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terça-feira, 1 de abril de 2025

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 1º/4/2025

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Feminicídio: em menos de 72 horas, duas mulheres são assassinadas no DF

A dona de casa Maria José Ferreira dos Santos, 31 anos, foi morta pelo marido a facadas na frente da filha mais velha, uma criança de apenas 11 anos. O autor foi preso em flagrante após tentar fugir e ser convencido por familiares a se entregar

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Réu no STF

Bolsonaro mantém indefinição sobre Tarcísio e se reaproxima de nomes da direita por apoio a anistia

Ex-presidente usará viagens pelo país para demarcar posição de candidato em 2026

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Conselho de direitos humanos diz que há 'provas robustas' de assédio judicial da Universal

CNDH pediu para participar da ação do MPF; igreja afirma que tudo que está sendo pedido 'será impugnado'

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Juiz suspende norma que autoriza 
farmacêuticos a prescreverem remédios

Decisão foi motivada por ação do Conselho Federal de Medicina

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Suspeita de compra de votos eleitorais é alvo de operação da PF em Caraá

Pelo menos uma pessoa teria sido presa durante o cumprimento 

de ordens judiciais na cidade

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT  

RASI alerta para braço de organização 

extremista internacional em Portugal

Sem especificar qual é a organização em questão, o RASI adianta 
que a mesma já foi alvo de sanções financeiras em vários países 
por financiamento de terrorismo.

segunda-feira, 31 de março de 2025

RADAR JUDICIAL

MUSK É DESAPROVADO

Nova pesquisa nos Estados Unidos revela que 67% dos americanos não gostariam de ter ou de alugar um carro da Tesla, do bilionário Elon Musk. O levantamento foi realizado pela Yahoo News e pelo instituto YouGov que informou o motivo principal da rejeição, situada na participação de Musk, na empresa, segundo 37% dos ouvidos. O estudo foi feito entre os dias 20 e 24 de março e foram ouvidas 1.677 pessoas. A imagem de Elon Musk está machucada com o envolvimento dele em temas políticos; 45% têm opinião desfavorável ao sul-africano e 10% "um pouco desfavorável". Somente 21% tem opinião favorável a Musk. Outra resposta situa-se na condução de Musk do Departamento de Eficiência Governamental, quando 48% dos entrevistados desaprovam sua condução do órgão. Outra resposta oferecida pelos pesquisados é de que 52% acreditam que Musk "está mais interessado em se beneficiar pessoalmente do que em ajudar o país". Fora dos Estados Unidos, na Alemanha, 94% dos entrevistados não pretendem comprar um Tesla, face às posições políticas de Musk. A empresa enfrenta dificuldades para vender os carros da Tesla.  

CHINA REVIDA TRUMP

Empresas como Lockheed Martins e Raytheon Missiles & Defense e outras de defesa norte-americanas estão sendo proibidas pela China de exportar produtos de dupla utilização civil e militar. O Ministério do Comércio chinês declarou que visa "salvaguarda a segurança e os interesses nacionais" e isso acontece face às vendas de armas dos Estados Unidos para Taiwan. Outras empresas de grande porte estão incluídas na proibição e busca "cumprir obrigações internacionais, incluindo a não proliferação", seguindo legislação de controle de exportações do país, segundo o Ministério do Comércio da China. Além disso, a China incluiu dez empresas na lista de medidas não confiáveis, importando em restrições adicionais no comércio com o país. Desde a chegada de Donald Trump no governo há postura agressiva, impondo altas tarifas sobre produtos chineses. Tudo começou, em fevereiro, quando Trump, através de ordem executiva fixou tarifa de 10% sobre todas as importações chinesas. A China também adotou tarifas retaliatórias sobre produtos norte-americanos, além de outras medidas.  

INVESTIGAÇÃO DO MOVIMENTO SEM TERRA

O deputado estadual Leandro de Jesus conseguiu, em Mandado de Segurança, o direto de instaurar Comissão Parlamentar de Inquérito, visando investigações do Movimento Sem Terra (MST). O pedido, incialmente, foi indeferido pelo então presidente da Assembleia Legislativa, Adolfo Menezes. O desembargador Cássio Miranda concedeu a liminar para anular ato do presidente da Assembleia e determinar instalação da CPI. A presidente Ivana Bastos foi notificada da decisão.   

