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domingo, 30 de março de 2025
IRÃ NÃO ACEITA NEGOCIAÇÕES COM EUA
SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO
Bolsonaro foi mito graças à omissão de Aras e de Toffoli
Ex-presidente sustentou fraude nas urnas negada por militares
Demorou para o ex-presidente Jair Bolsonaro ser levado ao banco dos réus. O ex-capitão teve apoio do ministro Dias Toffoli e contou com a omissão do ex-procurador geral da República Augusto Aras.
Sua estratégia foi sustentada em falsas premissas: as alegações --desmentidas depois-- de fraudes nas urnas eleitorais e nas listas tríplices para escolha do PGR. Como pano de fundo, estimulou o discurso da democracia militar.

Há exatos seis anos, em março de 2019, este blog previu:
"As anotações dos historiadores deverão registrar a contribuição do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para o atual clima de incertezas. Sua gestão ficará marcada pelo respaldo ao retrocesso institucional ocorrido no país. Em dois anos, a democracia recuou décadas."
Antes de assumir a presidência do STF, Toffoli convidou o general Fernando Azevedo, que depois seria ministro da Defesa, para assessorá-lo em seu gabinete.
Registramos: "A iniciativa foi tomada no cenário conturbado pela campanha eleitoral de um candidato à Presidência da República que instigava membros da corporação militar, elogiava torturadores e pregava o armamento da população".
O primeiro presságio da militarização surgiu em 2018: "Hoje, não me refiro nem mais a golpe nem a revolução. Me refiro a movimento de 1964", disse Toffoli, que nasceu três anos depois do golpe de 64.
Toffoli apoiou a recondução de Augusto Aras. Indeferiu pedido para processá-lo por prevaricação, por não ter investigado Bolsonaro. Disse que nunca viu da parte dele "nenhuma atitude contra a democracia".
O ex-capitão repetiu o que fez com outros aduladores: inflou o ego de Toffoli e depois esvaziou sua pretensão de ser o mediador entre os Três Poderes.
O ministro, por sua vez, também adulou Aras. "Não fosse a responsabilidade, a paciência, a discrição e a força do silêncio de Sua Excelência, talvez não estivéssemos aqui, não teríamos talvez, democracia".
Para ser indicado PGR, Aras afinou o discurso com o candidato Bolsonaro. Disse acreditar na democracia militar.
Aras tentou anteriormente ser PGR fora da lista tríplice da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). Fugiu da votação pelos pares, pois sabia que seria derrotado.
Aras desmontou as forças-tarefas da Lava Jato, militarizou o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e não investigou o ex-capitão.
Oito ex-procuradores gerais repeliram as insinuações de fraudes nas urnas: Raquel Dodge, Rodrigo Janot, Roberto Gurgel, Antonio Fernando, Inocêncio Mártires, Sepúlveda Pertence, Aristides Junqueira e Claudio Fonteles.
Em carta aberta, 27 subprocuradores-gerais criticaram a passividade de Aras diante dos ataques ao STF e ao TSE.
O PGR foi tolerante com o discurso do ódio e o descaso com os mortos da pandemia. Ameaçou subprocuradores, estimulou a atuação de aduladores. Perseguiu membros do MPF.
Aras pretendia ser ministro do STF. Queria desmontar as forças-tarefas da Lava Jato.
FRAUDES DESMENTIDAS
Em julho de 2020, em debate virtual com os advogados do Grupo Prerrogativas Alberto Toron, Marco Aurélio de Carvalho e Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Aras disse que sua meta era abrir a PGR "para que jamais se possa dizer que tenha caixas-pretas".
"Lista tríplice fraudável nunca mais", insinuou, sem provas. O encontro com defensores de réus da Lava Jato surpreendeu o Conselho Superior do MPF. Aras alegou que foi um "evento acadêmico".
Em carta aberta ao PGR, quatro subprocuradores-gerais criticaram a "desconstrução" do MPF: "Um Ministério Público desacreditado, instável e enfraquecido somente atende aos interesses daqueles que se posicionam à margem da lei."
"Nunca, jamais, houve fraude em quaisquer eleições no MPF", afirmaram.
Em delação premiada, o tenente-coronel Mauro Cid revelou que Bolsonaro não aceitou a primeira conclusão das Forças Armadas que negava fraude nas urnas.
Segundo Cid, os comandantes das Três Forças assinaram uma nota autorizando a permanência das pessoas na frente dos quartéis por ordem do então presidente Jair Bolsonaro.
