de Combate à Corrupção e autor de outro importante trablaho “O Gigante Acordado”; trata o autor da denúncia de práticas ilegais no meio político e da movimentação de várias entidades em busca de profunda reforma política no país.

No próximo dia 7 de agosto, quinta feira, às 19.30 horas, no Centro Paroquial de São Cristovão, Praça da Matriz, no bairro de São Cristovão, em frente à 49º Companhia Independente da Política Militar, o juiz Márlon estará em Salvador para lançamento de seu livro “O Nobre Deputado”; é um romance no qual o autor serve-se de personagens fictícios para narrar as tramoias, a corrupção, os gastos absurdos para eleição de deputado. Ouviu deputado, gente do meio político para mostrar a realidade de uma eleição para deputado federal e estadual.

O aliciamento dos cabos eleitorais, o esquema da compra de apoio político de lideranças, a definição do resultado da eleição bem antes do encerramento da votação, tudo isso é tratado no minucioso trabalho do juiz Márlon Reis.

Em certo momento do livro, Cândido Peçanha, o personagem principal, diz que “a única coisa que vira o jogo é uma avalanche de dinheiro. O jogo é comprado, vence quem paga mais. Sempre foi assim e sempre será...”


Depois de assistir a uma entrevista dada no “Fantástico”, sobre o livro, houve grande rebuliço na Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, prometeu representar contra o juiz no CNJ, alegando que a reportagem “desestimula o exercício da cidadania e, ao contrário do objetivo veiculado, reforça a ideia de que a política de nada serve à população brasileira”. Os nobres deputados insurgiram-se contra o juiz, pedindo até mesmo sua convocação para dar nomes aos corruptos.