CNJ: AUTONOMIA DAS CORREGEDORIAS-GERAIS

As Corregedorias-gerais da Justiça dos estados têm autonomia para estabelecer regras sobre acúmulo de interinidade em cartórios, segundo decisão, unânime, do CNJ. Com essa decisão é revogada determinação anterior que limitava a três o número de serventias que um mesmo interino poderia acumular no Estado da Bahia. Foi mantida a destituição de Yuri Reis Barbosa. O CNJ apreciou recurso da Corregedoria-geral da Justiça da Bahia contra decisão monocrática do CNJ, datada de 2022. O delegatório Yuri Reis Barbosa, titular de cartório, questionou sua destituição, na condição de interino do Cartório de Registro de Imóveis de Souto Soares/BA, mas a Corregedoria assegurou que a remoção deu-se face a irregularidades em atos cartorários. A relatora do caso foi a conselheira Daiane Nogueira de Lira que assegurou: "Não cabe ao CNJ impor limites rígidos se a Corregedoria local, com base em critérios técnicos e de necessidade, entender que a acumulação é viável".  

CORREIÇÃO EM COITÉ

A comarca de Conceição do Coité será submetida a correição extraordinária, de conformidade com decisão do Tribunal de Justiça da Bahia; caberá à Corregedoria das Comarcas do Interior proceder à diligência no período de 31 de março a 4 de abril/2025. Durante a correição, os trabalhos prosseguirão normalmente, e os atos serão realizados presencialmente, entre 8.00 e 18 horas, cabendo a coordenação à juíza auxiliar Angela Bacellar Batista.      

Salvador, 31 de março de 2025.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
  


 

 


CAÇA ÀS BRUXAS

O governo do presidente Donald Trump desembestou para perseguir qualquer cidadão que sinaliza violação ao seu catecismo. Assim, o estudante palestino Mahmoud Khalil, da Universidade Columbia, foi preso; logo depois, o indiano Badar Khan Suri, da Universidade Georgetown, teve o mesmo destino; na terça-feira, 25, foi a vez da doutoranda turca Rumeysa Ozturk, apanhada pelo serviço de imigração, em operação destinada a criminosos, nas imediações de sua residência. O fato que causou a prisão de Rumeysa foi simplesmente porque escreveu em jornal da Universidade sobre o movimento pró-Palestina. A moça está na iminência de ter de deixar os estudos e ser deportada; isso ainda não aconteceu, porque uma juíza suspendeu a pretensão do governo. Trump age também junto às universidades, pressionando-as para abafarem os protestos pró-Palestina, punindo quem critica Israel como prática de antissemitismo. Neste sentido, ele retirou US$ 400 milhões de financiamento de Columbia. Alunos estrangeiros e americanos, além de professores são focos de perseguição da política nefasta de Trump. Essa caça às bruxas provoca posicionamento, no sentido de apagar as redes, deixar perfis de aplicativos de conversa sem foto, além de censurar as próprias declarações. 

Equipes da universidade temem por eventual monitoramento e podem ser flagradas pelos agentes da imigração, se ouvirem falar sobre temas vinculados à diversidade. Trump mandou suspender financiamento e acabou com os programas de inclusão. Muitos brasileiros acreditam que estão sendo seguidos e visualizam risco nos Estados Unidos. As universidades têm enviado mensagens para seus alunos estrangeiros não viajar para o exterior, porque correm o risco de serem impedidos de retornarem. O secretário de Estado, Marco Rubio, nesta semana, comunicou cancelamento dos vistos de aproximadamente 300 alunos manifestantes, chamando-os de lunáticos. O governo assegura que pode deportar quem apoia organizações terroristas, porque constituem risco para o país. Os protestos acontecem, mas os alunos cobrem os rostos com máscaras, porque o governo investe na deportação de qualquer estrangeiro, por qualquer motivação, ainda que sem comprovação.       