VÍTIMA NÃO PODE RECORRER
A defesa sustentou no STJ que a prerrogativa de recorrer não existe, diante dos termos do art. 271 do Código de Processo Penal, que enuncia rol taxativo dos atos que podem ser praticados pelo assistente da acusação; é o caso de requerer perguntas às testemunhas, aditar a acusação, participar do debate oral e arrazoar os recursos do Ministério Público, interpor recurso contra sentença de impronúncia e apelação contra sentença depois do julgamento pelo júri. O relator, ministro Sebastião Reis Júnior, disse que "no referido dispositivo, não há previsão para interposição de recurso em sentido estrito contra decisão que concede a liberdade provisória ao acusado".
CONDENADOS PELO 8 DE JANEIRO
Aqueles que foram condenados, porque rejeitaram o acordo, assumem também o compromisso de não deixar os locais de suas residências, até a extinção da pena, tem o passaporte retido e perdem registro ou porte de arma de fogo. Os julgamentos aconteceram no plenário virtual e o relator propôs os termos do ajuste. Dois ministros posicionam-se pela absolvição: André Mendonça e Kassio Nunes Marques, indicados para o STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Outras 11 pessoas foram condenadas a penas maiores de dois anos e meio ou até três anos de reclusão. São 1.589 ações sobre o 8 de janeiro, com total de 500 condenações. Os acusados por penas mais graves, tiveram condenações de 14 ou 17 anos de prisão, e respondem pela prática dos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça com substância inflamável contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 30/03/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Terremoto na Ásia: equipes intensificam busca por sobreviventes
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Mercado de trabalho aquecido esconde precarização e polarização em vagas
Somada à inflação de alimentos, tendência ajuda a explicar queda na popularidade de Lula, sugere estudo
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Com 20.132 novos postos em fevereiro,
a Bahia gerou 27.605 vagas no ano
Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos
Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Moraes concede prisão domiciliar a condenado
do 8/1 com câncer
Preso sofreu infarto recentemente e usará tornozeleira
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Médicos do trabalho proibidos por lei de trabalhar mais de 150 horas mensais
sábado, 29 de março de 2025
RADAR JUDICIAL
DEMISSÃO EM MASSA NOS EUAEm visita a The Supreme Court
Funcionários de órgãos públicos, nos Estados Unidos, estão sendo demitidos em massa, no governo Donald Trump. Calcula-se que os cortes chegaram a 12% dos funcionários da seguridade social. O secretário da seguridade social e assistência para saúde, secretário Robert Kennedy Jr, declarou: "Este será um período doloroso. Vamos diminuir de 82 mil funcionários para 62 mil". Ele ainda assegurou que vai ter de cortar cargos administrativos e melhorar os serviços; isso importa em demitir 2,4 mil funcionários do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, economizando quase US$ 2 bilhões, por ano. A presteza em fazer os cortes causa danos no atendimento à população e até mesmo no funcionamento do próprio governo.
PRISÃO DOMICILIAR PARA PICHADORA
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu ontem, 28, prisão domiciliar para Débora Rodrigues dos Santos, atendendo pedido da defesa. Ela foi condenada pela participação nos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, além da pichação com a expressão: "Perdeu, mané", na estátua da Justiça. Assim, a cabeleireira deixará a prisão, mas usará tornozeleira eletrônica e terá de assumir condições, a exemplo de não usar redes sociais, dar entrevistas e não poderá ter contato com outros investigados.
TRUMP CONTINUA PERDOANDO CRIMINOSOS
O presidente Donald Trump continua abusando de seu poder para perdoar criminosos. Desta fez foi Trevor Milton, fundador da falida fabricante de caminhões elétricos e movidos a hidrogênio Nikola. Ele foi condenado, em outubro/2022, por fraude à pena de quatro anos de prisão, em 2023, e, ontem, 28, fez questão de propalar o perdão concedido pelo presidente Donald Trump. O júri entendeu que Milton mentiu nas investigações sobre a tecnologia da empresa. Ele declarou: "Hoje recebi um perdão total e incondicional do próprio Donald Trump. Ele me ligou pessoalmente para me contar". A Promotora assegurou que Milton enganou investidores, quando afirmou que a Nikola montou uma picape "do zero", desenvolvendo as próprias baterias, apesar de ser do conhecimento público de que as baterias foram compradas. O caminhão "Nikola One" não funcionava.
