CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
DESDE O SÉCULO XIX QUE UM PRESIDENTE NÃO EXECUTAVA TANTA GENTE - E QUER MAIS
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DESDE O SÉCULO XIX QUE UM PRESIDENTE NÃO EXECUTAVA TANTA GENTE - E QUER MAIS
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul arquivou representação criminal contra um juiz do interior do estado, acusado de ameaçar sua ex-mulher em bate-boca no WhatsApp. O crime é elencado no art. 147 do Código Penal. A Procuradoria-geral de Justiça assegurou que os fatos apresentados na denúncia são irrelevantes para o Direito Penal e o desembargador Ivan Bruxel, relator não encontrou motivação para prosseguir com a ação penal, transformando-a em ação penal. Foi acolhida a manifestação da Procuradoria e arquivado o processo. Escreveu o relator em sua decisão monocrática: "Corrobora a conclusão de que se trata de matéria afeita à esfera privada dos envolvidos o fato de que a Corregedoria-Geral de Justiça não deu início a qualquer procedimento administrativo-disciplinar contra o ora representado".
Não se tem surpresa sobre a decisão do novo ministro, pois ele foi, estrategicamente colocado ali para atender às pretensões do presidente da República e do ministro Gilmar Mendes, responsável pela conversação inicial da escolha. O que chama a atenção é o posicionamento do presidente da Corte, Luiz Fux, encaminhando o pedido de revogação para Marques, que está de férias, sob fundamento de que o presidente "não pode tudo". E, em 2018, não houve revogação de decisão do ministro Ricardo Lewandowski, pelo próprio Fux, no plantão, anulando decisão que permitia Lula conceder entrevista? Mas, não foi Fux quem suspendeu a implantação do juízo de garantia, derrubando decisão de Dias Toffoli? Não foi Fux quem revogou Habeas Corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio, liberando o traficante André do Rap? Outras decisões de ministros desfazendo manifestação de colegas já aconteceram, a exemplo, de Toffoli que revogou decisão do ministro Edson Fachin, no caso Maluf. Agora, que Fux, tido como defensor da Lava Jato, resolveu dizer que presidente "não pode tudo"?
A Lei 135/2010 completou 10 anos e ninguém nunca ousou fazer modificação tão substancial como um neófito no STF procedeu para atender a interesses do imprevisível presidente Jair Bolsonaro. Em 2012, o STF julgou Ação Declaratória de Constitucionalidade e, por ampla maioria, decidiu pela constitucionalidade da lei. Diante desta cenário, resta duas opções: o presidente omitiu-se ou cedeu à pressão do ministro Gilmar e outros que resolveram trabalhar no recesso para vigiar Fux. Enfim, o atrevimento do novo ministro assume maior proporção, porque, depois da definição do plenário do STF, entendendo pela constitucionalidade, nunca se imaginaria fosse possível considerar inútil parte do dispositivo por uma decisão monocrática, como ocorreu. Alguns candidatos já acionaram o TSE para obter a diplomação, contra a lei, mas agora permitida pelo ministro.
Salvador, 24 de dezembro de 2020.
Cientistas do Breakthrough Listen, projeto de autoria de Stephen Hawking, em 2015, investiga vida extraterrestre inteligente, depois do sinal de rádio, em abril, originado da estrela mais próxima do Sol. O sinal foi registrado durante 30 horas de observação pelo telescópio Parkes, na Nova Gales do Sul, na Austrália, e apresenta mudanças de frequência em relação a sinais em tempos passados. O projeto de 2015 busca "ouvir" as estrelas, através dos radiotelescópios mais potentes do mundo, como o Green Bank Telescope, na Virgínia/EUA e o Parkes Telescope, na Nova Gales do Sul, na Autrália. A investigação procura no espaço vida inteligente. Já foram registrados, nos últimos anos, "vários sinais pouco habituais". A matéria é do jornal Diário de Notícias de Lisboa/PT.
Onze estados aderiram ao TaxiGov, o Uber do governo. A informação é de que a economia gerada com o transporte em carros oficiais foi mais de 60%, desde o ano de 2017. Evidente, que os gastos, em todos os poderes, Executivo, Legislativo e Judiciario são elevados, considerando a manutenção dos carros, a contratação de motoristas e outras despesas inerentes à atividade. Nem se conta o abuso cometido por alguns executivos que se servem do carro oficial para tarefas pessoais e da família. Agrava ainda mais o cenário de inutilidade nos gastos o fato de, frequentemente, os usuários do transporte oficial.
Em Salvador, a previsão era de que os servidores públicos federais passariam a usar o TáxiGov neste mês de dezembro, depois do pregão eletrônico, realizado no início deste mês. Deverão ser atendidos pela nova sistemática de transporte a Universidade Federal da Bahia, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, o Instituto Federal Baiano, o Tribunal Regional do Trabalho, além de agências reguladores e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.
Está na hora de os governos estaduais, os tribunais substituir os carros pessoais, disponibilizados para cada desembargador, pelo sistema taxigov, importando em grande economia sem afetar o deslocamento dos magistrados e servidores.
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FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
COVID-19. NÚMERO DE PESSOAS INTERNADAS DESCE HÁ QUATRO DIAS
O STF proferiu 99.300 decisões, durante o ano de 2020; deste total 81.161 foram monocráticas e apenas 18.208 pelo colegiado. Isso mostra o que já se disse, há no STF, 11 STFs, porquanto cada ministro decide da forma que lhe aprouver e às vezes não remetem o processo para o plenário definir sobre o caso, prevalecendo a decisão monocrática. Ainda tramitam na Corte o total de 25.806 processos, o que significa o menor número em 25 anos.
O município de Campinápolis/MT concedeu pensão vitalícia à viúva do ex-prefeito, Leonildo José de Carvalho. A Procuradoria-geral de Justiça do estado ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade, sob fundamento de que a norma viola os princípios da moralidade, igualdade e impessoalidade, art. 37 da Constituição Federal, e o Órgão Especial julgou inconstitucional o artigo 1º da Lei Municipal n. 92/1990, que dispõe sobre pensão para viúva de prefeito. Joana Darc Quirino de Carvalho, esposa do ex-prefeito Leonildo recebe a pensão desde1990, quando seu marido faleceu.