 

MOMENTOS SOMBRIOS: EUA

Trump discute com sua equipe
Michael Thaddeus, professor de matemática da Universidade de Columbia e vice-presidente da Associação Americana de Professores Universitários, declarou: "Os EUA estão vivendo momentos sombrios não se pode mais descartar que o país esteja caminhando para uma sociedade autoritária". Não é à toa que o presidente Donald Trump, 78 anos, afirma que tentará o terceiro mandato, apesar de impedimento constitucional. Disse Trump acerca de seu intento: "não estou brincando. Existem métodos pelos quais isso pode ser feito". Esse segundo mandato, foi iniciado com uma série de decretos, com apoio incondicional de Elon Musk, que pretende desmontar a organização do governo federal, montada pelos antecessores de Trump. Na NBC News disse mais o presidente: "Muita gente quer que eu faça isso. Mas basicamente digo a eles que temos um longo caminho pela frente, sabem, é muito cedo na administração".    

A primeira dificuldade que o presidente vai enfrentar é a reforma da Constituição que não admite um terceiro mandato e para alterá-la são necessários dois terços tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado; essa representatividade, o Partido de Trump não dispõe. Depois dessa votação inalcançável, Trump ainda necessita do apoio de três quartos dos 50 estados para, em convenção constitucional, mudar a Carta Magna. Os Estados Unidos nunca realizou uma convenção constitucional e as 27 emendas da Constituição tiveram votação no Congresso.   

 

JUÍZA SUSPENDE MULTAS DE ADVOGADO

A juíza de Dias D´Ávila do Tribunal de Justiça da Bahia suspendeu multas aplicadas pelo Departamento Estadual de Trânsito  contra o advogado Jeferson Rosado Alves, 35 anos, em blitz, realizada em Dias D´Ávila. O advogado ingressou com ação conta o DETRAN, na qual pedia a suspensão da exigibilidade das multas, originadas de sete infrações de trânsito, no valor total de R$ 10 mil. O advogado alegou que as multas foram de forma indevida e com "abuso de poder". O Detran alegou que as autuações deram-se por alcoolemia, mas reconheceu que as multas foram aplicadas de maneira equivocada. A juíza Mariana Ferreira Spina, da 1ª Vara de Dias D´Ávila, escreveu que a existência de "perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo, uma vez que os valores das multas são consideravelmente altos e, ademais, podem comprometer a CNJ (Carteira de Habilitação) do autor". 

Adiante: "Portanto, preenchidos os requisitos previstos no artigo 300 do CPC, DEFIRO a tutela de urgência para suspender a exigibilidade das multas bem como das demais consequências administrativas decorrentes das sete infrações de trânsito listada sua inicial, até ulterior deliberação deste Juiz". Foi designada audiência de conciliação. Por seu lado, o DETRAN, em nota, declarou que "já havia iniciado as providências referentes ao cancelamento do AIT (Auto de Infração de Trânsito), uma ve que foi detectada a falha pela mesa da blitz em lançar o veículo correto de sua propriedade".     

 

JUÍZA REVOGA DECISÃO DE TRUMP

Rumeysa Ozturk, 30 anos, estudante turca fazendo o doutorado na Universidade de Tufts, manifestou apoio aos palestinos na guerra em Gaza e terminou sendo detida pela imigração dos Estados Unidos, na semana passada, nas imediações de sua residência, em Massachusetts, na terça-feira, 25. Autoridades locais revogaram seu visto, e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, sem fornecer qualquer comprovação, acusou a estudante de "participar de atividades em apoio ao Hamas", apesar de não haver qualquer comprovação desta afirmativa. O caso foi submetido a juíza federal de Boston, em Massachusetts, Denice Casper, que proibiu liminarmente a deportação da estudante, até que haja decisão da Corte sobre o caso. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Turquia, Oncu Keceli, envida esforços para liberar Rumeyza, através do jurídico da missão diplomática. Ele declarou: "Nosso cônsul-geral em Houston visitou nossa cidadã no centro onde ela está detida na Louziana, em 28 de março. Os pedidos e demandas de nossa cidadã foram encaminhados às autoridades locais e ao seu advogado". Um ano atrás, Rumeysa foi coautora de um artigo num jornal estudantil, onde critica a resposta de universidade aos apelos dos estudantes para desfazerem vínculos com empresas vinculadas a Israel e "reconhecessem o genocídio palestino".  