ACUSAÇÃO CONTRA DEPUTADO
O deputado federal Marcel Van Hattem agrediu o ministro Alexandre de Moraes, depois que o ex-presidente Bolsonaro tornou-se réu por decisão da 1ª Câmara do STF. O parlamentar foi além da liberdade de expressão, porque acusou o Supremo Tribunal Federal de "organização criminosa", além de desferir acusações frívolas contra o ministro Alexandre de Moraes; assegurou que os ministros são "mafiosos (criminosos), covardes achacadores". O líder do PT acionou a Procuradoria para ingressar com ação penal contra Van Hattem.
TRUMP RETIRA EUA DA OMS
O presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde, OMS, suspendendo a doação para o órgão. A OMS, neste ano, perdeu receitas de US$ 600 milhões de dólares, daí porque é obrigada a fazer cortes, informou o diretor-geral Tedros Adhanno Ghebreyesus, em e-mail remetido para funcionários da instituição. O presidente tem feito congelamento de importantes programas de assistência sanitária em todo o mundo. Trump ainda acusou a OMS de estar "fraudando" o seu país, somente porque os Estados Unidos contribuem com maior valor que a China. Grande parte do financiamento americano originava-se de contribuições voluntárias para projetos específicos.
Salvador, 29 de março de 2025.
DANIEL ALVES É ABSOLVIDO
A advogada Inés Guardiola que defendeu Daniel Alves declarou: "Eu apoio Daniel Alves. A justiça finalmente foi feita. Ele é inocente. Acabou de ser provado. A justiça foi feita. Estou muito comovida e muito feliz. Isso significa que esse homem é inocente". A ministra das Finanças da Espanha disse: "Vou ser cautelosa porque não li a decisão, o que não significa que não expresse mais uma vez minha solidariedade a todas asa vítimas de abuso ou maus-tratos físicos que às vezes se encontram em dificuldades".
TERREMOTO: MAIS DE 1 MIL PESSOAS MORTAS
Anteriormente, a guerra civil provocou o deslocamento de 3,5 milhões de pessoas, segundo estimativas das Nações Unidas. Antes do terremoto, a previsão era de que cerca de 15 milhões de birsmaneses corriam risco de morrer de fome neste ano de 2025. Muitas pessoas deixaram suas cassas e foram deslocadas para parques, porque com mais segurança. O local mais penalizado foi a cidade de Sagaing, na Birmânia. Aeroporto, pontes e rodovias não têm tráfego e calcula-se em sete ponte danificadas pelo terremoto.
BOLSONARO SEM ANISTIA
Os analistas recordam a graça concedida, em 2022, para o ex-deputado federal Daniel Silveira, penalizado por manifestações contra o Estado democrático de Direito. No STF, a maioria considerou que a medida desviou da finalidade no benefício aplicado, face ao fato de o parlamentar ser aliado político do então presidente Bolsonaro. No voto, o ministro Alexandre de Moraes declarou: "Seria possível o Supremo Tribunal Federal aceitar indulto coletivo para todos aqueles que eventualmente vierem a ser condenados pelos atos golpista de 8 de janeiro, atentados contra a própria democracia, contra a própria Constituição? Obviamente que não, isso está implícito na Constituição Federal". No caso, Daniel Silveira teve de cumprir a pena de oito anos e nove meses.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 29/03/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Barroso alerta contra indulgência com 8/1: "Nós fomos da indignação à pena"
Presidente do STF diz que brasileiros passaram "da indignação à pena" — ao falar do caso da extremista Débora Rodrigues — e frisa que, sem punição aos golpistas, "na próxima eleição, alguém pode pregar a derrubada do governo eleito" e a invasão de prédios públicos
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Trama golpista
Desqualificar provas vira principal estratégia das defesas dos bolsonaristas julgados no STF
Advogados miram em contradições sobre reuniões e depoimentos, mas não contestam tentativa de golpeFOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Prisão é o fim da minha vida, estou com 70 anos, diz Bolsonaro
Ex-presidente admite ter conversado sobre estados de sítio e de defesa e artigo 142, mas afirma que descartou 'logo de cara'
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Moraes arquiva investigação contra
Bolsonaro sobre cartão de vacina
Decisão foi motivada pelo pedido feito pela PGR
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Terremoto em Mianmar já deixa mais
de mil mortos
Terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o sudoeste da Ásia nesta sexta
DIÁRIO DE NOTÍCIAIS - LISBOA/PT