A advogada Mahsa Khanbabai ingressou com pedido de liberação de Rumeysa, com participação da União Americana pelas Liberdades Civis; a advogada denominou a decisão de juíza como "primeiro passo para conseguir a libertação de Rumeysa e trazê-la de volta para Boston para que ela possa continuar seus estudos". O presidente Donald Trump, anteriormente, prometeu deportar todo manifestante pró-palestinos estrangeiros, acusando-os de apoiar o grupo terrorista Hamas. Em outro caso, um estudante da Universidade Columbia, em Nova York foi vítima da perseguição de Trump que escreveu na sua rede social: "esta é a primeira prisão de muitas que virão".   



MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 31/03/2025

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Teto para reajuste dos medicamentos será divulgado nesta segunda-feira (31)

Sindusfarma projeta elevação média de 3,48%, abaixo da inflação. 
Esse pode ser o menor patamar de aumento desde 2018

O GLOBO - RIO DE JANEIOR/RJ

Julgamento no STF

Mauro Cid mudou cinco vezes sua delação e abre flanco para contestação de outros réus

Tenente-coronel mudou versões até incluir o ex-ministro Walter Braga Netto 

como peça-chave do caso

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Brasileiros vivem pânico em universidades nos EUA diante de decisões de Trump

Instituições preparam guias de conduta e fazem alertas a estudantes estrangeiros sobre riscos de viagens ao exterior

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Trump diz que uso de força militar não está 
descartado para dominar a Groenlândia

A Groenlândia é um território da Dinamarca, que é aliada da OTAN

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Groenlândia: em resposta a Trump, primeiro-ministro diz que EUA não ficarão com a ilha

Presidente norte-americano citou o uso de força para tomar o local

DIÁRIO DE NOTÍCIAIS - LISBOA/PT 

Marine Le Pen condenada à inelegibilidade e tem presidenciais de 2027 em risco

Veredito poderá afetar diretamente as eleições presidenciais de 2027, para as quais é líder da extrema-direita é a grande favorita, pois o Ministério Público pediu cinco anos de inelegibilidade.

domingo, 30 de março de 2025

RADAR JUDICIAL

CANDIDATO À PRESIDÊNCIA

O governador Ronaldo Caiado, de Goiás, lançará sua candidatura à Presidência da República na próxima sexta-feira, 4. Caiado, 75 anos, é opositor aos petistas e tenta entrar na disputa pela segunda vez, tendo sido a primeira em 1989, quando não obteve posição de destaque. Ele terá como temas principais de sua campanha: segurança pública e oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governador goiana enfrenta opositores no seu próprio partido, o União Brasil. O lançamento da candidatura de Caiado acontecerá em Salvador, onde ele receberá o título de Cidadão Baiano, e ele conta com apoio do ex-prefeito Antonio Carlos Neto.

ABORTO LEGAL

O aborto legal, em casos de gravidez, porque retirado o preservativo, sem consentimento, na relação sexual, ocorre o que se denomina de stealthing; a juíza Luiza Barros Rozas Verotti, da 13ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, em liminar, determinou que o Hospital da Mulher faça o aborto legal. A ação foi iniciada pela bancada feminista do PSOL na Câmara Municipal de São Paulo e pela Assembleia Legislativa do Estado, depois de denúncias indicarem que a unidade de saúde recusava o procedimento. A magistrada mostrou o risco de gestações indesejadas, originadas de violência sexual prosseguirem, "com impactos na saúde física e mental das vítimas". A juíza assegurou que o stealthing constitui crime de violação sexual mediante fraude e que cabe ao Estado a assistência integral às vítimas de violência sexual. 

Entendidos da matéria asseguram que a retirada da camisinha viola a autonomia sexual das mulheres. A Justiça brasileira já reconhece o stealthing como forma de violência sexual, apesar de ainda não existir tipificação na lei penal.  

BÍBLIA EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS

A Lei estadual 8.415/2003 estipula, no mínimo, dez exemplares da Bíblica Sagrada, em cada biblioteca, sendo quatro delas em braille. Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, sendo que em quatro de cinco ações foram julgadas inconstitucionais, referentes a leis de Mato Grosso, Amazonas, Rondônia e a do Rio de janeiro que foi julgada prejudicada. No caso do Rio Grande do Norte, o relator, ministro Nunes Marques, propôs o reconhecimento da inconstitucionalidade da lei estadual que obriga a inclusão da bíblia em biblioteca do estado. As ações foram propostas pela Procuradoria-geral da República, sob fundamento de que a obrigatoriedade importa em desrespeito ao princípio da laicidade do Estado.  

JUIZ JOGA E PRESIDE AUDIÊNCIA

Um juiz do Paraná presidiu uma audiência ao mesmo tempo no qual jogava golfe. O registro deu-se no dia 22 de agosto/2024. O magistrado usa boné branco e participa da videoconferência. Vê-se, na foto exibida, que ele segura o taco nas mãos e executa uma jogada durante o andamento da audiência. 

JUÍZA SUSPENDE CNJ DE DEVEDOR

A juíza Icéa Aguiar Araújo Rolim, da 2ª Vara de Caucaia/CE, determinou a suspensão da CNJ de um devedor, por prazo indeterminado, face a uma dívida de contrato de aluguel. A magistrada alega que foram adotadas outras alternativas na cobrança da dívida e considerou a suspensão de carteira como "proporcional, razoável e apropriada". Não foram encontrados bens do devedor para pagamento da dívida de aluguel. Resta saber se o devedor tem a carteira para uso de trabalho. 

Salvador, 30 de março de 2025.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.



IRÃ NÃO ACEITA NEGOCIAÇÕES COM EUA

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, rejeitou hoje, 30, negociações diretas com os Estados Unidos sobre o programa nuclear, apesar de admitir diálogo indiretamente, acerca de seu programa nuclear. O presidente assegurou que "essas negociações não fizeram nenhum progresso desde que Trump, em seu primeiro mandato, retirou unilateralmente os Estados Unidos do acordo nuclear de Teerã com as potências mundiais em 2018". Donald Trump enviou uma carta para o presidente do Irã e teve a resposta que não lhe agradou, enviada através de Omã. A resposta, transmitida pela Tv estatal, deu-se nos seguintes termos: "Não evitamos negociações; é a quebra de promessas que nos trouxe problemas até agora. Eles precisam provar que podem reconstruir a confiança". Trump pressiona o Irã, através da redução das exportações de petróleo e faz ameaças militares. 

O presidente americano declarou: "coisas muito ruins" acontecerão se o país não aceitar seu programa nuclear. Ali Khamenei, líder supremo do país, além de rejeitar a proposta de Trump, classificou a iniciativa como "uma fraude". Declarou também que "quando sabemos que eles não vão honrar, qual é o sentido de negociar? Portanto, o convite para negociar... é uma farsa da opinião pública". Na carta de Trump para o líder do Irã, ele diz que "há duas maneiras de lidar com o Irã: militarmente ou você faz um acordo". A carta foi entregue pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, na quarta-feira. 



SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO


FREDERICO VASCONCELOS
Interesse Público

Bolsonaro foi mito graças à omissão de Aras e de Toffoli

Ex-presidente sustentou fraude nas urnas negada por militares

SÃO PAULO

Demorou para o ex-presidente Jair Bolsonaro ser levado ao banco dos réus. O ex-capitão teve apoio do ministro Dias Toffoli e contou com a omissão do ex-procurador geral da República Augusto Aras.

Sua estratégia foi sustentada em falsas premissas: as alegações --desmentidas depois-- de fraudes nas urnas eleitorais e nas listas tríplices para escolha do PGR. Como pano de fundo, estimulou o discurso da democracia militar.

Três homens de terno escuro participam de cerimônia. Dois aplaudem. Ao centro, o terceiro observa o que está à esquerda.
O então presidente Jair Bolsonaro e o então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, participam da cerimônia de posse do procurador-geral da República (PGR) Augusto Aras, na sede da PGR (Procuradoria-Geral da República) em Brasília (DF). -  Pedro Ladeira/Folhapress

Há exatos seis anos, em março de 2019, este blog previu:

"As anotações dos historiadores deverão registrar a contribuição do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para o atual clima de incertezas. Sua gestão ficará marcada pelo respaldo ao retrocesso institucional ocorrido no país. Em dois anos, a democracia recuou décadas."

Antes de assumir a presidência do STF, Toffoli convidou o general Fernando Azevedo, que depois seria ministro da Defesa, para assessorá-lo em seu gabinete.

Registramos: "A iniciativa foi tomada no cenário conturbado pela campanha eleitoral de um candidato à Presidência da República que instigava membros da corporação militar, elogiava torturadores e pregava o armamento da população".

O primeiro presságio da militarização surgiu em 2018: "Hoje, não me refiro nem mais a golpe nem a revolução. Me refiro a movimento de 1964", disse Toffoli, que nasceu três anos depois do golpe de 64.

Toffoli apoiou a recondução de Augusto Aras. Indeferiu pedido para processá-lo por prevaricação, por não ter investigado Bolsonaro. Disse que nunca viu da parte dele "nenhuma atitude contra a democracia".

O ex-capitão repetiu o que fez com outros aduladores: inflou o ego de Toffoli e depois esvaziou sua pretensão de ser o mediador entre os Três Poderes.

O ministro, por sua vez, também adulou Aras. "Não fosse a responsabilidade, a paciência, a discrição e a força do silêncio de Sua Excelência, talvez não estivéssemos aqui, não teríamos talvez, democracia".

Para ser indicado PGR, Aras afinou o discurso com o candidato Bolsonaro. Disse acreditar na democracia militar.

Aras tentou anteriormente ser PGR fora da lista tríplice da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). Fugiu da votação pelos pares, pois sabia que seria derrotado.

Aras desmontou as forças-tarefas da Lava Jato, militarizou o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e não investigou o ex-capitão.

Oito ex-procuradores gerais repeliram as insinuações de fraudes nas urnas: Raquel Dodge, Rodrigo Janot, Roberto Gurgel, Antonio Fernando, Inocêncio Mártires, Sepúlveda Pertence, Aristides Junqueira e Claudio Fonteles.

Em carta aberta, 27 subprocuradores-gerais criticaram a passividade de Aras diante dos ataques ao STF e ao TSE.

O PGR foi tolerante com o discurso do ódio e o descaso com os mortos da pandemia. Ameaçou subprocuradores, estimulou a atuação de aduladores. Perseguiu membros do MPF.

Aras pretendia ser ministro do STF. Queria desmontar as forças-tarefas da Lava Jato.

FRAUDES DESMENTIDAS

Em julho de 2020, em debate virtual com os advogados do Grupo Prerrogativas Alberto Toron, Marco Aurélio de Carvalho e Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Aras disse que sua meta era abrir a PGR "para que jamais se possa dizer que tenha caixas-pretas".

"Lista tríplice fraudável nunca mais", insinuou, sem provas. O encontro com defensores de réus da Lava Jato surpreendeu o Conselho Superior do MPF. Aras alegou que foi um "evento acadêmico".

Em carta aberta ao PGR, quatro subprocuradores-gerais criticaram a "desconstrução" do MPF: "Um Ministério Público desacreditado, instável e enfraquecido somente atende aos interesses daqueles que se posicionam à margem da lei."

"Nunca, jamais, houve fraude em quaisquer eleições no MPF", afirmaram.

Em delação premiada, o tenente-coronel Mauro Cid revelou que Bolsonaro não aceitou a primeira conclusão das Forças Armadas que negava fraude nas urnas.

Segundo Cid, os comandantes das Três Forças assinaram uma nota autorizando a permanência das pessoas na frente dos quartéis por ordem do então presidente Jair Bolsonaro.